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Investimentos

Fundos multimercados que mais renderam em 2021

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Os fundos multimercados são altamente buscados por investidores para diversificar o patrimônio em diversos ativos. Por isso, olhar para a rentabilidade desses produtos pode dar uma excelente fonte de informações sobre o momento do mercado mundial. Isso porque esses fundos investem tanto em renda fixa, quanto em renda variável, mas ainda contam com commodities, ouro, moedas e demais ativos que estão fora do alcance de investidores comuns.

No ano de 2021, os fundos multimercados atingiram uma média de 28,3% de rendimento, contra um CDI que totalizou 4,4%. Dessa forma, para quem escolheu os fundos certos, o retorno foi bem acima da taxa básica, além de ser quase 40 pontos percentuais acima do Ibovespa, que fechou o ano em -12%.

Fundos multimercados

Esse tipo de fundo permite maior flexibilidade ao gestor de investimentos para operar diferentes ativos. Em anos de crise, eles são altamente buscados por investidores maiores, justamente para buscar sair de um mercado de baixa, como foi o Ibovespa. Com isso, o retorno dos fundos multimercados podem ser melhores que a média dos outros investimentos, como aconteceu em 2021.

Diante de um cenário de alta de juros, alta dos preços e um Ibovespa em queda, os fundos multimercado olharam para o cenário externo. Diversificando em moeda estrangeira, como o dólar, e nas bolsas americanas e europeias, os fundos com maior sucesso chegaram a apresentar retornos acima dos 100%. Apesar disso, os fundos multimercados costumam ser usados para proteção do capital (hedge). Por isso, é difícil que tenham retornos astronômicos como o apresentado.

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“O grande destaque do ano de 2021 é que apenas um terço dos fundos multimercados conseguiram uma rentabilidade acima do CDI. Praticamente todos tiveram pelo menos um mês de rentabilidade negativa e houve uma mudança radical do primeiro para o segundo semestre. No primeiro semestre a rentabilidade média dos fundos foi positiva e no segundo, negativa”, comenta Marcelo d’Agosto, economista e colunista do Valor Econômico.

Foto: Nicholas Cappello | Reprodução

Os fundos que mais renderam

Os investidores viram, em 2021, um cenário bagunçado. A retomada da economia, a alta dos preços, novas restrições à circulação e demais eventos que geraram incerteza no mercado. Contudo, mesmo nesse cenário, alguns fundos conseguiram render bem. Com exceção do primeiro colocado da lista, que é um “ponto fora da curva”, os melhores classificados tiveram retornos semelhantes.

Dessa forma, o primeiro colocado foi o Fundo ESH Theta FIM, que teve um rendimento de 104,20% no ano. Contudo, a própria gestora afirma que os resultados não são comuns e que dificilmente repetirá esse rendimento. Isso porque a empresa se movimentou para participar de “situações especiais”, como negociar preços da venda da Smiles para a Gol, além de arbitrar preços das ações da Oi.

Em segundo lugar ficou o Vista Multiestratégia FIC FIM, que teve um rendimento de 27,23% no ano, seguido por Sparta Cíclico FIM, que rendeu 26,15%. Já no quarto lugar, o fundo multimercado SPX Raptor Feeder FIC FIM C Priv IE rendeu 20,75% no ano, com cotas de fundos de previdência especiais. Em quinto, L2 Alpha Global FIM C Priv rendeu 19,44%.

Dessa forma, apenas o primeiro fundo rendeu acima da média. Isso por causa do grande desvio do primeiro para o segundo.

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