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Investimentos

Fundos multimercados que mais renderam em 2021

Pedro Hostyn

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Os fundos multimercados são altamente buscados por investidores para diversificar o patrimônio em diversos ativos. Por isso, olhar para a rentabilidade desses produtos pode dar uma excelente fonte de informações sobre o momento do mercado mundial. Isso porque esses fundos investem tanto em renda fixa, quanto em renda variável, mas ainda contam com commodities, ouro, moedas e demais ativos que estão fora do alcance de investidores comuns.

No ano de 2021, os fundos multimercados atingiram uma média de 28,3% de rendimento, contra um CDI que totalizou 4,4%. Dessa forma, para quem escolheu os fundos certos, o retorno foi bem acima da taxa básica, além de ser quase 40 pontos percentuais acima do Ibovespa, que fechou o ano em -12%.

Fundos multimercados

Esse tipo de fundo permite maior flexibilidade ao gestor de investimentos para operar diferentes ativos. Em anos de crise, eles são altamente buscados por investidores maiores, justamente para buscar sair de um mercado de baixa, como foi o Ibovespa. Com isso, o retorno dos fundos multimercados podem ser melhores que a média dos outros investimentos, como aconteceu em 2021.

Diante de um cenário de alta de juros, alta dos preços e um Ibovespa em queda, os fundos multimercado olharam para o cenário externo. Diversificando em moeda estrangeira, como o dólar, e nas bolsas americanas e europeias, os fundos com maior sucesso chegaram a apresentar retornos acima dos 100%. Apesar disso, os fundos multimercados costumam ser usados para proteção do capital (hedge). Por isso, é difícil que tenham retornos astronômicos como o apresentado.

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“O grande destaque do ano de 2021 é que apenas um terço dos fundos multimercados conseguiram uma rentabilidade acima do CDI. Praticamente todos tiveram pelo menos um mês de rentabilidade negativa e houve uma mudança radical do primeiro para o segundo semestre. No primeiro semestre a rentabilidade média dos fundos foi positiva e no segundo, negativa”, comenta Marcelo d’Agosto, economista e colunista do Valor Econômico.

fundos multimercados

Foto: Nicholas Cappello | Reprodução

Os fundos que mais renderam

Os investidores viram, em 2021, um cenário bagunçado. A retomada da economia, a alta dos preços, novas restrições à circulação e demais eventos que geraram incerteza no mercado. Contudo, mesmo nesse cenário, alguns fundos conseguiram render bem. Com exceção do primeiro colocado da lista, que é um “ponto fora da curva”, os melhores classificados tiveram retornos semelhantes.

Dessa forma, o primeiro colocado foi o Fundo ESH Theta FIM, que teve um rendimento de 104,20% no ano. Contudo, a própria gestora afirma que os resultados não são comuns e que dificilmente repetirá esse rendimento. Isso porque a empresa se movimentou para participar de “situações especiais”, como negociar preços da venda da Smiles para a Gol, além de arbitrar preços das ações da Oi.

Em segundo lugar ficou o Vista Multiestratégia FIC FIM, que teve um rendimento de 27,23% no ano, seguido por Sparta Cíclico FIM, que rendeu 26,15%. Já no quarto lugar, o fundo multimercado SPX Raptor Feeder FIC FIM C Priv IE rendeu 20,75% no ano, com cotas de fundos de previdência especiais. Em quinto, L2 Alpha Global FIM C Priv rendeu 19,44%.

Dessa forma, apenas o primeiro fundo rendeu acima da média. Isso por causa do grande desvio do primeiro para o segundo.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

Investimentos

CRI e CRA: entenda essa modalidade de renda fixa

Pedro Hostyn

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Os títulos de renda fixa estão em alta no mercado e saber como cada modalidade funciona pode ajudar você na hora de investir seu dinheiro. Porém, algumas modalidades não são populares e estão acessíveis ao público desde pouco anos. É o caso do CRI e do CRA, duas modalidades de investimentos que podem render bem acima da taxa CDI.

Por isso, saber como funciona esse tipo de investimentos pode dar retornos bem acima do mercado. Além disso, eles podem fazer parte de sua filosofia de investimentos daqui por diante.

O que é um CRI e um CRA?

O intuito do CRI e do CRA é exatamente o mesmo, porém aplicado a realidades diferentes da economia. Apesar disso, é importante que você saiba que são investimentos de maior risco, se comparados aos demais títulos da economia brasileira. Por isso, é importante não ir com sede ao pote e definir um percentual mediano, de 20% mais ou menos, para esses papéis.

CRI são os Certificados de Recebíveis Imobiliários. Em suma, uma empresa tem um empreendimento e, em vez de esperar os imóveis serem vendidos, eles contratam uma securitizadora que transforma essas dívidas em títulos do mercado. Dessa forma, ao vender os CRI no mercado, a empresa tem o dinheiro antes de vender e, à medida em que vende, vai pagando os investidores.

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Com os CRA, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio, a ideia é a mesma. Porém, essa modalidade é aplicada ao setor do agronegócio. Dessa forma, em vez de esperar a venda das safras, as empresas do campo emitem os títulos para ter o valor adiantado, de forma a conseguir financiar futuros projetos antes de terminar o atual.

Dessa forma, você consegue ganhar dinheiro com a dívida de grandes empresas. Contudo, é importante que, antes de contratar esses títulos, você analise a saúde financeira das emissoras dos títulos. Para fazer isso, a maioria das corretoras fornecem relatórios.

CRI CRA

Foto: Anne Nygard | Reprodução

Como funcionam as remunerações?

As remunerações, assim como na renda fixa tradicional, funcionam de três maneiras distintas: prefixados, atrelados ao CDI e atrelados ao IPCA (inflação). Contudo, por ter um risco maior, os rendimentos vêm com um prêmio de risco, que é o que faz o investimento valer a pena. Dessa forma, é importante monitorar as taxas no mercado.

Nos CRI e CRA prefixados, a taxa varia conforme o mercado. Por isso, em momento de taxa Selic mais alta, as taxas prefixadas ficam maiores. Dessa forma, o atual cenário é propício para investir nessa modalidade. Por outro lado, os títulos da inflação vêm com um adicional. Com isso, o investidor sempre terá rendimentos reais, ou seja, acima da inflação. Por outro lado, os rendimentos do CDI vêm dentro de um percentual, como 110% do CDI. Dessa forma, é importante analisar o cenário das taxas de juros.

Para investir nesses títulos, as corretoras colocam os CRI e os CRA em uma aba de renda fixa. Contudo, mesmo com a facilidade, é preciso analisar os valores mínimos, os prazos e os indexadores do título.

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Bancos

Nubank deixa de ser banco mais valioso da América Latina

Pedro Hostyn

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Depois de ser o IPO mais aguardado de 2021, o Nubank deixou de ser o banco mais valioso da América Latina. Isso se deve à queda dos preços das ações, que fizeram o banco perder valor. A principal causa dessas quedas é o aumento de juros nos Estados Unidos, bem como as incertezas com a economia brasileira. Apesar disso, o banco ainda está em segundo lugar, avaliado em US$37,4 bilhões, atrás apenas do Itaú.

Na bolsa brasileira, o BDR do Nubank, o NUBR33, já perdeu mais de 34% de seu valor. Cotado a R$11,50 no fim do primeiro pregão, agora o banco vale R$7,56 na cotação de sexta-feira. Apesar disso, analistas afirmam que o banco não sofreu interferências e não teve mudanças em processos internos. Com isso, a queda é puramente especulativa.

Nubank caiu feio!

A expectativa de que o banco central americano, o FED, aumente os juros na maior economia do mundo mexeu com todo o mercado de ações, inclusive com o Nubank. Por lá, investires veem as treasuries americanas (títulos públicos) se valorizando cada vez mais, o que contribui para a saída da renda variável. Com isso, as ações tendem a perder valor, algumas mais, outras menos.

Porém, o caso do Nubank é diferente. Isso porque muitos analistas enxergam o IPO da fintech como exagerado. O preço colocado no banco ficou acima de grandes empresas mundiais, como Itaú e Santander. Por isso, o mercado tende a corrigir esses preços de forma automática. Como o Nubank estava sendo negociado bem acima de seus indicadores, a tendência é de queda. Agora avaliado em US$37,4 bilhões, o banco começou na bolsa valendo US$42 bilhões, uma queda de mais de 10% em um mês. NO BDR a situação é ainda pior, dado que o dólar também se desvalorizou nesse tempo.

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Nubank

Foto: Divulgação

Itaú voltou ao seu posto

Desde a entrada do Nubank na bolsa americana, o Itaú havia perdido o posto de maior banco da América Latina. Contudo, desde o IPO do roxinho, o banco laranja valorizou 6,19%, enquanto as ações da fintech caíram. Com isso, a empresa voltou ao seu posto. Vale lembrar que o Itaú é dono da maior carteira de clientes do país.

Apesar disso, essa retomada tem grandes contribuições da bolsa de valores por aqui. Com a instabilidade nos Estados Unidos, investidores buscam o mercado brasileiro para tentar uma exposição maior. Dessa forma, as ações das blue chips são as mais buscadas, entre elas, o ativo do Itaú (ITUB).

Ainda, vale lembrar que o desempenho da Nasdaq não anda satisfatório. Depois de subir mais de 20% em 2021, a bolsa das techs opera em baixa de 5,93% no ano até agora. Além da queda das ações do Nubank, outras novidades esperadas pelo mercado, como Robinhood, Toast e Affirm caíram até 31%. Com esse movimento, há a tendência de desconto de ativos. Por outro lado, analistas afirmam que o P/L do índice Nasdaq segue elevado, o que pode contribuir com mais quedas durante o ano.

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Ações

BIVB39: é uma boa escolha para investir no S&P 500?

Pedro Hostyn

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Investir nos Estados Unidos é uma excelente forma de proteger o seu patrimônio. Ao saber disso, buscar formas cada vez mais simples de investir no mercado mais desenvolvido do mundo passa a ser a meta dos investidores. Contudo, poucos conhecem ou sabem da existência do BIVB39, atual concorrente do IVVB11, que também replica o S&P 500. Ambos os ativos replicam o principal índice de ações do mundo, mas algumas diferenças podem mudar os retornos dos seus investimentos no longo prazo.

Porém, antes de falar sobre o BIVB39, é importante que expliquemos, de forma sucinta, o que é o S&P 500, o índice que esse ativo replica. Além disso, vamos falar quais empresas constam nesse índice, para que o investidor saiba onde está colocando, mesmo que indiretamente o seu dinheiro.

O que é o S&P 500?

O Standart and Poors 500 é uma carteira teórica de ações que conta com as 500 maiores empresas do mundo. Por contar com essas gigantes, o índice é um termômetro global da renda variável e é utilizado como comparativo para outros investimentos em ativos de risco. Por isso, o mundo inteiro olha para esse índice.

Assim como no Ibovespa, o S&P 500 não permite um investimento direto, dado que se trata de uma carteira teórica. Porém, dentro dessa cesta de ativos estão Google, Microsoft, Tesla, Apple e outras gigantes do mundo. Contudo, algumas gestoras de investimentos replicam essa carteira em ativos reais, fornecendo uma rentabilidade bastante semelhante ao investidor. O ETF mais famoso do mundo para replicar o S&P 500 é o IVV, listado na bolsa americana.

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Porém, para replicar o IVV, as gestoras podem tomar duas medidas: ou elas compram o ETF no mercado exterior e fazem um fundo com 100% da alocação nesse ativo; ou elas replicam diretamente o IVV na bolsa brasileira, através de um BDR de ETF. E é aqui que está a diferença entre o BIVB39 e o IVVB11.

BIVB39 IVVB11 S&P 500

Foto: Unsplash

A diferença entre o IVVB11 e o BIVB39

Apesar de apresentarem rentabilidades semelhantes desde seus lançamentos, esses dois ativos ainda podem dar muita dor de cabeça aos desavisados. Isso porque, além de contar com diferentes gestoras, os ativos têm taxas diferentes.

Começando pelo IVVB11, diferentemente do BIVB39, o ETF gerido pela Black Rock investe 100% no IVV. Contudo, para fazer isso, a gestora cobra uma taxa de 0,23% ao ano para fazer essas compras. Com isso, a Black Rock compra o ETF IVV diretamente na bolsa americana. Contudo, a gestora do IVV, a Black Rock USA, cobra uma taxa de 0,3% ao ano. Com isso, a taxa total fica em torno de 0,53% para cada ano investido no IVVB11.

Contudo, o BIVB39 é um BDR do IVV. Ou seja, em vez de comprar o IVV, o mercado apenas o replica aqui no mercado brasileiro. Isso gera uma taxa menor, dado que a taxa do BIVB39 é de apenas 0,3% ao ano, a taxa do ETF IVV. Com isso, no longo prazo, pode haver grande diferença de rendimentos, devido a uma taxa de 0,23% ao ano. Com isso, para cada mil reais investidos, haverá uma diferença de taxas de R$23 reais a cada 10 anos de investimentos, o que no final resulta em uma diferença de rentabilidade de 2,32%.

Por causa dessa taxa, analistas começam a recomendar a compra do BIVB39. Porém, é preciso que o investidor se atente à liquidez do ativo, que é bem menor que a liquidez do IVVB11.

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Derivativos

Fundos de investimentos em dólar: vale à pena?

Pedro Hostyn

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Proteger o seu patrimônio deve ser uma das suas prioridades ao começar no mercado financeiro. Isso porque não basta guardar dinheiro, é preciso que o poder de compra dele siga durante todos os anos investidos. Para os investidores que buscam fazer o hedge, um dos ativos mais comuns são os fundos de investimentos em dólar. Investir na moeda americana pode diminuir as perdas em momentos de crise, mas podem não render tão bem quanto outros ativos.

Por isso, é uma boa ideia investir em fundos de investimentos em dólar? Como montar uma estratégia que você consiga ter uma alocação ideal usando esse ativo? Nesse texto, vamos falar tudo sobre essa modalidade de investimentos que, segundo alguns analistas, deveria estar em todas as carteiras de investimentos. Ainda, vamos explorar algumas modalidades disponíveis no mercado, com preços acessíveis e taxas baixas.

O que são os fundos de investimentos em dólar?

Como o próprio nome diz, os fundos de investimentos em dólar investem diretamente na moeda americana. Por isso, quando o dólar sobe, o fundo ganha. Por outro lado, quando o dólar cai, o fundo perde. Mas existem diversos cenários na economia que podem sinalizar uma provável direção para a moeda americana.

Ao utilizar os fundos de investimentos em dólar, as gestoras atuam comprando contratos futuros de dólar. Funciona assim: minuto a minuto, o mercado negocia a compra e venda de dólar. E é assim que o preço se movimenta. Quando muita gente quer dólares, a cotação sobe. Mas quando pouca gente quer dólares ou quando mais pessoas querem o real, a cotação da moeda cai. E isso acontece por diversos motivos: empresas querem comprar máquinas, uma pessoa deseja viajar, uma siderúrgica quer comprar aço, e assim por diante.

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Porém, épocas de crise tendem a fazer o dólar subir. Foi o que aconteceu no início da pandemia. Quando o mundo se deparou com a covid, a busca pela moeda americana, a mais segura do mundo, disparou, fazendo o dólar passar dos R$6,00 em alguns dias. Por outro lado, quando a economia brasileira vai bem, há a tendência de investidores comprarem reais para investir aqui. O atual momento, segundo analistas, é de indefinição. Isso porque muitas variáveis precisam ser analisadas pelo mercado.

fundos de investimentos em dólar

Foto: NeonBrand | Reprodução

Como investir?

Por isso, é importante que você invista em fundos de investimentos em dólar quando quiser proteger o seu patrimônio. No ano de 2021, a bolsa caiu 12%, enquanto o dólar engatou uma alta de 10%, aproximadamente. Dessa forma, quem tem uma carteira com metade em dólar e metade em Ibovespa fechou o ano praticamente no zero a zero. E é exatamente essa a função desse fundo.

Em tempos de crise, é indicado que você busque esses fundos. Com isso, você diminui as perdas causadas pelos investimentos em bolsa, por exemplo. Por outro lado, em tempos de alegria no Ibovespa, você pode perder parte de seus retornos com prejuízos no dólar. Porém, analistas recomendam uma carteira com até 5% de fundos de investimentos em dólar, para mitigar perdas e evitar muitas oscilações.

Para isso, diversas gestoras têm esses fundos de investimentos em dólar, como a Warren, o Banco do Brasil, o Santander e demais corretoras. Caso deseje investir, basta entrar em contato com a sua corretora e ver as opções. Contudo, atente-se às taxas e aos demais custos, para não ter sustos na hora do resgate.

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Investimentos

Ibovespa fecha em alta e encosta nos 107 mil pontos

Pedro Hostyn

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Em sessão marcada pelo varejo positivo no Brasil, o Ibovespa contrariou o mercado internacional e operou em alta de 1,33% no pregão dessa sexta-feira, 14. A alta do índice veio por conta das grandes empresas, principalmente as ligadas ao setor bancário. Já nos Estados Unidos, o noticiário não teve fortes emoções, o que deixou as bolsas americanas de lado novamente.

O destaque do dia ficou para Banco Inter, que liderou as altas, subindo 7,91%. Em seguida, BRMalls subiu 7%, seguida por Banco Pan, que subiu 6,13%. Por outro lado, as maiores baixas foram de Locaweb, que caiu 4,11%, enquanto Positivo e Alpargatas caíram 3,86% e 3,31%, respectivamente.

Ibovespa otimista

O Ibovespa fechou a semana com o melhor resultado semanal desde março de 2021. Segundo analistas, a indecisão na economia americana ajuda a bolsa brasileira, que já está descontada, por causa das quedas do ano passado. Apesar disso, a alta não reflete que a economia está se recuperado. Pelo contrário. O Boletim Focus ainda mostra valores amargos ao Brasil.

Além disso, economistas levantam a possibilidade de novas restrições. Com a pandemia aumentando os casos no mundo todo, agora é esperado que a variante chegue com mais força no Brasil. Dessa forma, as cadeias de produção podem ser afetadas, o que também prejudicaria o Ibovespa. Apesar disso, há uma sinalização do governo no combate ao coronavírus. Hoje, o Ministério da Saúde informou a chegada das vacinas infantis, que devem impulsionar novas campanhas de imunização por aqui.

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Com isso, os juros futuros subiram no mercado hoje. O DI de janeiro de 2023 fechou a sessão em 11,95%, enquanto os contratos de janeiro de 2025 fecharam em 11,26%. Por outro lado, a alta das expectativas dos juros vêm em um momento de alta inflacionário, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos. E por lá,  dia de hoje não refletiu em nada o resultado do ano passado.

Ibovespa

Foto: Reuters

Lá fora, investidores estão desanimados

Apesar de as bolsas americanas apresentarem altas enormes no ano passado, fechando acima dos 20% no ano, em 2022 os investidores estão tomando um banho de água fria. Isso porque as bolsas acumulam perdas nas duas primeiras semanas de pregão, refletindo a preocupação com a alta dos juros americanos. Ao contrário delas, em 2021 o Ibovespa caiu, mas segue subindo em 2022.

Hoje, o índice Nasdaq operou em leve alta de 0,59%. Contudo, o S&P 500, que representa as 500 maiores empresas americanas, fechou de lado, subindo leves 0082%. Por outro lado, o Dow Jones caiu 0,56%, o que mostra um descolamento dos seus pares por lá.

Ainda, o dólar operou em mais uma sessão de queda. A moeda americana caiu 0,29% hoje, fechando em R$5,51 na compra e na venda. Desde o início de 2022, o preço do dólar caiu 2,35%, principalmente motivado pela maior busca de investidores internacionais no Brasil.

Finalizando a semana, o Bitcoin operou em alta desde o dia 10 de janeiro. Apesar de estar longe de seus melhores dias, a criptomoeda fechou a semana em 1,45% de alta. Ao contrário da criptomoeda mais famosa, o Ethereum pode dizer que brilhou na semana. A alta desde o dia 10 somou 3,38%.

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Flls

Governo Federal quer lançar seu próprio fundo imobiliário

Pedro Hostyn

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O Governo Federal confirmou os boatos de que vai lançar um fundo imobiliário com ativos da União. Segundo a nota, o FII deve estar no mercado até o final desse ano. Apesar disso, o lançamento dependerá de uma licitação, para escolher a gestora do fundo. Além disso, o mercado vê com bons olhos a iniciativa, que é uma promessa antiga do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Por outro lado, analistas acreditam que o prazo é apertado para definir preços e os ativos que entrarão na composição do fundo. O lançamento é amparado pela lei dos fundos imobiliários, de 2015. O Governo Federal pretende, com isso, aumentar o apetite do mercado sobre esses ativos, além de seguir uma política de concessão do patrimônio público, diminuindo os gastos federais.

O momento do mercado

O Governo Federal pretende lançar o fundo imobiliário em um momento não muito propício para o mercado. Apesar disso, ao lançar em um momento de baixa, abre-se a possibilidade de altas relevantes nas cotas, no caso de uma recuperação do IFIX. Contudo, é importante lembrar que a alta da Selic afasta investidores da renda variável, o que pode diminuir as ofertas pelo FII do governo.

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord, disse em um evento de feirão de imóveis que a estratégia adotada serve para dar liquidez ao patrimônio público. Isso porque para a venda direta de prédios da União, há uma burocracia que demanda, no mínimo, 5 anos, afirmam analistas. “Aí conseguimos colocar muitos imóveis de alto valor de uma vez só na praça, porque isso dispersa cotas e todo mundo vai poder comprar nas plataformas, em vez de imóveis complexos que têm liquidez menor“, disse.

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A ideia do governo é ser um dos cotistas do fundo, juntamente com outra gestora privada. Os demais, segundo fontes, serão administrados pela Caixa e pelo Banco do Brasil, o que segundo a lei dispensa licitação.

fundo imobiliário Governo Federal

Diogo Mac Cord, Secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia . Foto: Agência Brasil | Reprodução

A importância do fundo imobiliário

A importância do lançamento desse fundo passa por diversos fatores. O primeiro dele é mostrar o apreço do governo pelo mercado financeiro, o que aumenta a liquidez e melhora a imagem do país perante o mundo. O segundo fator é a diminuição dos gastos públicos. Dessa forma, com a venda de parte desses ativos, a União não seria a única a arcar com as despesas dos imóveis.

Com a novidade, o mercado de fundos imobiliários tende a crescer mais. Isso porque, caso a ideia dê certo, abre-se espaço para que estados e municípios andem para o mesmo caminho. Vale lembrar que, atualmente, o estado de São Paulo já tem ativos listados no FII Estado de São Paulo, que tem o governo do estado como um dos cotistas.

Por outro lado, a venda de parte dos imóveis permitira que a União diminuísse seus gastos. Por isso, o mercado também vê com bons olhos a ideia de diminuir a máquina pública. Atualmente, somente o Estado de São Paulo tem mais de 30 mil imóveis, número bem menor que os da União.

Apesar da notícia, o secretário especial não deu mais detalhes sobre a oferta pública. Contudo, o mercado aguarda maiores informações nos próximos meses.

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