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Tesouro Direto

Tesouro Direto terá taxas menores a partir de segunda-feira

Pedro Hostyn

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A bolsa de valores brasileira, a B3, informou ao mercado que, a partir de segunda-feira, 3, a taxa de custódia dos ativos do Tesouro Direto terão taxas menores. O percentual, que incide sobre o total investido, leva parte dos rendimentos dos investidores, o que não é bem-vindo. Apesar disso, o percentual menor não mudará muita coisa para os investidores, principalmente aqueles que têm menos dinheiro investido.

Contudo, o percentual em queda significa mais um incentivo para que as pessoas físicas invistam no Brasil. Além disso, a taxa menor pode atrair mais investidores internacionais para o país, financiando a dívida e dando mais confiança ao mercado brasileiro.

O que é a taxa de custódia?

A taxa de custódia que a B3 cobra sobre os investimentos do Tesouro Direto é uma forma de a bolsa se financiar para melhorar sempre seus processos. Por isso, para guardar seus títulos do Tesouro de forma segura, a B3 cobra uma taxa do investidor. Anteriormente em 0,25%, o novo percentual ficará em 0,20% ao ano. A taxa incide sobre o Tesouro IPCA+, Tesouro Selic (para investimentos acima de R$10 mil) e para o Tesouro Prefixado.

Por isso, vale lembrar que os investidores que possuem Tesouro Selic na carteira e têm investimentos abaixo de R$10 mil no título seguem isentos de taxas. A ideia é fomentar o pequeno investidor a começar nesse mundo financeiro sem tomar sustos. Vale lembrar que o Tesouro Selic também é amplamente utilizado para montar uma reserva de emergência.

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A novidade, que foi dada em outubro, busca atrair novos investidores e principalmente o público jovem. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a mudança atende ao perfil dos investidores brasileiros. “Com isso, em um esforço conjunto de B3 e Secretaria do Tesouro Nacional, reduziremos a taxa de custódia de 0,25% para 0,20%, a partir de janeiro de 2022. Com isso, queremos fazer dele um produto que seja barato, acessível e seguro para o investidor”, disse Jeferson.

Tesouro Direto

Foto: Shutterstock

Como investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é a forma mais simples de um investidor financiar a dívida pública brasileira. Por outro lado, a plataforma permite que qualquer pessoa consiga investir. Dessa forma, o Tesouro Nacional juntou a sua necessidade de financiamento com a ambição de crescer a taxa de poupança do país.

Para investir nos três tipos de títulos do Tesouro Direto, basta que o investidor abra um cadastro diretamente pelo portal ou, ainda, que abra conta em uma corretora. No segundo caso, a corretora abre um cadastro automaticamente para você no Tesouro Direto, o que permite que você invista por onde desejar.

Grande parte das corretoras brasileiras não cobram taxas para investimentos em Tesouro Direto. Contudo, algumas podem cobrar percentuais sobre o valor investido, o que atrapalha o seu rendimento no fim do processo. Por isso, vale ressaltar que você deve pesquisar a fundo as taxas cobradas pela sua corretora e todos os outros custos que incorrem desse investimento.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

CDB

Como escolher a renda fixa certa? Confira os segredos

Pedro Hostyn

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A renda fixa é uma mina de ouro em qualquer momento, principalmente no Brasil. Isso porque as taxas daqui são, quase sempre, maiores que as taxas de outros países, o que gera maiores rendimentos que no mercado internacional. Além disso, o Brasil é, historicamente, um bom pagador dos títulos do Tesouro Direto, que é acessível ao investir e também aos fundos de investimentos. Por isso, analistas profissionais usam a renda fixa no Brasil para fazer os melhores fundos de investimentos da categoria e você pode saber como entrar nesse mercado. Isso porque não é todo fundo de renda fixa que é rentável e, dos que são, nem todos são bons.

Por isso, nesse texto vamos mostrar como escolher uma renda fixa da forma certa. Para isso, desvendamos os segredos dos principais assessores de investimentos do país e usamos uma bibliografia extensa. Dessa forma, siga com a gente até o final do texto!

Como começar na renda fixa?

Começar, em si, na renda fixa é bastante simples. Isso porque diversos bancos já tem suas contas digitais remuneradas que rendem 100% do CDI. Contudo, existem formas de ter rendimentos bem acima do CDI e, para isso, é importante que você tenha um planejamento quase impecável para fazer isso com tranquilidade. Apesar disso, não é difícil, mas sim trabalhoso. Porém, apenas o início pode ser mais complicado.

Para começar na renda fixa de verdade, os analistas indicam sempre os fundos de investimentos em renda fixa. Isso porque o Tesouro Direto pode gerar perdas de dinheiro no curto prazo, o que é mais difícil, mas não impossível, nos fundos de renda fixa. Além disso, para você começar, é sempre bom ter um auxílio. Isso porque as chances de fazer escolhas erradas no início é grande. Contudo, à medida que você investe com consistência, os erros diminuem.

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Para isso, escolher os fundos de renda fixa é essencial. Para isso, escolha sempre os fundos consolidados. Eles são aqueles que têm bons rendimentos (iguais ou maiores que o CDI, apenas), estão no mercado a mais de 12 meses e que possuem gestoras com grandes valores sob custódia. Isso dá mais credibilidade ao investimento, buscando sempre atrelar aos bons rendimentos.

renda fixa

Foto: Unsplash | Reprodução

O segundo passo

Depois de escolher um fundo de investimentos com retornos acima do CDI, o segundo passo da renda fixa é diversificar em indicadores e produtos. Isso porque é importante diversificar em qualquer parte dos seus investimentos, para diminuir ainda mais os riscos.

Por isso, nessa parte você pode escolher ativos prefixados, como o próprio Tesouro Direto. Contudo, é importante que você saiba que tem CDB, LCI, LCA, LF, CRI, CRA e demais títulos como opção. Vale lembrar que você deve estudar o produto antes de aportar.

Depois disso, busque também ativos atrelados à inflação. Lembre-se que ativos com o IPCA nos rendimentos sempre dão rendimentos reais, ou seja, maior poder de compra no futuro. Dessa forma, o Tesouro Direto também pode ajudar, mas as instituições financeiras também colocam CDB, LCI, LCA, LF, CRI, CRA e demais títulos na mesa.

Por último, defina os percentuais ideais para cada indexador. Uma ideia pode ser 33,3% para cada indicador (CDI, prefixado e IPCA), mas isso varia conforme a sua necessidade e sua vontade.

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Tesouro Direto

Tesouro Direto volta a ter taxas acima de 11%; entenda

Pedro Hostyn

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Com a alta dos juros e a maior incerteza dos investidores internacionais em relação à economia, o Tesouro Direto Prefixado voltou a ter taxas acima dos 11% ao ano. Apesar disso, o preço dos ativos vem aumentando, o que demonstra um apreço dos investidores aos títulos da dívida pública. Com isso, clientes se perguntam se é a hora de entrar no Tesouro Prefixado e, nesse texto, responderemos a essa questão.

Para ajudar na sua tomada de decisão, levantaremos alguns pontos importantes para que você analise antes de comprar, ou não. Para isso, levaremos em conta a provável oscilação da taxa Selic e também o cenário da bolsa de valores.

Tesouro Prefixado: como funciona?

O Tesouro Prefixado é uma das três modalidades do Tesouro Direto. A plataforma, que serve para investidores emprestarem os valores ao Governo Federal. Para fazer isso, existem três formas de rendimento: atrelados ao IPCA (Tesouro IPCA), atrelado à Selic (Tesouro Selic) e os Prefixados, com taxas definidas na hora da compra.

Para o Tesouro Prefixado, existem algumas “táticas” para investir com solidez nesses ativos. Quando a Selic está alta, o investidor deve comprá-lo perto do fim do movimento de alta. Com isso, o investidor busca a maior taxa prefixada dentre as possíveis. Isso porque, para valer à pena, os rendimentos do prefixado devem ser maiores que o da Selic. E é exatamente onde estamos. O fim do movimento de alta da Selic está próximo e deve acontecer no fim do primeiro trimestre de 2021. Com isso, se tudo ocorrer dentro do previsto, o investidor começa a ganhar mais que a Selic já no meio do ano que vem.

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Do contrário, quando a Selic está a patamares mais baixos, o indicado é a compra dos títulos IPCA ou Selic+, também disponíveis no site do Tesouro Direto. Apesar de estarmos longe desse cenário, investidores também olham para o IPCA como forma de ter bons rendimentos no futuro.

Tesouro Direto Prefixado

Foto: Austin Distel | Reprodução

Investir ou não investir nesse Tesouro Direto?

A maioria dos analistas sugere que é, sim, a hora de investir no Tesouro Prefixado 2024. Além do fator Selic, que deve chegar a 12% no início do ano que vem, existe um fenômeno bastante raro que se chama inversão da curva de juros. Isso quer dizer que o Prefixado de 2024 está rendendo acima do Prefixado 2026.

No fechamento de hoje, 20, o Prefixado 2024 estava rendendo 11%, taxa que não tinha desde 03 de dezembro. Por outro lado, o prefixado 2026 apresentava taxas no valor de 10,54%. Isso quer dizer que seja ruim o 2026? Não, mas quer dizer que o investimento do 2024, que tem prazo menor, está pagando mais. Com o prazo menor, o risco também se torna menor. Por isso, a taxa maior representa uma oportunidade única.

Contudo, vale sempre lembrar que o Tesouro Prefixado exige algumas regras para que você invista nele. A primeira regra é que você deve esperar o vencimento para resgatar o valor com juros. Dessa forma, você não tem chances de perder dinheiro com esse título. Resgatar antes do vencimento pode gerar prejuízos. A segunda regra é diversificar em outras rendas fixas. Isso porque investidores nunca devem colocar todo o dinheiro em apenas um ativo.

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Renda Fixa

Poupança: saiba porque você deve fugir dela!

Pedro Hostyn

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Com a alta da Selic, você já deve ter visto por aí que a poupança está rendendo mais. Mas isso não quer dizer que ela é um bom investimento. Na verdade, a poupança nunca é um bom investimento, independentemente da taxa de juros. Em todos os cenários, a poupança perde para a renda fixa mais tradicional e igualmente segura. Por isso, se você tem dinheiro por lá, é hora de tirar e colocar onde realmente vai render.

Acontece que com a alta da Selic, a renda fixa fica ainda mais favorável que a poupança. Vale lembrar que a Selic ainda vai aumentar mais, segundo o mercado, o que não vai acontecer com a poupança. Mas calma, vamos explicar tudo direitinho até o final do texto. E para começar, você deve saber como funcionam os rendimentos da poupança.

Como é o rendimento?

Os rendimentos da poupança também seguem a taxa Selic, mas por ter um volume gigantesco de dinheiro nela, o Governo Federal decidiu colocar um teto máximo para o rendimento. Isso porque se o Governo pagasse a poupança como faz com o Tesouro Direto, ele provavelmente teria ainda mais problemas. Dessa forma, a Selic tem duas regras para a rentabilidade.

A primeira regra, que vinha acontecendo até ontem, é a poupança rendendo 70% da Selic. Nessa parte, você estaria perdendo sempre, dado que o Tesouro Selic sempre rende 100% da Selic. Vale lembrar que mesmo com a incidência dos impostos, o Tesouro Selic sempre valerá mais à pena. Dessa forma, com a Selic a 7,75%, como estava, a poupança estava rendendo 5,42%, contra um Tesouro Selic que rendia 6,2% em 1 ano, já descontado o Imposto de Renda. Se você mantivesse os valores por mais de 2 anos, o Tesouro Selic renderia 6,56. Ou seja, você estaria perdendo 1,14 ponto percentual. Isso no longo prazo representa muito!

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Agora a regra é outra. A partir de ontem, 8, a poupança está rendendo 0,5% mais a taxa referencial (TR). Parece bom, mas a TR é igual a zero! Ou seja, a poupança está rendendo 0,5% por mês, o que dá 6,17% ao ano. Se compararmos com as taxas mencionadas acima, a poupança perderia para o Tesouro Selic mesmo sem o aumento das taxas. Mas o mais assustador vem agora: o Tesouro Selic está rendendo 7,4%. Ou seja, você está perdendo 1,23 ponto percentual, ou seja, está perdendo mais que antes.

Ainda, como você leu aqui, a Selic deve chegar no topo de 12%. Se ela chegar nesse patamar, será 12% ao ano do Tesouro Selic contra os míseros 6,17% da poupança. Isso quer dizer que o Tesouro Selic vai render, aproximadamente, o dobro da poupança. E tudo isso com o mesmo risco, dado que quem paga ainda será o Governo Federal.

Poupança

Foto: Damir Spanic | Reprodução

A poupança é um mau negócio. Mas onde investir?

Se você tem medo de investir diretamente no Tesouro Direto, existem outras facilidades no mercado para você ter rendimentos acima da poupança.

A opção mais viável é abrir uma conta no Nubank ou qualquer banco que tenha rendimentos atrelados ao CDI. Caso queira ainda mais rendimentos, com o mesmo conforto, o PicPay tem uma conta que rende 120% do CDI e permite que você faça Pix, pague contas e demais serviços bancários. O mesmo ocorre com o PagBank, que rende 200% do CDI.

De qualquer forma, manter o seu dinheiro na poupança é um mau negócio em qualquer cenário. Chegou a hora de sair de lá!

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CDB

Boletim Focus: previsão de piora na economia continua

Pedro Hostyn

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Como toda segunda-feira, o mercado se deparou hoje com as expectativas do Boletim Focus, lançado pelo Banco Central do Brasil. O cenário não agradou os economistas e tivemos um aumento expressivo da expectativa de inflação para o ano de 2021.

Agora, o mercado prevê um IPCA acima dos 10%, enquanto vê um PIB cada vez menor no horizonte de curto prazo. Isso mostra que o pior momento da economia está longe de ter passado.

Os dados preocupam

O Boletim Focus tem, atualmente, duas frentes importantes de análise da economia para que os agentes tomem suas decisões de investimentos. A primeira é a previsão do IPCA; a segunda é a previsão do PIB. Com esses dois dados, nas últimas semanas, vemos dados nem um pouco bons.

Isso porque a expectativa do PIB está caindo pela sexta semana seguida. Com o resultado dessa semana, o mercado prevê uma aumento de 4,80% nesse ano e de fracos 0,7% para o ano que vem. No caso do PIB de 2022, é a sétima semana consecutiva de reajuste para baixo. Apesar disso, o Ministério da Economia ainda prevê um aumento de 2% no PIB do Brasil em 2022.

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No lado da inflação, o aumento dos preços é notório e o consumidor já sente isso. Com os dados de outubro acima da expectativa e a prévia do IPCA, o IPCA-15, que sairão nessa semana, o mercado começa a se posicionar cada vez mais pessimista nas previsões.

No Boletim Focus dessa semana, o mercado acredita numa inflação de 10,12% no final do ano, o que seria a maior taxa anualizada desde 2016. Ainda, vale ressaltar que o mercado subiu a expectativa trinta e três semanas seguidas, o que demonstra um cenário de possível descontrole da inflação. Para 2022, o IPCA previsto é de 4,96%, fechando dezoito semanas seguidas de alta na previsão.

Além disso, com o PIB indo para baixo e a inflação para cima, apesar de ser cedo para afirmam, os economistas começam a ver um cenário grave de estagflação. Dessa forma, isso pode pressionar o Banco Central a subir as taxas de juros de forma mais forte no ano que vem. O mercado já prevê uma Selic a 12%.

Boletim Focus

Foto: Anna Nekrashevich | Reprodução

O que fazer com essas notícias do Boletim Focus?

Se você vê o Focus toda semana, é provável que nada mude na sua estratégia de uma semana para outra. E na verdade isso é o correto. Porém, alguns dados podem começar a levantar discussões diferentes para os seus investimentos em 2022.

Por exemplo, a décima oitava semana seguida de alta da inflação em 2022 começa a mostrar que o IPCA pode ser um excelente investimento para o curto ou médio prazo. Apesar dos bons retornos apenas agora, há um consenso no mercado de que se proteger da inflação é um bom negócio em qualquer cenário econômico.

Além disso, uma escalada da Selic mostra que a renda fixa está vindo com força, e que os fundos de crédito privado, que pagam acima do CDI, serão, sim, excelentes fontes de recursos para os seus investimentos. Além disso, outros títulos de renda fixa serão os preferidos do mercado no ano que vem, o que não exclui aportes na bolsa de valores.

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CDB

Selic pode chegar a 12%; saiba como aproveitar

Pedro Hostyn

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O aumento da inflação no cenário brasileiro tem pressionado o Banco Central para aumentar a taxa Selic cada vez mais. Apesar disso, a entidade dizia que a inflação começaria a dar uma trégua em outubro e o mercado viu que não foi bem isso que aconteceu. Isso porque os dados do IPCA para o mês são os mais altos em 19 anos.

Dessa forma, economistas começam a recalcular a rota e, nessa fase, muitos deles começam a prever uma Selic a 12%. E você, como investidor, deve saber aproveitar isso desde agora.

Vale a pena investir onde?

Uma das frases mais famosas do mercado financeiro, pelo menos da parte dos clientes, é: “qual é o melhor investimento?”. E para ser sincero, quem trabalha com investimentos detesta essa pergunta, por que a resposta é um “depende”, seguido de, mais ou menos, uns 10 minutos de fala.

Isso porque a economia é dinâmica. Tudo muda a todo momento. Por isso, “o melhor investimento” é aquele que, basicamente, ninguém viu. E a explicação é simples: o mercado começa a se dar conta de uma oportunidade quando ela já se tornou realidade, não quando ela é uma suspeita. E é exatamente isso com a taxa Selic nesse exato momento: a inflação está subindo e a Selic precisa subir também. O topo? Ninguém sabe, mas economistas acreditam em 12% ao ano.

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Na internet, “especialistas” e influencers afirmam que é o momento de Tesouro IPCA, mas todos esquecem da taxa Selic. E eu, particularmente, acho que é hora de começar a olhar para esses títulos. Contudo, isso não quer dizer que o título ligado ao IPCA vai pagar mal, porém eu acho que o título ligado à Selic vai tomar a dianteira já no início do ano que vem.

Por isso, se você ainda acha vantajoso comprar o IPCA, eu concordo com você. É vantajoso comprar o IPCA, ainda mais com IPCA + 5,14% no título de 2026. Contudo, a Selic vai começar a subir e você só vai se dar conta dela quando ela atingir o topo.

Selic

Alguns produtos podem ajudar você a ganhar acima da Selic. Foto: Getty Images | Reprodução

Produtos para ganhar com a Selic

Por isso, para ganhar com a Selic, você pode usar o Tesouro Selic, normalmente, e sem riscos. Contudo, a ideia é ganhar mais, ainda com segurança. Por isso, alguns títulos de crédito privado são a saída nesse momento, dado que eles pagam acima do CDI.

Com isso, CDB que pagam 110% do CDI, por exemplo, são excelentes saídas para o médio prazo. Por outro lado, a mesma regra vale para LCI, LCA, LC, LF, debêntures e qualquer outro título que tenha sua taxa atrelada ao CDI. Contudo, esses produtos possuem carência de anos, muitas vezes, o que sabemos que alguns não gostam ou não podem.

Por isso, um fundo de crédito privado, como o Fundo Warren CP ou o Fundo ARX Denali FIRF CP, podem ser saídas eficientes para o seu investimento. Isso porque os fundos renderam 154,80% e 263,20% do CDI, respectivamente, nos últimos 12 meses. Com isso, eles podem projetar taxas acima do CDI no futuro, mesmo que não mantenham esses percentuais. Até porque rentabilidade passada não garante retorno futuro, lembre-se disso!

Nos exemplos acima, ambos os fundos tem 2 dias de liquidez para resgate, mas são 2 entre milhares de opções de fundos, inclusive dentro da sua corretora. Por isso, é só procurar e começar a aportar gradativamente. Quando a Selic estiver no topo, você já terá os juros sobre juros atuando e sairá com vantagem após a queda da Selic.

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Economia

Inversão da curva de juros: o que é e porque preocupa

Pedro Hostyn

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Se você não sabe o que é a inversão da curva de juros, esse texto precisa ser lido imediatamente. Principalmente se você está investindo. Isso porque essa é uma excelente notícia para os seus investimentos, mas uma das piores notícias para a economia nacional.

Por isso, saiba como se proteger e o que você pode fazer para se adiantar às consequências dessa tragédia.

Curva de juros

A curva de juros, como o próprio nome diz, é uma curva que as taxas de juros fazem ao longo do tempo. Uma curva de juros normal é crescente quanto maior o prazo. Ou seja, para empréstimos de prazos maiores, os juros serão, na normalidade, maiores.

E é dessa forma que o mercado financeiro se organiza. Com os empréstimos, com os títulos de renda fixa e, claro, com o Tesouro Direto. Por isso, na normalidade, sempre que o título tiver um prazo maior, ele pagará uma taxa maior. Isso é explicado por conta do risco: se você empresta dinheiro para uma pessoa e ela promete pagar amanhã, você sabe, mais ou menos, como ela pode te pagar, você tem o prazo, você sabe de quase tudo. Contudo, se emprestar para receber daqui 20 anos, você não sabe como o futuro se comportará para essa pessoa. Com isso, quanto maior o prazo do empréstimo, maior o risco.

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É por isso que um CDB que paga 7% em um ano, por exemplo, terá uma taxa de 7% ou mais para prazos de 2, 3, 4 ou mais anos. Isso serve sempre no mercado financeiro. Contudo, não é isso que estamos vendo.

curva de juros

Perceba que o prefixado 2024 tem taxas maiores que o prefixado 2026. Isso é a inversão da curva de juros. Foto: Tesouro Direto / Reprodução

Ela inverteu!

Quando há uma inversão da curva de juros, é um sinal de graves consequências para a economia. Isso porque juros maiores sempre representam os maiores riscos. Por isso, quando há uma inversão da curva de juros, é sinal de que empréstimos de longo prazo terão taxas menores que empréstimos de curto prazo. E isso faz sentido? Sim!

Quando a curva de juros se inverte, quer dizer que a economia, na data atual, está passando por uma grave crise e que, no futuro próximo, muito provavelmente entrará em recessão. É isso que está acontecendo com o Brasil. Atualmente, os juros do Tesouro Direto para o curto prazo estão maiores que os juros para o longo prazo, como mostra a imagem acima.

Esse sinal significa desemprego, baixo crescimento econômico (se tiver) e, com isso, rendas menores. Dessa forma, você deve investir em títulos de curto prazo, com taxas maiores, e evitar os títulos de longo prazo. Assim, você consegue proteger o seu patrimônio.

É por isso que, no Tesouro Direto, é preferível um Prefixado 2024 a um Prefixado 2035. Na parte do Tesouro IPCA, é preferível um de curto prazo, já que os de longo prazo tendem a pagar taxas bem semelhantes. Além disso, com a inflação em alta, o Brasil fica com uma incerteza ainda maior, já que a Selic alta, para conter o IPCA, não ajuda para evitar uma recessão.

Na parte das finanças pessoais, a inversão da curva de juros significa que você precisa guardar dinheiro, pois seu emprego fica ameaçado pelo fraco desempenho da economia. Mesmo que seja importante fazer isso em qualquer cenário econômico, na inversão da curva de juros a corrida deve ser maior.

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