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Tesouro Direto

Tesouro IPCA está valendo a pena agora?

Pedro Hostyn

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Com o risco de o teto de gastos ser rompido e causar uma pressão inflacionária ainda maior, muitos investidores começam a se perguntar se o Tesouro Direto IPCA está valendo a pena. Isso porque o temor de inflação nos dois dígitos em 2022 já começa a causar uma leve dor de cabeça nos economistas.

Com isso, é importante pensar bem os próximos passos, na medida em que os seus investimentos podem ser impulsionados pela alta da inflação.

Tesouro IPCA ainda?

A inflação já bate os 10% no anualizado e muitos investidores parecem concordar que é a hora de o IPCA começar a baixar. Acontece que o Brasil parece gostar bastante da companhia das 4 letras.

Com os temores fiscais, os investidores ainda voltam os olhares ao Tesouro Direto para buscar rentabilidades maiores. Por isso, o Tesouro IPCA está em alta nos olhares de quem quer fazer dinheiro. É aquela velha história: “enquanto uns choram, outros vendem o lenço”. E chegou a hora de vender o lenço!

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Isso porque com o IPCA alto, a remuneração dos títulos também é alta. Somado ao temor das contas públicas, o governo reajustou as taxas para cima ontem. Ou seja, além do IPCA, o prêmio extra ficou mais atrativo.

Com isso, se você entrar no site do Tesouro Direto agora, verá um título chamado Tesouro IPCA+ 2026. Do lado, você se deparará com números excelentes: IPCA + 5,31%. Ou seja, ao investir nesse título, você ganha, até 2026, 5,31% acima da inflação.

Tesouro IPCA Tesouro Direto

Foto: Pixabay

Os cenários possíveis

Diante disso, uma reflexão: temos três cenários para a inflação e, claro, para o Tesouro IPCA. O primeiro é de queda da inflação, outro é de alta e um terceiro de ficar como está.

No primeiro caso, uma queda da inflação deixaria, de fato, os seus retornos mais baixos. Mas aí entra uma das melhores (e piores) coisas do Tesouro Direto: a marcação a mercado. Com ela, se o IPCA baixar, o prêmio também baixa. Mas se você tiver os 5,31% extras, seu título passa a valer mais. Dessa forma, você pode comprar pelo valor mínimo (R$57,51)  e vender por valores maiores que isso, daqui 1, 2 ou 3 anos, quem sabe.

No segundo caso, de alta da inflação, a marcação a mercado joga contra você: seu título ficará mais barato. Apesar disso, se a inflação sobe, no seu vencimento você ganha mais. E ainda ganha os 5% acima. Ou seja, você deixa de ser recompensado no curto prazo para ser recompensado em 2026.

No terceiro cenário, de ficar na casa dos 8% (usando a prévia do Focus), você tem uma marcação a mercado lateral, mas ainda sim bons rendimentos, na casa dos 13% ao ano. Dificilmente o Ibovespa vai superar os rendimentos dos três cenários. Mas ainda sim fica a dúvida: vale especular com Tesouro Direto?

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Isso porque o título não foi feito para ser especulativo. Com ele, você compra uma dívida e recebe os juros. Apesar disso, os prazos são grandes demais e o risco também. Dessa forma, vale você estudar com carinho esse investimento, de forma a buscar a melhor rentabilidade possível.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

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CDB

Boletim Focus: previsão de piora na economia continua

Pedro Hostyn

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Como toda segunda-feira, o mercado se deparou hoje com as expectativas do Boletim Focus, lançado pelo Banco Central do Brasil. O cenário não agradou os economistas e tivemos um aumento expressivo da expectativa de inflação para o ano de 2021.

Agora, o mercado prevê um IPCA acima dos 10%, enquanto vê um PIB cada vez menor no horizonte de curto prazo. Isso mostra que o pior momento da economia está longe de ter passado.

Os dados preocupam

O Boletim Focus tem, atualmente, duas frentes importantes de análise da economia para que os agentes tomem suas decisões de investimentos. A primeira é a previsão do IPCA; a segunda é a previsão do PIB. Com esses dois dados, nas últimas semanas, vemos dados nem um pouco bons.

Isso porque a expectativa do PIB está caindo pela sexta semana seguida. Com o resultado dessa semana, o mercado prevê uma aumento de 4,80% nesse ano e de fracos 0,7% para o ano que vem. No caso do PIB de 2022, é a sétima semana consecutiva de reajuste para baixo. Apesar disso, o Ministério da Economia ainda prevê um aumento de 2% no PIB do Brasil em 2022.

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No lado da inflação, o aumento dos preços é notório e o consumidor já sente isso. Com os dados de outubro acima da expectativa e a prévia do IPCA, o IPCA-15, que sairão nessa semana, o mercado começa a se posicionar cada vez mais pessimista nas previsões.

No Boletim Focus dessa semana, o mercado acredita numa inflação de 10,12% no final do ano, o que seria a maior taxa anualizada desde 2016. Ainda, vale ressaltar que o mercado subiu a expectativa trinta e três semanas seguidas, o que demonstra um cenário de possível descontrole da inflação. Para 2022, o IPCA previsto é de 4,96%, fechando dezoito semanas seguidas de alta na previsão.

Além disso, com o PIB indo para baixo e a inflação para cima, apesar de ser cedo para afirmam, os economistas começam a ver um cenário grave de estagflação. Dessa forma, isso pode pressionar o Banco Central a subir as taxas de juros de forma mais forte no ano que vem. O mercado já prevê uma Selic a 12%.

Boletim Focus

Foto: Anna Nekrashevich | Reprodução

O que fazer com essas notícias do Boletim Focus?

Se você vê o Focus toda semana, é provável que nada mude na sua estratégia de uma semana para outra. E na verdade isso é o correto. Porém, alguns dados podem começar a levantar discussões diferentes para os seus investimentos em 2022.

Por exemplo, a décima oitava semana seguida de alta da inflação em 2022 começa a mostrar que o IPCA pode ser um excelente investimento para o curto ou médio prazo. Apesar dos bons retornos apenas agora, há um consenso no mercado de que se proteger da inflação é um bom negócio em qualquer cenário econômico.

Além disso, uma escalada da Selic mostra que a renda fixa está vindo com força, e que os fundos de crédito privado, que pagam acima do CDI, serão, sim, excelentes fontes de recursos para os seus investimentos. Além disso, outros títulos de renda fixa serão os preferidos do mercado no ano que vem, o que não exclui aportes na bolsa de valores.

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CDB

Selic pode chegar a 12%; saiba como aproveitar

Pedro Hostyn

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O aumento da inflação no cenário brasileiro tem pressionado o Banco Central para aumentar a taxa Selic cada vez mais. Apesar disso, a entidade dizia que a inflação começaria a dar uma trégua em outubro e o mercado viu que não foi bem isso que aconteceu. Isso porque os dados do IPCA para o mês são os mais altos em 19 anos.

Dessa forma, economistas começam a recalcular a rota e, nessa fase, muitos deles começam a prever uma Selic a 12%. E você, como investidor, deve saber aproveitar isso desde agora.

Vale a pena investir onde?

Uma das frases mais famosas do mercado financeiro, pelo menos da parte dos clientes, é: “qual é o melhor investimento?”. E para ser sincero, quem trabalha com investimentos detesta essa pergunta, por que a resposta é um “depende”, seguido de, mais ou menos, uns 10 minutos de fala.

Isso porque a economia é dinâmica. Tudo muda a todo momento. Por isso, “o melhor investimento” é aquele que, basicamente, ninguém viu. E a explicação é simples: o mercado começa a se dar conta de uma oportunidade quando ela já se tornou realidade, não quando ela é uma suspeita. E é exatamente isso com a taxa Selic nesse exato momento: a inflação está subindo e a Selic precisa subir também. O topo? Ninguém sabe, mas economistas acreditam em 12% ao ano.

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Na internet, “especialistas” e influencers afirmam que é o momento de Tesouro IPCA, mas todos esquecem da taxa Selic. E eu, particularmente, acho que é hora de começar a olhar para esses títulos. Contudo, isso não quer dizer que o título ligado ao IPCA vai pagar mal, porém eu acho que o título ligado à Selic vai tomar a dianteira já no início do ano que vem.

Por isso, se você ainda acha vantajoso comprar o IPCA, eu concordo com você. É vantajoso comprar o IPCA, ainda mais com IPCA + 5,14% no título de 2026. Contudo, a Selic vai começar a subir e você só vai se dar conta dela quando ela atingir o topo.

Selic

Alguns produtos podem ajudar você a ganhar acima da Selic. Foto: Getty Images | Reprodução

Produtos para ganhar com a Selic

Por isso, para ganhar com a Selic, você pode usar o Tesouro Selic, normalmente, e sem riscos. Contudo, a ideia é ganhar mais, ainda com segurança. Por isso, alguns títulos de crédito privado são a saída nesse momento, dado que eles pagam acima do CDI.

Com isso, CDB que pagam 110% do CDI, por exemplo, são excelentes saídas para o médio prazo. Por outro lado, a mesma regra vale para LCI, LCA, LC, LF, debêntures e qualquer outro título que tenha sua taxa atrelada ao CDI. Contudo, esses produtos possuem carência de anos, muitas vezes, o que sabemos que alguns não gostam ou não podem.

Por isso, um fundo de crédito privado, como o Fundo Warren CP ou o Fundo ARX Denali FIRF CP, podem ser saídas eficientes para o seu investimento. Isso porque os fundos renderam 154,80% e 263,20% do CDI, respectivamente, nos últimos 12 meses. Com isso, eles podem projetar taxas acima do CDI no futuro, mesmo que não mantenham esses percentuais. Até porque rentabilidade passada não garante retorno futuro, lembre-se disso!

Nos exemplos acima, ambos os fundos tem 2 dias de liquidez para resgate, mas são 2 entre milhares de opções de fundos, inclusive dentro da sua corretora. Por isso, é só procurar e começar a aportar gradativamente. Quando a Selic estiver no topo, você já terá os juros sobre juros atuando e sairá com vantagem após a queda da Selic.

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Economia

Inversão da curva de juros: o que é e porque preocupa

Pedro Hostyn

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Se você não sabe o que é a inversão da curva de juros, esse texto precisa ser lido imediatamente. Principalmente se você está investindo. Isso porque essa é uma excelente notícia para os seus investimentos, mas uma das piores notícias para a economia nacional.

Por isso, saiba como se proteger e o que você pode fazer para se adiantar às consequências dessa tragédia.

Curva de juros

A curva de juros, como o próprio nome diz, é uma curva que as taxas de juros fazem ao longo do tempo. Uma curva de juros normal é crescente quanto maior o prazo. Ou seja, para empréstimos de prazos maiores, os juros serão, na normalidade, maiores.

E é dessa forma que o mercado financeiro se organiza. Com os empréstimos, com os títulos de renda fixa e, claro, com o Tesouro Direto. Por isso, na normalidade, sempre que o título tiver um prazo maior, ele pagará uma taxa maior. Isso é explicado por conta do risco: se você empresta dinheiro para uma pessoa e ela promete pagar amanhã, você sabe, mais ou menos, como ela pode te pagar, você tem o prazo, você sabe de quase tudo. Contudo, se emprestar para receber daqui 20 anos, você não sabe como o futuro se comportará para essa pessoa. Com isso, quanto maior o prazo do empréstimo, maior o risco.

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É por isso que um CDB que paga 7% em um ano, por exemplo, terá uma taxa de 7% ou mais para prazos de 2, 3, 4 ou mais anos. Isso serve sempre no mercado financeiro. Contudo, não é isso que estamos vendo.

curva de juros

Perceba que o prefixado 2024 tem taxas maiores que o prefixado 2026. Isso é a inversão da curva de juros. Foto: Tesouro Direto / Reprodução

Ela inverteu!

Quando há uma inversão da curva de juros, é um sinal de graves consequências para a economia. Isso porque juros maiores sempre representam os maiores riscos. Por isso, quando há uma inversão da curva de juros, é sinal de que empréstimos de longo prazo terão taxas menores que empréstimos de curto prazo. E isso faz sentido? Sim!

Quando a curva de juros se inverte, quer dizer que a economia, na data atual, está passando por uma grave crise e que, no futuro próximo, muito provavelmente entrará em recessão. É isso que está acontecendo com o Brasil. Atualmente, os juros do Tesouro Direto para o curto prazo estão maiores que os juros para o longo prazo, como mostra a imagem acima.

Esse sinal significa desemprego, baixo crescimento econômico (se tiver) e, com isso, rendas menores. Dessa forma, você deve investir em títulos de curto prazo, com taxas maiores, e evitar os títulos de longo prazo. Assim, você consegue proteger o seu patrimônio.

É por isso que, no Tesouro Direto, é preferível um Prefixado 2024 a um Prefixado 2035. Na parte do Tesouro IPCA, é preferível um de curto prazo, já que os de longo prazo tendem a pagar taxas bem semelhantes. Além disso, com a inflação em alta, o Brasil fica com uma incerteza ainda maior, já que a Selic alta, para conter o IPCA, não ajuda para evitar uma recessão.

Na parte das finanças pessoais, a inversão da curva de juros significa que você precisa guardar dinheiro, pois seu emprego fica ameaçado pelo fraco desempenho da economia. Mesmo que seja importante fazer isso em qualquer cenário econômico, na inversão da curva de juros a corrida deve ser maior.

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Finanças Pessoais

13° salário: onde investir esse valor?

Pedro Hostyn

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Está chegando a hora do 13° salário de empregados que têm carteira assinada e ver esse valor “extra” na conta pode animar muita gente. Com isso, surge a dúvida do que fazer com esse dinheiro e a primeira resposta é não gastar ele com bobagens. Isso porque o décimo é uma excelente oportunidade de começar a investir.

Com isso, vou elencar alguns rendimentos com pouco risco para que o seu décimo terceiro dure o ano todo, com rendimentos positivos e segurança.

O 13° salário vai apenas em renda fixa?

Se você não tem conhecimento de mercado, o primeiro passo é contatar uma corretora ou uma assessoria financeira. Isso porque esses profissionais podem ajudar você a tomar decisões melhores. Mas a princípio, se você está começando, é sugerido que esse valor vá apenas para a renda fixa.

E para isso, temos algumas opções.

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Tesouro Selic

A modalidade do Tesouro Selic é uma das mais recomendadas de todas. Isso porque esse Tesouro Direto não tem rendimentos negativos de um dia para o outro, como acontece no Tesouro IPCA e no Prefixado.

O Tesouro Selic opera positivamente todos os dias, atrelado à taxa Selic, não ao CDI. Dessa forma, você terá um rendimento, atualmente, de 7,75% ao ano. E para incentivar você, o Banco Central vai aumentar essa taxa para, pelo menos, 9,25% dentro de poucas semanas.

Por isso, se deseja começar a investir por uma corretora, o Tesouro Selic é uma excelente forma

Fundos de investimentos em crédito privado

Os fundos de investimentos em crédito privado podem fazer o seu 13° salário render acima da Selic. Isso porque esse investimento tem rendimentos maiores por causa de um risco levemente mais alto também.

Por isso, o crédito privado pode ser uma excelente forma de ter rendimentos acima dos 10% já no final do ano. Para o ano que vem, as cifras podem ser ainda maiores, com as expectativas de uma Selic de 11%. Com isso, um crédito privado pode render até 15%, na média do mercado.

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Nubank

Foto: Nubank / Reprodução

Conta digital 100% do CDI

Essa é a forma mais indicada, mas tem um porém bastante relevante. Começando pelos prós, investir na conta digital permite liquidez diária e, com isso, você pode resgatar quando quiser. O rendimento será igual ao CDI, levemente mais baixo que a Selic (algo em torno de 0,1% mais baixo).

Contudo, nas contas digitais você tem acesso fácil ao cartão, o que pode fazer com que você gaste esse dinheiro em besteiras ou coisas fúteis. Dessa forma, se você não tem controle sobre seu cartão, talvez não seja indicado para você. Vale lembrar que guardar o seu 13° salário pode ser uma excelente forma de começar a investir.

Fundos atrelados ao IPCA

Não é indicado para investir 100% do seu 13° salário, mas você pode, sim, colocar parte dele em um fundo de investimento atrelado ao IPCA. Mas e porque não no Tesouro IPCA? Porque o Tesouro IPCA pode sofrer quedas e, como é o seu décimo terceiro, nesse caso não queremos perdas nem prazos grandes para resgate de valores.

Quando caem os valores do 13° salário?

A primeira parcela do 13° salário cai no último dia de novembro, ou seja, 30 de novembro. O valor é referente à metade do atual salário e repõe as perdas dos meses onde o trabalhador trabalha mais de 30 dias.

Dessa forma, a partir do dia 30 de novembro é a sua chance de começar a investir, mudar a sua vida e ter um 2022 mais tranquilo financeiramente.

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CDB

Crédito Privado: a saída para ter rendimentos acima do CDI

Pedro Hostyn

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Se você acha que a Selic (e o CDI) estão altos o suficiente para dar bons retornos a você, não está errado. Mas existe uma forma simples de conseguir retornos ainda maiores com o crédito privado. Basicamente, em vez de emprestar para o Governo Federal, agora você passa a emprestar para empresas privadas.

Por isso, vamos falar sobre os produtos de crédito privado e como você faz para escolher um bom produto desse tipo.

O que é crédito privado e como acessar?

Crédito privado é o meio que empresas conseguem se financiar sem buscar empréstimos nos bancos. Com os juros mais baixos nessa modalidade, as empresas captam recursos para seus projetos e, em troca disso, pagam juros aos credores.

Dessa forma, é mais barato pegar um empréstimo com o mercado financeiro que com bancos normais. E para isso, essas instituições emitem alguns tipos de títulos que são acessíveis a você. Como é mais arriscado emprestar para essas empresa que para o Governo Federal, as taxas também são maiores.

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Com isso, você pode investir em CDB, LC, LF, LCI, LCA e Debêntures com taxas superiores ao Tesouro Direto. Alguns desses títulos tem mínimos iniciais de R$100,00. Contudo, esse valor vai depender de cada instituição. Apesar do valor mínimo, as taxas são maiores que o Tesouro Direto, o que é bom para você.

Como investir nessa modalidade?

É bastante simples investir em crédito privado e o mercado financeiro vem oferecendo produtos cada vez melhores em suas plataformas. Por isso, os títulos precisam ser estudados de forma real, para analisar quais os rendimentos no final das contas.

O primeiro passo é buscar na sua corretora a aba de títulos de renda fixa. Após isso, você busca aqueles títulos com maior rendimentos. Depois, basta calcular o rendimento líquido que você terá ao final do processo. Isso porque alguns títulos de renda fixa não tem Imposto de Renda, como LCI, LCA, CRI, CRA e Debêntures Incentivadas.

Dessa forma, esses títulos podem dar retornos maiores ao final do processo, mesmo que os percentuais mostrados sejam menores. Por exemplo, uma LCI que paga 11% ao ano é melhor que um CDB que paga 12% ao ano. Isso porque o Imposto de Renda que incide no final comerá 15% do seu rendimento, às vezes até mais, dependendo do prazo.

crédito privado

Foto: Cottonbro – Pexels

Como diversificar?

Nessa parte, é importante diversificar de diferentes formas no crédito privado para ter uma segurança maior. Isso porque, como é mais arriscado investir nele que no Tesouro Direto, a diversificação vem para diminuir os riscos.

Assim, títulos de diferentes emissores devem ser buscados. Dessa forma, caso um emissor não cumpra seus deveres, você tem proteção. Além disso, diferentes prazos também são excelentes alternativas. Por isso, mescle entre títulos de 1, 2, 3, 4 e 5 anos, por exemplo. Além disso, um fundo de investimentos em crédito privado pode ser uma excelente forma de ter baixa liquidez e rendimentos ainda altos.

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Com isso, com certeza você baterá o CDI no longo prazo e terá rendimentos bem maiores que a poupança. Tudo isso prezando pela segurança dos seus investimentos e aplicando em renda fixa de alta qualidade.

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Investimentos

Fundo Soberano: Investimento de alto nível e qualidade

Jéssica Queiroz

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O Fundo Soberano é considerado de grande importância para o debate econômico. Além de seres investidores significativos, sua importância no mercado vai além de investimentos rentáveis 

Apesar de causar ainda muitas dúvidas entre os investidores, o fundo soberano é bastante diferente dos fundos de investimento considerados comuns. Esse fundo é capaz de gerar bastante rentabilidade, no entanto, pode ser arriscado investir. Isso porque, seus ativos derivam de inúmeros propósitos diferentes. Curioso para saber mais sobre o fundo soberano? Dá só uma olhada no artigo abaixo 

Fundo soberano: O que é? 

Fundo soberano

Imagem: Istock Photos

O fundo de riqueza soberano ou fundo soberano, é um fundo utilizado por alguns países para que seja feita a utilização de partes de suas reservas internacionais. 

Sendo assim, esse tipo de fundo é totalmente administrado pelo governo de uma região ou país com objetivo já determinado. Além disso, esse tipo de fundo já possui seus objetivos determinados, sendo muitos deles: 

  • Estabilizar e proteger o orçamento de volatilidade em exportações;
  • Diversificar exportações de commodities que não são renováveis;
  • Auxiliar autoridades;
  • Dissipar liquidez indesejada;
  • Aumentar gerações econômicas futuras;
  • Realizar o financiamento econômico e social do país;
  • Aumentar o crescimento de capital para países considerados alvos;
  • Promover estratégias políticas;

Além disso, os recursos atribuídos pelo fundo soberano podem ser investidos em diferentes tipos de ativos. Não importando exatamente onde estão sendo aplicados. 

Como esses fundos soberanos funcionam dentro do mercado de ativos? 

Imagem: Istock Photos

Diferente dos outros tipos de fundos, os fundos soberanos são conhecidos por ser uma propriedade de um governo ou estado.  Essa propriedade é composta por ativos de diferentes formas: 

  • Ações;
  • Títulos;
  • Imóveis;

Assim como qualquer outro tipo de título, os fundos de investimento  possuem suas características próprias, tais como objetivos e tolerâncias de risco. 

A forma de aplicação e funcionamento, por outro lado, depende bastante do tipo de ativo em que se está investindo. No entanto, de modo geral, possuem características como: 

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  • Condomínios de ativos;
  • Operações financeiras isoladas de responsabilidade do Estado;
  • Permanência para a busca de objetivos públicos;

Descubra quais são os três maiores fundos soberanos do mundo 

Fundo soberano

Imagem: Istock Photos

Os fundos soberanos já são, por si só, considerados um dos maiores e melhores tipos de fundos do mundo. 

Esse título foi ganho graças a sua facilidade e oportunidade de se investir em diversos ativos diferentes. Entretanto, sempre existem aqueles que se destacam entre os 3 primeiros melhores: 

Fundo de pensão do governo da Noruega;

Esse tipo de fundo pode ser encontrado em Oslo, Noruega. Possui ativos que valem até US$ 1 trilhão. Sendo considerado o maior fundo existente no mundo. 

Chiva Investment Corporation;

Dentre os cinco fundos da China, China Investment Corporation é considerado o maior. Assim como seus colegas, esse fundo soberano é utilizado na administração de reservas de moeda estrangeira. 

Autoridade de Investimento de Abu Dhabi;

O principal objetivo desse fundo, ao ser criado, é reinvestir em receita da exploração de petróleo. 

Esse fundo é considerado uma riqueza em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos e foi fundado no ano de 1978. 

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