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Renda Fixa

FIDC: a renda fixa que rende muito mais

Pedro Hostyn

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Se você é um entusiasta da renda fixa, você provavelmente já ouviu falar de CDI, créditos privados e outros títulos. Contudo, uma modalidade bastante interessante de você pesquisar são os FIDC, os Fundos de Investimentos de Direito Creditório. Esses fundos podem render bem mais que o CDI, com várias opções no mercado buscando render o CDI + 10%.

Com um rendimento desses, você poderia ter retornos de quase 20% no início do ano que vem, o que é uma rentabilidade bem acima do mercado. Apesar disso, você deve saber que os FIDC são investimentos mais arriscados que o restante da renda fixa, então ele tem que ser ponderado.

O que é o FIDC?

Os fundos de Direitos Creditórios investem em contas a receber das empresas. Com isso, os fundos atuam como intermediadores em empresas que precisam adiantar o capital e, em troca, o fundo recebe uma taxa a mais do valor pago. Pode parecer complicado, mas na verdade é bastante simples de entender.

Imagine que você tem uma empresa e ela precisa receber diversos aluguéis nos próximos meses, que somam R$1 milhão. Contudo, alguns imprevistos aconteceram e você precisa do dinheiro agora. Com isso, uma empresa paga esses aluguéis para você, porém no valor de R$500 mil, adiantando o valor. Você aceita e agora faz emissão de um direito creditório, que é um título que vai dizer que a empresa que pagou os R$500 mil vai receber o R$1 milhão dentro dos prazos normais.

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Com isso, o inquilino não é afetado, a sua empresa recebe os valores adiantados e o FIDC ganha fazendo essa troca. Dessa forma, esse tipo de negociação é boa para a três partes. Claro, isso é um exemplo simplificado, mas existem diversos direitos creditórios, como cheques, duplicatas, compras parceladas no cartão de crédito e muito mais.

Por atuar nesse meio-campo, o FIDC tem um nível relativamente alto de risco, e é por isso que os rendimentos desses fundos são bem acimas do mercado. Apesar de ser considerado renda fixa (multimercado por alguns especialistas), ele não pode ser usado para reserva de emergência ou economias de curto prazo. No longo prazo, os FIDC podem aprimorar os seus rendimentos e aumentar o seu patrimônio.

FIDC

Foto: Pexels

Como investir?

Para investir em FIDC, você deve ter uma conta em uma corretora de valores e selecionar o seu fundo. Apesar disso, não é todo fundo de investimentos em direitos creditórios que são bons negócios. Por isso, alguns passos devem ajudar você a tomar a decisão correta.

Antes de mais nada, você deve escolher fundos consolidados no mercado. E para saber isso, você deve investir apenas em fundos com mais de 3 anos no mercado. Isso porque esses fundos, além de terem estratégias efetivas, têm maior margem para negociação dos direitos creditórios, o que é bom para o investidor também.

Além disso, procure fundos com taxas razoáveis, e evite aqueles que cobram taxas abusivas ou diversas taxas ao longo do processo. Isso porque as taxas comem a sua rentabilidade e, no longo prazo, podem afetar os seus rendimentos.

 

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

Investimentos

CRI e CRA: entenda essa modalidade de renda fixa

Pedro Hostyn

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Os títulos de renda fixa estão em alta no mercado e saber como cada modalidade funciona pode ajudar você na hora de investir seu dinheiro. Porém, algumas modalidades não são populares e estão acessíveis ao público desde pouco anos. É o caso do CRI e do CRA, duas modalidades de investimentos que podem render bem acima da taxa CDI.

Por isso, saber como funciona esse tipo de investimentos pode dar retornos bem acima do mercado. Além disso, eles podem fazer parte de sua filosofia de investimentos daqui por diante.

O que é um CRI e um CRA?

O intuito do CRI e do CRA é exatamente o mesmo, porém aplicado a realidades diferentes da economia. Apesar disso, é importante que você saiba que são investimentos de maior risco, se comparados aos demais títulos da economia brasileira. Por isso, é importante não ir com sede ao pote e definir um percentual mediano, de 20% mais ou menos, para esses papéis.

CRI são os Certificados de Recebíveis Imobiliários. Em suma, uma empresa tem um empreendimento e, em vez de esperar os imóveis serem vendidos, eles contratam uma securitizadora que transforma essas dívidas em títulos do mercado. Dessa forma, ao vender os CRI no mercado, a empresa tem o dinheiro antes de vender e, à medida em que vende, vai pagando os investidores.

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Com os CRA, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio, a ideia é a mesma. Porém, essa modalidade é aplicada ao setor do agronegócio. Dessa forma, em vez de esperar a venda das safras, as empresas do campo emitem os títulos para ter o valor adiantado, de forma a conseguir financiar futuros projetos antes de terminar o atual.

Dessa forma, você consegue ganhar dinheiro com a dívida de grandes empresas. Contudo, é importante que, antes de contratar esses títulos, você analise a saúde financeira das emissoras dos títulos. Para fazer isso, a maioria das corretoras fornecem relatórios.

CRI CRA

Foto: Anne Nygard | Reprodução

Como funcionam as remunerações?

As remunerações, assim como na renda fixa tradicional, funcionam de três maneiras distintas: prefixados, atrelados ao CDI e atrelados ao IPCA (inflação). Contudo, por ter um risco maior, os rendimentos vêm com um prêmio de risco, que é o que faz o investimento valer a pena. Dessa forma, é importante monitorar as taxas no mercado.

Nos CRI e CRA prefixados, a taxa varia conforme o mercado. Por isso, em momento de taxa Selic mais alta, as taxas prefixadas ficam maiores. Dessa forma, o atual cenário é propício para investir nessa modalidade. Por outro lado, os títulos da inflação vêm com um adicional. Com isso, o investidor sempre terá rendimentos reais, ou seja, acima da inflação. Por outro lado, os rendimentos do CDI vêm dentro de um percentual, como 110% do CDI. Dessa forma, é importante analisar o cenário das taxas de juros.

Para investir nesses títulos, as corretoras colocam os CRI e os CRA em uma aba de renda fixa. Contudo, mesmo com a facilidade, é preciso analisar os valores mínimos, os prazos e os indexadores do título.

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Bancos

Nubank tem o maior fundo multimercado do país

Pedro Hostyn

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Dados do site Economática afirmam que o Nubank tem o maior fundo multimercado do país. Com apenas quatro meses de existência, o Fundo Nu Seleção Cautela bateu seus concorrentes em número de cotistas. Contudo, ainda deixa a desejar em patrimônio líquido e rentabilidade. Apesar disso, o fato marca mais uma revolução roxa do banco, que além de ser o maior banco da América Latina em valor, também se tornou uma das principais corretoras do país no fim do ano passado.

Além do Nu Seleção Cautela, outros dois fundos do banco estão no Top 5 fundos do Brasil. A entrada do banco no mundo dos investimentos promete mudar a forma como o brasileiro vê seu dinheiro. Além disso, deve ajudar milhões de pessoas a investir de forma mais completa. Contudo, analistas afirmam que ainda falta qualidade nos produtos da instituição.

O que são fundos multimercado?

Os fundos multimercado são produtos que permitem que o investidor diversifique em renda fixa, renda variável, commodities, ouro e demais moedas dentro de apenas um produto. Com isso, os fundos são mais arriscados que a renda fixa, mas dada a alta diversificação, são mais seguros que fundos de ações. Apesar disso, não é recomendado que o investidor utilize apenas esses produtos.

Isso porque, mesmo em fundos de investimentos diversificados, especialistas acreditam que é importante ter diversos tipos de fundos de investimentos na carteira. Isso permite ter uma rentabilidade maior e uma constância maior dos retornos no longo prazo. Contudo, os fundos multimercados do Nubank não estão sequer ultrapassando os fundos mais seguros do Brasil.

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Em comparação desde a criação dos produtos, no dia 16 de março, o CDI já rendeu 4,18%, contrastando com 3,37% de rendimento do Fundo Nu Seleção Cautela, o maior do país. Os outros dois fundos da instituição, que também estão no top 5 em números de cotistas, renderam 2,26% e 1,67%. São os fundos Nu Seleção Equilíbrio e Nu Seleção Potencial, respectivamente. Dessa forma, os retornos abaixo do CDI permitem afirmar que a NuConta estaria rendendo mais que os produtos mais arrojados da instituição.

Nubank

Apesar de ter o maior número de cotistas, os fundos do Nubank estão rendendo abaixo do CDI. Foto: Mais Retorno | Reprodução

O feito notório do Nubank

Apesar de os fundos do Nubank terem rendimentos pífios perto da inflação, analistas afirmam que o banco está dando acesso a diversos novos investidores a produtos diferentes do mercado. Isso porque anteriormente os fundos eram tidos como menos populares. Como o banco caiu no gosto dos brasileiros, popularizar essa modalidade de investimentos pode ser bom para o país.

Dessa forma, o mercado pode ficar mais dinâmico, com maiores valores rolando entre os agentes e dando mais confiança à liquidez do país. Além disso, um investimento sólido pode fazer com que os índices de endividamento das pessoas caiam, à medida em que a educação financeira chega a elas. “Entre os novos cotistas dos fundos Nu Seleção temos um número expressivo de novos investidores, pessoas que nunca haviam aplicado seus recursos através de um fundo, demonstrando nosso potencial de expandir o mercado de investimentos no Brasil”, afirmou Andrés Kikuchi, líder da Nu Asset Management.

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Tesouro Direto

Tesouro Direto terá taxas menores a partir de segunda-feira

Pedro Hostyn

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A bolsa de valores brasileira, a B3, informou ao mercado que, a partir de segunda-feira, 3, a taxa de custódia dos ativos do Tesouro Direto terão taxas menores. O percentual, que incide sobre o total investido, leva parte dos rendimentos dos investidores, o que não é bem-vindo. Apesar disso, o percentual menor não mudará muita coisa para os investidores, principalmente aqueles que têm menos dinheiro investido.

Contudo, o percentual em queda significa mais um incentivo para que as pessoas físicas invistam no Brasil. Além disso, a taxa menor pode atrair mais investidores internacionais para o país, financiando a dívida e dando mais confiança ao mercado brasileiro.

O que é a taxa de custódia?

A taxa de custódia que a B3 cobra sobre os investimentos do Tesouro Direto é uma forma de a bolsa se financiar para melhorar sempre seus processos. Por isso, para guardar seus títulos do Tesouro de forma segura, a B3 cobra uma taxa do investidor. Anteriormente em 0,25%, o novo percentual ficará em 0,20% ao ano. A taxa incide sobre o Tesouro IPCA+, Tesouro Selic (para investimentos acima de R$10 mil) e para o Tesouro Prefixado.

Por isso, vale lembrar que os investidores que possuem Tesouro Selic na carteira e têm investimentos abaixo de R$10 mil no título seguem isentos de taxas. A ideia é fomentar o pequeno investidor a começar nesse mundo financeiro sem tomar sustos. Vale lembrar que o Tesouro Selic também é amplamente utilizado para montar uma reserva de emergência.

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A novidade, que foi dada em outubro, busca atrair novos investidores e principalmente o público jovem. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a mudança atende ao perfil dos investidores brasileiros. “Com isso, em um esforço conjunto de B3 e Secretaria do Tesouro Nacional, reduziremos a taxa de custódia de 0,25% para 0,20%, a partir de janeiro de 2022. Com isso, queremos fazer dele um produto que seja barato, acessível e seguro para o investidor”, disse Jeferson.

Tesouro Direto

Foto: Shutterstock

Como investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é a forma mais simples de um investidor financiar a dívida pública brasileira. Por outro lado, a plataforma permite que qualquer pessoa consiga investir. Dessa forma, o Tesouro Nacional juntou a sua necessidade de financiamento com a ambição de crescer a taxa de poupança do país.

Para investir nos três tipos de títulos do Tesouro Direto, basta que o investidor abra um cadastro diretamente pelo portal ou, ainda, que abra conta em uma corretora. No segundo caso, a corretora abre um cadastro automaticamente para você no Tesouro Direto, o que permite que você invista por onde desejar.

Grande parte das corretoras brasileiras não cobram taxas para investimentos em Tesouro Direto. Contudo, algumas podem cobrar percentuais sobre o valor investido, o que atrapalha o seu rendimento no fim do processo. Por isso, vale ressaltar que você deve pesquisar a fundo as taxas cobradas pela sua corretora e todos os outros custos que incorrem desse investimento.

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CDB

O que é um CDB? Entenda um dos melhores investimentos

Pedro Hostyn

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O CDB é um dos melhores investimentos de renda fixa e, no Brasil, ele pode ser extremamente rentável no longo prazo. O Certificado de Depósito Bancário é uma das formas mais populares entre os grandes investidores e, recentemente, as instituições emissoras começaram a popularizar ainda mais esse investimento. Por isso, agora é possível que você consiga começar com R$100,00 ou até menos.

Apesar disso, para esse investimento é preciso que você tome alguns cuidados. Por outro lado, as taxas podem ser excelentes, principalmente para aqueles que não gostam de se aventurar na renda variável.

O que é um CDB?

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Como o próprio nome diz, você depositará em um banco. Contudo, esse depósito é diferente do habitual, onde você simplesmente coloca dinheiro na sua conta corrente. E exatamente por causa dessa diferença que os CDBs são excelentes formas de rentabilizar o seu dinheiro.

A maior diferença entre os depósitos normais e o CDB é o rendimento. Enquanto muitas contas corrente não possuem rendimentos, no CDB você tem, sempre, rendimentos. Esse retorno de dinheiro pode ser tanto prefixado, quando atrelado ao CDI ou ao IPCA (inflação). Além disso, existe um tempo mínimo onde você não poderá retirar o dinheiro do título.

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Para evitar que esses depósitos sejam feitos apenas dentro do banco, essas instituições financeiras emitem os títulos de financiamento (CDB) no mercado financeiro, o que possibilita que você possa comprar de qualquer corretora ou banco do país. Dessa forma, você pode investir em um CDB do BTG Pactual de dentro de uma corretora de valores, como a Genial Investimentos. Além disso, o CDB tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma reunião de bancos que atuam para pagar você em caso de falência do emissor do título.

CDB

Foto: Shutterstock

Por que investir nesses títulos?

Apesar de precisar de um tempo sem retirar o seu dinheiro, que varia de 1 a 5 anos normalmente, o CDB permite uma rentabilidade bem acima dos indicadores do mercado. No longo prazo, isso fará toda a diferença e pode, inclusive, definir se você poderá ou não se aposentar por conta própria.

Nos CDB, o seu dinheiro fica parado dentro do banco por algum tempo definido. Durante esse tempo, o banco empresta seu dinheiro e faz outros financiamentos, de modo que ele consiga rendimentos para ele mesmo. Contudo, por ser um investimento mais arriscado que um Tesouro Direto, os rendimentos são sempre acima dos títulos públicos. Isso faz com que você possa ter rendimentos de 7% a 20% no ano, a depender dos indicadores. No ano de 2021, títulos atrelados ao IPCA chegaram a render 17% na média. No Tesouro Direto, a média de retornos foi de 14%. Com isso, quem emprestou para os bancos teve resultados melhores.

Além disso, essa diferença de 3% aplicada ao longo prazo pode gerar até 110% de diferença. Se aplicarmos por 10 anos a uma taxa de 14%, teríamos um rendimento de 270%, enquanto que aplicando a 17% o retorno no mesmo período é de 380%. Por isso, os CDB são sempre excelentes formas de investir.

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CDB

Como escolher a renda fixa certa? Confira os segredos

Pedro Hostyn

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A renda fixa é uma mina de ouro em qualquer momento, principalmente no Brasil. Isso porque as taxas daqui são, quase sempre, maiores que as taxas de outros países, o que gera maiores rendimentos que no mercado internacional. Além disso, o Brasil é, historicamente, um bom pagador dos títulos do Tesouro Direto, que é acessível ao investir e também aos fundos de investimentos. Por isso, analistas profissionais usam a renda fixa no Brasil para fazer os melhores fundos de investimentos da categoria e você pode saber como entrar nesse mercado. Isso porque não é todo fundo de renda fixa que é rentável e, dos que são, nem todos são bons.

Por isso, nesse texto vamos mostrar como escolher uma renda fixa da forma certa. Para isso, desvendamos os segredos dos principais assessores de investimentos do país e usamos uma bibliografia extensa. Dessa forma, siga com a gente até o final do texto!

Como começar na renda fixa?

Começar, em si, na renda fixa é bastante simples. Isso porque diversos bancos já tem suas contas digitais remuneradas que rendem 100% do CDI. Contudo, existem formas de ter rendimentos bem acima do CDI e, para isso, é importante que você tenha um planejamento quase impecável para fazer isso com tranquilidade. Apesar disso, não é difícil, mas sim trabalhoso. Porém, apenas o início pode ser mais complicado.

Para começar na renda fixa de verdade, os analistas indicam sempre os fundos de investimentos em renda fixa. Isso porque o Tesouro Direto pode gerar perdas de dinheiro no curto prazo, o que é mais difícil, mas não impossível, nos fundos de renda fixa. Além disso, para você começar, é sempre bom ter um auxílio. Isso porque as chances de fazer escolhas erradas no início é grande. Contudo, à medida que você investe com consistência, os erros diminuem.

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Para isso, escolher os fundos de renda fixa é essencial. Para isso, escolha sempre os fundos consolidados. Eles são aqueles que têm bons rendimentos (iguais ou maiores que o CDI, apenas), estão no mercado a mais de 12 meses e que possuem gestoras com grandes valores sob custódia. Isso dá mais credibilidade ao investimento, buscando sempre atrelar aos bons rendimentos.

renda fixa

Foto: Unsplash | Reprodução

O segundo passo

Depois de escolher um fundo de investimentos com retornos acima do CDI, o segundo passo da renda fixa é diversificar em indicadores e produtos. Isso porque é importante diversificar em qualquer parte dos seus investimentos, para diminuir ainda mais os riscos.

Por isso, nessa parte você pode escolher ativos prefixados, como o próprio Tesouro Direto. Contudo, é importante que você saiba que tem CDB, LCI, LCA, LF, CRI, CRA e demais títulos como opção. Vale lembrar que você deve estudar o produto antes de aportar.

Depois disso, busque também ativos atrelados à inflação. Lembre-se que ativos com o IPCA nos rendimentos sempre dão rendimentos reais, ou seja, maior poder de compra no futuro. Dessa forma, o Tesouro Direto também pode ajudar, mas as instituições financeiras também colocam CDB, LCI, LCA, LF, CRI, CRA e demais títulos na mesa.

Por último, defina os percentuais ideais para cada indexador. Uma ideia pode ser 33,3% para cada indicador (CDI, prefixado e IPCA), mas isso varia conforme a sua necessidade e sua vontade.

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Tesouro Direto

Tesouro Direto volta a ter taxas acima de 11%; entenda

Pedro Hostyn

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Com a alta dos juros e a maior incerteza dos investidores internacionais em relação à economia, o Tesouro Direto Prefixado voltou a ter taxas acima dos 11% ao ano. Apesar disso, o preço dos ativos vem aumentando, o que demonstra um apreço dos investidores aos títulos da dívida pública. Com isso, clientes se perguntam se é a hora de entrar no Tesouro Prefixado e, nesse texto, responderemos a essa questão.

Para ajudar na sua tomada de decisão, levantaremos alguns pontos importantes para que você analise antes de comprar, ou não. Para isso, levaremos em conta a provável oscilação da taxa Selic e também o cenário da bolsa de valores.

Tesouro Prefixado: como funciona?

O Tesouro Prefixado é uma das três modalidades do Tesouro Direto. A plataforma, que serve para investidores emprestarem os valores ao Governo Federal. Para fazer isso, existem três formas de rendimento: atrelados ao IPCA (Tesouro IPCA), atrelado à Selic (Tesouro Selic) e os Prefixados, com taxas definidas na hora da compra.

Para o Tesouro Prefixado, existem algumas “táticas” para investir com solidez nesses ativos. Quando a Selic está alta, o investidor deve comprá-lo perto do fim do movimento de alta. Com isso, o investidor busca a maior taxa prefixada dentre as possíveis. Isso porque, para valer à pena, os rendimentos do prefixado devem ser maiores que o da Selic. E é exatamente onde estamos. O fim do movimento de alta da Selic está próximo e deve acontecer no fim do primeiro trimestre de 2021. Com isso, se tudo ocorrer dentro do previsto, o investidor começa a ganhar mais que a Selic já no meio do ano que vem.

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Do contrário, quando a Selic está a patamares mais baixos, o indicado é a compra dos títulos IPCA ou Selic+, também disponíveis no site do Tesouro Direto. Apesar de estarmos longe desse cenário, investidores também olham para o IPCA como forma de ter bons rendimentos no futuro.

Tesouro Direto Prefixado

Foto: Austin Distel | Reprodução

Investir ou não investir nesse Tesouro Direto?

A maioria dos analistas sugere que é, sim, a hora de investir no Tesouro Prefixado 2024. Além do fator Selic, que deve chegar a 12% no início do ano que vem, existe um fenômeno bastante raro que se chama inversão da curva de juros. Isso quer dizer que o Prefixado de 2024 está rendendo acima do Prefixado 2026.

No fechamento de hoje, 20, o Prefixado 2024 estava rendendo 11%, taxa que não tinha desde 03 de dezembro. Por outro lado, o prefixado 2026 apresentava taxas no valor de 10,54%. Isso quer dizer que seja ruim o 2026? Não, mas quer dizer que o investimento do 2024, que tem prazo menor, está pagando mais. Com o prazo menor, o risco também se torna menor. Por isso, a taxa maior representa uma oportunidade única.

Contudo, vale sempre lembrar que o Tesouro Prefixado exige algumas regras para que você invista nele. A primeira regra é que você deve esperar o vencimento para resgatar o valor com juros. Dessa forma, você não tem chances de perder dinheiro com esse título. Resgatar antes do vencimento pode gerar prejuízos. A segunda regra é diversificar em outras rendas fixas. Isso porque investidores nunca devem colocar todo o dinheiro em apenas um ativo.

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