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É hora de vender ações americanas?

Pedro Hostyn

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As ações americanas bateram as máximas e agora especialistas começam a ver a bolsa bastante descolada da realidade. Por isso, muitos bancos já falaram que a bolsa deve cair no curto prazo e fugir da ilusão de que está tudo bem com a economia. Apesar disso, após as falas do mercado, os índices americanos voltaram a bater recordes, o que animou novamente os investidores.

Contudo, a nova variante da covid e as notícias de que o FED vai acelerar o desestímulo à economia e aumentar os juros, as bolsas parecem perder força na sua onda de subida. Por isso, alguns investidores se questionam se é a hora de vender as ações de lá.

Por que as ações americanas subiram tanto?

Para saber o motivo da perda de força, é preciso saber o que fez com que as ações americanas subissem tanto. E para fazer, precisamos voltar ao início da pandemia. Isso porque a fuga dos investidores à economia mais forte do planeta é a explicação ideal para o que aconteceu e reflete até hoje.

Quando o mundo se deparou com a covid, os investidores saíram fortemente da bolsa, fazendo com que todos os índices operassem em quedas extremamente fortes. Mas passado o sufoco e a angústia, os investidores voltaram ao mercado começando pelos ativos de menor risco, que são as empresas listadas no mercado americano. Isso porque a moeda mundial é o dólar e ativos ligados a ele são mais seguros que os ligados a outras moedas, mesmo na renda variável.

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Além disso, a Nasdaq é composta de empresas ligadas à tecnologia. Na pandemia, a digitalização dos processos, no mundo todo, favoreceu as empresas desse índice, fazendo com que ele subisse de forma acentuada. E isso não refletia a situação da economia. Por isso, os investidores ficavam sempre na expectativa, que eram sempre maiores. Com os resultados trimestrais do mês passado, os resultados surpreenderam, mas as expectativas acabaram.

Isso porque a Ômicron chegou e o FED vai aumentar os juros. O balde de água fria tomou conta do mercado e agora os índices operam em queda ou, pelo menos, em altas menos relevantes. Mas isso quer dizer que é a hora de vender esses ativos? A resposta depende do que você quer para a sua carteira.

Ações americanas

Foto: Pexels

Vender ou não vender?

O fato de querer sempre achar o topo das ações americanas é um dos maiores empecilhos para a tomada de decisão dos investidores, principalmente aqueles de menor tempo de mercado. Por isso, o ideal é não tentar prever o mercado no curto prazo. A bolsa está cara nos Estados Unidos? Sim. Mas isso não quer dizer que ela não possa subir mais.

O argumento de que “as ações americanas estão caras” é pautada no indicador P/L do agregado do índice. O indicador que mostra isso é o Shiller PE Ratio. E esse indicador está caindo, mesmo com a bolsa subindo. Isso quer dizer que ainda há espaço para subida. E se analisarmos o histórico do P/L do S&P 500, esse indicador não está nem perto de estar nas máximas, ou seja, não há evidências de que seja a hora de vender.

Dessa forma, é hora de seguir com a estratégia, alocando parte do valor no cenário internacional para se proteger da desvalorização do real e da queda da economia brasileira.

 

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

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BIVB39: é uma boa escolha para investir no S&P 500?

Pedro Hostyn

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Investir nos Estados Unidos é uma excelente forma de proteger o seu patrimônio. Ao saber disso, buscar formas cada vez mais simples de investir no mercado mais desenvolvido do mundo passa a ser a meta dos investidores. Contudo, poucos conhecem ou sabem da existência do BIVB39, atual concorrente do IVVB11, que também replica o S&P 500. Ambos os ativos replicam o principal índice de ações do mundo, mas algumas diferenças podem mudar os retornos dos seus investimentos no longo prazo.

Porém, antes de falar sobre o BIVB39, é importante que expliquemos, de forma sucinta, o que é o S&P 500, o índice que esse ativo replica. Além disso, vamos falar quais empresas constam nesse índice, para que o investidor saiba onde está colocando, mesmo que indiretamente o seu dinheiro.

O que é o S&P 500?

O Standart and Poors 500 é uma carteira teórica de ações que conta com as 500 maiores empresas do mundo. Por contar com essas gigantes, o índice é um termômetro global da renda variável e é utilizado como comparativo para outros investimentos em ativos de risco. Por isso, o mundo inteiro olha para esse índice.

Assim como no Ibovespa, o S&P 500 não permite um investimento direto, dado que se trata de uma carteira teórica. Porém, dentro dessa cesta de ativos estão Google, Microsoft, Tesla, Apple e outras gigantes do mundo. Contudo, algumas gestoras de investimentos replicam essa carteira em ativos reais, fornecendo uma rentabilidade bastante semelhante ao investidor. O ETF mais famoso do mundo para replicar o S&P 500 é o IVV, listado na bolsa americana.

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Porém, para replicar o IVV, as gestoras podem tomar duas medidas: ou elas compram o ETF no mercado exterior e fazem um fundo com 100% da alocação nesse ativo; ou elas replicam diretamente o IVV na bolsa brasileira, através de um BDR de ETF. E é aqui que está a diferença entre o BIVB39 e o IVVB11.

BIVB39 IVVB11 S&P 500

Foto: Unsplash

A diferença entre o IVVB11 e o BIVB39

Apesar de apresentarem rentabilidades semelhantes desde seus lançamentos, esses dois ativos ainda podem dar muita dor de cabeça aos desavisados. Isso porque, além de contar com diferentes gestoras, os ativos têm taxas diferentes.

Começando pelo IVVB11, diferentemente do BIVB39, o ETF gerido pela Black Rock investe 100% no IVV. Contudo, para fazer isso, a gestora cobra uma taxa de 0,23% ao ano para fazer essas compras. Com isso, a Black Rock compra o ETF IVV diretamente na bolsa americana. Contudo, a gestora do IVV, a Black Rock USA, cobra uma taxa de 0,3% ao ano. Com isso, a taxa total fica em torno de 0,53% para cada ano investido no IVVB11.

Contudo, o BIVB39 é um BDR do IVV. Ou seja, em vez de comprar o IVV, o mercado apenas o replica aqui no mercado brasileiro. Isso gera uma taxa menor, dado que a taxa do BIVB39 é de apenas 0,3% ao ano, a taxa do ETF IVV. Com isso, no longo prazo, pode haver grande diferença de rendimentos, devido a uma taxa de 0,23% ao ano. Com isso, para cada mil reais investidos, haverá uma diferença de taxas de R$23 reais a cada 10 anos de investimentos, o que no final resulta em uma diferença de rentabilidade de 2,32%.

Por causa dessa taxa, analistas começam a recomendar a compra do BIVB39. Porém, é preciso que o investidor se atente à liquidez do ativo, que é bem menor que a liquidez do IVVB11.

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Ibovespa opera em alta pelo segundo dia seguido

Pedro Hostyn

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O Ibovespa subiu mais uma vez, animado com os dados da inflação nos Estados Unidos. Mesmo que seja a maior inflação em quase 40 anos, os dados vieram de acordo com as expectativas do mercado. Com isso, o índice brasileiro fechou em alta de 1,84% no pregão dessa quarta-feira, 12. Apesar da animação por aqui, nas bolsas americanas o cenário é outro. Por lá, os três índices ficaram de lado e ainda não recuperaram as quedas da primeira semana do ano.

Destaques de hoje ficaram para Iguatemi, Magazine Luiza e Multiplan, que fecharam as maiores altas do dia, subindo 8,31%, 7,49% e 6,54%, respectivamente. Por outro lado, Locaweb, Banco Inter e Santander lideraram as baixas do dia, caindo 3,43%, 3,00% e 2,60%, nessa ordem. As maiores empresas do Ibovespa, Petrobrás e Vale, subiram 3,05% e 1,09%, refletindo as altas das commodities no mercado internacional. O dólar e os juros futuros caíram.

Ibovespa brilhou

O Ibovespa operou em forte alta pelo segundo dia consecutivo. Fechando em alta de 1,80%, o índice emplacou a sua maior alta desde 2 de dezembro. Com essa alta de hoje, o Ibovespa fechou em 2,71% positivos nessa semana, resultado que agrada investidores da renda fixa após uma queda de mais de 10% no ano passado. Apesar disso, economistas alertam para as previsões, que ainda não são boas para a economia.

Por isso, é importante pegar embalo nas altas, mas muitos especialistas afirmam que não é hora de encher o carrinho. Alguns afirmam que a renda fixa pode dar oportunidades tão boas quanto a renda variável, mesmo que as ações estejam baratas. Apesar disso, o investidor deve levar em conta que o P/L do Ibovespa é o mais baixo em quase 20 anos, uma oportunidade única para quem gosta de um maior risco nos investimentos.

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Hoje a alta do Ibovespa sinalizou o ânimo do mercado em acertar as previsões. Isso porque, lá nos Estados Unidos, a inflação fechou 2021 em 7%, subindo 0,5% apenas em dezembro. É o maior IPC em quase 40 anos para o país. No mundo todo, a escala dos preços preocupa economistas e coloca os mercados emergentes em perigo de estagflação. Além disso, o FED já informou que aumentará os juros nesse ano. O intuito é justamente segurar a alta dos preços.

As bolsas americanas não andam bem

Mesmo que o mercado tenha acertado nas previsões, investidores americanos não ficaram tão animados. Isso porque os três índices de lá ficaram de lado, com leves altas. A análise é que o mercado espera a alta dos juros para comprar os títulos americanos, que passarão a render mais. Contudo, o FED ainda não sinalizou quando aumentará os juros, nem os novos percentuais.

Com isso, o índice Nasdaq subiu 0,23% hoje. Seguindo, o S&P 500 subiu 0,28%, representando a maior alta do dia no país. O Dow Jones ficou em último, fechando o dia em +0,11%. Nenhum desses índices tem retornos positivos em 2022.

Por outro lado, o otimismo com o Brasil fez o dólar cair com força hoje. Na cotação diária, a moeda americana caiu 0,81%, cotada a R$5,53 na compra e na venda.

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10 ações para ganhar dividendos, segundo a NuInvest

Pedro Hostyn

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Muitos investidores entram na bolsa de valores para buscar uma renda passiva. Nesse caso, buscam valor que caiam em suas contas sem que haja esforço. Dessa forma, a estratégia dos dividendos, a mais popular da bolsa entre os investidores experientes, se encaixa nos mais diferentes perfis. Exatamente por isso, as grandes gestoras, como a NuInvest, fazem carteiras recomendadas para essa modalidade de investimentos.

Para o mês de janeiro, a corretora retirou a empresa Vibra e colocou a gigante Petrobrás na sua carteira de dividendos. Além disso, nesse texto vamos mostrar as 10 ações que a NuInvest acredita para os dividendos em janeiro.

Porque investir em dividendos?

É normal que investidores questionem, no início, os motivos de investir em dividendos. Contudo, existe uma razão bastante simples para aderir à essa técnica. Além disso, grandes nomes dos investimentos, como Luiz Barsi, ficaram bilionários pregando esse tipo de investimentos.

Basicamente, os dividendo são parte dos lucros que a companhia gera em suas operações. Como o acionista é dono da empresa, parte do lucro é dele, por direito. Dessa forma, para investir nas empresas que mais pagam dividendos, é preciso que o investidor também tenha expectativas de bons lucros no futuro dessas empresas. Por isso, empresas endividadas saem dessa estratégia.

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Além disso, empresas que pagam parte de seus lucros aos acionistas tendem a valorizar acima da média do mercado no longo prazo. Por outro lado, essas ações tendem a se movimentar menos, o que o mercado chama de volatilidade. Por isso, investidores em dividendos buscam ganhar renda passiva com menor variação de preços de suas ações. Analistas afirmam que a estratégia diminui bastante os riscos dos investidores no longo prazo.

NuInvest dividendos

Foto: Cottonbro

As 10 ações da NuInvest

Para que o investidor tenha dividendos na sua conta durante o ano todo, a NuInvest selecionou seus 10 ativos favoritos para janeiro desse ano. Para fazer as escolhas, a corretora analisa os balanços atuais, o mercado de atuação de cada uma, além de projetar os lucros futuros das empresas.

O primeiro destaque é a troca de Vibra por Petrobrás. Isso acontece porque a empresa projeta um dividend yield acima de 20% da petrolífera nesse ano. O retorno médio da carteira, segundo a projeção, será de 8,4%. Além de Petrobrás (PETR4), a NuInvest acredita em BrasilAgro (AGRO3). Ainda, Kepler Weber (KEPL3) também entrou na carteira da corretora. A quarta empresa é a popular Taesa (TAEE11). A empresa é uma das mais buscadas na bolsa de valores brasileira. Em quinto lugar, a Vale é uma das favoritas dos gestores da Nu, com um yield projetado de 8,5%.

Em sexto lugar, a NuInvest selecionou a JBS (JBSS3) pra receber os dividendos. Posteriormente, no sétimo lugar, a maior produtora de bebidas do país, Ambev (ABEV3), entrou na carteira recomendada. Em oitavo, Itaúsa (ITSA4), empresa que detém parte do Banco Itaú, entrou na lista das queridinhas. Por último, o único BDR listado na carteira de dividendos é a Coca-Cola (COCA34). A corretora ainda sugere a compra do ativo por, no máximo, R$58.

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BTCS inova e pagará dividendos em bitcoin

Pedro Hostyn

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A BTCS, a primeira empresa de blockchains listada na bolsa de valores, anunciou o pagamento de divendos em bitcoins. Segundo o informe da empresa, o valor será equivalente a US$0,05 por ação. Devido à moeda de pagamento, o mercado apelidou o pagamento de “bividend“, logo após o anúncio, feito na quarta-feira, 5.

Na data, as ações da empresa passam a ser negociadas ex-dividendos e os investidores receberão o pagamento em criptomoedas pela primeira vez na história da bolsa. Apesar disso, quem não quiser pode optar pelo recebimento em dólares.

Animou o mercado

Após a divulgação dos pagamentos em Bitcoins, o site TradingView mostrou que as ações subiram 43,89% na quarta-feira, 5. Isso porque o mercado se animou com a novidade, entendendo que é um novo passo rumo ao futuro. Além disso, as criptomoedas vem ganhando espaço nos Estados Unidos, com grandes fundos de investimentos comprando as mais diversas criptomoedas.

Ainda, segundo a empresa, a forma de pagamento dos proventos visa dar mais liberdade financeira aos investidores e acionistas. Além disso, Charles Allen, diretor-executivo da BTCS, disse que o bividend será uma forma de recompensar os acionistas que acreditaram na empresa. “Queremos recompensar nossos acionistas de longa data por seu apoio contínuo e incentivar a liberdade financeira, fornecendo os meios para permitir a propriedade direta do Bitcoin e outros ativos digitais”, disse.

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Apesar da revolução, os investidores que quiserem receber os dividendos em Bitcoin precisam realizar alguns passos. Isso porque as corretoras tradicionais não costumam aceitar os pagamentos nessas novas moedas, o que dificulta uma implementação em larga escala dessa forma de pagamento. Além disso, o bividend não é a primeira inovação da BTCS. Ela é a primeira empresa de blockchain listada na bolsa e uma das poucas que opera nós nos sistemas do Ethereum.

BTCS

Foto: Pexels

Como receber os bividends da BTCS?

Após anunciar o pagamento dos dividendos em bitcoins, a BTCS colocou uma contagem regressiva em seu site para anunciar a data do pagamento. Quando zerar, no dia 16 de março, os acionistas receberão os dividendos em dólares ou bitcoin, a depender do que colocarem nos formulários.

Para ter direito ao pagamento, o sócio da empresa precisa comprar as ações através de qualquer corretora que opere na Nasdaq. Posteriormente, o investidor precisará assinar um formulário afirmando que deseja receber os proventos na forma de bitcoin. Por último, basta que o acionista faça a transferência da custódia dessas ações para o agente oficial da BTCS. Dessa forma, basta esperar que os proventos caiam em bitcoins na conta.

Contudo, vale lembrar que o valor dos dividendos da BTCS é referente a US$0,05. Na cotação atual, esse valor é equivalente a 0,0000012 bitcoins, uma fração bastante pequena da moeda digital. Apesar disso, grandes acionistas receberão valores maiores. Por outro lado, a inovação, por si só, já permite que novas empresas possam adotar essa prática no futuro, inserindo cada vez mais as moedas digitais à aceitação do mercado.

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Micro Caps: o que são e como investir nelas

Pedro Hostyn

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Investir em empresas menores dá ao investidor a possibilidade de ter altos retornos na cota das ações. Contudo, investir nas menores empresas da bolsa dá ainda mais chances para o investidor multiplicar seu capital. Por isso, as Micro Caps estão tomando os olhos dos investidores, principalmente nos momentos de baixa do mercado.

Nesse texto, vamos explicar o que são as Micro Caps e dar uma dica de uma carteira recomendada por uma corretora brasileira exclusivamente para esse tipo de ações.

O que são as Micro Caps?

Micro Caps é o nome que se dá às menores empresas da bolsa. Para saber quais são, basta multiplicar o valor de cada ação pelo número total de ações emitidas na bolsa. Em geral, são empresas que valem menos de R$5 bilhões. Apesar disso, elas não são as menores empresas de fato. Isso porque existem as NanoCaps, que são empresas de até R$20 milhões.

Contudo, as Micro Caps são excelentes empresas para multiplicar seu patrimônio. Com a maior perspectiva de lucro, é também um pouco mais arriscado que as Small Caps, que são empresas um pouco maiores. Por outro lado, as chances de essas empresas menores virarem empresas maiores são mais altas, contudo, o investidor deve entender que isso demanda tempo e, claro, planejamento das empresas.

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A ideia de investir em Micro Caps é difundida pelos maiores investidores do mundo. Em 1950, Warren Buffet investia nessas empresas para aumentar seu patrimônio. O resultado foram mais de 25% ao ano, em média. Além disso, um fator que soma ao investidor pessoa física é que os grandes fundos não têm poder para entrar nessas empresas. Como são empresas menores, elas têm menos ações na bolsa e, com isso, se grandes fundos comprarem, as ações disparam artificialmente. Dessa forma, eles seriam prejudicados na hora de vender as ações das Micro Caps (em caso de muitos resgates no fundo, por exemplo). A estratégia também é defendida por Joel Greenblatt, um investidor cuja estratégia tem, também, mais de 25% ao ano, em média.

Micro Caps

Foto: Shutterstock

Como achar essas empresas?

Não é tão intuitivo achar essas empresas. Contudo, existem sites especializados que listam todas as ações da bolsa brasileira através do valor de mercado. Dessa forma, você restringe as suas opções na hora de investir, caso queira comprar apenas Micro Caps.

Para isso, basta escolher empresas com valor de mercado menor que R$5 bilhões. Depois disso, é só analisar os indicadores financeiros das companhias e ver se estão saudáveis financeiramente, se têm potencial de valorização e se são empresas que já pagam dividendos ou não. Nas Micro Caps, o ideal é um baixo pagamento de dividendos, para que a empresa reinvista os valores e possa crescer mais. Aqui você pode filtrar essas ações.

Contudo, a Warren, uma corretora brasileira, já tem uma carteira recomendada com cinco MicroCaps para você investir. Segundo a Asset, as empresas têm igual peso de 20% na carteira, que é composta pelos ativos MELK3, OPCT3, FRAS3, TASA4 e RANI3.

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Clube do Valor comenta 5 ações que comprará em janeiro

Pedro Hostyn

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Uma das gestoras mais novas e promissoras do Brasil, o Clube do Valor, comentou através seu canal no YouTube cinco ações que a gestora colocará no fundo ainda em janeiro desse ano. Segundo a asset, as análises das empresas são feitas através de indicadores financeiros das empresas e retira qualquer análise de projeção futura dos ativos que compra. Por isso, o fundo é visto como extremamente técnico, mesmo que não utilize análise técnica propriamente.

Segundo a própria gestora, sua estratégia já rendeu mais de 350% desde 2016, contrastando com cerca de 150% do Ibovespa no mesmo período. Por isso, nesse texto vamos mostrar a estratégia do fundo, que é pública, e como você pode adaptar aos seus investimentos.

O que é o Clube do Valor?

Atualmente, o Clube do Valor é uma gestora de investimentos que tem o Fundo Clube Do Valor Deep Value Investing FIA como seu principal produto. A estratégia do fundo é investir em ações que estão baratas, levando em conta apenas os indicadores das empresas. Por isso, é importante diferenciar ações baratas de ações com baixo valor.

Isso porque ações baratas se referem a empresas que estão sendo negociadas abaixo de seu nível. Ações com baixo valor são aquelas cotadas por valores baixos, como a OIBR3, cotada abaixo de R$1,00. Para determinar quais são as ações baratas, o fundo leva em conta o earning yield, que é a divisão entre o resultado operacional da empresa pelo total enterprise value. Esse último indicado é a soma do EBIT com as dívidas da empresa.

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Além disso, utilizando essa fórmula, a gestora busca comprar as 20 ações mais baratas, de modo a diversificar o patrimônio e diminuir o risco. Até agora, desde seu lançamento em 11 de agosto de 2020, o fundo rendeu 16,23%, contra apenas 1,71% do Ibovespa no mesmo período.

As ações do fundo

No vídeo postado no canal do Clube do Valor, Ramiro Gomes, gestor e fundador da Asset, afirmou que comprará 5 ativos para o fundo nesse primeiro mês de janeiro. Além disso, ele afirma que manterá a aplicação de seus filtros, o que, segundo ele, retira os vieses psicológicos dos investimentos. Contudo, ele reitera que tem 20 ativos em carteira e defende a diversificação entre empresas.

A primeira ação é Alupar (ALUP11). A empresa é uma holding que atua no ramo de geração e distribuição de energia no Brasil. Seguindo, a empresa afirmou que investirá em Wiz Soluções (WIZS3). A empresa é uma corretora de seguros e, recentemente, sofreu mudanças drásticas em seus serviços. Em terceiro, a compra das ações de Lavvi Empreendimentos Imobiliários (LAVV3), subsidiária da Cyrela focada em empreendimentos de alto padrão, se mostra como um dos maiores riscos da empresa. Isso porque as ações começaram a ser negociadas em 4 de setembro de 2020, com resultados nada favoráveis até o momento: queda de 45,5%.

Posteriormente, em quarto lugar, a compra será de Gerdau (GOAU4), uma das maiores produtoras de aço do mundo, sendo uma metalúrgica bastante respeitada no mercado internacional. E, por último, o Clube do Valor afirmou que comprará ações de Enauta (ENAT3), também produtora e distribuidora de energia no Brasil. Vale lembrar que nenhum dos ativos é recomendação de compra, dado que seguem uma estratégia específica do fundo.

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