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Day Trade: saiba os riscos e porque é tão difícil

Pedro Hostyn

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A porta de entrada de muitas pessoas no mercado financeiro ainda é o Day Trade. Essa modalidade de investimentos é a mais arriscada da bolsa e pode levar o investidor a ter perdas enormes. Apesar disso, há quem faça dinheiro e prometa milhões aos novos entrantes, o que pode ser uma cilada.

Por isso, aqui vamos falar dos riscos do day trade, bem como a forma como o investidor, se quiser, deve se portar ao operar nesse cenário.

O que é day trade?

Day trade é a compra e a venda de um ativo financeiro no mesmo dia, e nessa ordem. Dessa forma, o trader, quem faz a operação, busca comprar por um preço e vender por outro mais alto. É dessa forma que, teoricamente, esse tipo de investidor ganharia dinheiro na bolsa.

Mais recentemente, o mundo das criptomoedas atraiu os olhares desses operadores, dada a alta volatilidade das moedas virtuais. Apesar disso, os riscos continuam os mesmos, de forma que a pessoa ainda possa perder muito dinheiro no day trade, mesmo que nesses novos ativos.

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O risco vem da imprevisibilidade do mercado. É praticamente impossível prever, com certeza, como o preço se comportará daqui 1 ou 2 minutos e, por isso, comprar ou vender baseado em especulações pode ser um tiro no pé. Apesar disso, alguns estudos mostram que os preços se comportam de forma padrão ao longo dos anos, o que “facilitaria” a vida de quem opera dessa forma. Contudo, um estudo da FGV diz o contrário.

A Fundação fez um estudo há alguns anos. Os resultados foram impressionantes, porque o estudo apontou que 97% dos day traders perdem dinheiro no curto prazo e os 3% restantes não ganham milhões, como os operadores vendem.

day trade

Foto: Liza Summer | Pexels

Vale a pena operar dessa forma?

Para fazer day trade, você precisa ter um emocional bem controlado. Isso porque na hora de fazer a operação, você ficará torcendo para o ativo ir para a direção selecionada, o que pode não ocorrer na maioria das vezes. Nessas horas, você pode ficar tenso e acabar encerrando a operação com prejuízo.

Por isso, traders profissionais afirmam que é preciso fazer a gestão do risco, buscando limitar as perdas quando o movimento não acompanhar as suas expectativas. Por outro lado, você deve escolher as horas certas para entrar com a operação. Isso porque ficar clicando o tempo todo em “compra” e “venda” vai, estatisticamente, levar você ao prejuízo.

Assim, se você não tem emocional de ferro e não tem experiência com os movimentos do mercado, é preferível que você se distancie dessa forma de investimento. Isso porque a emoção pode atrapalhar muito suas operações, além de levar embora todo o seu dinheiro.

É importante que você estude o mercado antes de entrar em qualquer tipo de investimento. No day trade, dado o maior risco, é preciso que você estude ainda mais, utilize plataformas de simulação e pegue experiência com valores fictícios antes de colocar dinheiro real na mesa.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

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Final de semana: as dicas para curtir a folga

Pedro Hostyn

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É hora de coletar algumas dicas de economia para aproveitar o tempo para estudar mais sobre seus investimentos. E no texto dessa semana, aproveitando a black friday, vamos aproveitar e colocar livros a mais, para que você possa aproveitas as promoções.

Começando por eles, então!

Os livros do seu final de semana são, com certeza, dois dos melhores livros de finanças e mindset para os investidores. E saber como lidar com os seus investimentos, principalmente em momentos de queda, é o que vai diferenciar bons investidores dos maus investidores.

Por isso, os investidores devem saber o que os já consagrados fizeram. E por isso, saber as estratégias usadas e criar uma própria pode diferenciar os seus resultados da média do mercado. Dessa forma, dentre os diferentes modos, saber “O Jeito Warren Buffet de Investir” pode ser excelente para você saber a estratégia de um dos maiores do mundo.

Por outro lado, os “Axiomas de Zurique” podem dar a você boas dicas de como grandes banqueiros investem e fazem suas fortunas. Afinal, para ficar rico, você deve saber como fazer isso. O livro é uma das obras mais consagradas do mundo dos investimentos e já mudou a percepção de muitas pessoas sobre o dinheiro.

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Para escutar no final de semana

Um podcast muito bacana para o seu final de semana é daqueles que você pode ouvir três das maiores personalidades do mundo dos investimentos e do aprimoramento pessoal. E foi o que fez o Flow, reunindo Thiago Nigro (o Primo Rico), Bruno Perini e Joel Jota, líder em autoconhecimento e autoaprimoramento.

No podcast, eles falam tudo sobre suas histórias, seus pensamentos, e o melhor de tudo, como chegaram ao sucesso. Mais um excelente material para que você consiga se superar a cada dia, dentro da sua realidade.

Para acessar esse papo, basta clicar aqui.

Filme do final de semana

O filme para você assistir no seu final de semana é uma história que já contamos aqui, mas é sempre muito bacana rever. Se você está com dívidas, problemas pessoais e financeiros ou quaisquer outros entraves, é importante que você saiba que pode superar essas adversidades.

Dessa forma, “À Procura da Felicidade” mostra a história de Chris Gardner, um ex-morador de rua que conseguiu enriquecer e se tornar uma figura importantíssima no mercado financeiro. O filme rendeu diversos prêmios a Will Smith, desde Oscar, até Globos de Ouro.

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final de semana

Foto: Pexels

Vídeo do YouTube

E para o seu final de semana, vamos falar também de estratégias de investimentos. Isso porque elas permitem que você retire os vieses comportamentais das suas decisões, pautando-as sempre pela racionalidade.

E uma das estratégias mais famosas do Brasil é a ARCA, feita por Thiago Nigro. Mas no vídeo, Ramiro Gomes, do Clube do Valor, fala sobre com o que concorda e com o que discorda com essa estratégia. Um vídeo que pode ajudar muito. Veja aqui.

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FII de papel: ativos que podem aprimorar sua rentabilidade

Pedro Hostyn

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Com a alta da taxa de juros, muitos investidores da renda variável buscam meio de aprimorar ainda mais os ganhos na bolsa de valores. E muito disso pode vir com os FII de papel, afinal, esses fundos imobiliários são excelente fonte de renda passiva para o investidor.

Contudo, quanto maior a Selic, mais difícil fica para os outros tipos de ativos acompanharem as taxas na política de dividendos. Apesar disso, esses FII podem ser a oportunidade perfeita.

O que são os FII de papel?

Tradicionalmente, os fundos imobiliários são aqueles ativos que têm muitos imóveis e geram lucro com seus aluguéis mensais. Mas isso não ocorre, por exemplo, nos FII de papel que, em sua grande maioria, não têm imóveis físicos. Apesar disso, eles contam com ativos de dívidas de outras empresas, e isso pode ser bem mais lucrativo, ainda mais nesse momento.

Por isso, os FII de papel têm na carteira uma série de ativos, como os CRI, CRA, LCI, LCA, entre muitos outros. Como o foco é no mercado imobiliário, os CRI e as LCI são predominantes. E nelas, o FII empresta dinheiro para outras, em troca de uma remuneração. E é aí que está a mágica!

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Isso porque ao ter os retornos dos ativos, essa dívida é atrelada, em grande parte, à taxa do CDI ou, ainda, à inflação. Dessa forma, com o aumento da Selic e com o aumento do IPCA e do IGP-M, os fundos de papéis tendem a ganhar mais que os outros, o que também faz com que seu preço suba ou, pelo menos, caia menos que os outros.

É por esse modo que os FII de papel conseguem repassar, ao investidor, a correção dos preços pela inflação de modo mais fácil. Com isso, nessa alta inflacionária atual, o cotista consegue proteger seus dividendos da alta dos preços, buscando proventos ainda maiores.

FII de papel fundos imobiliários

Foto: Envato Elements

A performance desses ativos

Um levantamento da Teva Indices mostrou que os fundos imobiliários de papel subiram, em média, 4,5% no ano de 2021. Enquanto isso, alguns FII de tijolo, que têm maiores dificuldades em épocas de IPCA alto, apresentaram uma queda média de 8%.

No caso dos fundos de tijolo, o interessante é pensar que esses ativos têm maiores problemas para repassar a inflação aos cotistas. Isso porque o reajuste dos imóveis se dá uma vez ao ano. Ainda, os contratos atrelados ao IGP-M demandarão negociações, à medida que o índice já ultrapassa os 27% no ano.

Por outro lado, esses rendimentos mostram a fuga dos investidores para os FII de papel, de modo a buscar aprimorar a rentabilidade. E alguns fatores ainda somam para quem quer fazer isso. O primeiro é que a inflação, no curto prazo, não está necessariamente dando trégua. Dessa forma, esses papéis ainda seguirão pagando mais. O segundo fator é que a taxa Selic continuará subindo e deve atingir os dois dígitos no início do ano que vem.

Com essa realidade, os FII de papel podem se proteger cada vez mais, com uma arrecadação maior. Além disso, protegem o investido, à medida que os proventos vão ficando cada vez maiores.

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Investimentos para ir contra a manada e ganhar dinheiro

Pedro Hostyn

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Se você já começou no mundo dos investimentos, eu tenho certeza que você comprou uma ação porque “todo mundo tem em carteiras”. Isso acontece porque você pensa que se todo mundo tem, porque logo você não teria, não é? E a isso chamamos de efeito manada, que é quando você toma ações porque vê que todo mundo está fazendo aquilo.

E se você faz o que todos fazem, você provavelmente vai deixar de ganhar dinheiro por ir com a manada. Isso porque o mundo dos investimentos é cheio de armadilhas e o mercado é extremamente irracional. Por isso, hoje vamos montar uma estratégia vencedora, que fará você repensar o seu modo de investir e, claro, ganhar dinheiro.

Como funciona a estratégia de investimentos?

Antes de explicar em números, vale ressaltar o racional por trás dela e porque, até hoje, ela deu muito certo. Ela é baseada na estratégia All Weather, de Ray Dalio, e na estratégia da “Fórmula Mágica“, de Joel Greenblatt. Para isso, separamos a carteira em renda fixa e em renda variável para ter um melhor retorno.

Isso porque a renda variável terá sempre seus bons momentos e seus momentos de tensão, como agora. O mesmo com a renda fixa, que tem seus altos e baixos nas taxas de juros. Para simplificar os cálculos, vamos colocar 50% para cada modalidade, mas você pode usar o percentual que achar melhor.

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Renda fixa

Nessa parte dos seus investimentos, colocaremos 50% do seu dinheiro em renda fixa. Desses 50%, você dividirá os títulos em três partes iguais: IPCA, CDI ou Selic e o Prefixado. Com isso, você está protegido de todos os momentos dos investimentos.

Isso porque em cenários de inflação alta, você já tem os rendimentos do IPCA e, quando o Banco Central começar a subir a Selic, você pega todo esse movimento de subida. Nesse meio tempo, quando a Selic e a inflação baixarem, você tem o prefixado nas alturas, no movimento de baixa. Contudo, tem um “problema” que precisamos resolver: quando o IPCA está em alta, ele tomará maior parte da sua carteira. Com isso, a inflação estará em alta e você não comprará a inflação? A resposta é sim, porque quando a inflação está em alta, é sinal de que ela deve começar a baixar. E essa lógica funciona para todos os ativos aqui.

investimentos

Foto: Getty Images

Renda variável

Nessa parte, temos uma estratégia simples e clara. Com ela, vamos comprar ações baratas e que dão lucro. Sem essa de especular sobre o “futuro do setor” ou da “confiança do mercado”. A estratégia é simples e pura.

Para isso, vamos enumerar as empresas do menor para o maior EV/Ebit e, depois, vamos enumerar do maior para o menor ROIC. Somando esses números, teremos o total e investiremos nas empresas com o maior somatório. É assim: digamos que você tem três empresas listadas na bolsa. A empresa X tem EV/Ebit de 10 e ROIC de 25%, a Y tem EV/Ebit de 20 e ROIC de 24% e a Z tem EV/Ebit de 30 e ROIC de 23%. Enumerando pelo EV/Ebit, X, Y e Z receberão os números 1 2 3, respectivamente. Na parte do ROIC, X, Y e  receberão 3, 2 e 1 (lembre que um ROIC maior é sempre melhor). No final do somatório, cada uma terá um total de 4. É exatamente assim que fazemos. Na prática, o somatório dá diferente e você investe nas que tem maior soma.

Funciona essa estratégia de investimentos?

Sim. As carteiras que seguem essa estratégias têm retornos de cerca de 120% em três anos. Isso é uma média e não pode ser projetada para o futuro, mas mostra que os ganhos são bem acima do Ibovespa, por exemplo. Com isso, vale a pena reler o texto novamente, caso não tenha entendido alguma parte. Informação vale dinheiro!

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Criptomoedas: invista pela sua corretora

Pedro Hostyn

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Se você é um dos entusiastas das criptomoedas, saiba que, agora, você pode investir nelas através da plataforma de qualquer corretora do Brasil. Isso porque a B3 conta com alguns ETF que investem apenas nesses ativos. Dessa forma, fica mais fácil, e acessível, se expor à variação desses ativos que, nos últimos anos, fizeram muitos novos milionários.

Contudo, você deve entender que são ativos de altíssima volatilidade, e que podem subir e cair de forma brusca durante os pregões.

Os ETF de criptomoedas

Existem 4 ETF de criptomoedas nos quais você pode investir na B3. São eles: QBTC11, QETH11, HASH11 e BITH11. Desses, dois são exclusivamente de bitcoin, um exclusivamente de Ethereum e um que mescla entre diversas criptomoedas e faz uma carteira diversificada.

Nesses casos, vale a pena para o investidor que quer se expor às criptos, porque não exige cadastro extras em corretoras internacionais, nem precisa de muito dinheiro para começar no mercado. Além disso, esses ETF cobram taxas baixas, o que não deve afetar a rentabilidade do investidor.

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Por outro lado, quedas e subidas na casa dos 5% (às vezes mais), são comuns. Isso acontece porque as criptomoedas são negociadas todos os dias, 24 horas. Dessa forma, entre um pregão e outro, os preços podem variar, o que precisa ser corrigido pelo ETF. Além disso, na segunda-feira o preço pode mudar bastante também, dado que no final de semana, a cota do ETF não muda de preço.

criptomoedas ETF

Foto: Alesia Kozik | Reprodução

Qual o melhor ativo?

Não existe uma resposta definitiva para isso, porque o investidor precisa traçar uma estratégia para investir nas criptomoedas. Você deve saber em qual moeda quer investir, se quer diversificar ou seguir apenas uma ou, ainda, se quer, de fato, investir nesses ativos.

Com isso em mãos, você deve analisar as características de cada ETF. O QBTC11 e o BITH11 investem apenas em Bitcoin. Com isso, você fica exposto a uma cripto apenas, nesse caso, a maior delas. Se pegar os rendimentos de ambos os ETF no período, veremos que ambos renderam 54%, com diferenças de menos de 1% entre eles, o que mostra uma estratégia bastante parecida.

Por outro lado, o QETH11 investe apenas em Ethereum, a segunda maior criptomoeda do mundo. Com isso, você fica exposto a apenas essa moeda e pode fazer um rebalanceamento entre Bitcoin e Ethereum da forma como desejar. O QETH11 já rendeu mais de 200% desde janeiro. Com isso, você toma as rédeas do seu investimento. Vale lembrar que tanto o Bitcoin quanto o Ethereum bateram as máximas de preços no início desse mês

Contudo, o HASH11 pode ser a escolha ideal para quem quer investir em diversas criptomoedas e não conhece muito desse mundo. Isso porque esse ETF investe em uma série de criptoativos, o que dá diversificação e, claro, diminui um pouco o risco. Mesmo assim, é extremamente arriscado investir em criptomoedas. Com essa diversificação e um risco menor, o rendimento também foi menor. Até agora, o ETF rendeu “somente” 16% desde abril, um rendimento espetacular, mas abaixo dos outros ETF citados acima

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ROIC ou ROE: qual o melhor indicador?

Pedro Hostyn

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Investidores que fazem a análise fundamentalista utilizam diversos indicadores para tomar suas decisões na hora de investir, entre eles o ROIC e o ROE. Por isso, nesse texto vamos mostrar as diferenças entre um e outro e qual é, se existir, o melhor dos indicadores.

Vale lembrar, ainda, que nenhum indicador deve ser visto separadamente, de modo que você consiga tomar uma decisão mais racional

ROIC

O ROIC é uma sigla em inglês (Return On Invested Capital) que mede a efetividade dos valores que a empresa investe. Ou seja, quanto maior a efetividade daquilo que a empresa se propõe a fazer, melhor para o investidor. Com isso, é importante buscar empresas com bons ROIC.

Apesar disso, é importante saber de onde vem esse dinheiro. No ROIC, o indicador olha o total investido, ou seja, ele vê o rendimento do valor investido pelos credores e pelos acionistas. Com isso, o ROIC tem uma metodologia mais abrangente e efetiva, de modo que o investidor consiga ver como a empresa se comporta como um todo.

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O ROIC é o resultado da divisão da NOPAT pelo Capital Total Investido. O NOPAT é uma sigla para o Lucro Operacional Líquido Após os Impostos em inglês. Com isso, tem-se ROIC positivo apenas em empresas lucrativas. Por isso, ROIC positivos, por si só, já são bons indicadores.

ROE ROIC

Foto: Pexels

ROE

Já o ROE é o Return On Equity, ou seja, o retorno que a empresa consegue ter com o seu patrimônio líquido, apenas. Dessa forma, todo o patrimônio da empresa conta para o cálculo, o que exclui os valores dados pelos credores.

Apesar disso, o indicador mostra que o patrimônio da empresa serve, direta ou indiretamente, para dar lucro à companhia. Dessa forma, os imóveis que são utilizados para operações, e não para aluguéis, tendem a diminuir o ROE da companhia, o que não ocorre no ROIC. Com isso, o indicador é excelente para ver a eficiência patrimonial da empresa.

Assim, o investidor consegue ver o quão lucrativa é a empresa com as estruturas que ela já tem. Ou seja, uma empresa que tem muitos imóveis que não geram lucros diretos podem, e devem, ter ROE menores. Com isso, de acordo com o indicador, é preferível uma empresa com poucos imóveis, mas que gera lucros, a uma empresa grande que tem lucros consistentes. Isso porque o denominador da equação é o patrimônio líquido e, quanto maior ele for, mantendo o mesmo lucro, menor será o ROE.

Assim como no ROIC, quanto maior o ROE, melhor para o investidor. Com isso, continua sendo importante fugir de empresas com ROE baixos ou negativos, de modo a investir apenas nas companhias que estão, de fato, dando retornos. Apesar disso, em ambos os indicadores, é importante usar o bom senso: um ROIC ou ROE de, digamos, 1.000% pode mostrar coisas erradas ou fatos relevantes.

(mais…)

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EV/Ebit: o indicador mais importante para analisar um ativo

Pedro Hostyn

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Se você quer ser um investidor que usa a análise fundamentalista, o EV/Ebit é o indicador perfeito para você. Isso porque ele vai falar quais empresas estão mais descontadas e os testes do passado mostram que comprar ações descontadas trazem mais retornos.

Com isso, esse texto pode te trazer muito dinheiro! Fica ligado até o fim para entender melhor.

O que é o EV/Ebit?

O indicador EV/Ebit é composto por duas métricas super importantes. Nela, temos o EV, que significa Enterprise Valeu (do inglês, “valor da empresa”), e temos o EBIT, que quer dizer Earning Before Interest and Taxes. Saber as duas variáveis é importante para entender como interpretar o indicador.

Com o EV você verá o valor total da empresa. E o cálculo do valor da empresa pode ser um pouco complicada de calcular, mas o problema já foi resolvido. Isso porque para calcular o EV, você tem que fazer os seguintes passos: pegar o preço da ação no mercado e multiplicar pelo total de ações. Depois desse resultado, você soma a dívida líquida da empresa. Assim, o EV= (PREÇO DA AÇÃO x NÚMERO TOTAL DE AÇÕES) + DÍVIDA LÍQUIDA. E todas essas informações ficam disponíveis na internet. O preço da ação é o que aparece na sua corretora; o total de ações tem nos documentos das empresas; a dívida líquida vem nos balanços trimestrais das empresas.

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Contudo, o EV já pode ser visto em sites, como o Fundamentus, que dá esses indicadores prontos para você.

Na parte do Ebit, o cálculo também é feito pela empresa e vem pronto para você nos resultados trimestrais. Ebit é todos os ganhos a empresa, com vendas de produtos, bens e serviços, antes de descontar os impostos e outros custos da empresa. É bem semelhante à receita bruta, mas tem algumas diferenças metodológicas.

EV/Ebit

Foto: Paul Loh / Pexels

Como interpretar?

Interpretar o EV/Ebit é bastante simples. Isso porque entendendo as duas partes, fica cada vez mais didático e fácil de entender o indicador. Após isso, você pode tomar sua decisão de forma racional, tirando a emoção do processo de compra de ações.

Por isso, todo investidor tem que investir em empresas que dão lucros. Como o lucro é fundamental para ter um Ebit positivo, empresas com EV/Ebit positivo são empresas que dão lucro. Além disso, o EV, que é o tamanho da empresa, também será sempre positivo.

Com isso, quanto maior o lucro em relação ao tamanho da empresa, melhor ela é, certo? Uma empresa que tem R$100.000 de tamanho e gera R$1.000.000,00 de lucro é espetacular! Por isso, quanto maior o lucro da empresa com o menor tamanho possível, melhor para o investidor.

Da mesma forma, quanto menor o EV/Ebit, mais descontada está a ação. E é exatamente essa métrica que você precisa buscar. Empresas com esse indicador abaixo da média do mercado.

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Apesar disso, esse indicador muito baixo pode indicar problemas na empresa que, com a queda das ações, perdeu valor de mercado e o EV/Ebit dela ficou baixo. Com isso, nenhum indicador deve ser visto separadamente.

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