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Lula defende Auxílio Brasil em suas redes sociais

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O ex-presidente Lula defendeu, hoje pela manhã, o Auxílio Brasil. Nas suas redes sociais, afirmou que “não podemos aceitar” que o Auxílio Brasil seja eleitoral.

Economistas alertam para o risco do rompimento do teto de gastos e as graves consequências para a inflação.

O que disse Lula?

Em uma postagem no Twitter, uma das redes sociais onde o ex-presidente é mais ativo, Lula disse que o Partido dos Trabalhadores defende o Auxílio Brasil. Além disso, ele afirmou que o valor proposto pelo partido é maior que os atuais R$400,00.

“Tô vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. Tem gente dizendo que é auxílio eleitoral, que não podemos aceitar. Não penso assim. O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele”, afirmou.

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Isso porque o PT tem um discurso forte no combate à pobreza e nos amparos sociais. Em seu governo, o partido tirou o país do mapa da fome e implementou programas importantes, como o FIES. Contudo, o alto patamar de gastos do Governo Federal à época fez explodir uma inflação alta, que bateu 10,67% no ano de 2015.

Além disso, a sigla sempre se colocou contrário ao teto de gastos, afirmando que a medida atrapalharia a gestão do Executivo e trancaria diversas pautas caras ao Brasil. Por outro lado, o recorrente déficit público é uma das maiores fontes de aumento de preços no país, que tem, em sua história recente, crises de hiperinflação.

Foto: Twitter / Reprodução

Os perigos de quebrar o teto de gastos

E é exatamente esse o risco de quebrar o teto de gastos criticado por Lula. Um descontrole nas finanças do Governo Federal pode levar ao alto endividamento, o que necessitaria de um aumento de juros que, posteriormente, acarretaria em mais gastos ao governo.

Por isso, a quebra do teto de gastos pode se tornar uma bola de neve de despesas. Dessa forma, caso quebrado, o teto geraria mais despesas, que demandariam mais endividamento para o cobrir a dívida anterior. Para frear essa realidade, o Banco Central precisaria aumentar a taxa básica de juros, a Selic, o que freia a economia, diminui as contratações e afeta negativamente o crescimento do PIB.

Uma possível quebra do teto com endividamento público pode, ainda, pressionar a inflação a patamares mais altos. Segunda-feira, o Boletim Focus reajustou mais uma vez o IPCA esperado para o fim do ano. Agora, o mercado espera 8,69%, ante 8,59% da semana passada.

Por isso, também, que o mercado financeiro opera preocupado desde o pregão de ontem. Com as notícias sobre o Auxílio Brasil, com rumores de que Guedes sairia do governo e com a possibilidade real de quebra do teto, o Ibovespa operou em forte queda ontem. No pregão de hoje, o índice sobe pouco, não recuperando as perdas. O mercado aguarda a definição dos precatórios e do Auxílio Brasil, que teve seu lançamento adiado para hoje.

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