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Moedas e Câmbio

Dólar volta a subir 0,89%, cotado a R$ 5,575 nesta terça (18)

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O dólar opera em alta na tarde desta terça-feira (18), com as atenções voltadas para o quadro fiscal e político doméstico, enquanto, no exterior, a moeda norte-americana recebia apoio da alta dos rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos. Às 15h51, a moeda norte-americana subia 0,89%, cotada a R$ 5,5755.

Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,24%, a R$ 5,5261. Com o resultado, passou a acumular queda de 0,87% na parcial do mês e no ano.

Cenário para as variações do dólar

No exterior, os investidores monitoram os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que fará sua reunião de política monetária da semana que vem, em meio a uma subida das apostas para um aumento das taxas de juros já em março.

A taxa de dez anos –referência global para decisões de investimento– chegou a tocar uma máxima em dois anos mais cedo, e era negociada acima do patamar de 1,8%. Já o rendimento do Treasury de dois anos, que reflete expectativas de curto prazo para os juros básicos nos EUA, superou 1% pela primeira vez desde fevereiro de 2020 nesta terça-feira.

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Juros mais altos nos EUA tendem a tornar ativos de mercados emergentes –arriscados, embora geralmente mais rentáveis– menos atraentes para investidores estrangeiros. Já os preços internacionais do barril de petróleo atingiram nesta terça-feira máximas desde 2014.

Por aqui, o foco da semana se volta para pressões de servidores do governo por reajustes salariais e a sanção do Orçamento 2022. A atenção do mercado a esses pontos se justifica pelo receio persistente em torno de aumentos de gastos – com previsões gerais de piora do déficit fiscal em 2022, ano eleitoral.

O receio dos mercados é de que eventuais aumentos salariais abalem ainda mais a credibilidade fiscal do país, derrubada no ano passado pela promulgação da PEC dos Precatórios, que alterou a regra do teto de gastos para permitir o financiamento de mais despesas do governo com benefícios sociais.

Os analistas do mercado financeiro aumentaram levemente a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para 2022, de 0,28% para 0,29%, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Já a previsão de inflação para 2022 subiu de 5,03% para 5,09%.

O mercado manteve a projeção para a taxa Selic de 11,75% ao final do ano. A estimativa para a taxa de câmbio em 2022 segue em R$ 5,60 por dólar. Prévia do PIB tem resultado positivo, mas demanda cautela.

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