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Economia

Bolsonaro dá poder à Casa Civil no orçamento

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O presidente Bolsonaro decretou, nesta quinta-feira (13), que a Casa Civil precisa dar aval para questões do orçamento para o ano de 2022. É a primeira vez que isso acontece. Contudo, analistas afirmam que o presidente tirou a autonomia do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem a austeridade fiscal como objetivo. Apesar disso, o presidente decidiu por dar mais poder a Ciro Nogueira, ministro ligado ao centrão.

O decreto é importante, porque marca um cenário bastante curioso: Bolsonaro busca aumentar sua popularidade. Segundo o Diário Centro do Mundo, o presidente também afirmou que, caso não vença em 2022, se mudará para os Estados Unidos. O jornal ainda afirma que o chefe do Executivo está preocupado com os números.

O que a Casa Civil tem a ver com o orçamento?

O ministério da Casa Civil normalmente não atua nas questões do orçamento. Tido como um setor que fala com todos os outros, o ministério de Ciro Nogueira tem grande influência em todas as ações políticas do governo. Apesar disso, Paulo Guedes entrou no governo como “superministro”, mas agora não tem mais poder sobre sua própria pasta, afirmam analistas.

Isso porque uma das principais atribuições de Paulo Guedes é remanejar o orçamento nacional, de acordo com o que o país precisa e o presidente quer. Com esse poder passando para a Casa Civil, Guedes fica de lado em um momento crucial para Bolsonaro. Isso porque, com a popularidade em baixa, segundo as pesquisas, Bolsonaro busca se aproximar do centro do espectro político para ganhar apoio. O movimento não surpreende analistas. Segundo Guilherme Aché, da Squadra Investimentos, Lula e Bolsonaro se movimentarão para o centro em busca de apoio.

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Vale lembrar que Bolsonaro fez diversos decretos para atender as classes mais vulneráveis. Tanto o Vale Gás, quanto o Auxílio Brasil são programas de transferência de renda levantados em ano eleitoral. A oposição afirma que é uma tentativa do presidente de aumentar sua popularidade. Contudo, as pesquisas mostram Bolsonaro longe de Lula, que tem chances de ganhar em primeiro turno.

Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil. Foto: Agência Brasil

As reviravoltas políticas de Bolsonaro

Analistas têm visto as reviravoltas do atual governo com preocupação. Isso porque além de ter driblado o teto através da PEC dos precatórios, agora o governo delega para um outro setor uma questão importante para o país. Somado a isso, a economia fechou 2021 com uma inflação de 10,06%, a maior desde 2015. Dessa forma, os investidores estrangeiros não andam confiantes por aqui.

Contudo, isso não quer dizer que tenham saído. Somente no dia 10 de janeiro, os investidores aportaram R$624,5 milhões na bolsa. A soma anual já passa dos R$2 bilhões. Entretanto, analistas acreditam que o movimento se deve ao desconto dos ativos na bolsa brasileira. Guilherme Aché afirma que o Brasil se tornou um “traço” na carteira de investidores internacionais.

Vale lembrar que, desde 2018, posse de Bolsonaro, o dólar subiu mais de 70%. Atualmente, a moeda se encontra no maior patamar entre os governos, desde a criação do Plano Real. Além das dúvidas em relação à economia brasileira, um fator que pressionou a alta do dólar foi a pandemia e, agora, a alta dos juros americanos deve levantar mais ainda a moeda.

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