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Política

Estados Unidos e Rússia discordam sobre o cerco à Ucrânia pelo exército russo

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Os Estados Unidos e a Rússia negociam, em Genebra, um acordo sobre o cerco à Ucrânia pelo exército russo. O embate entre as duas potências vem após a OTAN buscar maior influência no leste europeu, principalmente nos países da extinta União Soviética. A Rússia, que pede para a OTAN se distanciar dos países, ouviu dos diplomatas americanos um sonoro “não”, dado que os americanos pretendem expandir suas alianças nesses países.

Ainda, a Ucrânia é objeto de desejo da Rússia desde a extinção da União Soviética. Internamente, o país ucraniano não tem um veredito sobre querer, ou não, participar da Rússia, sendo um motivo de instabilidade política. Para os russos, a Ucrânia significa um enorme potencial econômico.

Uma reunião que não deu em nada

A diplomata americana Wendy Sherman se reuniu nessa segunda-feira, 10, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, para tratar das escalada de tensões na fronteira entre Rússia e Ucrânia. Contudo, a reunião, que durou mais de 8 horas, não teve muitos resultados positivos.

Após a conversa, Ryabkov disse que não há nenhum iniciativa do país para invadir a Ucrânia. “Não há razão para temer algum tipo de cenário de escalada”, disse. Apesar disso, em 2021 o país enviou mais de 100 mil soldados para a região. Por outro lado, as negociações vêm acontecendo há meses. Ryabkov ainda disse que “as negociações foram difíceis, longas. Temos a sensação de que o lado americano levou as propostas russas muito a sério e as estudou profundamente”.

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Dentre as exigências russas, a mais forte delas seria uma saída dos Estados Unidos (e da OTAN) do leste europeu. Além disso, os russos não querem a Ucrânia como país-membro da aliança. Contudo, os Estados Unidos se recusam a aceitar tal proposta. Posteriormente, em uma entrevista com repórteres, Shermann disse que os Estados Unidos não permitirão que a Rússia “feche a política de portas abertas da OTAN, que sempre foi fundamental para a aliança da OTAN. Não abriremos mão da cooperação bilateral com Estados soberanos que desejam trabalhar com os Estados Unidos. E não vamos tomar decisões sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, sobre a Europa sem Europa ou sobre a OTAN sem OTAN”.

Denis Balibouse/Reuters

Estados Unidos cobraram o Brasil

Diante da confusão na fronteira entre Rússia e Ucrânia, os Estados Unidos cobraram o Brasil para uma resposta firme à situação. Segundo o portal Veja, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em uma ligação ao ministro brasileiro, cobrou um posicionamento. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, não comentou o caso publicamente.

Isso porque as atuações conjuntas entre Brasil e Estados Unidos ocorrem no âmbito da América Latina. Segundo fontes, ambos os países pretendem atuar em questões regionais, apenas, principalmente nos casos ligados ao Haiti. Por outro lado, Blinken disse que é necessário uma “resposta forte e unida”. Além disso, vale lembrar que o Brasil retomou seu assento no Conselho de Segurança da ONU.

Apesar disso, as negociações entre russos e americanos parecem longe de acabar. “Infelizmente, temos uma grande disparidade em nossas abordagens de princípios para isso. Os EUA e a Rússia, de certa forma, têm visões opostas sobre o que precisa ser feito”, disse o ministro russo.

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