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Moedas e Câmbio

Real fraco: além do dólar outras moedas mais caras

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O dólar está com a cotação de R $5,35 na data de hoje. No começo da pandemia o dólar estava sendo vendido por R$ 4,00. O principal motivo da desvalorização do real é a crise causada pela pandemia e a dificuldade de recuperação do Brasil. O real é a sexta moeda que mais desvalorizou no mundo em 2020. 

Mas a desvalorização do real não aconteceu apenas em relação ao dólar. A moeda de países vizinhos com a do Chile e Bolívia estão mais caras para o Brasil. Confira nosso artigo sobre o tema.

Moedas que subiram o valor em relação ao real

Muitas destas moedas ainda não passaram o Real em valorização. Em outras palavras, com um Real é possível comprar mais do que uma unidade destas moedas. No entanto, ao longo de 2020 o Real tem perdido seu valor, enquanto essas moedas vêm ganhando.

O Renminbi, moeda chinesa, atualmente pode ser comprado por R$ 0,83. Mas em Janeiro de 2020 o valor desta era de R$ 0,60. Ou seja, está ficando mais caro comprar moeda chinesa no Brasil.

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O Euro, moeda que historicamente já é mais cara que o Real, também teve aumento na pandemia. O valor cresceu cerca de 44% em um ano. Ainda na Europa a Libra, da Inglaterra, também aumentou o valor em 41,3%.

E as moedas da América Latina também se valorizaram frente ao real. O Peso Chileno teve alta de 42,8%. O Boliviano aumentou 34,4% e agora é vendido por R$ 0,78, em comparação aos R$ 0,60 do começo de 2020. 

Colômbia, Uruguai e Peru também apresentaram aumento significativo em suas moedas em relação ao Real. Por outro lado, a Argentina foi um dos poucos países da América Latina em que o Real ficou mais caro. Demonstrando assim uma situação econômica mais fragilizada.

Impacto da desvalorização do real

Talvez o impacto mais direto seja o aumento do preço de produtos estrangeiros no Brasil. Sendo assim, essa alta pode ser sentida em eletrodomésticos, produtos de informática e até mesmo em alimentos.

Viagens para o exterior também ficam mais caras neste cenário. Além disso, o poder de compras no exterior diminuiu. Se antes era um costume para os brasileiros gastar tranquilamente nos países vizinhos, devido a alta do Real, agora essa prática está se tornando mais cara.

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Previsão de melhora

Não há ainda a previsão de um cenário onde o Real recupere todas as perdas que já passou. A melhoria do cenário dependerá de diversos fatores, inclusive macroeconômicos. Dentre estes estão a retomada das economias depois da pandemia. O que no Brasil vêm acontecendo de forma muito lenta.

Outros motivos para a desvalorização do real é o nível de endividamento estar muito acima dos outros países emergentes. Assim como os juros brasileiros estarem mais baixos em comparação com outros países de mesmo perfil.

Em conclusão, a estabilidade política nacional também é um fator agravante. Uma vez que isso tira a confiança dos investidores no país e com isso não possibilita o retorno da economia nacional.

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Economia

Selic: Banco Central sobe juros para 7,75%

Pedro Hostyn

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O mercado já esperava uma alta da Selic e ela veio conforme o esperado. O aumento da taxa Selic foi de 6,25% para 7,75%, o que representa um aumento de 1,5 p.p. nessa reunião. Além disso, o Banco Central deixou claro qual será a política para os próximos encontros.

Com isso, os players do mercado começam a ter informações mais precisas do governo brasileiro e podem fazer suas previsões de forma mais embasada.

O aumento veio conforme esperado?

Em sua grande maioria, sim. Isso porque o mercado acreditava, inicialmente, em um aumento de 1 ponto percentual. Contudo, as notícias da inflação mexeram nas perspectivas do mercado que, sem tempo para fazer mais cálculos, ficou perdido nas previsões.

Com isso, expectativas de alta de 2% até 3% foram vistas nos relatórios, mas um consenso geral via o aumento de 1,5% como um ajuste aceitável. Além disso, o Banco Central, que havia dito que aumentaria em 1% a Selic nos próximos encontros, agora afirma que o ajuste será na casa dos 1,5%, conforme fez hoje.

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A decisão pelo aumento de 1,5 p.p. foi unânime e levou em conta a alta do dólar, a inflação e o furo do teto de gastos. Com isso, o Risco-Brasil ficou elevando, necessitando de um reajuste mais forte na taxa básica de juros.

Banco Central Selic

Foto: Banco Central / Reprodução

O cenário internacional também pesou

O Banco Central, através da publicação em seu site, informando a nova taxa, falou sobre os motivos da decisão. Dentre os tópicos levantados, o primeiro cita o cenário internacional de alta dos preços.

Com isso, o Banco Central vê o mundo todo elevando as taxas de juros, o que, segundo a entidade, representa “um cenário mais desafiador para economias emergentes“, como é o caso do Brasil. Para resumir, economias desenvolvidas, quando aumentam suas taxas, atraem mais os investidores, mesmo que o percentual seja mais baixo que no Brasil, por exemplo. Por isso, com o mundo todo subindo os juros, o Brasil corre o risco de ficar sem financiamento externo.

Ainda no cenário externo, o Banco Central afirma que “uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento recente nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico.” Isso porque a alta do petróleo e de outras commodities afeta os preços no país, assim como a alta do dólar.

A Selic não é apenas em 2021

O Banco Central ainda afirmou que o seu calendário econômico já é pensado para atender as expectativas de 2022 e 2023. Isso porque as recentes alterações nas previsões de crescimento para o país no ano que vem são preocupantes.

Dessa forma, alguns bancos já estimam uma recessão no ano que vem, enquanto que bancos mais “otimistas” veem um cenário de crescimento nulo. Por isso, a nota também afirma que “para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude”, o que resultaria em uma taxa Selic de 9,25% no final de 2021, o que não acontece desde agosto de 2017.

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Com isso, as frequentes pressões nos juros devem começar a colocar a inflação para baixo, caso o cenário se mantenha como está. Uma eventual subida nas commodities ou qualquer outro grande impacto na economia poderia atrapalhar esse arrefecimento.

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Economia

Selic e dólar: o que podemos esperar daqui em diante?

Pedro Hostyn

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O Banco Central, através do COPOM, falará ao mercado qual a nova taxa básica de juros do Brasil, a Selic. Contudo, algumas especulações já começam a rondar o mercado financeiro e nenhuma delas é boa para o país. A preocupação com o dólar aumenta.

Diante disso, o risco fiscal, o cenário das eleições e a inflação são os principais temores dos investidores, que gradativamente buscam sair da bolsa brasileira. Com essa fuga, a bolsa já soma mais de 9% de queda no ano, se tornando um dos piores investimentos para os brasileiros em 2021. Por outro lado, a renda fixa está arrecadando valores recordes.

Como o BC deve reagir à Selic?

Essa é a principal incógnita que deixa os investidores de cabelo em pé. Com isso, um reajuste fraco poderia seguir pressionando a inflação. Porém, um reajuste alto pode acabar minando a recuperação econômica do país em 2021.

E diante dessa incerteza, o mercado começa a acreditar fortemente que o reajuste de hoje virá acima do 1 ponto percentual. Com isso, especulações de aumento de 3% já foram direcionadas ao mercado. Essa previsão é da Genial Investimentos. Contudo, uma subida muito brusca poderia atrapalhar a economia, aumentando ainda mais o desemprego no Brasil.

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Dessa forma, não é absurdo pensar que uma Selic a 7,75% a partir de amanhã seja loucura. Um reajuste de 1,5% para cima vem de acordo com o que o país, em tese, precisa: retomar a economia e segurar a inflação. Ainda, não se descarta um aumento de 2% também.

Selic

Foto: Pixabay

E o dólar?

O dólar deve continuar operando em alta nos próximos meses se tudo permanecer como está. Isso porque com a inflação saindo das metas do BC e a economia gradativamente desacelerando, os investidores devem sair daqui.

Isso porque o Risco-Brasil está nas máximas do ano e isso espanta os investidores internacionais. Por isso, é comum vermos que um aumento na Selic não passe a refletir um percentual onde os investidores estejam seguros de seus investimentos. Somado a isso, o aumento das taxas dos títulos americanos deve desvalorizar ainda mais o real.

Assim, a moeda estrangeira pode, facilmente, atingir a casa dos R$6,00 e recair sobre um aumento de preços por aqui.

O momento delicado

O Brasil passa por um momento delicado e o Banco Central, através da Selic, pode ver o dólar sair de controle. Com isso, a economia tem mais chances de afundar do que de se recuperar.

Isso porque parece que os instrumentos utilizados não estão mostrando eficácia, principalmente após o furo do teto de gastos. Contudo, o Governo Federal passa por dois momentos diferentes também. O primeiro é a encruzilhada econômica na qual o Brasil se encontra: ou aumenta juros e esfria a economia; ou mantém juros baixos e pressiona a inflação. O segundo momento é a chegada das eleições, onde o presidente Jair Bolsonaro já começou a movimentar sua campanha.

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Por isso, não parece absurdo que as necessidades da economia não sejam totalmente atendidas e que o risco de investir por aqui seja ainda maior. Para os investidores, o sinal de diversificação já está acesso e deve ser olhado com bastante carinho.

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Moedas e Câmbio

99Pay lança cashback com pagamento em bitcoin

Raquel Luciano

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A 99Pay, carteira digital do app de transporte 99, anunciou que vai incluir em sua plataforma um sistema que permite ao usuário receber cashback em bitcoin (BTC). Trata-se do primeiro projeto da empresa com criptomoedas e chega aos clientes no dia 3 de novembro. No entanto, não será possível pagar por corridas com a moeda digital.

Em comunicado, a empresa explicou que o app de transporte funciona de maneira separada da carteira 99Pay, portanto, para usar o saldo em bitcoins para corridas, é necessário primeiro converter as criptomoedas para reais.

O aplicativo de pagamentos da 99 foi lançado em agosto de 2020 e desde então vem recebendo cada vez mais funcionalidades. O cashback em bitcoin é mais um recurso adicionado e faz parte de um plano amplo para aumentar o volume de transações no app.

Outra função anunciada é a possibilidade de se compartilhar mensagens com fotos, emojis e comentários para criar um ecossistema social no aplicativo de pagamentos, como o PicPay já faz.

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Cashback em bitcoin é solução simples para investir

Orsolini Filho, CEO da 99Pay, a nova função é resultado de pesquisas realizadas a pedido da empresa. Segundo os dados coletados, 81% dos usuários de bancos digitais já conhecem ou ouviram falar sobre criptomoedas. Outros 54% não investem em ativos digitais, mas demonstram interesse em entrar nesse mercado. Baseando-se nisso, a 99 criou a modalidade de cashback em bitcoin em sua carteira digital.

Assim, receber a moeda digital no formato de cashback é uma alternativa mais simples para quem se interessa por bitcoin, mas que não tem experiência em investir nesse setor das maneiras mais comuns, através de carteiras digitais privadas ou corretoras de criptomoedas. Segundo Orsolini Filho, o usuário não precisa ser “um investidor experiente ou aplicar grande quantidade de dinheiro” para começar.

Outras novidades planejadas para chegar ainda em 2021 no app da 99Pay incluem uma opção para dividir despesas dentro da plataforma. Assim, clientes podem separar gastos em restaurantes, por exemplo.

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Bancos

Itaú prevê queda no PIB para 2022

Pedro Hostyn

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Um relatório lançado nesta segunda-feira (25), pela gestora Itaú, mostrou as previsões do banco para o cenário brasileiro para o fim do ano e o ano que vem. Como se pode imaginar, as perspectivas não são boas.

Dessa forma, é interessante ver como as grandes instituições estão pensando o país e como você pode proteger o seu patrimônio.

Como pensa o Itaú?

O relatório começa analisando o cenário atual da economia brasileira, de acordo com as notícias da última semana. As consequências da semana passada, conforme a nota, incidirão sobre a economia no ano que vem. E isso mexe com o PIB e os déficits do Governo Federal.

Segundo a nota, o Itaú espera um déficit primário de 1,5% do PIB. O déficit agrega as receitas e as despesas do governo, sem contar a dívida pública (Tesouro). Dessa forma, o país ficaria ainda mais endividado, o que pode pressionar as taxas de juros para cima.

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E por falar em taxas de juros, a nota afirma que “o BCB [Banco Central do Brasil] enfrenta a difícil situação de ter que acomodar choques sucessivos sem perder credibilidade, e mantendo as expectativas de inflação de médio prazo alinhadas às metas”. Por isso, a alta da inflação pressionará as taxas de juros para cima, mas o BC segue mantendo as expectativas de inflação para o médio prazo. Por isso, o Itaú prevê uma Selic a 9,25% no fim do ano e taxas ainda maiores para o primeiro trimestre do ano que vem, na casa dos 11,25%.

Isso seria suficiente?

Segundo a nota, não. Isso porque o aumento da taxa de juros não deve cobrir o prêmio de risco de investir no Brasil, que tem políticas fiscais frágeis e, também, estará em ano de eleição.

Por isso, segundo a nota, a saída dos investidores deve ser uma realidade, deixando o dólar na casa dos R$5,50 no fim do ano. Para o final do ano de 2022, o câmbio estará em R$5,25, segundo a nota.

Além disso, vale lembrar que a economia é um elo entre diferentes áreas, o PIB não passará longe das notícias ruins. Para o banco, o PIB cairá 0,5% em 2022, ante perspectiva de +0,5% na nota anterior. Com isso, o Brasil passará a enfrentar um cenário de “recessão moderada”. A nota segue afirmando que o desemprego deve fechar 2021 na casa dos 12,2%, enquanto para 2022 o desemprego aumentará para 13,3%.

Por outro lado, os dados para o IPCA foram de 4,2% para 4,3% em 2022, pressionando ainda mais os preços no país, mantidos em forte alta, segundo a nota, devido à fraqueza do real. Para esse ano, o IPCA esperado pelo banco é de 9%.

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A nota finaliza afirmando que “essa revisão de cenário foi motivada pela forte mudança recente nos preços e perspectivas para os ativos brasileiros, com suas consequências para a inflação e para a política monetária”. Porém, o Itaú afirma que as reformas administrativas poderiam reduzir os riscos do Brasil, atraindo maior confiança dos consumidores e do mercado em geral.

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Moedas e Câmbio

Cotação Dólar: Moeda começa em baixa nesta segunda. Saiba o valor!

Raquel Luciano

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O dólar opera em queda nesta segunda-feira (25), em meio a expectativas de alta ainda maior na taxa básica de juros nesta semana após as manobras do governo federal para driblar o teto de gastos elevar os temores de descontrole fiscal no país.

Às 10h21, a moeda-norte americana recuava 0,28%, cotada a R$ 5,6126.

Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,6282, mas acumulou avanço de 3,22% na semana. No mês, a moeda norte-americana tem alta de 3,35%. No ano, o avanço é de 8,50%.

Mercado passa a prever alta maior dos juros

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, propôs furar o teto de gastos (mecanismo que limita o aumento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior) para viabilizar o novo programa social do governo, o Auxílio Brasil.

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Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide nesta quarta-feira (27) a nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,25% ao ano.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda, a taxa básica da economia deve subir dos atuais 6,25% para 7,5% ao ano – uma alta de 1,25 ponto percentual. Até então, o mercado acreditava em um crescimento menor, de 1 ponto percentual nesta semana.

Mas casas como a XP, por exemplo, enxergam um aperto monetário ainda maior, de 1,50 ponto percentual. Ao fim do ciclo, a casa estima que a Selic estará em 11% ao ano, ante taxa de 6,25% atualmente.

O mercado financeiro também elevou de 8,25% para 8,75% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. E, para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro subiram a expectativa para a taxa Selic de 8,75% para 9,5% ao ano, segundo a pesquisa Focus.

Piora das expectativas para inflação e PIB

A explosão da dívida pública e o risco de um descontrole da situação fiscal é apontado por analistas e investidores como um dos principais fatores de incerteza doméstica, podendo inclusive inviabilizar uma retomada sustentada da economia brasileira.

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O mercado passou a projetar uma inflação de 8,96% em 2021. Para 2022, a estimativa para o IPCA subiu de 4,17% para 4,18%. Já a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB), caiu de 5,01% para 4,97% em 2021. Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta de crescimento da economia de 1,50% para 1,40%.

Para o dólar, projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5,25 para R$ 5,45. Para o fim de 2022, avançou de R$ 5,25 para R$ 5,45 por dólar.

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Investimentos

Taxa Ptax: Saiba se ela pode afetar o seu bolso

Jéssica Queiroz

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A taxa Ptax pode estar presente até mesmo em uma compra internacional rápida com o cartão de crédito, no entanto, nem todos sabem disso

A palavra Ptax deve ser muito bem observada, principalmente entre pessoas que adoram realizar compras internacionais no cartão de crédito. Isso porque, compras fora do país através de cartão, necessitam que sejam feitas uma cotação e conversão para o real. Por isso, a taxa Ptax é considerado importante, pois pode ajudar muito na hora de realizar a conversão 

Taxa Ptax: O que é? 

O preço referente a uma moeda estrangeira em relação a uma moeda brasileira é considerado uma taxa de câmbio. Neste caso, a Taxa Ptax está representando essa taxa de câmbio. 

Essa taxa é capaz de expressar o quanto o real brasileiro está valendo com relação ao dólar. Por isso, em alguns momentos, essa taxa passa a ser chamada de dólar Ptax”. 

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Mas por que não chamar de taxa de câmbio? 

Taxa Ptax

Imagem: Istock Photos

Apesar de ser considerada um tipo de taxa de câmbio entre a moeda brasileira e a moeda americana, existe uma diferença nestas taxas. 

As taxas de câmbios são conhecidas por envolverem diversos outros tipos de taxas, como:

  • Dólar turismo;
  • Dólar comercial;

Entretanto, a taxa ptax, representa uma medida de todas essas conversões que incluem o real e o dólar e as calcula através do BC (Banco Central). 

Onde a taxa Ptax pode estar sendo aplicada? 

Imagem: Istock Photos

Por ser uma taxa referencial de operações em moedas estrangeiras realizadas no Brasil, existem muitos lugares que ela pode estar. 

Um exemplo, a taxa ptax não corresponderá ao valor pago em uma fatura de cartão de crédito ao ser utilizado fora do país. No entanto, ela pode ser usada como base pela emissora do cartão. 

Além disso, a taxa ptax pode ser aplicado em muitos outras situações, além de compras no exterior, como, por exemplo:

  • Referência em operações de importação e exportação global;
  • Fundos que estão atrelados ao dólar;
  • Derivativos;

Esse tipo de taxa pode afetar o bolso dos consumidores? 

Taxa Ptax

Imagem: Istock Photos

Existe uma grande influência da taxa ptax em viagens e compras internacionais. 

No entanto, esses não são os únicos lugares onde esse tipo de taxa pode afetar o consumidor. 

A taxa ptax também pode afetar o preço de inúmeros tipos de produtos que são diariamente importados do exterior e até mesmo em investimentos privativos. 

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Quando essa taxa se encontra em constante aumento, compras feitas fora do país podem se tornar mais caras, podendo gerar aumento da inflação. 

Isso porque, mesmo que os produtos sejam feitos no Brasil, os insumos utilizados são importados de outros países, tais quais: 

  • Farinha de trigo;
  • Partes de carros;

Alterações neste tipo de movimentação e importação geram uma grande influência na organização financeira e econômica do país. 

Em casos assim, não são apenas quem realiza as compras que sofrem com o aumento da taxa Ptax. Consumidores desses e outros produtos também podem sofrer. 

Dentro do mercado de investimento, esse tipo de taxa também pode gerar alterações e afetar os investimentos, como: 

  • Fundos de investimentos em ativos internacionais;
  • Derivativos de futuros dólares; 

 

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