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Economia

Inflação do Dia das Mães é a mais alta no país dos últimos 19 anos

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Os brasileiros que ainda não compraram o presente para o Dia das Mães deverão encontrar produtos mais caros que o normal. Na verdade, tudo parece estar com os preços mais altos atualmente, com a inflação nos dois dígitos, bem como os juros no país.

Por falar nisso, a inflação do Dia das Mães chegou a 9,07% nos últimos 12 meses, taxa mais elevada desde 2003, ou seja, em 19 anos. À época, a população sofreu para comprar presentes na data, visto que a inflação dos itens mais comuns ao momento chegou a 10,83%.

Embora o percentual esteja elevado, vale destacar que a inflação do Dia das Mães ficou abaixo da inflação acumulada no país no período (10,37%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), responsável pelo levantamento.

A saber, o instituto pesquisou 31 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor – Mercado (IPC-M). Na cesta, havia 22 produtos e nove serviços.

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Passagens aéreas e bens duráveis impulsionam inflação

De acordo com o levantamento, os serviços se destacaram no período, acumulando uma inflação anual de 13,79%. Em suma, as passagens aéreas puxou as taxas para cima, com preços disparando 72,83% no período.

Ainda no setor de serviços, também se destacaram restaurantes (8,13%), hotéis (5,72%), excursões e tours (4,54%) e salões de beleza (4,19%). Contudo, todas estas variações ficaram abaixo da inflação geral.

“O setor turístico apresentou um incremento na demanda que estava reprimida desde a pandemia da Covid-19, e os preços estão refletindo isso. No caso dos restaurantes, ainda há o agravante do custo dos alimentos, que tem sido o foco da inflação recente”, explicou o pesquisador e economista do FGV Ibre, Matheus Peçanha.

Já entre os 22 bens duráveis e semiduráveis pesquisados, a inflação média cresceu bem menos (4,25%). Os itens com os maiores avanços no período foram: cama, mesa e banho (11,04%), geladeira e freezer (8,73%), máquina de lavar roupas (7,5%), micro-ondas (6,75%) e roupas femininas (6,62%).

Aliás, quem ainda não comprou o presente, pode apostar nas seguintes opções, já que os preços tiveram as menores altas em 12 meses: perfume (0,15%), computadores e periféricos (0,34%), celulares (0,65%), artigos de maquiagem (0,92%) e fogão (1,97%).

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“Após um período difícil para o custo da indústria de bens duráveis com as commodities metálicas acumulando sucessivos aumentos em 2020 e 2021, a matéria-prima alcançou um patamar de estabilidade, mas nem isso e nem os benefícios tarifários proporcionados pelo governo parecem surtir efeito para segurar a ainda persistente (apesar de mais fraca) volatilidade nos preços ao consumidor final”, disse Pecanha.

Leia Também: Banco Central da Inglaterra eleva taxa básica de juros para 1% ao ano

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