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Economia

Governo Federal quer rever tarifa da energia elétrica

Pedro Hostyn

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O Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, se reunirá com os representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) para rever a tarifa da energia elétrica.

Segundo Bolsonaro, a chegada das chuvas pode permitir um arrefecimento nas faturas, o que melhoraria a vida dos consumidores.

A crise hídrica

Com a falta de chuvas e os níveis de reservatórios abaixo dos patamares necessários, a energia elétrica ficou mais cara que os últimos 6 anos. Por isso, com uma tarifa especial, criada justamente para esse cenário, a energia elétrica já subiu mais de 20% nos últimos 12 meses.

A crise é tamanha que, em uma de suas lives, Bolsonaro pediu o apoio da população, que, segundo ele, poderia apagar um ponto de luz de casa. Apesar disso, a medida seria ineficaz, dado que os maiores consumidores de energia elétrica é a indústria nacional.

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Com isso, a inflação também ficou pesada. Isso porque o IPCA passa dos dois dígitos e a energia é um dos fatores que, individualmente, mais pesa no índice. Com isso, uma notícia de que a energia ficará mais barata não serve apenas para a conta de luz em si. Com a notícia, toda a economia pode dar uma trégua.

Anteriormente, ainda nessa semana, a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, afirmou que teria ”uma reunião na próxima semana para avaliar esses valores. Estamos tratando isso com várias alternativas. Vai aumentar a tarifa de energia? Isso ainda não está no cardápio.”

energia elétrica

Foto: Pexels

Como fica o cenário

Com uma queda nas tarifas, o fato mais impactante seria, num primeiro momento, a queda das faturas de energia elétrica. Contudo, os efeitos são bem maiores e de extrema relevância para o cenário econômico do país.

Isso porque uma conta mais baixa libera parte do salário dos trabalhadores para gastar em outras áreas, o que permite o crescimento sem gerar pressões inflacionárias, como ocorre com a energia elétrica. Por outro lado, isso também vai mexer na produção industrial.

Dessa forma, com um preço de custo menor para as indústrias, a produção deve retomar, gradualmente, as suas formas de antes da criação da nova bandeira. Com isso, há um leve (bem leve) impacto no desemprego e um impacto maior nos preços dos produtos nos mercados. E esse preço nos produtos faz com que a inflação tenda a sofrer menos, entrando na rota de queda no anualizado, como já é esperado.

Com isso, também, o salário mínimo pode ser reajustado de forma menor. Posteriormente isso impacta diretamente as contas públicas, na medida em que um reajuste menor necessita de pagamentos menores aos servidores públicos e demais dependentes. Dessa forma, sobra mais espaço para projetos sociais e medidas compensatórias. De qualquer forma, ainda é cedo para dizer que haverá redução de tarifa e, se houve, se ela será significativa. Apesar disso, qualquer notícia de gastos menores é um alento ao bolso do consumidor.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

Economia

Nova variante do coronavírus mexe com mercado financeiro mundial

Raquel Luciano

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O mercado financeiro mundial reagiu com nervosismo ao anúncio de uma nova variante do coronavírus, detectada na África do Sul, chamada de ômicron, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma “variante de preocupação”, o que lança incertezas sobre a trajetória da economia mundial.

Apesar de ainda não se saber se ela é mais transmissível ou mais letal, os impactos nos mercados foram imediatos. Bolsas caíram ao redor do mundo, fazendo empresas perderem valor de mercado. Já os preços do petróleo tiveram a maior queda diária desde abril de 2020. O dólar também reagiu e teve forte alta, chegando perto de R$ 5,60 no Brasil.

Como a OMS já anunciou que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da variante, a tendência é que a volatividade nos mercados predomine nos próximos dias.

Impactos no Brasil

Um dos maiores temores é que a disseminação da variante leve a novas medidas de isolamento e prejudique a recomposição das cadeias globais de suprimentos, dominadas pela Ásia, aponta Fábio Pereira Andrade, professor de economia do curso de Relações Internacionais da ESPM São Paulo.

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Para ele, a somatória do aparecimento da nova variante com a quarta onda da Covid-19 na Europa, um mercado comprador dos produtos brasileiros, pode ter impacto sobre a economia do país.

Bolsas internacionais

No exterior, as ações das companhias aéreas lideraram a queda generalizada nos mercados depois da suspensão pela União Europeia e pelos EUA de voos oriundos da África do Sul e mais sete nações africanas por causa de receios com a nova variante do coronavírus.

As ações despencaram em Wall Street, nos EUA, na sexta-feira, enquanto as ações europeias sofreram o maior movimento de venda em 17 meses.

O índice Dow Jones caiu 2,53%, a 34.899 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 2,27%, a 4.595 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 2,23%, a 15.492 pontos.

As vendas de ações foram amplas, com grandes quedas em todos os 11 principais setores do S&P, exceto saúde, que caiu apenas ligeiramente graças aos fortes ganhos da Pfizer e Moderna, fabricantes de vacinas contra a Covid-19.

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O índice de volatilidade CBOE, popularmente conhecido como o medidor do medo de Wall Street, atingiu seu nível mais alto desde 20 de setembro.

Já na Europa, o índice FTSEurofirst 300 caiu 3,71%, a 1.796 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, a 464 pontos – em sua pior sessão desde junho de 2020 -, recuando 4,5% na semana.

A medida de volatilidade para o principal mercado acionário chegou a uma máxima de 10 meses.

 

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Economia

IPCA-15: prévia da inflação vem acima das expectativas

Pedro Hostyn

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A prévia da inflação nunca foi tão importante para o mercado quanto hoje. Isso porque com a alta dos preços, qualquer indicador que mostre a variação dos preços é fundamental para fazer previsões da economia. E o IPCA-15 decepcionou mais uma vez. No mês de novembro, a prévia do IPCA ficou em 1,17%, acima dos 1,05% esperados pelo mercado.

E os dados assustadores não param por aí: foi a maior prévia para o mês em 19 anos, com a gasolina saltando 6,62% nas estimativas, que dá um total de 48% em 12 meses.

IPCA-15

Foto: Shutterstock

IPCA-15 assustou

A alta da inflação é uma realidade do mercado brasileiro e o resultado do IPCA-15, mais uma vez, derrubou as falas dos ministros da Economia e do presidente do Banco Central. Há dois meses, ambos afirmavam que a inflação cairia. Contudo, o mercado não viu isso.

O IPCA-15 fechou no maior patamar para novembro desde 2002. O resultado não foi maior que o mês passado, quando a inflação subiu 1,20%. Apesar disso, a desaceleração esperada para o índice está bem abaixo do necessário. Com o resultado parcial, a inflação fecha uma alta de 9,57% apenas em 2021. Nos últimos 12 meses, porém, o IPCA fecharia, com esses níveis, a 10,73%, levemente abaixo do topo da inflação, que foi de 10,84% em fevereiro de 2016.

Com o resultado do mês, a inflação brasileira segue em patamares elevados, atingindo o dobro da meta estipulada pelo Banco Central no início do ano. Isso porque o IPCA fechou em 10,73%, ante 5,25% esperados pela entidade em janeiro. Vale lembrar que a inflação acumulada de 2020 ficou em 4,52%.

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O poder da gasolina

Como todos os meses, a gasolina foi uma das principais vilãs da inflação. No mês de novembro, a alta do produto foi de 6,62%, o que resulta em um aumento de 48% em 12 meses. Sozinha, ela representou 0,4 ponto percentual do IPCA-15.

Além disso, outros bens ligados à petroquímica subiram no período. O diesel subiu 8,23%, o etanol subiu 7,08%, enquanto o gás veicular subiu menos, na casa dos 2,59%. E com esses atuais patamares, o etanol engata uma alta de 62,56% e o diesel 48,12%.

Além disso, o gás de cozinha também pesou no bolso do brasileiro, assim como a energia elétrica. A alta do gás de cozinha foi de 4,34%, enquanto a energia elétrica subiu 0,93%, um resultado bem menor que o do mês passado, quando subiu 3,91%.

Com o resultado mensal, alguns setores sofreram mais que outros. O setor de alimentação e bebidas subiu 0,40%, enquanto o setor de habitação subiu 1,06%. Já o setor de artigos de residência subiu 1,53%. Vestuário 1,59%, enquanto o transportes, maior alta do mês, subiu 2,89%. Das menores altas, educação ficou com o menor patamar, em 0,01%. Saúde e cuidados pessoais subiram 0,61% e comunicação 0,32%.

Nas capitais brasileiras estudadas, Goiânia teve o maior aumento de preços, com média de 1,86%. No outro lado, Belém teve a menor alta, com 0,76%.

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Direitos do Trabalhador

Greve na aviação: pilotos e comissários paralisarão dia 29

Pedro Hostyn

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Um dos setores mais castigados pela pandemia, a aviação, agora terá que driblar um novo problema: a greve dos pilotos e comissários. Marcada para o dia 29, a categoria exige o reajuste salarial compatível e alega que, mesmo diante da maior crise sanitária, não parou os trabalhos.

As empresas aéreas, por outro lado, afirmam que o alto custo do combustível e demais questões operacionais inviabilizam um acordo entre as partes. Em reunião na última quinta-feira, os aeroviários e as companhias não chegaram em um acordo.

Como será a greve?

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), a paralisação será por tempo indeterminado, até que a categoria entenda que as negociações chegarão em um ponto de comum acordo. Apesar disso, a frota não pode paralisar inteiramente, dado que é um serviço essencial.

Devido a isso, a frota paralisada ficará em torno de 50% por dia, o que afetará, com certeza, as operações de viagens entre as capitais brasileiras. Além disso, a categoria atua em transporte de cargas, o que é importante para o país também. O sindicato da categoria afirma que é contra a “intransigência das companhias aéreas nas negociações da renovação da convenção coletiva de trabalho“.

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Além disso, o movimento grevista exige um reajuste salarial com base no INPC de 2020 e 2021, até novembro. Isso porque no ano passado, a categoria não teve reajustes, em negociação com as companhias, para que as empresas conseguissem preservar empregos.

greve SNA

Foto: SNA | Reprodução

Encontros sem sucesso

Em resposta aos encontros entre as empresas e os colaboradores, os grevistas afirmaram que a proposta veio bem abaixo daquilo que era esperado. Contudo, além da correção pela inflação do período, o sindicato afirma que não se trata apenas de um reajuste salarial.

Desde o início da pandemia a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado graves riscos de contaminação por Covid-19, e deu sua contribuição no combate à doença transportando vacinas, insumos e equipamentos. Além disso, pilotos e comissários deram colaboração importante para a recuperação das empresas aéreas ao aceitar, de maneira correta, reduções salariais e remuneratórias que perduram até hoje“, afirmou o SNA em nota.

Contudo, do outro lado, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) afirmou que a manifestação é legítima e que a greve é um meio a ser utilizado apenas quando as vias de negociação se tornam esgotadas. Ele ainda afirma que a greve deve ser feita dentro da legalidade e que dará todo o suporte necessário para resolver o problema. Dentre as empresas, a Latam informou em nota que tomou conhecimento do movimento e se manterá atenta aos desdobramentos.

Em discurso, Ondino Dutra, presidente do SNA, disse que as empresas aéreas não vão “ganhar” da greve num movimento que chamou de “imposição”. Segundo ele, as companhias aéreas querem levar a greve à justiça, a fim de obter resultados mais favoráveis. Ondino também afirma que, caso isso aconteça, ele convocará novas greves.

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CDB

Boletim Focus: previsão de piora na economia continua

Pedro Hostyn

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Como toda segunda-feira, o mercado se deparou hoje com as expectativas do Boletim Focus, lançado pelo Banco Central do Brasil. O cenário não agradou os economistas e tivemos um aumento expressivo da expectativa de inflação para o ano de 2021.

Agora, o mercado prevê um IPCA acima dos 10%, enquanto vê um PIB cada vez menor no horizonte de curto prazo. Isso mostra que o pior momento da economia está longe de ter passado.

Os dados preocupam

O Boletim Focus tem, atualmente, duas frentes importantes de análise da economia para que os agentes tomem suas decisões de investimentos. A primeira é a previsão do IPCA; a segunda é a previsão do PIB. Com esses dois dados, nas últimas semanas, vemos dados nem um pouco bons.

Isso porque a expectativa do PIB está caindo pela sexta semana seguida. Com o resultado dessa semana, o mercado prevê uma aumento de 4,80% nesse ano e de fracos 0,7% para o ano que vem. No caso do PIB de 2022, é a sétima semana consecutiva de reajuste para baixo. Apesar disso, o Ministério da Economia ainda prevê um aumento de 2% no PIB do Brasil em 2022.

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No lado da inflação, o aumento dos preços é notório e o consumidor já sente isso. Com os dados de outubro acima da expectativa e a prévia do IPCA, o IPCA-15, que sairão nessa semana, o mercado começa a se posicionar cada vez mais pessimista nas previsões.

No Boletim Focus dessa semana, o mercado acredita numa inflação de 10,12% no final do ano, o que seria a maior taxa anualizada desde 2016. Ainda, vale ressaltar que o mercado subiu a expectativa trinta e três semanas seguidas, o que demonstra um cenário de possível descontrole da inflação. Para 2022, o IPCA previsto é de 4,96%, fechando dezoito semanas seguidas de alta na previsão.

Além disso, com o PIB indo para baixo e a inflação para cima, apesar de ser cedo para afirmam, os economistas começam a ver um cenário grave de estagflação. Dessa forma, isso pode pressionar o Banco Central a subir as taxas de juros de forma mais forte no ano que vem. O mercado já prevê uma Selic a 12%.

Boletim Focus

Foto: Anna Nekrashevich | Reprodução

O que fazer com essas notícias do Boletim Focus?

Se você vê o Focus toda semana, é provável que nada mude na sua estratégia de uma semana para outra. E na verdade isso é o correto. Porém, alguns dados podem começar a levantar discussões diferentes para os seus investimentos em 2022.

Por exemplo, a décima oitava semana seguida de alta da inflação em 2022 começa a mostrar que o IPCA pode ser um excelente investimento para o curto ou médio prazo. Apesar dos bons retornos apenas agora, há um consenso no mercado de que se proteger da inflação é um bom negócio em qualquer cenário econômico.

Além disso, uma escalada da Selic mostra que a renda fixa está vindo com força, e que os fundos de crédito privado, que pagam acima do CDI, serão, sim, excelentes fontes de recursos para os seus investimentos. Além disso, outros títulos de renda fixa serão os preferidos do mercado no ano que vem, o que não exclui aportes na bolsa de valores.

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Economia

Etanol: com gasolina mais cara, vale a pena mudar?

Pedro Hostyn

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Com o aumento da gasolina, muitos consumidores começam a levantar a possibilidade de abastecer o carro com etanol. Apesar disso, nem essa saída está sendo viável na grande maioria dos postos de combustíveis do país. Isso porque o preço do etanol também está aumentando, o que inviabiliza a troca.

Para clientes que não tem carros híbridos, no caso a grande maioria da frota, a solução envolve transporte público ou, quem sabe, utilizar fontes alternativas de transporte.

Trocar gasolina por etanol?

A troca de gasolina por etanol é uma pauta comum para quem tem carro com motor flex. Esses tipos de motor aceitam tanto a gasolina, quanto o etanol como fonte de combustível. Apesar disso, a eficiência dos dois produtos é diferente e isso deve ser levado em conta na hora de abastecer.

Motores flex contam com a mesma potência de motores que funcionam apenas com gasolina. Contudo, o etanol tem 70% da eficiência da gasolina, ou seja, se o seu carro faz 10 quilômetros por litro de gasolina, fará, com um litro de etanol, 7 quilômetros. Isso faz diferença no dia a dia e, claro, no seu bolso.

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Por isso, para saber se vale à pena, é preciso que, quando você chegar no posto para abastecer, faça o preço da gasolina multiplicado por 0,7. Por exemplo: digamos que o combustível está custando R$7,30 na sua cidade. Só valerá à pena abastecer com etanol se ele estiver custando R$5,11 ou menos. Em termos de eficiência, você estará economizando, caso o etanol estiver custando R$5,00, por exemplo.

Apesar disso, a realidade é outra. Segundo dados do Sindipostos, o preço do etanol tem ficado em torno de 80% do valor da gasolina, o que sugere que não é eficiente fazer a troca. A alta dos preços é resultado de uma safra de cana de açúcar menor que o previsto. Ainda, soma-se a isso a demanda maior, com a retomada econômica.

Como economizar?

Com os combustíveis em alta, utilizar meios que não precisem de etanol e de gasolina podem ser a chave para você economizar e, claro, começar a fazer exercício físico. Por isso, é importante usar a criatividade e a calculadora.

Por isso, especialistas afirmam que utilizar o transporte público ou, ainda, ir de bicicleta  para o trabalho pode ser uma excelente fonte de economizar. No caso da bicicleta, você leva de brinde um exercício físico, algo extremamente benéfico à sua saúde.

Apesar disso, não são todas as pessoas que conseguem utilizar essas fontes alternativas. Dessa forma, nessas horas é importante levar em conta diferentes opções, como o compartilhamento de carros, transporte por aplicativos ou, em último caso, fazer uma mudança de casa, caso haja economia no fim das contas.

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Economia

Importação de energia elétrica subiu 63%

Pedro Hostyn

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Um relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviço (Mdic) afirma que a importação de energia elétrica subiu 63% no Brasil no período de um ano. Com a crise hídrica nos reservatórios, o Brasil precisou aumentar os preços das tarifas e buscar fontes externas de energia elétrica.

Nessa semana, a ANEEL definirá as novas tarifas para a conta de luz dos consumidores.

A crise hídrica

Com a falta de chuvas, a crise no abastecimento de energia começou ainda no meio do ano. Contudo, o Governo Federal começou a atuar no assunto apenas quando era tarde demais, segundo especialistas. Com isso, o Brasil tem a tarifa de energia mais cara dos últimos anos.

Dessa forma, a conta de luz já subiu mais de 20% no ano, o que não impacta apenas as contas de luz das casas, mas os preços de todos os produtos que dependem da energia para serem produzidos. Além disso, o reajuste é maior em supermercados, que precisam manter a refrigeração dos alimentos nas prateleiras.

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Junto com a gasolina, a energia elétrica é um dos fatores que mais impacta no IPCA. Com isso, a inflação já passa dos 10% nos últimos 12 meses, e está acima de 8% desde janeiro de 2021. A inflação em 12 meses é a maior desde 2016, quando a inflação bateu quase os 11% no cenário de impeachment de Dilma Rousseff.

Nesses momentos, vale lembrar que algumas pessoas têm desconto na conta de luz. São pessoas que estão cadastradas no CadÚnico com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa. Além disso, idosos, ou pessoas com deficiência, que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

energia elétrica

Foto: Andreea Ch | Pexels

O aumento na importação de energia elétrica

O aumento na importação da energia elétrica vem justamente da dificuldade de abastecimento interno. Mesmo com alguns sistemas de compensação ativados, como usinas termelétricas, o país não consegue ser autossuficiente em energia hoje. Por isso, alguns países começam a vender energia para cá.

É o caso do Uruguai e da Argentina. Os países vizinhos tiveram aumento na demanda de energia, em contraste com a diminuição da importação do Paraguai, que divide Itaipú com o Brasil. Apesar disso, a perspectiva de mais chuvas, com a chegada no verão, faz com que a importações comecem a diminuir nos próximos meses. Isso ajuda, porque a importação vem em dólar, que também está bastante alto. Com isso, é esperado que as contas de luz comecem a diminuir já no ano que vem.

Os dados do Ministério mostram que o Brasil desembolsou US$2 bilhões para importar energia, valor mais alto para o período de janeiro a outubro, comparando com 2020. A tendência vista nos anos anteriores era de diminuição da importação de energia elétrica, o que demonstra uma maior autossuficiência do país. Contudo, o cenário mudou.

De certa forma, o dado preocupa à medida que a capacidade de produção do Brasil diminui. Ainda, a dependência do ciclo de chuvas preocupa. Segundo especialistas, o Brasil tem estrutura para diversificar ainda mais a sua matriz energética, utilizando biocombustível, energia solar e até o hidrogênio verde.

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