Crescem as tensões na fronteira da Ucrânia

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou na noite de ontem, 18, que a Rússia pode invadir a Ucrânia “a qualquer momento”. A fala mostra uma escalada das tensões na fronteira do país europeu, que marca mais um episódio complicado da geopolítica mundial. A notícia de que o governo russo colocou mais tropas na fronteira assusta o mundo.

Além disso, a porta-voz afirmou que, em caso de ações militares efetivas da Rússia, nenhuma ação americana está descartada. As medidas que levam o conflitam parecem insolucionáveis, ainda mais depois de uma reunião entre os países que, segundo agências internacionais, não teve desdobramentos favoráveis.

Porque a Rússia quer invadir a Ucrânia?

A história entre russos e ucranianos vêm desde o fim da União Soviética, no início dos anos de 1990. Desde então, ambas as nações sofrem como constantes conflitos na fronteira. Porém, durante todo o ano passado, fotos tiradas via satélite apontam que a Rússia tem mais de 100 mil soldados parados na fronteira entre os países. Com isso, a comunidade internacional acredita que a Ucrânia está ameaçada.

Isso porque, quando os países se tornaram independentes, houve um trato entre a Rússia e a OTAN de que a aliança militar não se aproximaria politicamente dos países do leste europeu. Contudo, há alguns anos, a OTAN deseja colocar a Ucrânia entre seus membros, algo que a Rússia não apoia. Por isso, os russos afirmam uma quebra de um acordo, enquanto os Estados Unidos afirmam que a soberania de cada país deve ser respeitada.

Vale lembrar que recentemente a Rússia tomou a região da Criméia, ao sul da Ucrânia. Além disso, o principal gasoduto, que abastece a maior parte da Europa com gás natural, pertence à Rússia e corta o território ucraniano. Por isso, uma possível anexação da Ucrânia atende a interesses econômicos e políticos da Rússia.

Ucrânia
OTAN reconhece o risco de um conflito na fronteira entre Rússia e Ucrânia. Imagem: Correio Braziliense

As tratativas falharam

Desde o fim do ano passado, há uma tentativa, por parte dos Estados Unidos, de resolver a situação através da diplomacia. Contudo, a imprensa internacional afirma que não há consenso entre Rússia e Estados Unidos. Dessa forma, as reuniões terminaram sem acordo, o que pode resultar em conflitos armados. Especialistas ainda alertam para as tensões que isso pode gerar com mais alguns países.

Isso porque a Rússia tem uma forte relação comercial com a China. Em caso de conflitos armados, China e Estados Unidos, duas das maiores economias do mundo, entrariam em lados distintos. Por outro lado, países europeus também entrariam no conflito, principalmente após o boicote aos jogos de inverno, que acontecerão em Pequim em fevereiro. Isso porque esses países acusam a China de desrespeitar os direitos humanos contra muçulmanos do país.

Apesar disso, Moscou diz que não há intenção de começar um conflito com a Ucrânia. Porém, a fala é contrária ao que se vê na fronteira entre os países. Os Estados Unidos acreditam que o governo está enviando ainda mais soldados para a região, como forma de enfrentar os americanos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.