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Economia

Como saber se está negativado no Serasa/SPC?

Raquel Luciano

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Você sabe como consultar se o seu nome está negativado no Serasa/SPC? Isso pode ser feito de forma online e rápida.

Milhões de brasileiros estão inadimplentes neste momento, especialmente devido a problemas financeiros causados pela pandemia. Contudo, alguns nem mesmo sabem que estão impedidos de acessar o crédito, ou se esqueceram de que foram negativados.

Seja uma dívida do cartão de crédito, ou pendências financeiras que a gente acaba perdendo o controle, saber se o nome está negativado ajuda no momento de saldar as dívidas, podendo assim voltar a comprar com tranquilidade.

Como saber se estou com o nome negativado?

Veja o passo a passo para checar sua situação nos órgãos de proteção ao crédito.

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SPC

  • Acesse o site cadastropositivo.spcbrasil.org.br/cadpos-consumidor-login;
  • Valide seu e-mail e crie uma senha;
  • Insira seu CPF e entre na plataforma.

Serasa

  • Acesse o site www.serasa.com.br/consultar-meu-cpf;
  • Clique em “Consultar CPF grátis”;
  • Crie seu cadastro gratuito;
  • Insira o login e a senha;
  • Toque em “Meu CPF” e veja as informações.

Brasileiros ficaram mais endividados nos últimos anos

De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), 74% das famílias brasileiras estavam com dívidas a vencer no mês de setembro. O número é o maior da histórica iniciada em 2010, e representa aumento de 6,8% em relação ao ano passado.

Do total de endividados, 84,6% não pagaram a fatura do cartão de crédito, 18,8% atrasaram carnês de lojas e 13,2% deixaram de quitar o financiamento do carro.

A pandemia ajudou esse endividamento, onde boa parte dos brasileiros perdeu o emprego e tiveram que contar com a ajuda do Governo Federal, por meio do Auxílio Emergencial, para ter uma renda dentro de casa.

Assim, a economia brasileira ficou estagnada e o governo espera que a reabertura e a chegada do final do ano possam fazer com que as pessoas voltem a consumir e o endividamento venha a cair, gerando renda para mais pessoas.

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Jornalista formada pela Universidade Nove de Julho com experiência na produção de matérias para portais de notícia nos estados do MS, BA, MG e SP. Atualmente é Redatora do Sua Finança.

Economia

Hidrogênio verde: um potencial brasileiro

Pedro Hostyn

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A crise hídrica no Brasil mostrou a necessidade de utilizarmos energia renovável para atender à demanda de energia elétrica no país. Se a produção tivesse um custo menos dependente de ciclo de chuvas, talvez as bandeiras hoje seriam mais baixas. E nessas possibilidades, o hidrogênio verde seria um grande diferencial.

Com isso, precisamos primeiro saber como funciona e se é possível implementar essa ideia no Brasil. Vale lembrar que tudo exige trabalho conjunto entre legislativo e executivo, mas já temos presidenciáveis que pensam no assunto.

O que é hidrogênio verde?

O hidrogênio verde é aquele produzido pela separação das moléculas de água em hidrogênio gasoso e oxigênio comum. Para isso, é necessário colocar uma corrente elétrica no líquido, o que viria de outras fontes de energia renovável.

Ou seja, produz-se energia elétrica com painel solar e usa essa energia para produzir o hidrogênio. Simples, mas muito mais verde que todas as energias do mundo. Isso porque o painel solar e outras energias renováveis não são tão eficientes quanto o hidrogênio.

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Além disso, para gerar energia, mistura-se, novamente, o hidrogênio com o oxigênio, produzindo uma alta carga de energia. Essa operação tem como resíduo a água, que voltaria ao ecossistema em forma gasosa, que depois viraria chuva.

Esse sistema de energia faria uma enorme diferença no transporte de cargas pesadas. Isso porque caminhões demandariam baterias elétricas normais (de carregar na tomada) enormes, o que não é visto no hidrogênio, que ao produzir mais energia, faz com que as baterias sejam menores.

hidrogenio verde

Foto: Pixabay

É possível fazer isso no Brasil?

Sim. E existem diversas formas de implementar o hidrogênio verde na nossa economia. E o Legislativo e o Executivo podem andar de mãos dadas nessa questão. Confira só!

Primeiro, é importante que o Governo Federal trabalhe com a iniciativa privada para isso. Então, dar incentivos às empresas pode ser uma excelente forma. E esses incentivos ao hidrogênio verde podem vir de diferentes modos. O mais comum é isenção de impostos.

Porém, além disso, o governo pode trabalhar com subsídios e também com outras vantagens, como ajudas de custo para trazer empresas de fora, ou qualquer outra medida que incentive a produção.

Por outro lado, o governo também pode colocar a mão no bolso e investir em novas empresas. Por isso, não é uma ideia absurda o governo abrir uma estatal para produzir esse tipo de energia. Vale lembrar que fundar uma empresa assim demanda muito dinheiro, quando o intuito é gerar energia para um país do tamanho do nosso.

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Ah, e vale lembrar que já é realidade em outros países, com o mercado financeiro já sabendo dessas empresas. Inclusive, um ETF foi lançado recentemente com essa política. Além disso, o presidenciável Eduardo Leite falou em uma entrevista que o país tem grande potencial, mas que a prática está abandonada pelo atual governo.

De qualquer forma, seria importante que você discutisse com políticos da sua cidade sobre o tema e trazê-lo ao debate público.

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Economia

PEC aprovada e Bolsonaro defendendo Guedes: confira

Pedro Hostyn

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Em meio a suspeitas de que Paulo Guedes sairia do ministério da Economia, Bolsonaro se reuniu com o ministro na tarde de hoje (22) para falar sobre a economia brasileira. O presidente defendeu Guedes e disse que a economia está andando bem.

Guedes sairá do governo?

Se depender do que foi dito hoje, Guedes fica. Isso porque o presidente afirmou que tem total confiança no ministro, que também admitiu que existe, de fato, um entrave entre alas políticas e econômicas.

Vale lembrar que ontem à noite (21), quatro integrantes do alto escalão do governo pediram as contas. Dentre eles, Bruno Funchal, agora ex-secretário do Tesouro e Orçamento. Isso gerou uma grave crise no governo e o Ibovespa sentiu essa notícia hoje. O índice brasileiro voltou a cair na casa dos 4%.

Porém, com a reunião em andamento, o mercado começou a subir, com a confiança dos investidores nas falas do presidente e do ministro.

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Em outro momento, Guedes voltou a criticar a Reforma do Imposto de Renda que, segundo ele, gerou uma “perda de arrecadação” ao Governo Federal. Isso porque o Senado não votou o projeto ainda. Vale lembrar que o Auxílio Brasil seria, inicialmente, pago com a tributação sobre dividendos.

Mercado aflito?

Bolsonaro afirmou, hoje, que tem ciência das “aflições que o governo passa”, mas que tem total confiança em Paulo Guedes. Isso representa algo positivo, pois Guedes defende o teto de gastos e a política de diminuição de gastos públicos. Além disso, Guedes sempre prezou pela responsabilidade fiscal do país.

Por isso, o mercado acredita que o governo não fará loucuras com as verbas públicas, o que evitaria as consequências de uma alta inflacionária que o rompimento do teto de gastos proporciona.

Bolsonaro

(Photo by Mateus Bononi/Getty Images)

PEC aprovada

Ontem à noite (21), a comissão da Câmara dos Deputados aprovou uma alteração na PEC dos precatórios que abrirá, se aprovada em plenário, R$80 bilhões de gastos do Governo Federal. Esse valor seria suficiente para pagar o Auxílio Brasil, pretendido por Bolsonaro.

Por 23 votos a 11, o projeto da PEC prevê que as dívidas públicas advindas de processos judiciais sejam pagas de acordo com as faixas dos valores devidos. Por isso, o governo conseguiria abrir um espaço no orçamento para o ano que vem.

Se aprovada em plenário, os precatórios serão pagos da seguinte maneira: se a dívida é acima de R$66 milhões, o governo dá 15% de entrada e divide o resto em parcelas anuais. Para valores entre R$66 mil e R$66 milhões, o valor pode ser parcelado se o total da dívida não for superior a 2,6% da receita da União. Para valores abaixo de R$66 mil, não há a opção de parcelamento.

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Dessa forma, a União pagará os precatórios menores, ao mesmo tempo que parcelará os maiores, esticando, por mais anos, as dívidas de 2021. Em outras palavras, o governo dá uma folga no orçamento de 2021 e aperta o orçamento dos próximos anos.

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Economia

Dólar atinge R$5,70 com crises no governo

Pedro Hostyn

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O dólar atingiu o valor máximo desde abril com a saída de funcionários do governo e com a crise do teto de gastos. Com isso, investidores temem uma bagunça fiscal e preferem sair do país.

A moeda, que chegou a ser cotada abaixo dos R$5,00 é uma das principais causadoras de aumento de preços no Brasil.

A culpa é do mercado financeiro?

O dólar oscila de acordo com a política brasileira e isso tem um motivo bastante forte. Mas antes, é necessário entender como que isso acontece e, claro, os motivos. Vamos tentar fazer isso em palavras simples.

Os investidores de fora do Brasil são responsáveis por quase 50% do dinheiro que rola na bolsa daqui. Por isso, esses investidores estão sempre de olho no que está acontecendo na política nacional e fazendo perspectivas para o futuro.

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Quando eles acham que o governo está desestabilizando o país ou está tomando medidas econômicas erradas, eles retiram seus dinheiros, transformando-os em dólar. Por isso, eles vendem as ações para comprar a moeda americana. É daí que surge a correlação negativa: quando a bolsa cai, o dólar sobe. E vice-versa.

Porém, quando os investidores veem no governo uma fonte de estabilidade política e toma decisões de acordo com aquilo que se propôs a fazer, os investidores passam a confiar mais no país, trazendo dinheiro para cá, fazendo com que o dólar caia.

É claro que o mercado tem preferências por políticas liberais, mas de certa forma ele também apoia algumas medidas de intervenção do governo. Mas a verdade é que o mercado gosta de estabilidade. Então, independente do governo, ele quer ver as coisas funcionando sem brigas.

 

dólar

Foto: Pixabay

Dólar estourando!

Com a instabilidade do país em relação ao teto de gastos, a demissão dos funcionários do alto escalão e um novo auxílio decretado ontem (21), o dólar disparou em alta de quase 1% até agora.

Dessa forma, a moeda já passou dos R$5,70, um valor que não era visto desde abril. Com isso, gradativamente, a economia começa a sentir os efeitos. Daqui um mês, ou menos, podemos esperar um novo reajuste nos combustíveis, caso a moeda não caia de forma relevante. Ainda, podemos esperar alimentos importados (normalmente os dependentes do trigo) subindo de preço nas prateleiras, além de um aumento nos eletrônicos, como notebooks, celulares e afins.

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Além disso, podemos ver um desemprego ainda maior na economia, dado que as atividades exportadoras são, majoritariamente, intensivas em tecnologia, ou seja, a força de trabalho do Brasil é mais voltada ao mercado interno. Com a economia daqui indo mais devagar, a criação de empregos também vai mais devagar.

Resumindo tudo, é ruim para grande parte da economia que o dólar esteja alto. Nesse momento, uma instabilidade política atrapalha as perspectivas de crescimento, que já estão na casa do 1% para 2022. Alguns bancos preveem alta de 0,6% para o ano que vem.

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Bolsonaro anuncia mais um benefício de R$ 400; confira

Pedro Hostyn

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O presidente Bolsonaro anunciou mais um benefício: auxílio de R$400,00 para caminhoneiros no ano que vem. Segundo as fontes do Estadão, o valor viria para cobrir a alta do diesel.

Mais um benefício, Bolsonaro?

Sim, mais um benefício. Porém esse é para os caminhoneiros. Isso porque nessa semana, os caminhoneiros começaram a planejar uma greve para o dia 1° de novembro para protestar contra o aumento do diesel e pelo tabelamento defasado do frete.

Por isso, o benefício de R$400,00. Apesar do auxílio, o governo ainda não disse de onde vai tirar o dinheiro. Segundo Bolsonaro, “números serão apresentados nos próximos dias, vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel”.

Dessa forma, o auxílio está previsto para vigorar de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.

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“Pulando do barco no meio da correnteza”

É basicamente isso que Bruno Funchal e mais três funcionários do alto escalão da economia fizeram hoje. Segundo fontes, o pedido foi por “motivos pessoais”.

Mas falando sério agora, Bruno Funchal, agora ex-secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, é integrante de um órgão do mais alto escalão da economia, o Conselho Monetário Nacional. Junto com Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, eles decidem tudo sobre a economia do Brasil. Funchal, no caso, decidia. No pretérito.

Além dele, Gildenora Dantas, adjunta de Funchal, também saiu. Posteriormente, também pediram demissão o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt e Rafael Araújo, adjunto de Bittencourt. Com isso, foram quatro perdas em um dia.

Dessa forma, o mercado já começa a especular (mais ainda), a possibilidade de Paulo Guedes também deixar o governo. Segundo o Estadão, Funchal teria dito que o pedido “foi uma questão de princípio”. Em outras palavras, ele discordou do governo e pediu as contas.

Dado isso, amanhã o Ibovespa deve sofrer mais um pouco com o temor fiscal no Brasil, operando de lado, ou em queda novamente, à espera dos próximos passos do governo. Vale lembrar que o índice atingiu a mínima no ano, fechando abaixo dos 108 mil pontos.

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Economia

O governo querendo driblar o teto de gastos

Pedro Hostyn

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Com o Auxílio Brasil em pauta, o Governo Federal, pela equipe econômica, busca meios de driblar o teto de gastos. E não é apenas com o benefício.

Isso porque já se discute a inclusão de gastos com vacinação e litígio para famílias monoparentais fora do teto de gastos, o que pode somar R$100 bilhões extras.

Paulo Guedes driblando o teto de gastos?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, parecia ser um dos poucos do governo a se posicionar contra o rompimento do teto de gastos. Parecia. Porque agora ele está negociando um “folga” de R$30 bilhões para caber o Auxílio Brasil nas contas do governo.

Ontem à noite, Guedes afirmou que “fazendo a sincronização dos ajustes – de um lado as despesas obrigatórias, os salários, de outro lado o teto -, ou pedindo um waiver [folga] com um número limitado, pouco mais de R$ 30 bilhões” seriam gastos fora do teto. Além disso, ele ressaltou que a medida é política.

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teto de gastos

Foto: Adriano Machado/Reuters

Com essa trajetória, fica evidente que a pressão vem do chefe do Executivo, Jair Bolsonaro. O mercado vê a medida com receio, pois o teto de gastos serve justamente para evitar despesas eleitoreiras. Contudo, isso não seria o pior: se um governante rompe o teto, isso abre espaço para que os outros também o façam.

O que dizem outras figuras?

O rompimento do teto de gastos causou, como previsto, muito barulho na classe política. Ontem, a oposição se manifestou favorável ao Auxílio Brasil. Hoje, alguns presidenciáveis já comentaram o assunto.

Através do Twitter ontem, Lula defendeu o Auxílio Brasil. O partido foi um dos maiores opositores à medida do teto de gastos quando foi implementada, no governo Temer. Por outro lado, o presidenciável Eduardo Leite afirmou hoje, através da mesma rede social, que furar ou não o teto de gastos não é um dilema.

Segundo ele, “furar ou não o teto é falso dilema, mais um entre tantos no Brasil. Há dinheiro sem furar, basta rever prioridades para gastar menos com privilegiados e mais com os brasileiros que precisam. Acontece que ter Teto de gastos incomoda porque obriga o gestor público a fazer escolhas.”

Ainda, Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que os responsáveis pela economia “estão superando a contabilidade criativa do ministro Mantega”, em referência aos governos petistas.

Nos bastidores, o Governo Federal parece buscar meios para não furar o teto de gastos. Mas a imagem que passa aos investidores é que, se não houver alternativa, o governo não hesitará em gastar mais que arrecada.

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Dessa forma, abre-se espaço para o risco fiscal tomar conta do cenário brasileiro, elevando a inflação, diminuindo o PIB e afetando o desemprego da população. Contudo, isso deve ser resolvido ainda hoje, pois a votação da PEC dos precatórios deve acontecer hoje após dois adiamentos consecutivos. O mercado busca por boas notícias.

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Economia

Evergrande assusta o mundo

Pedro Hostyn

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A incorporadora chinesa Evergrande voltou a dar notícias ruins ao mercado. Com as expectativas de que o governo chinês recuperaria a companhia e salvaria as dívidas, a empresa anunciou que não conseguiu vender parte da empresa.

Além disso, as ações da Evergrande caíram mais de 10% na volta às cotações.

Relembre o caso

A Evergrande é uma grande incorporadora da China, mais especificamente a segunda maior. Com o tamanho do mercado imobiliário chinês, a empresa contraiu dívidas para surfar na onda de crescimento da China. Contudo, essas dívidas somaram US$300 bilhões, o suficiente para derrubar o mundo todo em caso de calote.

E foi o que aconteceu. A empresa disse ao mercado que não conseguiria pagar suas obrigações, que reagiu de forma bastante previsível: as bolsas do mundo caíram. Somado ao temor, à época, de calote dos EUA, aumento do teto de gastos por lá, aumento das commoditties, os investidores fugiram da renda variável e os índices perderam força.

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Apesar disso, os outros problemas parecem ter se resolvido. E a Evergrande anunciou, ao mesmo tempo, que tentaria vender parte de sua empresa. A Evergrande Property Services, uma das empresas da companhia, seria vendida por US$2,6 bi. Apesar de bem longe do total da dívida, era um alívio.

Vale lembrar que a dívida da Evergrande se espalhou para outras incorporadoras da China, causando uma crise imobiliária.

Evergrande

Mercado financeiro ‘balança’ por conta de incorporadora chinesa – Foto: Pixabay

Evergrande não vendeu a empresa

Hoje pela manhã a Evergrande anunciou que a operação de venda da Evergrande Property Services foi cancelada. Com isso, o pagamento das dívidas da empresa ficam cada vez mais difíceis de serem pagas.

Segundo a Evergrande, a Hopson, empresa compradora, não “teve motivos para acreditar que o comprador não cumpriu o pré-requisito para fazer uma oferta geral por ações da Evergrande Property Services”.

Com isso, as ações da companhia, que voltaram hoje à bolsa, caíram 12,54%, ficando cotadas a HK$2,58. Isso representa uma queda de mais de 90% desde que a companhia atingiu o preço máximo, em 2017. A operação com as ações da empresa foram suspensas após o pregão de 31 de setembro.

Dessa forma, o mercado mundial começa a se preocupar sobre qual será a saída para a crise. Isso porque a China não dá sinais de que comprará as dívidas da empresa. Com isso, as empresas que têm direito a pagamentos podem ficar sem ver a cor do dinheiro e isso gerar um efeito dominó na economia. Apesar de causas diferentes, as consequências são as mesmas do caso Lehman Brothers em 2008, uma das piores recessões do mundo.

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Com a notícia, índices internacionais ficam de lado, com Nasdaq subindo 0,22%, enquanto S&P 500 cai 0,06%. O índice Dow Jones cai 0,34%. Por aqui, o Ibovespa opera em queda, mas com ênfase maior à questão dos precatórios e do Auxílio Brasil.

De qualquer forma, não é um excelente momento para o investidor em renda variável. Agora, mais que nunca, pensar no longo prazo deve ser uma prioridade.

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