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Economia

Seguro-desemprego 2021: Saiba como garantir seu direito

Jéssica Queiroz

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Em 2021 o seguro-desemprego irá atender milhões de brasileiros que perderam seu emprego durante a pandemia

Uma grande crise econômica se iniciou no país no começo do ano de 2020 devido a pandemia da Covid-19. Neste período, os pedidos de seguro-desemprego têm aumentado cada vez mais no país. Todavia, ainda são muitos os brasileiros que não conhecem seus direitos sobre o seguro-desemprego 2021.

O que é seguro-desemprego 2021?

O seguro-desemprego 2021 é um benefício totalmente garantido e assegurado de acordo com a lei.

Esta lei é a que garante uma temporária assistência a trabalhadores de carteira assinada que tenham sido dispensados por justa causa.

No entanto, também asseguram trabalhadoras que tenham se afastado do trabalho por quaisquer motivo.

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Todavia, essa assistência financeira pode ter garantia por cerca de 3 a 5 parcelas. O valor e quantidade das parcelas irá depender da quantidade de meses trabalhados.

Uma vez que o beneficiário volte a trabalhar de carteira assinada ou comprovar ter renda suficiente para garantir seu sustento, o seguro desemprego 2021 poderá ser cancelado.

O Benefício de seguro-desemprego foi aprovado como uma das leis fundamentais no Brasil no ano de 1988.

Desde então, continua com a sua atuação como um meio de assistência financeira a trabalhadores dispensados de seus trabalhos.

Seguro-desemprego 2021 Quem pode receber?

O seguro desemprego 2021 é um beneficio totalmente oferecido e garantido pelo Governo Federal. Desta maneira, as pessoas que têm direito a esse beneficio são:

  • Aqueles que foram demitidos sem justa causa
  • Trabalhadores com carteira assinada
  • Trabalhadores de grupos específicos

Mesmo com exigências severas para se garantir o direito ao seguro desemprego, ainda existem regras a parte caso:

  • O trabalhador não possuir nenhuma renda para sustentar a família
  • Estiver formalmente empregado por pelo menos 12 meses nos últimos 2 anos
  • Estiver empregado por 9 meses nos últimos 12 meses
  • Estar empregado por, no mínimo, seis meses antes do período de dispensa

Além disso, apesar das regras, existem os grupos conhecidos como “Grupos Específicos” que possuem regras definidas pelo governo. Esses grupos são:

  • Pescadores artesanais
  • Empregado doméstico
  • Trabalhador resgatado

Prazo para solicitar seguro-desemprego

Mesmo durante a pandemia, o prazo de solicitação do seguro-desemprego 2021 ainda está valendo. Existe um prazo mínimo e máximo para que seja feita a solicitação.

Além disso, o trabalhador que foi demitido sem justa causa, possui cerca de 7 ou 120 dias para realizar a solicitação.

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Os prazos para trabalhadores definindo como “Grupos Específicos” possuem prazo diferente para fazer a solicitação:

  • Pescadores artesanais: Fazer o pedido em até 120 dias
  • Empregado doméstico: Realizar o pedido em até 90 dias depois da demissão
  • Trabalhador resgatado: Prazo de 90 dias a partir da data do resgate

Seguro-desemprego 2021  

Seguro-desemprego 2021

Realizar solicitações do seguro-desemprego 2021 se tornou algo mais fácil, mesmo em período de pandemia. Além disso, atualmente existem duas maneiras práticas de realizar este pedido:

  • Site do governo federal dedicado ao seguro-desemprego
  • Pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital

Após fazer a solicitação e receber o comprovante de aprovação, o beneficiário do seguro desemprego deve aguardar apenas o pagamento.

Feito isso, basta verificar a conta de recebimento do benefício. Em casos como esse, o pagamento é mensal, sendo depositado diretamente pela Caixa Econômica Federal.

Todavia, também existe a opção de depósito direto na conta de preferência do beneficiário.

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Estudante de letras - português e inglês pela Universidade Cidade Verde da Bahia. Experiência com marketing de conteúdo e tradução para sites e agências. Atualmente atua como redatora profissional de finanças e economia do Sua Finança.

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  1. Pingback: Estagflação: saiba mais sobre este cenário econômico - Sua Finança

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Economia

Selic: Banco Central sobe juros para 7,75%

Pedro Hostyn

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O mercado já esperava uma alta da Selic e ela veio conforme o esperado. O aumento da taxa Selic foi de 6,25% para 7,75%, o que representa um aumento de 1,5 p.p. nessa reunião. Além disso, o Banco Central deixou claro qual será a política para os próximos encontros.

Com isso, os players do mercado começam a ter informações mais precisas do governo brasileiro e podem fazer suas previsões de forma mais embasada.

O aumento veio conforme esperado?

Em sua grande maioria, sim. Isso porque o mercado acreditava, inicialmente, em um aumento de 1 ponto percentual. Contudo, as notícias da inflação mexeram nas perspectivas do mercado que, sem tempo para fazer mais cálculos, ficou perdido nas previsões.

Com isso, expectativas de alta de 2% até 3% foram vistas nos relatórios, mas um consenso geral via o aumento de 1,5% como um ajuste aceitável. Além disso, o Banco Central, que havia dito que aumentaria em 1% a Selic nos próximos encontros, agora afirma que o ajuste será na casa dos 1,5%, conforme fez hoje.

A decisão pelo aumento de 1,5 p.p. foi unânime e levou em conta a alta do dólar, a inflação e o furo do teto de gastos. Com isso, o Risco-Brasil ficou elevando, necessitando de um reajuste mais forte na taxa básica de juros.

Banco Central Selic

Foto: Banco Central / Reprodução

O cenário internacional também pesou

O Banco Central, através da publicação em seu site, informando a nova taxa, falou sobre os motivos da decisão. Dentre os tópicos levantados, o primeiro cita o cenário internacional de alta dos preços.

Com isso, o Banco Central vê o mundo todo elevando as taxas de juros, o que, segundo a entidade, representa “um cenário mais desafiador para economias emergentes“, como é o caso do Brasil. Para resumir, economias desenvolvidas, quando aumentam suas taxas, atraem mais os investidores, mesmo que o percentual seja mais baixo que no Brasil, por exemplo. Por isso, com o mundo todo subindo os juros, o Brasil corre o risco de ficar sem financiamento externo.

Ainda no cenário externo, o Banco Central afirma que “uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento recente nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico.” Isso porque a alta do petróleo e de outras commodities afeta os preços no país, assim como a alta do dólar.

A Selic não é apenas em 2021

O Banco Central ainda afirmou que o seu calendário econômico já é pensado para atender as expectativas de 2022 e 2023. Isso porque as recentes alterações nas previsões de crescimento para o país no ano que vem são preocupantes.

Dessa forma, alguns bancos já estimam uma recessão no ano que vem, enquanto que bancos mais “otimistas” veem um cenário de crescimento nulo. Por isso, a nota também afirma que “para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude”, o que resultaria em uma taxa Selic de 9,25% no final de 2021, o que não acontece desde agosto de 2017.

Com isso, as frequentes pressões nos juros devem começar a colocar a inflação para baixo, caso o cenário se mantenha como está. Uma eventual subida nas commodities ou qualquer outro grande impacto na economia poderia atrapalhar esse arrefecimento.

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Economia

Selic e dólar: o que podemos esperar daqui em diante?

Pedro Hostyn

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O Banco Central, através do COPOM, falará ao mercado qual a nova taxa básica de juros do Brasil, a Selic. Contudo, algumas especulações já começam a rondar o mercado financeiro e nenhuma delas é boa para o país. A preocupação com o dólar aumenta.

Diante disso, o risco fiscal, o cenário das eleições e a inflação são os principais temores dos investidores, que gradativamente buscam sair da bolsa brasileira. Com essa fuga, a bolsa já soma mais de 9% de queda no ano, se tornando um dos piores investimentos para os brasileiros em 2021. Por outro lado, a renda fixa está arrecadando valores recordes.

Como o BC deve reagir à Selic?

Essa é a principal incógnita que deixa os investidores de cabelo em pé. Com isso, um reajuste fraco poderia seguir pressionando a inflação. Porém, um reajuste alto pode acabar minando a recuperação econômica do país em 2021.

E diante dessa incerteza, o mercado começa a acreditar fortemente que o reajuste de hoje virá acima do 1 ponto percentual. Com isso, especulações de aumento de 3% já foram direcionadas ao mercado. Essa previsão é da Genial Investimentos. Contudo, uma subida muito brusca poderia atrapalhar a economia, aumentando ainda mais o desemprego no Brasil.

Dessa forma, não é absurdo pensar que uma Selic a 7,75% a partir de amanhã seja loucura. Um reajuste de 1,5% para cima vem de acordo com o que o país, em tese, precisa: retomar a economia e segurar a inflação. Ainda, não se descarta um aumento de 2% também.

Selic

Foto: Pixabay

E o dólar?

O dólar deve continuar operando em alta nos próximos meses se tudo permanecer como está. Isso porque com a inflação saindo das metas do BC e a economia gradativamente desacelerando, os investidores devem sair daqui.

Isso porque o Risco-Brasil está nas máximas do ano e isso espanta os investidores internacionais. Por isso, é comum vermos que um aumento na Selic não passe a refletir um percentual onde os investidores estejam seguros de seus investimentos. Somado a isso, o aumento das taxas dos títulos americanos deve desvalorizar ainda mais o real.

Assim, a moeda estrangeira pode, facilmente, atingir a casa dos R$6,00 e recair sobre um aumento de preços por aqui.

O momento delicado

O Brasil passa por um momento delicado e o Banco Central, através da Selic, pode ver o dólar sair de controle. Com isso, a economia tem mais chances de afundar do que de se recuperar.

Isso porque parece que os instrumentos utilizados não estão mostrando eficácia, principalmente após o furo do teto de gastos. Contudo, o Governo Federal passa por dois momentos diferentes também. O primeiro é a encruzilhada econômica na qual o Brasil se encontra: ou aumenta juros e esfria a economia; ou mantém juros baixos e pressiona a inflação. O segundo momento é a chegada das eleições, onde o presidente Jair Bolsonaro já começou a movimentar sua campanha.

Por isso, não parece absurdo que as necessidades da economia não sejam totalmente atendidas e que o risco de investir por aqui seja ainda maior. Para os investidores, o sinal de diversificação já está acesso e deve ser olhado com bastante carinho.

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Exportação de carne: por que a China barrou o Brasil?

Pedro Hostyn

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Desde o dia 4 de setembro, a China barrou a entrada de carnes provenientes do Brasil. Com isso, a exportação de carne afetou diretamente a balança comercial do nosso país.

Apesar disso, agora o país asiático começa a afrouxar as regras, mas ainda não há nada concreto sobre isso. O Brasil aguarda um posicionamento para retomar as vendas.

Entenda o que aconteceu

Em setembro, dois casos suspeitos de “vaca louca” foram registrados em Minas Gerais e no Mato Grosso. Após os casos, o Brasil suspendeu, voluntariamente, a exportação de carne para a China. O país asiático é o maior comprador do produto por aqui.

Contudo, os casos foram isolados e não representaram perigo à saúde das criações de gado nas regiões investigadas. Isso é o que diz um relatório da Organização Mundial da Saúde, lançado na semana retrasada.

Apesar disso, a China não suspendeu a barreira de importação e o Brasil segue sem vender carne para o país desde então. E isso preocupa porque a parceria comercial entre os países gera valores altos à economia daqui. Isso acontece porque a China é quase 50% das exportações do Brasil e, com as vendas desses produtos paradas, o Brasil pode sofrer na balança comercial nos próximos meses. Apesar disso, os efeitos esperados por aqui foram outros.

Vai baixar o preço da carne?

Com a queda das exportações de carne, o mercado nacional esperava uma queda provisória nos preços das carnes. Apesar disso, não foi isso que aconteceu nos supermercados brasileiros.

O esperado era porque com o Brasil exportando menos carne, a tendência era que os frigoríficos redirecionassem suas produções para o mercado interno. Com essa alta da oferta, os preços seriam pressionados para baixo, aliviando momentaneamente o bolso dos clientes. Contudo, o preço não mudou.

Isso porque muitos frigoríficos diminuíram a produção e outros estocaram as carnes para que, quando a exportação fosse liberada, pudessem vendê-las normalmente no mercado internacional. Essa estratégia se deve pela alta do dólar, que é benéfico aos exportadores. Além disso, as margens para venda em dólar são maiores que no mercado brasileiro.

exportação de carne China Brasil

Foto: Angele J – Pexels

O cenário futuro da exportação de carne

Com a OMS tranquilizando o mercado internacional, a exportação de carne deve ocorrer normalmente já nos próximos dias. O governo brasileiro espera que a China aceite novamente os produtos brasileiros.

Contudo, algumas informações alegam que as carnes provenientes do estado do Mato Grosso podem ser barradas. Devido aos casos de vaca louca, o país asiático prefere manter uma cautela maior nesses produtos.

Com isso, uma retomada na balança comercial faria com que o déficit público ficasse menor, apesar de não representar, de fato, um aumento na arrecadação. Seria apenas uma retomada de arrecadação já prevista para o país.

Por isso, as ações de frigoríficos operam em alta hoje, na casa dos 2% a 3%

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Economia

Bolsa estressada: Saiba o que pode estar causando

Jéssica Queiroz

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A Bolsa estressada é apenas um termo usada quando a Bolsa de valores se mantém em constante queda 

A Bolsa de valores é considerada uma das maiores redes de investimento do mundo. Qualquer tipo de alteração sofrida pode ser considerado motivo de estresse não só em um lugar, mas em todos os lugares onde está disponível. Nos últimos tempos, o índice de estresse da bolsa de valores brasileira tem sido relativamente grande. Mas existem algumas formas de evitar alguns prejuízos causados pela bolsa estressada: Veja 

Acontecimento dos últimos meses que deixaram a Bolsa estressada 

Bolsa estressada

Imagem: Istock Photos

Atualmente existe uma grande preocupação com uma variante denominada Delta em vários países. Isso porque, essa variante tem crescido e avançado muito gerando teores de pânico dentro da bolsa. 

Esse crescente aumento dessa variante tem deixado a bolsa estressada e atacando a confiança de: 

  • Consumidores;
  • Varejistas;
  • Empresários 

A tomada de poder do povo Talibã no Afeganistão tem criado um gigantesco cenário de mudanças globais. 

Esse fator culminou em uma medida drástica do Banco Central americano com relação a diminuição de estímulos dentro da bolsa de valores. 

O Banco Central americano deixando de investir nesses estímulos, causa uma grande queda na quantidade de dinheiro investido na bolsa. 

Menos dinheiro investido deixa a bolsa estressada e seus investidores em pânico, pois o cenário envolve a perda de muitas ações importantes. 

A China também pode estar envolvida no estresse da Bolsa?

Imagem: Istock Photos

A resposta é sim. A China vem anunciando um grande e forte objetivo de reduzir os gases que causam o efeito estufa. 

Para isso, eles desejam começar a diminuir a produção de aço no país, atingindo em cheio o preço do minério de ferro. 

Os donos e investidores da bolsa estão realmente preocupados? 

Bolsa estressada

Imagem: Istock Photos

Em momentos de crise como o que a bolsa tem sofrido nos últimos meses, a grande preocupação gira em torno dos investimentos aplicados nela. 

Muitos investidores, principalmente nos países de grande potência como a China, Estados Unidos e o Brasil, estão preocupados com esse estresse da bolsa. 

Essa preocupação, os estão levando a procura de empresas que se distanciam mais das tomadas de decisões de seus próprios países. Ou seja, que não dependem tanto de suas decisões econômicas. 

O que fazer para não ser tão afetado com todo esse estresse e perder os investimentos? 

Bolsa estressada

Imagem: Istock Photos

Ter essa atitude é uma das melhores opções a se fazer neste momento. Além disso, os investidores também devem buscar ter mais atenção no investimento em empresas líderes.

Ou seja, empresas que são donas de seus próprios preços. Pois essas são capazes de repassar a inflação toda nos preços de seus produtos, garantindo ótimas margens de lucros mesmo em momentos críticos. 

Essas são algumas estratégias que investidores que atuam na bolsa estressada estão tomando para protegerem seus investimentos. 

No entanto, se nenhuma dessas opções forem consideradas viáveis, ainda é possível escolher mercados de ações dentro da carteira que podem gerar lucros em momentos de crises: 

  • Estrelas da Bolsa;
  • Globais: 
  • Estrelas Ascendentes;

Talvez também seja de interesse do investidor manter nomes grandes dentro da carteira de investimento. Dessa forma, os riscos de se perder investimentos são ainda menores. 

 

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Selic pode vir acima do esperado. Saiba onde investir

Pedro Hostyn

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O Comitê de Política Monetária (COPOM) se reunirá hoje e amanhã para decidir a nova taxa Selic da economia brasileira. Com os recentes cenários de alta da inflação e o Risco-Brasil nas alturas, não é de se surpreender com um reajuste de mais de 1%.

Isso porque a inflação está subindo mais que o previsto, e uma taxa de juros que não segura a inflação da forma desejada tem que ser mais forte ainda.

As projeções

Após as notícias de hoje que o IPCA-15 foi o maior para outubro em 26 anos, o mercado começa a projetar aumentos mais fortes para a Selic amanhã. Com isso, grandes bancos já se planejam para aumentos maiores que 1%, conforme nota do Banco Central na última reunião.

Apesar disso, grande parte do mercado ainda espera uma Selic a 7,25%, conforme o processo de aumento gradual da Selic. Por outro lado, a quantidade de instituições que preveem um aumento acima do ponto percentual aumentou. Hoje, o Goldmann Sachs lançou nota afirmando que prevê um COPOM aumentando a Selic em 1,5 p.p. amanhã. Ontem, a nota do Itaú previu uma Selic a 9,25% no final do ano, o que precisaria de um aumento acima do 1% também. Alpem disso, o JP Morgan vê uma Selic a 11,25% no primeiro trimestre de 2022.

Com isso, a renda fixa se torna ainda mais atrativa e os fundos de crédito privado devem ganhar os olhares do mercado, principalmente de investidores nacionais. Do outro lado, a bolsa de valores deve sofrer no curto prazo e não seria uma surpresa se fechasse 2021 no negativo. Desde o início do ano, o Ibovespa tem uma perda acumulada de mais de 10%.

Selic

Imagem: Istock Photos

Onde investir com a Selic em alta?

Os títulos de renda fixa estão fazendo sucesso nas corretoras e a alta da Selic vem para dar mais um gás aos investidores mais conservadores. Por isso, saber onde investir para tirar mais proveito desse momento é quase uma necessidade.

Para isso, você pode investir em CDB ou LC que tenham rendimentos atrelados ao CDI. Com isso, você pega ativos que tenham mais de 100% do CDI de rentabilidade e fica com rendimentos superiores ao mercado.

Além disso, fundos de crédito privado tendem a render acima da taxa básica de juros, o que pode representar uma alternativa com menor liquidez que títulos de renda fixa. Dessa forma, você empresa, indiretamente, dinheiro para entidades privadas e tem um retorno maior também.

Para os investidores mais conservadores, o Tesouro Direto está oferecendo a Selic mais alguns percentuais de reajuste. Ontem, 25, estava em Selic + 0,12%. Além disso, vale lembrar que a inflação alta também dá títulos atrelados ao IPCA que podem ter bons rendimentos. E mais uma opção é o Tesouro Prefixado, que deve colocar taxas para cima mais uma vez nos próximos dias, o que ajudará daqui dois ou três anos.

Dessa forma, mesmo que a economia como um todo esteja andando de forma ruim, os investidores podem se beneficiar desse cenário controverso. Vale lembrar que ter uma estratégia para todos os cenários econômicos é uma excelente forma de proteger capital para o longo prazo.

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Economia

IPCA-15: prévia da inflação é a maior em 26 anos

Pedro Hostyn

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O mercado abriu em queda após a divulgação do IPCA-15, a prévia da inflação, para o mês de outubro. Segundo os dados, a inflação ficou em 1,20% no mês, o maior para o mês desde 1995.

Dessa forma, a alta dos preços não começa a dar trégua, como previa o Banco Central e o Ministério da Economia.

Acima das expectativas

O IPCA-15 ficou acima das expectativas do mercado e isso atrapalhou o bom rendimento do Ibovespa na manhã de hoje. Isso porque a alta da inflação é um dos principais problemas econômicos do país e vai afetar outras áreas.

A alta de 1,20% é a maior para o mês em 26 anos e é a segunda maior alta mensal da história, somente através de fevereiro de 2016. As estimativas ficavam em torno de 0,98%.

Com isso, o mercado começa a se rearranjar nas previsões. Ontem, o Itaú lançou nota prevendo recessão na economia brasileira. Além disso, o Boletim Focus veio com a vigésima nona alta consecutiva do IPCA.

No acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 10,34%, o segundo mais alto do anualizado, que foi em fevereiro de 2016 (10,84%). Com isso, o aumento dos preços passa muito das metas do Banco Central. No início do ano, o BC estimou uma inflação na casa dos 3,75%, com teto em 5,25%. Com esse anualizado, o IPCA atinge praticamente o dobro do teto.

Apesar disso, vale lembrar que o IPCA-15 é calculado em menos cidades e com menos dias que o IPCA mensal. Contudo, as perspectivas costumam errar por pouco.

IPCA-15

Foto: Ekrulila – Pexels

O que acontecerá a partir do IPCA-15?

A partir dessa perspectiva de inflação, pioram os cenários projetados para a economia. Isso porque a inflação afeta diretamente outras variáveis da economia e com os atuais patamares, a situação fica ainda mais crítica.

Isso porque com o IPCA em alta, o poder de compra diminui e, com isso, o consumo também cai. Com o consumo caindo, há maior desemprego, o que aumenta a informalidade e pode afetar até a arrecadação do Governo Federal.

Por outro lado, um IPCA alto afeta diretamente a necessidade de aumentar a taxa de juros. Por isso, não seria absurdo pensar num reajuste acima de 1% na próxima reunião do COPOM. Além disso, o forte reajuste da Selic pode fazer com que a taxa básica de juros ultrapasse os 10% ao ano já em 2022. Soma-se à inflação o alto Risco-Brasil que resultou do furo do teto de gastos. Porém, um reajuste forte desses jogaria a atividade econômica para baixo, encarecendo o crédito e diminuindo ainda mais o PIB desse ano.

Na parte dos investimentos, o Tesouro IPCA toma ainda mais força e os Tesouros Prefixados podem começar a elevar suas taxas para ficarem atrativos. Porém isso não deve afastar investidores do país, dado que os riscos da política fiscal ainda permanecem. Por outro lado, a bolsa pode cair no curto prazo, barateando ainda mais os ativos listados por lá.

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