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As falas de Bolsonaro afetam seus rendimentos?

Pedro Hostyn

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O dia da independência do Brasil foi alvo de diversos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro, o que balançou o rendimento do Ibovespa no dia de hoje (08/09).

Apesar disso, o mercado financeiro não gostou nem um pouco das manifestações e, principalmente, das falas do chefe do Executivo.

As manifestações

Ontem (07), ao discursar em Brasília e São Paulo, o presidente atacou o ministro Alexandre de Moraes do STF.

Nas palavras do presidente em Brasília, “ou o chefe desse poder [o STF] enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que não queremos”.

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Em São Paulo, as ameaças se repetiram. Por lá, Bolsonaro disse que não iria mais cumprir as ordens vindas de decisões do ministro. Nas palavras dele, afirmou que ”qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais”.

Apesar das falas presidenciais, hoje o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, relembrou que descumprir decisões judiciais configura crime de responsabilidade, um pretexto para processos de impeachment.

O dia após a turbulência

Nessa quarta-feira (08), o índice Ibovespa fechou em queda de 3,8%, motivado principalmente pelos ruídos causados pelas falas de Bolsonaro.

Por esse fato, essa foi a maior queda diária do Ibovespa desde que o STF tornou o ex-presidente Lula elegível para as eleições de 2022, no dia 8 de março.

Ainda, houve perdas em bolsas internacionais que também afetaram o comportamento do índice.

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(Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

Ameaças

As ameaças do presidente Jair Bolsonaro acenderam um alerta no mercado financeiro, que agora passa a cogitar um golpe de Estado no Brasil.

Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e hoje sócio da Rio Bravo Investimentos, disse que ”golpe já não é mais um delírio paranoico” e expõe a preocupação com a situação do país em um relatório destinado aos investidores.

Além disso, diversas gestoras de fundos de investimentos já buscam expor o patrimônio em ativos internacionais, buscando evitar que os rumores da política nacional faça com que o rendimento dos produtos caia.

Por isso, especialistas afirmam que diversificar em BDRs ou ETFs expostos ao mercado externo pode ser uma excelente forma de hedge no momento instável que vive a política nacional.

Apesar disso, as empresas listadas em bolsa não foram afetadas. Como o rumor é apenas político, o resultado das companhias não deve ter seus lucros afetados pela instabilidade, o que promove a ideia de que há um desconto no preço dos ativos.

Setores, como o bancário, apresentam quedas de quase 10% nos últimos 7 pregões, enquanto as empresas de varejo têm alguns papéis subindo e outros caindo.

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Manter a calma

Investidores de sucesso mantêm a calma em momentos de crise. Nas palavras de Nathan Rothschild, é preciso que o investidor “compre ao som de canhões, venda ao som de trombetas”.

Por isso, manter a cabeça no lugar e seguir a estratégia são as dicas do momento.

O pavor só tende a piorar os seus resultados.

Bons investimentos!

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

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Bolsonaro anuncia mais um benefício de R$ 400; confira

Pedro Hostyn

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O presidente Bolsonaro anunciou mais um benefício: auxílio de R$400,00 para caminhoneiros no ano que vem. Segundo as fontes do Estadão, o valor viria para cobrir a alta do diesel.

Mais um benefício, Bolsonaro?

Sim, mais um benefício. Porém esse é para os caminhoneiros. Isso porque nessa semana, os caminhoneiros começaram a planejar uma greve para o dia 1° de novembro para protestar contra o aumento do diesel e pelo tabelamento defasado do frete.

Por isso, o benefício de R$400,00. Apesar do auxílio, o governo ainda não disse de onde vai tirar o dinheiro. Segundo Bolsonaro, “números serão apresentados nos próximos dias, vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel”.

Dessa forma, o auxílio está previsto para vigorar de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.

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“Pulando do barco no meio da correnteza”

É basicamente isso que Bruno Funchal e mais três funcionários do alto escalão da economia fizeram hoje. Segundo fontes, o pedido foi por “motivos pessoais”.

Mas falando sério agora, Bruno Funchal, agora ex-secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, é integrante de um órgão do mais alto escalão da economia, o Conselho Monetário Nacional. Junto com Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, eles decidem tudo sobre a economia do Brasil. Funchal, no caso, decidia. No pretérito.

Além dele, Gildenora Dantas, adjunta de Funchal, também saiu. Posteriormente, também pediram demissão o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt e Rafael Araújo, adjunto de Bittencourt. Com isso, foram quatro perdas em um dia.

Dessa forma, o mercado já começa a especular (mais ainda), a possibilidade de Paulo Guedes também deixar o governo. Segundo o Estadão, Funchal teria dito que o pedido “foi uma questão de princípio”. Em outras palavras, ele discordou do governo e pediu as contas.

Dado isso, amanhã o Ibovespa deve sofrer mais um pouco com o temor fiscal no Brasil, operando de lado, ou em queda novamente, à espera dos próximos passos do governo. Vale lembrar que o índice atingiu a mínima no ano, fechando abaixo dos 108 mil pontos.

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Lula defende Auxílio Brasil em suas redes sociais

Pedro Hostyn

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O ex-presidente Lula defendeu, hoje pela manhã, o Auxílio Brasil. Nas suas redes sociais, afirmou que “não podemos aceitar” que o Auxílio Brasil seja eleitoral.

Economistas alertam para o risco do rompimento do teto de gastos e as graves consequências para a inflação.

O que disse Lula?

Em uma postagem no Twitter, uma das redes sociais onde o ex-presidente é mais ativo, Lula disse que o Partido dos Trabalhadores defende o Auxílio Brasil. Além disso, ele afirmou que o valor proposto pelo partido é maior que os atuais R$400,00.

“Tô vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. Tem gente dizendo que é auxílio eleitoral, que não podemos aceitar. Não penso assim. O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele”, afirmou.

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Isso porque o PT tem um discurso forte no combate à pobreza e nos amparos sociais. Em seu governo, o partido tirou o país do mapa da fome e implementou programas importantes, como o FIES. Contudo, o alto patamar de gastos do Governo Federal à época fez explodir uma inflação alta, que bateu 10,67% no ano de 2015.

Além disso, a sigla sempre se colocou contrário ao teto de gastos, afirmando que a medida atrapalharia a gestão do Executivo e trancaria diversas pautas caras ao Brasil. Por outro lado, o recorrente déficit público é uma das maiores fontes de aumento de preços no país, que tem, em sua história recente, crises de hiperinflação.

Lula teto de gastos Auxílio Brasil

Foto: Twitter / Reprodução

Os perigos de quebrar o teto de gastos

E é exatamente esse o risco de quebrar o teto de gastos criticado por Lula. Um descontrole nas finanças do Governo Federal pode levar ao alto endividamento, o que necessitaria de um aumento de juros que, posteriormente, acarretaria em mais gastos ao governo.

Por isso, a quebra do teto de gastos pode se tornar uma bola de neve de despesas. Dessa forma, caso quebrado, o teto geraria mais despesas, que demandariam mais endividamento para o cobrir a dívida anterior. Para frear essa realidade, o Banco Central precisaria aumentar a taxa básica de juros, a Selic, o que freia a economia, diminui as contratações e afeta negativamente o crescimento do PIB.

Uma possível quebra do teto com endividamento público pode, ainda, pressionar a inflação a patamares mais altos. Segunda-feira, o Boletim Focus reajustou mais uma vez o IPCA esperado para o fim do ano. Agora, o mercado espera 8,69%, ante 8,59% da semana passada.

Por isso, também, que o mercado financeiro opera preocupado desde o pregão de ontem. Com as notícias sobre o Auxílio Brasil, com rumores de que Guedes sairia do governo e com a possibilidade real de quebra do teto, o Ibovespa operou em forte queda ontem. No pregão de hoje, o índice sobe pouco, não recuperando as perdas. O mercado aguarda a definição dos precatórios e do Auxílio Brasil, que teve seu lançamento adiado para hoje.

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Vale Gás aprovado no Senado

Pedro Hostyn

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O Senado aprovou na última terça-feira, 19, o projeto que destina subsídios do Governo Federal à produção de Gás de Cozinha, conhecido como Vale Gás. Por 76 votos favoráveis a 1 contrário, o projeto passa para a Câmara dos Deputados novamente e, depois, para o aval de Bolsonaro.

O benefício será destinado aos consumidores cadastrados no CadÚnico e tem vigência de até 5 anos, de acordo com a proposta.

Quem tem direito ao benefício?

O auxílio tem como objetivo auxiliar na compra de gás de cozinha pelas famílias de renda menor. Por isso, o Vale Gás vem em ótimo momento para a população, que sofre com o aumento excessivo do gás.

Com isso, famílias cadastradas no CadÚnico, com renda per capita menor ou igual a meio salário mínimo, ou seja, R$500 por pessoa, aproximadamente, poderão ter acesso ao benefício. Com o benefício, o custeio do botijão ficará em torno de 40 a 50 por cento do valor de compra, a depender do momento da economia do Brasil.

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Como o atual valor do Bolsa Família gira em torno de R$200,00, o preço do gás representa praticamente a metade do valor do benefício, o que inviabiliza a compra de outros produtos, como os da cesta básica.

Segundo o projeto, ainda, o Vale Gás será pago, preferencialmente, à mulher responsável pela família.

Vale Gás

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Como o governo vai custear o Vale Gás?

Sempre que o Senado coloca um novo gasto em pauta, a lei obriga os relatores e debatedores a colocar a fonte do dinheiro para financiar o projeto. Dessa forma, no caso do Vale Gás, o custeio virá da União, que recebe valores da produção do gás.

Os chamados royalties incidirão sobre a produção “de gás natural e outros hidrocarbonetos”, segundo o site do Senado Federal. O projeto original queria que os valores viessem da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico, o Cide, mas isso foi retirado. Com isso, a Petrobrás ainda passa ilesa dos pagamentos, dado que a empresa já estuda fazer um programa de abatimento de preços e custos internamente.

Com a União ajudando de fora e a Petrobrás diminuindo os preços, a tendência natural é que o preço do gás baixe, o que depende, também, da cotação do Brent no mercado externo.

Na discussão sobre as atuais medidas, senadores reforçaram que a retirada do PIS e do COFINS da gasolina, diesel e do gás por dois meses. A medida anunciada por Bolsonaro foi excelente, mas insuficiente. Isso porque o peso desses impostos é mínimo no preço final dos bens, o que não gerou uma queda nos preços.

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Além disso, vale lembrar que corre em votação a alíquota do ICMS sobre esses produtos, que pode passar a ser um valor fixo. Apesar disso, a ideia tem forte oposição dos governadores, que tem no imposto a principal fonte de renda estadual. De qualquer forma, agora o Vale Gás precisa passar na Câmara e ter o aval do presidente Bolsonaro.

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Apple: quanto renderia o novo MacBook Pro em FII?

Pedro Hostyn

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A Apple lançou os seus novos dispositivos hoje, em uma apresentação global. Chamou a atenção a tecnologia inovadora e melhor que a de seus concorrentes. Contudo, um levantamento feito pelo Tecnoblog mostrou valores absurdos para os novos produtos.

Você sabe quanto renderia o valor do novo MacBook Pro 16 da Apple nos FII com maior liquidez da bolsa de valores? Vamos responder nesse post.

Os novos produtos da Apple!

A Apple lançou os novos modelos de MacBook Pro de 14 e 16 polegadas para seus consumidores e fãs de tecnologia. Apesar disso, os valores não são para qualquer um e exige muito, mas muito, dinheiro.

O levantamento e os valores vistos são do Tecnoblog, que você pode ver na íntegra aqui.

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Seguindo o modelo mais simples de MacBook da Apple, o de 14 polegadas, o modelo mais “barato” ficaria na casa dos R$27 mil, com a conversão do dólar mais os impostos. Já os modelos mais robustos ficam em R$38 mil e o top de linha, de 8TB de memória, fica na casa dos R$75.500.

Já os modelos do novo MacBook da Apple que contam com uma tela de 16 polegadas ficaram com preços ainda maiores. Do mais básico ao mais robusto, os valores foram de R$33 mil, R$45.500 e, por último, o mais caro, aos exorbitantes R$78 mil.

A paridade do dólar foi calculada pelo dólar cotado a R$5,52, fechamento de hoje, mais os impostos. Além disso, o estudo usou a média dois últimos lançamentos, o que o estudo chamou de “dólar Apple”.

Apple

(Imagem: Reprodução / Apple)

Quanto renderia em FII?

Os valores são luz para os investidores, em especial os comuns. Isso porque é difícil conseguir esses valores investindo, principalmente se o seu salário é na casa dos R$3.000.

Para os FII, utilizaremos os 5 primeiros em liquidez, de acordo com o site Fundamentus. Os dados são do pregão de hoje, 18, mas isso não quer dizer que os ativos sejam os melhores. Qualquer compra de ativos deve passar por estudos e os citados aqui não são recomendação de compra.

Para o nosso estudo, pegaremos o MacBook da Apple mais “barato”, de R$27 mil, e o mais caro, de R$78 mil. Dessa forma, os FII utilizados serão o HCTR11, KNCR11, CPTS11, KNIP11, IRDM11. Os proventos utilizados serão os pagos em outubro com o fechamento no pregão de 30 de setembro.

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Assim, R$27 mil investidos no HCTR11, KNCR11, CPTS11, KNIP11, IRDM11 renderiam, respectivamente, R$356,80, R$152,35, R$275, R$310,80 e R$256,20. Por outro lado, um investimento no valor do mais caro, ou seja, R$78 mil, teria os seguintes rendimentos: R$1.033,60 (HCTR11), R$441,10 (KNCR11), R$795,00 (CPTS11), R$898,80 (KNIP11) e R$742,35 (IRDM11).

Ou seja, em alguns casos, seria possível obter quase um salário mínimo em renda passiva apenas investindo os valores do novo MacBook da Apple em fundos imobiliários da bolsa. Isso mostra que uma organização financeira passa pelo controle dos desejos de consumo. A decisão entre comprar ou não um MacBook a esses valores é o divisor de águas entre ter uma renda passiva considerável ou viver pagando parcelas.

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Os efeitos de ‘Round 6’ na economia

Pedro Hostyn

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A famosa série da Netflix, Round 6, movimentou a economia e não estamos falando de grandes empresas, apenas. Com um elenco sul-coreano, a série abriu espaço para a curiosidade sobre as características do país.

Por isso, Round 6 conseguiu duas grandes façanhas, que contaremos a seguir.

O que é a série?

Round 6 é uma série de jogos competitivos, onde uma série de personagens falidos (sem dinheiro) buscam um prêmio através de sua sobrevivência. Numa pegada similar a Jogos Vorazes, a série virou uma febre mundial.

Por isso, os personagens e a língua sul-coreana conquistaram o mundo e a série já tem mais de 111 milhões de telespectadores desde seu lançamento. O mistério por trás dos personagens mascarados e as cenas de ação prendem o espectador, de modo que os 9 episódios da primeira temporada passem voando.

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As ações da Netflix

Desde o lançamento de Round 6, no dia 17 de setembro desse ano, as ações da Netflix operam em alta. Apesar disso, não parece ter muito fundamento isso, mas a lógica do mercado é, normalmente, irracional no longo prazo.

Isso porque com a alta demanda pela série, é comum que pessoas passem a ser assinantes do serviço de streaming o que, em tese, aumentaria os lucros da empresa. Apesar disso, não me parece ser de tamanha importância o sucesso da série para as finanças da empresa. Contudo, o preço das ações fala o contrário.

Desde 17 de setembro, as ações da Netflix na Nasdaqu (NFLX) subiram 6,61%, enquanto os BDR, recibos da ação na bolsa brasileira, cresceram estrondosos 9,97% depois de uma leve queda que, dias antes, impulsionou os ativos a uma alta de mais de 12%, ou seja, investidores olham para a série como uma fonte de lucro da empresa.

Round 6

Foto: Netflix – reprodução

Escolas de língua coreana têm alta demanda

O deslocamento da economia do ocidente para o oriente causa, há muito tempo, uma busca pelo aprendizado das línguas dos povos asiáticos. Round 6 impulsionou isso.

Apesar disso, o fenômeno não é exclusivo do momento. Com grupos de K-POP, musica pop coreana, a língua já vinha sofrendo grande demanda no Brasil. Com a série Round 6, a busca ficou ainda maior.

Segundo o ranking do aplicativo Duolingo, o coreano é a segunda língua que mais cresce as buscas no Brasil, atrás apenas do hindi. Isso faz com que professores da língua consigam cobrar mais caro, além de terem mais alunos em suas salas de aula. Quem sabe esses professores possam abrir um novo ramo no setor de estudos do Brasil. Fica a dica!

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Round 6 aumenta a busca pela moeda coreana

Com a série Round 6 estourando nos topos dos rankings, a busca pela cultura sul-coreana e seus meios de vida também crescem. Segundo um estudo da Revista Exame, a busca pela moeda coreana subiu estrondosos 700% nos últimos 30 dias.

E além disso, por mais estranho que possa parece, a cotação da moeda cresceu, desde 17 de setembro, mais de 4%. Cotada a R$0,0045, o “won” agora vale R$0,0046. Com as demais casas decimais, temos o aumento significativo.

Seria uma série de televisão influente a ponto de mudar as estruturas do mercado financeiro? Talvez. Por mais que pareça absurdo, Round 6 mexeu com o mundo todo.

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Dois anos em um texto: um resumo da economia

Pedro Hostyn

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Com o advento da pandemia, muita coisa mudou na economia nesses quase dois anos de crise econômica. Com isso, é sempre importante relembrarmos o que ocorreu para que chegássemos até aqui.

Nesse texto, um breve resumo do que ocorreu na economia, de modo que você possa entender, principalmente no Brasil, o atual cenário.

Pandemia

No dia 11 de março de 2020, a OMS declarou que o mundo passava por uma pandemia. Nesse dia, o mundo ainda convivia com um crescente medo, apenas, do novo coronavírus e isso não afetava em nada a vida por aqui.

Nessa época, muitas notícias de que seria apenas uma nova gripe, de sintomas leves, tomaram conta do noticiário, com muitos especialistas reiterando essa narrativa. Porém, gradativamente, os casos começaram a surgir no Brasil e aí que a confusão começou.

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No dia da declaração, o Ibovespa já havia somado quedas sucessivas e enormes. No dia 5 de março, caiu 4,65%. Um dia depois, 4,14%. No dia 9 de março, o tombo de 12,17% e três circuit breakers na conta do índice brasileiro, com fechamento nos 86 mil pontos. E não parou por ai. Com subidas e descidas, o índice atingiu seu fundo em 23 março, cotado a 62 mil pontos, com uma queda de mais de 4%. E, claro, o caos tomou conta.

A economia previa um lockdown total, uma queda na produção econômica, diminuição dos lucros das empresas tradicionais e um mundo totalmente diferente surgindo disso. E essas previsões que provam que o mercado é totalmente irracional no curto prazo. Isso porque a maioria delas sequer ocorreu.

economia

Foto: Pexels

Lockdown

No Brasil, esse foi um dos temas mais polêmicos de toda a pandemia. Com o Governo Federal preocupado com o desemprego, acreditava que a economia deveria continuar. Governadores e prefeitos, acreditavam no lockdown.

Nesse meio tempo, no cenário internacional, países de referência tomaram medidas contundentes, mas a discussão também permaneceu por lá. Protestos na Alemanha e nos Estados Unidos levantavam voz contra o lockdown. O mundo nunca precisou tomar essa decisão antes.

Nas commoditties, o petróleo caiu mais de 70%, enquanto o gás natural subia 22%. O ouro, moeda de segurança do mundo, também caía mais de 13%. As oscilações colocaram em xeque o preço justo das ações e deu diversas oportunidades para quem conseguiu aportar na época.

Apesar disso, a economia ficou estéril por alguns meses, e gradativamente voltou ao normal. Com as notícias de vacinas, o mercado começava a se reanimar e tomar fôlego. Contudo, desses mercados, o americano foi o que ficou mais otimista, chegando a subir mais de 30%, o que não acompanhou a economia do país e do mundo.

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Desde então, problemas na oferta de insumos encareceu os preços, e a inflação virou global. Além disso, com a retomada, o petróleo subiu a patamares históricos, assim como o minério de ferro. Governos desequilibraram suas contas, a inflação tomou conta do mundo e a falta de abastecimento ainda afeta grande parte da indústria.

Apesar disso, em grande parte do mundo, exceto no Brasil, as perspectivas de crescimento em 2022 estão boas, retomando as perdas de 2020.

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