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Economia

Ações judiciais bloqueiam dinheiro da Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras

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As principais empresas estatais brasileiras com ações na Bolsa, como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras,  enfrentam processos na Justiça que envolvem, no mínimo, R$ 73 bilhões nos tribunais superiores e prejudicam ao andamento das empresas em 2022.

Nos litígios em todo o Poder Judiciário, considerando também as instâncias inferiores, os riscos das estatais ultrapassam R$ 350 bilhões. No geral, as discussões tributárias representam mais de 60% de todas as ações, segundo levantamento realizado com base no ITR (Formulário de Informações Trimestrais) das companhias do 3° trimestre de 2021.

O alto risco, segundo especialistas, representa uma espécie de “disfunção” no sistema tributário brasileiro e indica a necessidade de uma reforma, com a intenção de garantir mais segurança jurídica aos contribuintes.

Os dados apresentados levou em consideração no levantamento dois tipos de processo: os que têm recursos que podem afetar diretamente o mérito da causa nos tribunais superiores e os que aguardam posição das Cortes de Brasília para ter um veredicto nas Cortes inferiores.

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Foram consultadas ações judiciais em tramitação no STJ (Superior Tribunal de Justiça), no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e no STF (Supremo Tribunal Federal).

Classificação

Os processos judiciais, por determinação de regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), são classificados pelas companhias abertas de três formas: perda remota, possível ou provável.

Entre as três companhias analisadas pelo Estadão/Broadcast, a Petrobras é a que mais tem processos relevantes para ser julgados nos tribunais superiores, de acordo com as informações do formulário de referência da empresa protocolado na CVM em 10 de dezembro.

Em todo o Judiciário, a Petrobras estima que seu risco está classificado em R$ 217 bilhões. Do total, a companhia vê perdas prováveis de R$ 1,7 bilhão e perda possível de R$ 131 bilhões.

O Banco do Brasil estima que seus litígios tributários representam 60% de suas ações em todo o Judiciário brasileiro, com uma perda total que pode chegar a quase R$ 28 bilhões.

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