1,1 milhão de famílias baianas podem economizar até 65% na conta de luz com a Tarifa Social de Energia Elétrica

Imagine reduzir sua conta de luz em até 65% sem abrir mão do conforto de casa. Para 1,1 milhão de famílias baianas, esse cenário já é possível graças à Tarifa Social de Energia Elétrica, programa federal que concede descontos automáticos a quem se enquadra nos critérios de baixa renda. Entenda agora quem tem direito, como solicitar o benefício e quais passos seguir se o abatimento não aparecer na fatura.

Quem tem direito ao desconto na conta de luz na Bahia?

A tarifa social de energia elétrica foi criada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para aliviar o orçamento das famílias mais vulneráveis. Na Bahia, a distribuição é feita pela Neoenergia Coelba. Podem receber o benefício:

  • Inscritos no CadÚnico com renda familiar mensal ≤ meio salário mínimo por pessoa (R$ 706 em 2025).
  • Idosos ou pessoas com deficiência que recebem o BPC/Loas.
  • Famílias indígenas ou quilombolas com consumo mensal ≤ 50 kWh (nesses casos o desconto pode chegar a 100%).
  • Quem possui renda de até três salários mínimos e dependente em tratamento contínuo que exija uso de equipamentos elétricos.

De acordo com a Secretaria Estadual de Assistência Social, mais de 1,4 milhão de cadastros estão aptos, mas apenas 1,1 milhão já recebem o desconto, indicando que ao menos 300 mil famílias ainda perdem dinheiro todo mês.

Quais são os benefícios da Tarifa Social de Energia Elétrica?

O programa oferece descontos progressivos conforme o volume de energia consumido, estimulando o uso consciente:

Faixa de consumo Desconto aplicado
0 a 30 kWh 65%
31 a 100 kWh 40%
101 a 220 kWh 10%
Indígenas e Quilombolas (0 a 50 kWh) 100%

Em média, uma residência baiana inscrita economiza R$ 42 por mês, o que representa mais de R$ 500 por ano — valor capaz de cobrir parte de despesas como gás de cozinha ou material escolar.

Passo a passo para solicitar a Tarifa Social no estado

Embora o desconto possa ser aplicado de forma automática quando o CPF do responsável pelo CadÚnico coincide com a titularidade da conta de energia, a atualização cadastral ainda é o principal gargalo. Veja como regularizar:

  1. Atualize o CadÚnico em um CRAS mais próximo. Leve RG, CPF e comprovante de residência.
  2. Solicite a inclusão informando o Número de Identificação Social (NIS) à Neoenergia Coelba. Isso pode ser feito pelo aplicativo da distribuidora, site ou telefone 0800 071 0800.
  3. Acompanhe a fatura; o desconto costuma aparecer em até duas contas subsequentes.
  4. Se houver recusa, registre reclamação na ANEEL (telefone 167) ou na Ouvidoria estadual.

Famílias com paciente em tratamento médico que dependa de aparelho elétrico devem apresentar laudo atualizado e comprovante de residência para inclusão especial.

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Imagem: Agência Brasil via noticiasbeneficios.com.br

Principais dúvidas respondidas pelos órgãos oficiais

“A tarifa social não é um favor, é um direito garantido por lei. Basta que o cidadão mantenha o CadÚnico atualizado.” — ANEEL, Nota Técnica n.º 023/2025

A seguir, esclarecemos perguntas frequentes:

  • A conta precisa estar no nome do titular do NIS? Sim. Caso contrário, solicite a troca de titularidade na Coelba, apresentando RG, CPF e contrato de locação ou escritura.
  • Perdi o prazo de atualização do CadÚnico. Vou ficar sem desconto? O benefício é suspenso até a regularização, mas retroativos não são pagos.
  • O desconto vale para quem mora de aluguel? Sim. O que importa é o consumo residencial e o NIS ativo.

Essas informações foram confirmadas pela Superintendência Baiana de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) em março de 2025.

O que fazer se o desconto não aparecer na fatura?

Se você já enviou o NIS e mesmo assim a tarifa social de energia elétrica não foi aplicada, siga estes passos:

  • Verifique se o NIS está válido no site Meu CadÚnico.
  • Confirme se a conta está em nome do responsável familiar.
  • Ligue para a Coelba e anote o protocolo de atendimento.
  • Persistindo o problema, abra reclamação na ANEEL e, em seguida, no Procon-BA.

Segundo dados da própria ANEEL, 82% dos casos são resolvidos em até 15 dias após a abertura da reclamação formal, garantindo o abatimento na fatura subsequente.

Com as dicas acima, a expectativa é que as 300 mil famílias baianas ainda não contempladas passem a economizar de forma imediata, injetando aproximadamente R$ 150 milhões por ano na economia local. Atualize seus dados, compartilhe a informação com vizinhos e não deixe dinheiro na mesa.

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