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Renda Variável

NASD11: o ETF que segue a Nasdaq

Pedro Hostyn

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Se você deseja investir na segunda maior bolsa de valores do mundo, exposto ao dólar e com empresas sólidas mundialmente, olhar para a Nasdaq é fundamental. E na B3, o NASD11 pode ser a porta mais fácil de chegar nesse investimento.

Nesse post, vamos falar mais sobre o ETF, mas reforçando que as decisões de compra são de responsabilidade do investidor. Isso não é uma recomendação.

O que é a Nasdaq?

A Nasdaq é uma bolsa de valores americana focada em empresas de tecnologia. Fundada em 1971, hoje ela conta com a cotação das maiores empresas do mundo, como Alphabet (Google), Microsoft e Apple.

Como muitos investidores conhecem, a Nasdaq é tida como a bolsa da “nova economia”, pelo seu alto grau de empresas de tecnologia. É por isso que a bolsa tomou frente, em 2020, na subida das ações durante a pandemia. Desde o início de 2020, o índice subiu quase 68%, contrastando com 39% do S&P 500 e uma baixa de 5% do Ibovespa.

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Outra curiosidade da Nasdaq é que ela não possui espaços físicos. Diferentemente da NYSE que tem um prédio em Nova York, a Nasdaq opera exclusivamente online, o que contribui para a sua identidade tech.

Nos últimos anos, ainda, o a Nasdaq teve volumes de operação maiores que a bolsa de Nova York.

NASD11 NASDAQ

Foto: Bloomberg

NASD11

O NASD11 é interessante para se expor ao mercado de tecnologia americano e do mundo. Por isso, o ETF conta com uma forte exposição à bolsa americana e tem, nele, as 100 maiores empresas do índice.

Com o ETF, é possível comprar as maiores ações de tecnologia com valores baixos, hoje (19) em torno de R$12,00. Além disso, XP Asset gere o ETF, que cobra uma taxa de 0,3% ao ano, descontada diretamente do valor da cota nos prazos.

Além da variação das empresas, o NASD11 é atrelado ao dólar, subindo quando a moeda sobe (ou descontando as quedas quando o dólar cai fortemente e os ativos do ETF sobem).

Dentro da composição da carteira, estão listadas as maiores empresas do mundo, além das já citadas (Google, Microsoft e Apple): Tesla, Starbucks, Netflix, Amazon e outras.

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Vantagens e Desvantagens

Investir no NASD11 tem como maior vantagem a exposição à Nasdaq. Apesar disso, temos outras vantagens. Por outro lado, algumas desvantagens são presentes e devem ser levadas em conta na hora de investir.

Nas vantagens, a diversificação dos investimentos nas maiores empresas do mundo é a mais relevante. Além disso, a exposição ao dólar é uma excelente medida, principalmente na alta da moeda.

Porém, a principal desvantagem é ter que pagar uma taxa de 0,3% ao ano para a Asset. De qualquer forma, os retornos, no longo prazo, devem trazer rendimentos bem maiores que essa taxa, apesar de ficar sempre próximo do índice Nasdaq. Por outro lado, é importante o investidor saber que dificilmente baterá o índice, com retornos iguais ou próximos do índice.

Do lado da estratégia, os ETF devem compor uma minoria na carteira, ficando em torno de 10 a 20%, segundo alguns especialistas.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

Ações

Os melhores BDR para investir na bolsa

Pedro Hostyn

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Se você busca diversificar o seu patrimônio, de modo a expor ele aos rendimentos do dólar, já deve saber que os BDR são uma excelente opção. Isso porque eles também variam com a variação do dólar, protegendo seu patrimônio da alta da moeda americana. E com isso, saber quais são os melhores BDR para investir também pode dar retornos ainda maiores, segundo a Toro Investimentos

A corretora, que recentemente comprada pelo banco Santander Brasil, reuniu especialistas para montar a lista de ativos estrangeiros.

Os investimentos em BDR

Investir em BDR se tornou mais acessível graças aos esforços da B3 em popularizar o investimento para todos os tipos de investidores no Brasil. Com isso, os ativos ganharam mais liquidez e conseguiram se consolidar nas carteiras de investimentos dos mais diferentes agentes do mercado.

Hoje, é comum vermos fundos de investimentos voltados apenas a esses papéis. E com isso, o investidor brasileiro consegue investir em grandes empresas, como Disney, Apple, Microsoft, Tesla e tantas outras. Além disso, um estudo mostra que os investimentos em BDR subiram 1.400%, fazendo parte da rotina do investidor.

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Vale lembrar que a modalidade é recente e foi disponibilizada para todos os investidores desde outubro de 2020, apenas. Com isso, o investidor passou a se proteger do Risco-Brasil de forma mais fácil e, muitas vezes, sem corretagem.

BDR Toro Investimentos

Foto: Pixabay

Quais os melhores ativos?

Segundo a Toro Investimentos, os melhores BDR para investir são aqueles que estão mais populares entre os brasileiros. Isso porque esses ativos possuem maior liquidez e, com isso, diminuem o risco da renda variável aos investidores, dado que na hora da venda, o titular pode vender sem problemas.

Contudo, é importante lembrar que essas empresas mais populares são aquelas já consolidadas no mercado. Por isso, essa carteira não vai ter rendimentos excepcionais ou muito acima do mercado. Isso porque as empresas citadas são as que têm maior peso nos índices. Com isso, se elas sobem, os índices também sobem. Por isso que alguns investidores buscam investir em Small Caps.

De qualquer forma, os BDR mais populares, segundo o levantamento da Toro são, em ordem alfabética: Apple (AAPL34), Amazon (AMZO34), Alibaba (BABA34), Coca-Cola (COCA34), Disney (DISB34), Facebook (FBOK34), Google (GOGL34), Mercado Livre (MELI34), Microsoft (MSFT34) e Tesla (TSLA34). Com esses papéis, a Toro acredita que você terá uma boa exposição ao mercado mundial, além de ter em carteira empresas que dificilmente deixarão de ser líderes de mercado, pelo menos no curto prazo.

Com isso, é uma carteira ideal para quem quer maior segurança e uma visão de longo prazo. Vale lembrar que, mesmo investindo nessas empresas, você não pode deixar de investir no Brasil. Isso porque uma diversificação entre diferentes países é fundamental para você ter uma carteira saudável.

Portanto, os BDR se somam aos seus ativos brasileiros e formam, como um todo, uma carteira que dá dinheiro a você em quase todos os cenários. Apesar disso, você sempre deve analisar aquele segredo que nunca te contaram sobre os BDR que falamos aqui.

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Investimentos

Saiba porque o Ibovespa não para de cair

Pedro Hostyn

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Você anda abrindo a conta da sua corretora todos os dias e, na grande maioria das vezes, vê valores no vermelho. E essa angústia com o Ibovespa caindo é normal, principalmente com um cenário de taxas de juros altas. E isso tem uma explicação na precificação muito utilizada no mercado.

Por isso, nesse texto vamos mostrar como o mercado reage aos cenários e como você pode se beneficiar desse.movimento de baixa.

O fluxo de caixa descontado

Uma das formas mais populares de precificação dos ativos do Ibovespa é o fluxo de caixa descontado. Com o Ibovespa sendo um reflexo da economia, a alta dos juros é sentida dessa forma no índice brasileiro.

No fluxo de caixa descontado, um analista busca prever quanto a empresa terá de receita nos anos seguintes e busca trazer esses valores ao valor presente. Com isso, quanto mais a taxa de desconto para trazer a valor presente, menos a empresa valerá hoje. Parece complicado, mas na verdade é bastante simples.

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Um exemplo é pensar em uma empresa do Ibovespa que vai gerar um caixa de R$1 milhão por ano nos próximos 5 anos. Para trazermos a um valor presente, precisamos descontar por uma taxa livre de risco. No caso do Brasil, a taxa Selic. Com isso, quanto maior a taxa de desconto, menores são os valores presentes. Exatamente por isso que quando a taxa de juros sobe, a bolsa cai.

Ibovespa

Foto: D&R negócios | Reprodução

Outros fatores da queda do Ibovespa

Outras causas da queda do Ibovespa vêm da política nacional e da política internacional. Com isso, a tomada de decisão dos políticos vem afetando ainda mais os preços dos ativos, além de fatores da conjuntura econômica.

Além dos juros altos, a inflação nas alturas também afeta as empresas. Isso porque com os preços altos, as pessoas tendem a comprar menos, diminuindo os valores esperados para as empresas.

Por outro lado, a PEC dos precatórios é o Auxílio Brasil preocupam o mercado à medida que o governo gastando mais tende a ficar cada vez com menos dinheiro para cumprir suas obrigações. Além disso, o fato de o Governo Federal colocar dinheiro nas mãos das pessoas pode gerar uma escalada de preços ainda mais. E o Ibovespa sente isso e os investidores vendem seus ativos no Brasil.

No cenário internacional, o Ibovespa também perde quando os títulos de renda fixa de outros países começam a render mais. Isso porque, usando o exemplo dos Estados Unidos, é mais seguro investir lá com rentabilidade baixa a investir aqui sem boas perspectivas futuras. Por isso, os movimentos internacionais de países desenvolvidos afetam diretamente os mercados emergentes como o Brasil.

Apesar disso, as quedas do Ibovespa são momentâneas e a grande maioria dos analistas são enfáticos em falar que no longo prazo o Ibovespa vai subir. Com isso, se você tem uma estratégia para a renda variável, é hora de comprar as suas empresas favoritas a preços melhores. No longo prazo, esse preço menor dará maior lucro a você, caso suas expectativas se concretizem.

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Ações

Dividendos: a estratégia mais popular da bolsa

Pedro Hostyn

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Um dos sonhos de todo investidor é que o valor dos dividendos cubra os gastos mensais e, com isso, ele possa viver de renda passiva. E é exatamente por isso que a estratégia dos dividendos é uma das mais famosas no mercado e nesse texto vamos explicar uma estratégia inovadora, que tem o respaldo de grandes investidores.

Ainda, vale lembrar que o que diremos aqui é apenas uma sugestão para você investir. A estratégia é baseada nas falas de Luis Barsi e no livro de Décio Bazin.

O que são dividendos?

Antes de começarmos com a estratégia, é importante que você saiba o que são os dividendos. De forma bastante simples, os dividendos são parte dos lucros das empresas que elas distribuem a seus cotistas. E isso é fundamental para você entender a estratégia.

Isso porque se você pretende viver de parte dos lucros das empresas, o fundamental é que ela tenha lucro. Dessa forma, você deve evitar todas as empresas que têm prejuízos constantes. Assim, você consegue excluir da sua carteira as empresas que são ruins, ao mesmo tempo em que ganha parte da renda das empresas sem fazer nada.

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Além disso, é comum que nessa estratégia o investidor tenha em carteira grandes empresas, apenas. Isso porque as chamadas blue chips, grandes empresas líderes em seus setores, tendem a dar mais lucro ao longo do tempo, à medida em que distribuem cada vez mais dividendos. Exemplos de blue chips são os grandes bancos, Petrobrás, Vale, Wege, entre outras.

E nessa jornada de viver de rendimentos, você também precisa entender de um indicador chamado de dividend yield. Trata-se de uma divisão simples: para descobrir o indicador, você deve dividir o valor distribuído aos cotistas pelo atual preço da ação. Você encontrará um valor em percentual. Um exemplo seria uma empresa que custa R$1,00 e distribui R$0,10 de dividendos. Nesse caso, dividimos R$0,10 por R$1,00, o que daria um dividend yield de 10%.

Com isso, você focará apenas em empresas que tem um dividend yield acima da taxa Selic, em qualquer cenário.

dividendos

Foto: Pexels

A estratégia

A composição da sua carteira para viver de dividendos é bastante simples de ser alcançada, à medida em que você segue esses passos fielmente. A carteira deve ser composta de 15 a 20 ações, diversificadas igualmente entre elas. Além disso, lembre-se de não concentrar os valores investidos em um único setor da economia.

Após isso, você pesquisará um site que possa ajudar você. Aqui utilizamos o fundamentus.com. Por lá, você filtrará as empresas que têm os maiores dividend yields. Após isso, você pesquisará se a empresa está pagando dividendos há mais de 3 anos consecutivos, pelo menos uma vez ao ano. Caso a empresa passe nessa fase, ela está pronta para ir para a sua carteira.

Agora, basta dividir 5% do seu dinheiro de renda variável para cada empresa e investir. Depois disso, nos seus aportes mensais, você vai rebalanceando a carteira, de modo a ter sempre uma carteira com bons dividendos. Depois disso, você reinveste os dividendos para crescer o seu patrimônio mais rápido.

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Investimentos

Ibovespa sobe pelo terceiro dia seguido

Pedro Hostyn

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O índice da bolsa brasileira engatou forte alta na semana, com os cenários políticos mais calmos, expectativas menores e dados americanos mais favoráveis. Dessa forma, o Ibovespa subiu mais 1,24% hoje, 25, de modo a zerar, até agora, as quedas do mês de novembro e virar levemente a um cenário de alta.

Apesar disso, a alta veio acompanhada de um baixo volume de negociação, principalmente por causa do feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Por lá, não tivemos pregão no dia de hoje.

O que embalou o Ibovespa?

O que embalou o índice brasileiro hoje foram apenas os investidores nacionais. Isso porque com o feriado, o volume ficou abaixo da média diária, o que mostra que a subida não foi tão saudável assim. Dessa forma, o movimento pode ser entendido como uma correção às quedas anteriores.

Apesar disso, nem tudo foram flores, principalmente no Palácio do Planalto. Isso porque segundo uma matéria do jornal O Globo, os ministros de Bolsonaro dão como certa a derrota da PEC dos precatórios, contrariando as próprias expectativas do mercado. Mesmo com o noticiário, o Ibovespa não reverteu o movimento de alta, apesar de ter perdido forças. A reportagem de Bele Megale afirma que, em conversa com os ministros, eles acreditam não haver votos suficientes para a aprovação do texto.

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E mais uma vez, Petrobrás entrou salvando o índice no dia de hoje. Após o anúncio de que vai investir US$68 bilhões entre 2022 e 2026, os papéis puxaram em alta de 4%, com um volume expressivo, comparado com a média dos outros ativos. Dessa forma, os papéis da petrolífera ajudaram mais uma vez o índice, mesmo que vale tenha operado em queda de 0,68% hoje.

Além disso, o noticiário econômico foi afetado pela prévia da inflação. O IPCA-15 subiu 1,17 no mês de novembro, reiterando, mais uma vez, que a inflação não dará trégua nos próximos meses. Com isso, a retomada da economia ficará prejudicada e, na segunda-feira, o Focus deve vir ainda pior.

Dólar hoje

Com a bolsa fechada, os olhares também ficam no dólar. A moeda americana, que anda de lado no último mês, fechou em leve queda de 0,53% hoje, sendo cotada a R$5,56 na venda e na compra. Com isso, ela ainda se mantém em patamares altos, o que colabora para um aumento nos preços por aqui.

Fora do Ibovespa, na parte das criptomoedas, o Bitcoin operou em alta de 2,12% hoje. Graficamente, o preço da moeda vem testando zonas fortes de resistência, que podem impedir o aumento dos preços da cripto no curto prazo. Por outro lado, o Ethereum, operou em forte alta, conseguindo romper a barreira de preço e pode, sim, dar bons rendimentos no curto prazo. A alta de hoje foi na casa dos 6,13%. Graficamente, a criptomoeda vem rompendo a barreira de preço que funcionava como resistência. Em relação à criptomoeda do metaverso, a MANA (Decentraland), operou em lateralidade, fechando na casa do zero a zero após atingir o seu recorde histórico.

 

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Dicas

FII de papel: ativos que podem aprimorar sua rentabilidade

Pedro Hostyn

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Com a alta da taxa de juros, muitos investidores da renda variável buscam meio de aprimorar ainda mais os ganhos na bolsa de valores. E muito disso pode vir com os FII de papel, afinal, esses fundos imobiliários são excelente fonte de renda passiva para o investidor.

Contudo, quanto maior a Selic, mais difícil fica para os outros tipos de ativos acompanharem as taxas na política de dividendos. Apesar disso, esses FII podem ser a oportunidade perfeita.

O que são os FII de papel?

Tradicionalmente, os fundos imobiliários são aqueles ativos que têm muitos imóveis e geram lucro com seus aluguéis mensais. Mas isso não ocorre, por exemplo, nos FII de papel que, em sua grande maioria, não têm imóveis físicos. Apesar disso, eles contam com ativos de dívidas de outras empresas, e isso pode ser bem mais lucrativo, ainda mais nesse momento.

Por isso, os FII de papel têm na carteira uma série de ativos, como os CRI, CRA, LCI, LCA, entre muitos outros. Como o foco é no mercado imobiliário, os CRI e as LCI são predominantes. E nelas, o FII empresta dinheiro para outras, em troca de uma remuneração. E é aí que está a mágica!

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Isso porque ao ter os retornos dos ativos, essa dívida é atrelada, em grande parte, à taxa do CDI ou, ainda, à inflação. Dessa forma, com o aumento da Selic e com o aumento do IPCA e do IGP-M, os fundos de papéis tendem a ganhar mais que os outros, o que também faz com que seu preço suba ou, pelo menos, caia menos que os outros.

É por esse modo que os FII de papel conseguem repassar, ao investidor, a correção dos preços pela inflação de modo mais fácil. Com isso, nessa alta inflacionária atual, o cotista consegue proteger seus dividendos da alta dos preços, buscando proventos ainda maiores.

FII de papel fundos imobiliários

Foto: Envato Elements

A performance desses ativos

Um levantamento da Teva Indices mostrou que os fundos imobiliários de papel subiram, em média, 4,5% no ano de 2021. Enquanto isso, alguns FII de tijolo, que têm maiores dificuldades em épocas de IPCA alto, apresentaram uma queda média de 8%.

No caso dos fundos de tijolo, o interessante é pensar que esses ativos têm maiores problemas para repassar a inflação aos cotistas. Isso porque o reajuste dos imóveis se dá uma vez ao ano. Ainda, os contratos atrelados ao IGP-M demandarão negociações, à medida que o índice já ultrapassa os 27% no ano.

Por outro lado, esses rendimentos mostram a fuga dos investidores para os FII de papel, de modo a buscar aprimorar a rentabilidade. E alguns fatores ainda somam para quem quer fazer isso. O primeiro é que a inflação, no curto prazo, não está necessariamente dando trégua. Dessa forma, esses papéis ainda seguirão pagando mais. O segundo fator é que a taxa Selic continuará subindo e deve atingir os dois dígitos no início do ano que vem.

Com essa realidade, os FII de papel podem se proteger cada vez mais, com uma arrecadação maior. Além disso, protegem o investido, à medida que os proventos vão ficando cada vez maiores.

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Ações

MGLU3: porque Magazine Luiza caiu tanto?

Pedro Hostyn

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Um dos casos de maior sucesso na bolsa de valores é a ação de Magazine Luiza (MGLU3). Contudo, quem é acionista da empresa não está gostando nem um pouco dos rendimentos da companhia, em termos de ações, nesse ano. Isso porque desde o início do ano, a empresa opera em queda de mais de 65%, com o fechamento de hoje, 24.

E as expectativas do mercado e a economia nacional têm tudo a ver com o desempenho péssimo da empresa, que ainda é uma das maiores varejistas do país.

A queridinha do mercado?

Magazine Luiza (MGLU3) nem sempre foi uma ação querida no mercado financeiro, mas passou a ser quando começou a entregar bons resultados. Isso porque a empresa sempre teve um viés de se adiantar à concorrência e lançar produtos e serviços inovadores em suas plataformas.

Ainda antes da pandemia, a empresa começou a investir fortemente em mercado digital, formando seu aplicativo e montando uma rede de logísticas que, hoje, é uma das mais rápidas do Brasil. Ainda, alguns dados do setor de varejo mostram que a Magazine Luiza (MGLU3) é a segunda maior varejista do país, atrás apenas da argentina Mercado Livre.

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Com isso, a empresa ainda é sólida e tem um tamanho enorme, apesar da queda de suas ações. Além disso, mesmo que piores, os fundamentos da empresa ainda continuam bons, em termos de análise fundamentalista, mas em franca queda. E falando na queda, é interessante verificar os motivos.

Magazine Luiza MGLU3

Foto: Shutterstock | Reprodução

Porque Magazine Luiza (MGLU3) caiu tanto?

Toda essa queda de MGLU3 se pauta nas expectativas do mercado. Como sempre comentamos por aqui, no curto prazo o mercado é sempre irracional, e isso está acontecendo agora. Dessa forma, analisar como o mercado atua sobre a empresa, não o contrário, é fundamental para entender a ação despencando.

Quando nasceu na bolsa, a empresa tinha baixas expectativas. E à medida em que foi subindo, dando retornos, subindo novamente, dando mais retornos, a empresa foi criando seus holofotes. Com isso, o mercado começa a exigir sempre mais da empresa, que, por outro lado, precisa entregar sempre mais. Dessa forma, a empresa precisa crescer sempre mais e mais, o que uma hora tende a não acontecer. E chegou esse momento para a Magazine Luiza.

A empresa sofreu com a pandemia, a queda nas vendas do varejo e agora a alta da inflação. Com isso, a empresa passa ter menores margens de lucros, apesar de ainda ser lucrativa. Por isso, à medida que a empresa cresce muito, ela precisa crescer sempre mais para manter os investidores empolgados. E não é isso que está acontecendo.

E vale sempre lembrar que esse texto não é uma recomendação de compra ou venda da ação. É apenas um texto informativo que ajuda você a entender o funcionamento do mercado. As ações devem, sempre, ser analisadas de forma ampla e bem feita, de modo a dar tranquilidade ao investidor que aporta seus valores na renda variável.

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