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Economia

IPCA fecha 2021 em 10,06%: maior inflação desde 2015

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Os dados do IPCA de dezembro fecharam em alta de 0,73%. Por isso, o IBGE informou ao mercado que a inflação do Brasil fechou 2021 em 10,06%, a maior inflação desde 2015, no governo Dilma Rousseff. A intuito de comparação, os dados do IPCA de 2020 fecharam em 4,52%.

O resultado final do IPCA fechou bem acima da meta estipulada pelo Banco Central, que era de 3,75%, com um teto em 5,25%. Além disso, durante todo o ano, os combustíveis tomaram frente na alta dos preços, representando 4,19 pontos percentuais no resultado final do ano. A meta de inflação do ano de 2022 ficou definida em 3,5%, com intervalos aceitáveis entre 2% e 5%.

O aumento de dezembro

Apenas no último mês do ano passado, a inflação subiu 0,73%, ante 0,95% do mês de novembro. Apesar de representar uma diminuição no ritmo das altas, analistas veem o percentual com preocupação, dado que ainda é um valor alto. Em comparação com os outros meses, a inflação de dezembro só não foi menor que os meses de janeiro, abril e junho. Apesar disso, ficou bem abaixo do mês com maior IPCA, que foi outubro, com alta de 1,25%.

Das nove classes de despesas calculadas pelo IBGE na inflação oficial, todas apresentaram alta no último mês do ano. A liderança nas altas ficou com o setor de vestuário, que subiu 2,06%. Artigos de residência subiram 1,37%, alimentação e bebidas subiram 0,84%, enquanto saúde e cuidados pessoais subiram 0,75%. Posteriormente, os setores de habitação, transporte e despesas pessoais subiram 0,74%, 0,58% e 0,56%, respectivamente. Fechando a série, comunicação e educação subiram 0,34% e 0,05%, respectivamente.

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A alta menor no setor de transportes reflete diretamente a diminuição do preço da gasolina e demais combustíveis, que teve uma queda de 0,94% na média. O resultado vem depois de mais de sete meses de alta no setor.

Foto: Getty Images

IPCA de 2021 é a maior inflação desde 2015

Com o resultado final de 10,06%, o IPCA ficou no maior patamar desde 2015, quando o Brasil passava por uma crise institucional no governo Dilma Rousseff. Diferentemente daquela época, o resultado desse ano tem respaldo na alta dos preços dos combustíveis no mercado internacional e foi fortemente impactado pela alta do dólar, que subiu 7,3% no ano passado.

Para o total do ano de 2021, a inflação teve o maior impacto de três variáveis. O setor de transportes foi o responsável por 4,19 pontos percentuais. Seguindo, os setores de habitação impactou com 2,05 pontos percentuais, seguido por alimentação, que subiu 7,94% no ano, impactando 1,68 ponto percentual. Junto, os três grupos representaram 79% do IPCA.

Para o ano de 2022, o mercado ainda acredita em uma inflação de 5,03%. Contudo, as novas variantes e as medidas de isolamento na Europa podem encarecer os produtos da mesma forma que ocorreu em 2021. Além disso, o dólar mais alto, devido ao aperto monetário do FED, pode impactar negativamente o Brasil. Apesar disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 3,5% nesse ano, com intervalo entre 2% e 5%. Apesar disso, as perspectivas para o PIB estão em 0,28% de crescimento, o que pode colocar o Brasil em um cenário de estagflação, que seria difícil de contornar no curto prazo.

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