Indicador de Emprego da FGV alcança maior nível em 9 meses
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) avançou 1,2 ponto em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. Com isso, o indicador alcançou 82,3 pontos, maior patamar desde novembro do ano passado (83,0 pontos).
Com este avanço, o indicador reduziu um pouco da distância em relação ao nível registrado em fevereiro de 2020 (92,0 pontos), último mês antes da decretação da pandemia da Covid-19.
Vale lembrar que a crise sanitária impactou diversos setores econômicos e provocou a perda de milhões de empregos em todo o planeta, inclusive no Brasil. Por isso que o IAEmp ainda está em um nível baixo.
A saber, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), responsável pela pesquisa, divulgou os dados nesta quinta-feira (4).
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Dados mostram recuperação do mercado de trabalho
De acordo com Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, os dados de agosto refletem a recuperação do mercado de trabalho brasileiro. Contudo, ele ponderou que ainda é necessário ter atenção ao indicador.
“Ainda é preciso cautela pelo patamar baixo que o indicador se encontra, mas a sinalização para os próximos meses é positiva. O ritmo de recuperação nessa reta final de 2022 depende do desempenho da economia”, avaliou Tobler.
“Como há uma expectativa de desaceleração econômica, o mercado de trabalho tende a seguir a mesma trajetória”, ressaltou o economista, indicando que o futuro não deverá ser tão fácil assim.
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Quatro dos sete componentes do indicador sobem
De acordo com os dados, quatro dos sete componentes do IAEmp subiram no mês passado. No setor da indústria, os componentes tiveram as seguintes variações: tendência dos negócios da indústria de transformação (+0,9 ponto), situação atual dos negócios (+0,3 ponto) e emprego previsto (-0,3 ponto).
Da mesma forma, dois componentes do setor de serviços subiram no mês: emprego previsto (+0,3 ponto) e situação atual dos negócios (+0,1 ponto). Já o componente tendência dos negócios teve uma variação negativa no mês (-0,1 ponto).
Por sua vez, o único componente da sondagem do consumidor, de emprego local futuro, caiu 0,1 ponto no mês.
Por fim, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) se baseia em dados das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor. Em suma, ele pode antecipar as direções tomadas pelo mercado de trabalho no Brasil, possuindo relação positiva com o nível de emprego do país.
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