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Economia

Financiamento imobiliário fica mais caro com alta da taxa Selic

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As condições para buscar um financiamento imobiliário no país estavam bastante favoráveis no início de 2021. Isso porque a taxa básica de juro da economia, a Selic, havia caído para 2% ao ano, menor nível da história, e se manteve assim por meses. Contudo, o cenário não é mais o mesmo, e os juros no país crescem desde março do ano passado.

A saber, o Banco Central (BC) elevou a Selic para 13,75% ao ano nesta semana. Este é o maior patamar dos juros desde novembro de 2016 e corresponde ao 12º aumento consecutivo da taxa. A propósito, o principal objetivo do BC é frear a inflação através da redução do poder de compra do consumidor, e isso tende a desaquecer a economia.

Por falar nisso, a elevação da taxa básica de juro da economia impulsiona os demais juros do país, em geral. Por exemplo, os setores bancários e imobiliários passam a ter taxas de juros mais elevadas com a alta da taxa Selic. Isso afeta diretamente a população, que passa a pagar mais, uma vez que o crédito fica mais caro no país.

Em outras palavras, a pessoa que deseja comprar a casa própria em 2022 precisa saber que o financiamento de imóveis está ficando mais caro. Em resumo, o prazo destes contratos costumam durar muitos anos, com juros bastante elevados. E a alta da Selic torna o sonho da casa própria ainda mais salgado.

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Entenda como a Selic influencia o financiamento de imóveis

No Brasil, a elevação da Selic limita a oferta de crédito, reduzindo o poder de compra do consumidor. Com isso, a demanda tende a ficar mais fraca, uma vez que a população enfrenta muitas dificuldades de manter o mesmo padrão de vida de antes. Então, os preços de bens e serviços passam a variar menos, coisa que o BC deseja.

A Selic mais elevada já vinha assustando quem estava comprando imóvel na planta. Isso porque o tempo entre as assinaturas da compra do imóvel e do contrato de financiamento pode durar, em média, de dois a três anos. Esse intervalo é suficiente para que os juros no país sofram fortes reajustes, e foi exatamente o que aconteceu.

Especialistas alertam aos brasileiros que comprem um imóvel ou iniciem um financiamento imobiliário apenas quando houver condições para pagá-lo. Além disso, advertem para os juros elevados do setor imobiliário, cujos pagamentos costumam durar décadas.

Por fim, a expectativa dos analistas do mercado financeiro é que a Selic não suba mais em 2022. Contudo, a taxa deverá se manter elevada por algum tempo. Para 2023, as projeções indicam que os juros ficarão um pouco menores e deverão encerrar o ano a 11,00% ao ano, mas essa taxa ainda é muito elevada.

Leia Também: Financiamento imobiliário encolhe 6% no primeiro semestre

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