Domingo deve ser marcado por manifestações da oposição

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[Imagem: Pexels - reprodução]

O domingo (12) deve ser marcado por atos contra o Governo Federal em diversas cidades do país.

Alguns políticos contrários ao governo já confirmaram presença.

A situação

O cenário do país é de desarmonia entre os três poderes e, por isso, os atos desse final de semana devem pesar contra Jair Bolsonaro.

Depois das manifestações no dia 7 de setembro, quando o presidente discursou para seus apoiadores, falas de tom autoritário foram vistas e isso pesou durante a semana.

Nos dias depois das falas, ministros do STF, líderes do Legislativo e diversos políticos criticaram a postura dos manifestantes.

Diante disso, criou-se uma instabilidade política ainda maior, com os poderes se acusando mutuamente.

O tom amenizou quando Bolsonaro enviou uma carta à nação, dizendo que não tinha a intenção de ferir os poderes e que as palavras foram ditas no “calor do momento”.

A oposição

Apesar da carta do presidente, os atos contra o presidente ganharam força.

Os críticos ao governo alegam que o presidente tem caráter autoritário e desrespeita os preceitos democráticos.

Além disso, protestam contra a alta dos preços, principalmente alimentos, energia elétrica e gasolina.

A inflação está pesando no bolso dos brasileiros. O acumulado em 12 meses ultrapassa os 9%.

Políticos confirmam presença

Dados os atos contra o Governo Federal, alguns políticos já marcaram presença. Chama a atenção a diversidade desse movimento.

Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à presidência em 2022, disse que estará nas manifestações. Segundo ele, “seja qual for o sacrifício e risco que isso represente, há algo maior que tudo: o futuro do Brasil e da nossa democracia”, se referindo à pandemia.

Além disso, João Amoedo (NOVO) também confirmou presença. O partido, que apoiou a eleição do presidente em 2018, não está satisfeito com as promessas não cumpridas, principalmente na parte das vendas de estatais. Amoedo também é pré-candidato à presidência.

Por isso, pode-se ver que o movimento contempla partidos da esquerda e da direita da política brasileira.

Apesar de isso não representar uma unidade em si, mostra que alguns dos partidos colocam as pautas democráticas acima da economia.

O movimento, conhecido como #DomingoForaBolsonaro, foi organizado pela internet, através de movimentos sociais e partidários ligados à oposição.

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Como fica

Com as manifestações contrárias, Bolsonaro fica cada vez mais isolado no poder.

Apesar disso, analistas explicam que ele mantém uma base fiel, que o apoia em qualquer situação.

Mesmo com todas as manifestações contrárias e o isolamento do governo, nenhum dos mais de 130 pedidos de impeachment foi aberto contra o presidente.

Por isso, espera-se que haja pressão contra Arthur Lira, presidente da Câmara, para que sejam analisados os processos.

Segundo o movimento Vem Pra Rua, “um Congresso Nacional que não cumpre seu dever entra para a história como cúmplice”.

Por fim, o mercado financeiro fica de olho nas manifestações e em seus desdobramentos. As bolsas podem abrir em queda, a depender das manifestações e das reações dos políticos que apoiam o atual governo.

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