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Economia

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais pesquisadas em abril

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A cesta básica do Brasil ficou mais cara em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em abril. Este é o segundo mês consecutivo de alta nos preços de todos os locais pesquisados.

Os maiores avanços ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%) e São Paulo (5,62%). Por outro lado, os acréscimos mais tímidos ocorreram em João Pessoa (+1,03%) e Fortaleza (+1,99%).

Com isso, a cesta de São Paulo permaneceu como a mais cara do país, custando R$ 803,99. Em seguida, ficaram as cestas de Florianópolis (R$ 788,00), Porto Alegre (R$ 780,86), Rio Janeiro (R$ 768,42) e Campo Grande (R$ 761,73).

Na ponta de baixo da tabela, a cesta mais barata do país foi novamente a de Aracaju (R$ 551,47). Outros quatro estados também tiveram cestas com preços menores que R$ 600 em abril: João Pessoa (R$ 573,70), Salvador (R$ 575,84), Recife (582,74) e Natal (R$ 595,37).

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Cesta compromete mais da metade do salário mínimo

De acordo com o levantamento, alimentos básicos são aqueles necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês. O cálculo considera uma família composta por dois adultos e duas crianças.

A saber, a pesquisa estimou o valor do salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família. Em resumo, a análise levou em consideração a cesta básica de São Paulo, mais cara do país em abril. Nesse caso, o salário mínimo deveria valer R$ 6.754,33. Isso corresponde a 5,57 vezes o valor do salário mínimo vigente, de R$ 1.212,00. 

A pesquisa comparou o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, aquele que possui descontos referentes à Previdência Social. Atualmente, a taxa é de 7,5%, e está neste nível desde março de 2020 devido à Reforma da Previdência.

Assim, o levantamento revelou que o trabalhador compromete 61% do salário mínimo líquido para comprar alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em março, o percentual havia ficado em 58,57%.

O Dieese também revelou que o tempo médio necessário para que um trabalhador adquira produtos da cesta básica chegou a 124 horas e 08 minutos em abril. Dessa forma, superou o tempo médio registrado em março, de 119 horas e 11 minutos.

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Por fim, as capitais pesquisadas pelo Dieese são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

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