Veja os alimentos que ficaram mais caros e mais baratos em agosto

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou nesta semana os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A saber, o indicador, considerado a inflação oficial do Brasil, caiu 0,36%. No entanto, essa deflação não foi sentida realmente por todos os brasileiros.

Na verdade, o recuo foi provocado pelos combustíveis, cujos preços despencaram 10,82%, no geral, em agosto. Por outro lado, os alimentos ficaram 0,24% mais caros, e essa alta foi a nona consecutiva, ou seja, os preços dos alimentos vêm subindo no país desde dezembro do ano passado.

Em resumo, os itens que se destacaram em agosto, com as maiores variações mensais, foram:

Limão: 48,4%;
Tangerina: 21,57%;
Melão: 11,54%;
Batata-doce: 10,4%;
Maçã: 4,7%;
Manteiga: 3,3%;
Frango em pedaços: 2,9%;
Queijo: 2,6%;
Macarrão instantâneo: 2,8%;
Cerveja: 2,4%.

Além destes itens, o IBGE também destacou a variação de 1,6% nos preços da farinha de trigo em agosto. Em suma, o item acumula forte alta de 29,5% no ano, e isso encarece o pão francês, cujo valor está 16,6% mais elevado que em 2021.

A alta nos preços do trigo tem relação direta com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Isso porque ambos os países são grandes exportadores mundiais de trigo, respondendo, em média, por 30% do trigo consumido em todo o mundo. E o conflito dificulta o escoamento da produção de trigo dos países, reduzindo a oferta global.

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Veja também os alimentos com as maiores quedas em agosto

Embora muitos itens importantes tenham ficado mais caro em agosto, outros tantos tiveram queda em seus preços no mês. Veja abaixo as principais quedas registradas:

Morango: -23,3%;
Pepino: -21,1%;
Tomate: -11,2%;
Batata-inglesa: -10%;
Cenoura: -8,8%;
Abobrinha: -8,4%;
Óleo de soja: -5,6%;
Feijão-carioca: -5,4%;
Leite longa vida: -1,8%;
Contrafilé: -1,3%.

Entre estes itens, vale destacar a variação negativa do leite, após meses de fortes altas. Aliás, os avanços nos meses anteriores foram tão expressivos, que o item ainda acumula uma disparada de 74,68% dos preços em 2022, apesar da queda em agosto.

Por fim, o IBGE destacou que os preços dos derivados do leite continuaram subindo no país. Por exemplo, os queijos tiveram alta de 2,6% em relação a julho e acumulam forte avanço de 19,2% neste ano. Já a manteiga ficou 3,3% mais cara no mês e seu preço está 21% mais salgado em 2022.

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