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Economia

Taxa de juros deve continuar alta no Brasil, aponta ata do Copom

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou os juros básicos do país em 1,0 ponto percentual na semana passada. Isso fez a taxa Selic subir para 12,75% ao ano, maior nível em mais de cinco anos.

Embora a taxa básica de juro da economia brasileira esteja elevada, o Copom revela que o aperto monetário continuará no país. De acordo com a ata da última reunião do comitê, a inflação no Brasil deverá estourar a meta em 2022. Caso isso se confirme, o país terá uma inflação acima da meta pelo segundo ano consecutivo.

“A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes se mostrando mais persistente que o antecipado. A inflação de serviços e de bens industriais se mantém alta, e os recentes choques levaram a um forte aumento nos componentes ligados a alimentos e combustíveis”, disse a ata do Copom.

O boletim Focus, que compila projeções de mais de cem instituições financeiras, aponta que a inflação deverá encerrar o ano em 7,89%. No entanto, o centro da meta do BC para a inflação neste ano é de 3,5%, podendo chegar a 5% sem estourar a meta. Isso quer dizer que o país deverá encerrar o segundo ano seguido com uma inflação mais forte que o esperado.

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Gargalos nas cadeias de suprimento impactam inflação

A ata do Copom também destacou o cenário externo, que sofreu nos últimos tempos com a pandemia da Covid-19 e, agora, sente os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em resumo, o principal efeito destes acontecimentos foram os crescentes gargalos nas cadeias globais de suprimentos, que pressionaram a inflação e desestabilizaram os mercados internacionais.

“A reorganização das cadeias de produção globais, já impulsionada pela guerra na Ucrânia, deve se intensificar, com a busca por uma maior regionalização na cadeia de suprimentos. Na visão do comitê, esses desenvolvimentos podem ter consequências de longo prazo e se traduzir em pressões inflacionárias mais prolongadas na produção global de bens”, mostrou a ata.

Diante desse cenário, de inflação elevada no país e em todo o planeta, “é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”, afirmou o comitê.

Por fim, a Selic é a taxa básica de juro da economia brasileira. Sua elevação impulsiona os juros praticados no Brasil, como o imobiliário e o bancário. Dessa forma, encarece o crédito e reduz o poder de compra do consumidor. O resultado final é o desaquecimento da economia e a redução da demanda, que tende a enfraquecer a inflação.

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