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Serasa: 66,1 milhões de brasileiros estão inadimplentes

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De acordo com a Serasa Experian, que realiza análises e estudos para decisões de crédito e apoio a negócios, os dados são expressivos, sendo o maior número de inadimplentes desde 2016, quando as informações começaram a ser analisadas.

Desde o início do ano, até agora, cerca de dois milhões de brasileiros contraíram dívidas. O maior déficit está relacionado a despesas com banco e cartão de crédito, água, luz e gás. Ademais, devido à grave situação, a procura por crédito vem aumentando.

Segundo Luiz Rabi, economista do Serasa, a instabilidade do país é uma das causas da inadimplência. Desse modo, para ele, felizmente, existem algumas válvulas de escape, como o saque extraordinário do FGTS e a antecipação do 13º, que podem aliviar o bolso dos brasileiros, ajudando-os a saldar suas dívidas.

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O economista ainda afirma que a alta da inadimplência neste ano já era prevista. Em uma comparação com 2021, o setor financeiro foi o mais atingido, subindo de 9,6% para 12,4%. Com a instabilidade econômica e com as financeiras dando crédito em condições de risco, houve um aumento das dívidas.

Serasa – Informações sobre a inadimplência

Os dados levantados pelo Serasa apontam que, dos 66,1 milhões de brasileiros inadimplentes, 35,2% estão na faixa de 26 a 40 anos de idade, e 34,8% entre 41 a 60 anos. Todavia, o valor médio do saldo devedor é de R$4 mil.

A maioria das dívidas não são novas. Os dados apontam que cerca de 80% dos compromissos são de 90 dias atrás. em síntese, a inadimplência possui várias causas, podemos destacar a perda do emprego, gastos excepcionais, falta de organização e a inflação. São vários os fatores e muitas vezes o consumidor acaba entrando em uma bola de neve, fazendo ainda mais dívidas para pagar as suas contas.

A princípio, é um ciclo vicioso, o inadimplente paga suas dívidas e pouco depois entra novamente no vermelho. Por vezes acaba recebendo uma cobrança judicial, afetando ainda mais a sua condição financeira.

Luiz Rabi afirma que a situação está fora de controle, que tende a piorar, pois a inflação está em alta, assim como os juros. Desse modo, ele diz que “é um momento ruim do ponto de vista financeiro. Não vai ser simples diminuir o número de inadimplentes”.

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De acordo com o Serasa, o perfil do consumidor aponta que ele prefere deixar as contas do dia a dia como a de água e de luz, atrasadas, dando preferência ao pagamento das dívidas relacionadas aos bancos. Dessa forma ele garante uma inserção aos serviços de proteção ao crédito.

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Renda dos brasileiros  

Um dos fatores da alta da inadimplência está relacionado à diminuição da renda dos brasileiros, causada pela pandemia de Covid. De acordo com uma pesquisa do Serasa, cerca de 34% dos consumidores tiveram sua situação financeira afetada.

A alta do preço dos alimentos é um fator preponderante para esta situação. Os gastos com alimentos dessa parcela da população aumentaram no período, cerca de 63%. A pesquisa do Serasa mostra ainda que estes consumidores preferiram concentrar suas despesas em saúde, 88% e em seguros, 87%.

O lockdown, causado pela crise sanitária do Coronavírus, fez com que os consumidores consumissem mais serviços de streaming, tv a cabo e internet. Estes gastos ficaram à frente de serviços essenciais como escolas, faculdades e o aluguel dos imóveis.

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O estudo do Serasa ainda aponta que 32% dos brasileiros buscaram fazer um acordo, relacionados às suas dívidas. 37% procuraram empréstimos bancários, ou com amigos e familiares. A média dos créditos é de R$3.500, parcelados em até 24 meses.

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Inflação e juros

A alta da inflação e dos juros vem afetando negativamente a economia nacional como um todo. O preço dos combustíveis, dos alimentos, da conta de luz e gás são os maiores responsáveis pela inadimplência dos brasileiros.

Há uma expectativa inflacionária para 2022 de 8,89% e a taxa de juros deve alcançar o patamar de 13,25% este ano. Além disso, a taxa de desemprego é de 11,1% da população. São números expressivos que demonstram que a inadimplência deve continuar em alta.

A projeção para o PIB este ano é de um crescimento de 1,5%. No entanto, devido às ações do governo para conter a inflação, ele deve cair em 2023. Estima-se que no ano que vem, o índice dos preços aumente 3,60%. 

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