Prévia da inflação só recua em agosto devido redução do ICMS

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, recuou 0,73% em agosto. Essa queda aconteceu devido a três grupos específicos de itens pesquisados: combustíveis, energia elétrica e passagem aérea.

Sem considerar estes itens, a prévia da inflação oficial teria subido 0,60% no mês. Isso quer dizer que a queda do IPCA-15 aconteceu por causa de recuos expressivos de itens específicos. No entanto, a maioria dos produtos e serviços continua registrando alta dos preços no Brasil.

Em resumo, o IPCA-15 é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aliás, o IBGE revelou que apenas três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram deflação em agosto. Em outras palavras, um terço dos grupos registrou queda nos preços. Veja abaixo as taxas destes grupos:

Transportes: -5,24%;
Habitação: -0,37%;
Comunicação: -0,30%.

Por outro lado, os seis grupos pesquisados tiveram alta nos preços em agosto. Inclusive, muitos pesquisadores não consideram que o resultado do IPCA-15 foi realmente uma deflação. Isso porque o termo se refere ao recuo contínuo e generalizado dos preços de bens e serviços, mas a queda foi restrita a poucos grupos.

Seja como for, os seis grupos cujas taxas subiram no mês foram:

Alimentação e bebidas: 1,12%;
Despesas pessoais: 0,81%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,81%;
Vestuário: 0,76%;
Educação: 0,61%;
Artigos de residência: 0,08%.

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Gasolina se destaca e derruba prévia da inflação

Em suma, o grupo transportes teve o maior recuo mensal devido à queda no preço dos combustíveis (-15,33%). Esse resultado foi puxado pela gasolina, cujos preços despencaram 16,80%. A propósito, o item contribuiu com uma queda de 1,07 ponto percentual na prévia da inflação.

Outros combustíveis também registraram queda em seus preços em agosto: etanol (-10,78%), gás veicular (-5,40%) e óleo diesel (-0,56%). Já o item passagem aérea reverteu a trajetória de alta verificada nos últimos quatro meses e caiu 12,22%.

No grupo habitação, a taxa negativa em agosto veio por causa da queda de 3,29% nos preços da energia elétrica residencial.

Todos estes recuos foram provocados pela lei federal que limita a alíquota de cobrança do ICMS sobre os

seguintes produtos e serviços:

Combustíveis;
Energia elétrica;
Gás natural;
Telecomunicações;
Transporte coletivo.

Por fim, estes itens exercem um impacto mais forte na prévia da inflação, quando comparados a maioria dos itens restantes. Por isso que o resultado mensal ficou negativo, apesar de a maioria dos grupos de produtos e serviços pesquisados ter tido aumento dos preços no mês.

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