Preço da gasolina CAI 11,64% em agosto e derruba inflação no país
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou nesta sexta-feira (9) os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A saber, o indicador é considerado a inflação oficial do país. E a sua variação em agosto ficou negativa em 0,36%.
Essa queda foi a mais expressiva para meses de agosto desde 1998. Isso quer dizer que a inflação nunca havia caído tanto no mês desde 1998. No entanto, a queda firme ocorreu devido a um fator específico: a redução do ICMS sobre combustíveis e energia elétrica.
No mês passado, o grande destaque foi o grupo transportes, cujos preços caíram 3,37%. Esse resultado aconteceu, principalmente, devido ao tombo de 11,64% no preço da gasolina. Além disso, o etanol também ficou mais barato no pais, caindo 8,67%.
Embora os tombos tenham sido expressivos, foram menos intensos que os verificados em julho. “No mês anterior, os preços da gasolina, que é o item de maior peso no grupo, tinham caído 15,48% e, em agosto, a retração foi menor”, disse Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.
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Redução do ICMS derruba preços de gasolina e energia elétrica
Com a redução da alíquota do ICMS, itens importantes para o brasileiro, e que pesam significativamente no IPCA, tiveram forte queda em agosto. Na verdade, a lei federal passou a limitar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os seguintes produtos e serviços:
Combustíveis;
Energia elétrica;
Gás natural;
Telecomunicações;
Transporte coletivo.
Assim, itens que exercem impactos mais expressivos no IPCA caíram, como a gasolina, fazendo a inflação recuar em julho. No entanto, vale destacar que os outros sete grupos pesquisados tiveram avanço no mês, ou seja, a inflação continua elevada no país, de modo geral, apesar da queda mensal.
Em agosto, a gasolina exerceu um impacto de -0,67 ponto percentual no IPCA. Em outras palavras, caso o indicador pesquisasse apenas o combustível, a retração teria sido ainda maior no mês. No entanto, o IBGE analisa os preços de 377 subitens, e a variação dos demais limitou a queda do índice em agosto.
A propósito, a gasolina teve o impacto negativo mais intenso do mês.
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