Poupança tem saída recorde em agosto

Esse mês de agosto marcou o recorde de retiradas de recursos da caderneta de poupança, superando a casa dos R$22 Bilhões em depósitos.

Com isso, foi a maior diferença entre saídas e depósitos desde o início da contagem pelo Banco Central, em 1995. Até então, a maior saída líquida de recursos da poupança havia sido registrada em janeiro deste ano, quando R$ 19,66 bilhões deixaram a modalidade de investimentos.

Após uma série de resultados negativos, o saldo total da poupança ficou abaixo de R$ 1 trilhão pela primeira vez desde agosto de 2020, somando R$ 991,812 bilhões no mês. Neste ano, a caderneta só registrou entrada líquida em maio, com ingresso de R$ 3,514 bilhões.

O volume sacado também foi recorde, com R$ 338,258 bilhões. Os depósitos, por sua vez Os depósitos, por sua vez, totalizaram R$ 316,242 bilhões. Em julho, a captação líquida – diferença entre ingressos e saídas – foi negativa em R$ 12,662 bilhões.

Poupança, juros e a questão da inadimplência

Os saques recordes da caderneta de poupança acontecem num período turbulento da economia, com elevada taxa de juros e com isso um número muito grande da população brasileira na inadimplência.

Segundo dados do Serasa Experian, o que cuida dessa parte de inadimplentes no Brasil, o país registrou 67,6 milhões de inadimplentes em julho, um recorde desde o início do levantamento, em 2016.

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De acordo com o BC, o endividamento das famílias também bateu recorde em maio (último dado disponível) ao somar 52,8% da renda acumulada nos doze meses anteriores. A série histórica do BC para este indicador tem início em janeiro de 2005.

Em fevereiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias estava em 41,8%.

A questão da rentabilidade

A saída de recursos da caderneta de poupança coincide com a baixa rentabilidade da mesma, que tem perdido até mesmo para a inflação. Mesmo com a taxa de juro subindo para 13,75% ao ano e com a inflação anual ainda perto dos dois dígitos, a poupança seguirá com o retorno travado em 6,17% ao ano + TR (Taxa Referencial).

Nesse sentido, outras modalidades com maior retorno projetado estão as debêntures incentivadas, que são títulos emitidos por empresas para financiar seus projetos e operações, LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio). Todas essas aplicações são isentas do pagamento de imposto de renda (IR).

Com isso, toda a conjuntura econômica atual e num futuro próximo continua apontando para mais saídas da caderneta de poupança, principalmente quando se projeta uma taxa de juro para 2023, que não deve cair muito em relação ao atual.

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