Novas funções do PIX chegam em setembro: saiba tudo que o Banco Central vai liberar
O Banco Central confirmou que apresentará, em setembro, um pacote de novidades do PIX capaz de mudar a forma como brasileiros e empresas usam o sistema de pagamentos instantâneos. Entre as principais promessas estão o Pix Automático, ajustes de limite em tempo real e a primeira fase pública do Pix Internacional. A seguir, detalhamos o que já se sabe, prazos estimados e o impacto prático para quem paga, recebe ou vende online.
O que deve ser anunciado oficialmente em setembro?
A autarquia marcou o evento “BC# Pagamentos Instantâneos” para o dia 20 de setembro de 2025, quando serão apresentados detalhes técnicos, cronograma de testes e requisitos de segurança. Técnicos do regulador anteciparam, em coletivas, três frentes:
- Pix Automático: para débitos recorrentes como contas de luz e streaming;
- Limites dinâmicos: ajustes mais rápidos pelo aplicativo do banco ou via central telefônica;
- Pix Internacional: piloto limitado a Brasil–Argentina e Brasil–Paraguai.
A fase de homologação começa em outubro de 2025 com 20 instituições financeiras voluntárias. A implementação definitiva está prevista para março de 2026, caso não haja prorrogação.
Pix Automático: fim dos boletos em serviços recorrentes
Hoje, quem paga academia, assinatura de streaming ou conta de telefone precisa agendar boleto, DDA ou débito automático tradicional, limitado a poucos bancos. O Pix Automático pretende substituir esses formatos com três características centrais:
- Autorização única: o pagador concede permissão ao prestador de serviço para debitar mensalmente via PIX;
- Cancelamento instantâneo: basta um toque no app do banco para revogar a cobrança;
- Cobrança com QR Code opcional: o cliente pode escanear ou deixar tudo automatizado.
Segundo o BC, o novo modelo reduz custos de emissão de boleto em até R$ 2,90 por fatura e aumenta a taxa de sucesso dos pagamentos para além de 98 %. Empresas enxergam ainda a vantagem de receber em segundos, melhorando fluxo de caixa.
Limites maiores e segurança reforçada: o que muda?
Outra reclamação frequente é o teto de R$ 1.000,00 para transferências noturnas. A partir de setembro, os bancos poderão oferecer limite padrão de R$ 3 000,00 entre 20 h e 6 h, desde que o cliente configure múltiplos níveis de autenticação — reconhecimento facial, token físico ou senha extra.
Para operações diurnas, passará a valer o conceito de limite dinâmico. Na prática, o usuário poderá:
Solicitar aumento ou redução do limite via aplicativo e ter o pedido analisado em até 15 minutos, em vez de 24 horas.
O BC aposta que a medida reduz o incômodo em compras de alto valor, sem abrir brechas para golpes. Os bancos, por sua vez, terão de investir em algoritmos antifraude com atualização em tempo real.
Imagem: O Bolsa Família Brasil via obolsafamiliabrasil.com.br
Internacionalização do Pix: transferir dinheiro para fora do país vai ficar mais barato?
Com quase 150 milhões de usuários, o PIX já movimenta mais que TED e DOC somados. O próximo passo é cruzar fronteiras. No piloto, serão aceitas contas em reais no Brasil e em pesos na Argentina e no Paraguai, usando a tecnologia do RippleNet como camada de liquidação. Pontos de destaque:
| Fase | Países | Custo estimado | Prazo de liquidação |
|---|---|---|---|
| Piloto (out/25) | Argentina, Paraguai | até 3 % | 30 seg |
| Expansão (2026) | Chile, Uruguai | cair para 1 % | segundos |
Atualmente, remessas internacionais custam entre 5 % e 10 %. Com o novo arranjo, o BC projeta economia anual de até R$ 4 bilhões para brasileiros com familiares fora do país.
Como o usuário pode se preparar para as mudanças
Enquanto as novidades do PIX não entram em vigor, vale adotar boas práticas:
- Atualize o aplicativo do seu banco para receber as funções assim que liberadas;
- Revise seus limites atuais e defina valores de acordo com a rotina de pagamentos;
- Cadastre chaves PIX em mais de uma instituição para aproveitar promoções de cashback;
- Monitore extratos com frequência — a agilidade do PIX exige atenção redobrada;
- Para quem recebe em moeda estrangeira, avalie fintechs que participarão do piloto internacional.
Empresas de SaaS, academias e utilities devem contatar seus bancos já em setembro para aderir ao Pix Automático na fase de homologação. Quanto antes integrarem a API oficial, mais rápido colherão os benefícios de inadimplência menor e recebimento instantâneo.
Em resumo, o pacote que o Banco Central apresentará em setembro consolida o PIX como plataforma de pagamentos completa: do boleto à remessa internacional. Fique atento ao anúncio oficial no dia 20 de setembro e acompanhe nosso portal para instruções detalhadas tão logo as funcionalidades cheguem ao seu aplicativo.