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Política

Manifestações neutras geram pouca adesão

Pedro Hostyn

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Nesse domingo (12) diversas cidades do Brasil apresentaram manifestações contrárias a Jair Bolsonaro.

Apesar disso, os atos não contaram com a participação da esquerda, pois os ativos foram contra candidatos do PT.

O contexto

No contexto da tensão entre os três poderes, os atos a favor do impeachment de Jair Bolsonaro tomaram as ruas do país.

Dessa forma, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua organizaram, de forma independente, as movimentações do último domingo.

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Apesar de ser antigoverno, o movimento também se posicionou contrário aos interesses da esquerda brasileira, mirando principalmente em PT e PSOL.

O que querem os manifestantes

Além do desligamento do presidente Jair Bolsonaro, os manifestantes alegam que a inatividade da Câmara e os altos preços estão inviabilizando o crescimento do país.

Por isso, os manifestantes são contrários à não abertura dos mais de 130 pedidos de impeachment do presidente. Para eles, Arthur Lira seria “cúmplice” de Bolsonaro e estaria fechando os olhos para esse problema.

Além disso, a alta dos preços, principalmente gasolina, alimentação e energia elétrica, foram altamente abordados nos atos.

Por último, os movimentos apoiam a democracia brasileira e buscam protegê-la.

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Misturou tudo

Como o movimento é “nem Bolsonaro, nem Lula”, não há uma homogeneidade no público desses atos.

Por isso, políticos como Ciro Gomes (PDT) e João Amoedo (NOVO), apesar de terem concepções políticas opostas, se juntaram para protestar em favor do movimento.

Por causa disso, analistas acreditam que a baixa adesão do movimento seja decorrente da falta de identificação entre a população e o movimento heterogêneo.

O movimento também foi palco de discussões entre os dois lados: esquerda de Lula e direita de Bolsonaro. Para os manifestantes, ambos os candidatos não querem o desligamento de Bolsonaro da presidência.

Isso faz com que movimentos surjam como uma “terceira via”.

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Para o lado do presidente, os motivos são óbvios. Para o lado de Lula, acredita-se que apenas um confronto direto com Bolsonaro poderia colocar o ex-presidente no poder novamente.

(Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)

O papel do centrão

Para os manifestantes, o “centrão” estaria segurando Bolsonaro na presidência. Isso porque os processos de desligamento não foram abertos e, por outro lado, o setor não se coloca ao lado da esquerda para barrar o governo. Assim, o centrão estaria falhando.

Na visão de analistas políticos, a inatividade do centro se deve à incógnita de Mourão sobre seus preceitos, ou seja, não se sabe quais pautas econômicas, sociais e políticas o atual vice presidente defende.

Por isso, o cenário mais provável, hoje, é de que, apesar da pressão, não haja impeachment contra Bolsonaro.

Baixo movimento

Nas ruas do país, os atos não somaram o mesmo número de manifestantes pró-governo.

Seja pela falta de identidade, seja pela maior propensão de ficar em casa, devido ao coronavírus, que esses grupos têm, comparando ambos os movimentos, Jair Bolsonaro levaria vantagem no quesito mobilização.

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Apesar disso, pesquisas mostram a popularidade do chefe do Executivo em queda. Em cenários simulados, a derrota de Bolsonaro é quase unânime.

 

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

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Economia

PEC aprovada e Bolsonaro defendendo Guedes: confira

Pedro Hostyn

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Em meio a suspeitas de que Paulo Guedes sairia do ministério da Economia, Bolsonaro se reuniu com o ministro na tarde de hoje (22) para falar sobre a economia brasileira. O presidente defendeu Guedes e disse que a economia está andando bem.

Guedes sairá do governo?

Se depender do que foi dito hoje, Guedes fica. Isso porque o presidente afirmou que tem total confiança no ministro, que também admitiu que existe, de fato, um entrave entre alas políticas e econômicas.

Vale lembrar que ontem à noite (21), quatro integrantes do alto escalão do governo pediram as contas. Dentre eles, Bruno Funchal, agora ex-secretário do Tesouro e Orçamento. Isso gerou uma grave crise no governo e o Ibovespa sentiu essa notícia hoje. O índice brasileiro voltou a cair na casa dos 4%.

Porém, com a reunião em andamento, o mercado começou a subir, com a confiança dos investidores nas falas do presidente e do ministro.

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Em outro momento, Guedes voltou a criticar a Reforma do Imposto de Renda que, segundo ele, gerou uma “perda de arrecadação” ao Governo Federal. Isso porque o Senado não votou o projeto ainda. Vale lembrar que o Auxílio Brasil seria, inicialmente, pago com a tributação sobre dividendos.

Mercado aflito?

Bolsonaro afirmou, hoje, que tem ciência das “aflições que o governo passa”, mas que tem total confiança em Paulo Guedes. Isso representa algo positivo, pois Guedes defende o teto de gastos e a política de diminuição de gastos públicos. Além disso, Guedes sempre prezou pela responsabilidade fiscal do país.

Por isso, o mercado acredita que o governo não fará loucuras com as verbas públicas, o que evitaria as consequências de uma alta inflacionária que o rompimento do teto de gastos proporciona.

Bolsonaro

(Photo by Mateus Bononi/Getty Images)

PEC aprovada

Ontem à noite (21), a comissão da Câmara dos Deputados aprovou uma alteração na PEC dos precatórios que abrirá, se aprovada em plenário, R$80 bilhões de gastos do Governo Federal. Esse valor seria suficiente para pagar o Auxílio Brasil, pretendido por Bolsonaro.

Por 23 votos a 11, o projeto da PEC prevê que as dívidas públicas advindas de processos judiciais sejam pagas de acordo com as faixas dos valores devidos. Por isso, o governo conseguiria abrir um espaço no orçamento para o ano que vem.

Se aprovada em plenário, os precatórios serão pagos da seguinte maneira: se a dívida é acima de R$66 milhões, o governo dá 15% de entrada e divide o resto em parcelas anuais. Para valores entre R$66 mil e R$66 milhões, o valor pode ser parcelado se o total da dívida não for superior a 2,6% da receita da União. Para valores abaixo de R$66 mil, não há a opção de parcelamento.

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Dessa forma, a União pagará os precatórios menores, ao mesmo tempo que parcelará os maiores, esticando, por mais anos, as dívidas de 2021. Em outras palavras, o governo dá uma folga no orçamento de 2021 e aperta o orçamento dos próximos anos.

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Destaques

Bolsonaro anuncia mais um benefício de R$ 400; confira

Pedro Hostyn

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O presidente Bolsonaro anunciou mais um benefício: auxílio de R$400,00 para caminhoneiros no ano que vem. Segundo as fontes do Estadão, o valor viria para cobrir a alta do diesel.

Mais um benefício, Bolsonaro?

Sim, mais um benefício. Porém esse é para os caminhoneiros. Isso porque nessa semana, os caminhoneiros começaram a planejar uma greve para o dia 1° de novembro para protestar contra o aumento do diesel e pelo tabelamento defasado do frete.

Por isso, o benefício de R$400,00. Apesar do auxílio, o governo ainda não disse de onde vai tirar o dinheiro. Segundo Bolsonaro, “números serão apresentados nos próximos dias, vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão ajuda para compensar aumento do diesel”.

Dessa forma, o auxílio está previsto para vigorar de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.

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“Pulando do barco no meio da correnteza”

É basicamente isso que Bruno Funchal e mais três funcionários do alto escalão da economia fizeram hoje. Segundo fontes, o pedido foi por “motivos pessoais”.

Mas falando sério agora, Bruno Funchal, agora ex-secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, é integrante de um órgão do mais alto escalão da economia, o Conselho Monetário Nacional. Junto com Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, eles decidem tudo sobre a economia do Brasil. Funchal, no caso, decidia. No pretérito.

Além dele, Gildenora Dantas, adjunta de Funchal, também saiu. Posteriormente, também pediram demissão o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt e Rafael Araújo, adjunto de Bittencourt. Com isso, foram quatro perdas em um dia.

Dessa forma, o mercado já começa a especular (mais ainda), a possibilidade de Paulo Guedes também deixar o governo. Segundo o Estadão, Funchal teria dito que o pedido “foi uma questão de princípio”. Em outras palavras, ele discordou do governo e pediu as contas.

Dado isso, amanhã o Ibovespa deve sofrer mais um pouco com o temor fiscal no Brasil, operando de lado, ou em queda novamente, à espera dos próximos passos do governo. Vale lembrar que o índice atingiu a mínima no ano, fechando abaixo dos 108 mil pontos.

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Economia

O governo querendo driblar o teto de gastos

Pedro Hostyn

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Com o Auxílio Brasil em pauta, o Governo Federal, pela equipe econômica, busca meios de driblar o teto de gastos. E não é apenas com o benefício.

Isso porque já se discute a inclusão de gastos com vacinação e litígio para famílias monoparentais fora do teto de gastos, o que pode somar R$100 bilhões extras.

Paulo Guedes driblando o teto de gastos?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, parecia ser um dos poucos do governo a se posicionar contra o rompimento do teto de gastos. Parecia. Porque agora ele está negociando um “folga” de R$30 bilhões para caber o Auxílio Brasil nas contas do governo.

Ontem à noite, Guedes afirmou que “fazendo a sincronização dos ajustes – de um lado as despesas obrigatórias, os salários, de outro lado o teto -, ou pedindo um waiver [folga] com um número limitado, pouco mais de R$ 30 bilhões” seriam gastos fora do teto. Além disso, ele ressaltou que a medida é política.

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teto de gastos

Foto: Adriano Machado/Reuters

Com essa trajetória, fica evidente que a pressão vem do chefe do Executivo, Jair Bolsonaro. O mercado vê a medida com receio, pois o teto de gastos serve justamente para evitar despesas eleitoreiras. Contudo, isso não seria o pior: se um governante rompe o teto, isso abre espaço para que os outros também o façam.

O que dizem outras figuras?

O rompimento do teto de gastos causou, como previsto, muito barulho na classe política. Ontem, a oposição se manifestou favorável ao Auxílio Brasil. Hoje, alguns presidenciáveis já comentaram o assunto.

Através do Twitter ontem, Lula defendeu o Auxílio Brasil. O partido foi um dos maiores opositores à medida do teto de gastos quando foi implementada, no governo Temer. Por outro lado, o presidenciável Eduardo Leite afirmou hoje, através da mesma rede social, que furar ou não o teto de gastos não é um dilema.

Segundo ele, “furar ou não o teto é falso dilema, mais um entre tantos no Brasil. Há dinheiro sem furar, basta rever prioridades para gastar menos com privilegiados e mais com os brasileiros que precisam. Acontece que ter Teto de gastos incomoda porque obriga o gestor público a fazer escolhas.”

Ainda, Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que os responsáveis pela economia “estão superando a contabilidade criativa do ministro Mantega”, em referência aos governos petistas.

Nos bastidores, o Governo Federal parece buscar meios para não furar o teto de gastos. Mas a imagem que passa aos investidores é que, se não houver alternativa, o governo não hesitará em gastar mais que arrecada.

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Dessa forma, abre-se espaço para o risco fiscal tomar conta do cenário brasileiro, elevando a inflação, diminuindo o PIB e afetando o desemprego da população. Contudo, isso deve ser resolvido ainda hoje, pois a votação da PEC dos precatórios deve acontecer hoje após dois adiamentos consecutivos. O mercado busca por boas notícias.

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Economia

Ibovespa: Auxílio Brasil atrapalha e índice fica de lado

Pedro Hostyn

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O Ibovespa fechou o dia de lado, não recuperando as perdas que teve ontem. Além do barulho do Auxílio Brasil, algumas outras notícias colaboraram para que o índice ficasse no zero a zero. Apesar disso, o risco fiscal ainda é a principal preocupação dos investidores.

Para a amanhã, a votação da PEC dos precatórios deve chamar a atenção do mercado novamente

Auxílio fura-teto?

O Auxílio Brasil, maior programa eleitoral de Bolsonaro e uma ajuda muito esperada pelas famílias de baixa renda, deu o que falar hoje no mercado financeiro. Com as sucessivas notícias de que o Governo Federal vai furar o teto, investidores ficaram temerosos com a política fiscal do Brasil.

Um breve resumo para você entender: se o Governo Federal fura o teto de gastos, os gastos do governo ficam descontrolados. Como os gastos do governo colocam dinheiro na mão de pessoas comuns, como eu e você, esses cidadão passam a gastar mais. Gastando mais, o preço das mercadorias sobe. Subindo o preço da mercadoria, temos inflação. E quem mais sofre com a inflação? As famílias de baixa renda. Ou seja, um Auxílio Brasil (voltado às famílias de baixa renda) furando o teto faria mal justamente ao público-alvo do programa.

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Além disso, o mercado tem na cabeça uma famosa frase de Milton Friedmann, que diz que “não existe nada mais permanente que um gasto temporário do governo”. Diante disso, alguns deputados deram a brilhante ideia de criar um “Auxílio Brasil temporário” em paralelo com o auxílio permanente. Na proposta, o permanente seria de R$300,00 + R$200,00 durante o ano de 2022. Parece que pensar não é o forte de nossos governantes.

De qualquer forma, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,10%, não recuperando a queda de mais de 3% que teve ontem. E teve alguns destaques que foram ofuscados pelo noticiário.

Ibovepa

Foto: Anna Tarazevich – Pexels

Destaques do Ibovespa

Além do Auxílio Brasil, outros destaques do Ibovespa no dia fizeram chover na carteira de quem tem os ativos em carteira. Dos felizardos do dia, acionistas de Banco Inter e Locaweb estão entre os mais favorecidos, além da galerinha do Bitcoin.

As ações de Banco Inter subiram 6,95% (units), com o noticiário de que a empresa sairá do Brasil e listará seus ativos na bolsa americana. E a moda pegou. Isso porque Locaweb (LWSA3) também planeja listar suas ações na bolsa da terra de Joe Biden, segundo o Brazil Journal. Notícias como essa geram altas por dois motivos: se a empresa quiser sair, vai ter que recomprar as ações daqui. Então, os investidores começam a comprar. Para os que desejam, de fato, manter as ações da empresa, essa notícia traz mais confiança à empresa.

Além disso, o dólar fechou o dia em leve baixa de 0,59%, fechando o dia cotado a R$5,56.

Já o pessoal das criptomoedas viu o Bitcoin bater valores recordes, chegando à cotação de US$67 mil. Além disso, enquanto escrevíamos esse texto, o Ethereum também atingiu patamares recordes, cotado a US$4.100 aproximadamente. Para saber mais, basta ler esse texto aqui.

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Destaques

Lula defende Auxílio Brasil em suas redes sociais

Pedro Hostyn

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O ex-presidente Lula defendeu, hoje pela manhã, o Auxílio Brasil. Nas suas redes sociais, afirmou que “não podemos aceitar” que o Auxílio Brasil seja eleitoral.

Economistas alertam para o risco do rompimento do teto de gastos e as graves consequências para a inflação.

O que disse Lula?

Em uma postagem no Twitter, uma das redes sociais onde o ex-presidente é mais ativo, Lula disse que o Partido dos Trabalhadores defende o Auxílio Brasil. Além disso, ele afirmou que o valor proposto pelo partido é maior que os atuais R$400,00.

“Tô vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. Tem gente dizendo que é auxílio eleitoral, que não podemos aceitar. Não penso assim. O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele”, afirmou.

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Isso porque o PT tem um discurso forte no combate à pobreza e nos amparos sociais. Em seu governo, o partido tirou o país do mapa da fome e implementou programas importantes, como o FIES. Contudo, o alto patamar de gastos do Governo Federal à época fez explodir uma inflação alta, que bateu 10,67% no ano de 2015.

Além disso, a sigla sempre se colocou contrário ao teto de gastos, afirmando que a medida atrapalharia a gestão do Executivo e trancaria diversas pautas caras ao Brasil. Por outro lado, o recorrente déficit público é uma das maiores fontes de aumento de preços no país, que tem, em sua história recente, crises de hiperinflação.

Lula teto de gastos Auxílio Brasil

Foto: Twitter / Reprodução

Os perigos de quebrar o teto de gastos

E é exatamente esse o risco de quebrar o teto de gastos criticado por Lula. Um descontrole nas finanças do Governo Federal pode levar ao alto endividamento, o que necessitaria de um aumento de juros que, posteriormente, acarretaria em mais gastos ao governo.

Por isso, a quebra do teto de gastos pode se tornar uma bola de neve de despesas. Dessa forma, caso quebrado, o teto geraria mais despesas, que demandariam mais endividamento para o cobrir a dívida anterior. Para frear essa realidade, o Banco Central precisaria aumentar a taxa básica de juros, a Selic, o que freia a economia, diminui as contratações e afeta negativamente o crescimento do PIB.

Uma possível quebra do teto com endividamento público pode, ainda, pressionar a inflação a patamares mais altos. Segunda-feira, o Boletim Focus reajustou mais uma vez o IPCA esperado para o fim do ano. Agora, o mercado espera 8,69%, ante 8,59% da semana passada.

Por isso, também, que o mercado financeiro opera preocupado desde o pregão de ontem. Com as notícias sobre o Auxílio Brasil, com rumores de que Guedes sairia do governo e com a possibilidade real de quebra do teto, o Ibovespa operou em forte queda ontem. No pregão de hoje, o índice sobe pouco, não recuperando as perdas. O mercado aguarda a definição dos precatórios e do Auxílio Brasil, que teve seu lançamento adiado para hoje.

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Política

CPI da Covid: relatório final está pronto

Pedro Hostyn

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O encerramento da CPI da Covid finalmente chegou, depois de várias semanas em andamento. A Comissão, que investigou se o Governo Federal omitiu ou agiu de má fé em alguma questão ligada à pandemia, lançou o relatório hoje.

Diante do primeiro relatório, A CPI retirou duas acusações contra Jair Bolsonaro.

O relatório final da CPI da Covid

Depois de um encontro ontem, 19, na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB), a cúpula da CPI da Covid montou o relatório final da Comissão. Retirando alguns crimes, o Senado Federal não vai indiciar Bolsonaro por homicídio qualificado nem genocídio contra povos indígenas.

Apesar disso, as acusações contra o presidente caíram de 11 para 9 crimes. Segundo o relatório, Bolsonaro seguirá sendo indiciado por infração de medida sanitária preventiva, crime de epidemia com resultado morte, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, charlatanismo, prevaricação, crime contra a humanidade e crimes de responsabilidades. Esse último, se aceito, desemboca, automaticamente, em impeachment. 

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Além disso, Flávio, Carlos e Eduardo, filhos do presidente, serão indiciados por incitação ao crime. A CPI da Covid acredita que eles veicularam uma rede de notícias falsas para desestabilizar o combate à pandemia. A CPI ainda retirou a acusação de advocacia administrativa contra Flávio.

No resultado final, o relatório indicia 70 pessoas. Além disso, segundo consta, o valor gasto com cloroquina e hidroxicloroquina é, no mínimo, de R$30 milhões. O remédio é comprovadamente ineficaz contra a covid. Walter Braga Netto, ex-ministro-chefe da Casa Civil e atual ministro da Defesa, também foi indiciado por epidemia com resultado morte. Nas páginas, ainda constam documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), conversas de WhatsApp, fotos e vídeos de apoiadores do presidente criticando medidas. Dentre os vídeos, há a presença de falas negacionistas do presidente. Além disso, as falas contra governadores constam nas páginas na minuta.

CPI da Covid

Foto: Gabriela Biló/Estadão

A CPI tem poder?

De fato, a CPI da Covid não pode prender ninguém com as suas conclusões. Porém, penalizações podem vir, decorrentes de um relatório bem elaborado, com argumentos sólidos e comprovados.

Dessa forma, Bolsonaro e outros indiciados não serão presos por causa da CPI. Isso porque após o lançamento do relatório, deve-se acionar o Legislativo e o Judiciário para que, então, o presidente, por exemplo, seja questionado. Vale lembrar que Bolsonaro já responde a outros processos na Justiça, como o caso da Polícia Federal.

Além disso, caso a oposição abrace de forma fervorosa o relatório, é possível que haja uma união contra Bolsonaro que possa quebrar a inércia de Arthur Lira ao votar os mais de 130 pedidos de impeachment. Contudo, não há perspectivas de que a CPI da Covid faça mais barulho que já fez.

Contudo, a política brasileira surpreende, por vezes, e uma reviravolta pode mudar o jogo. A nós, espectadores, basta sentar e assistir se isso, de fato, dará em algo.

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