Leite x gasolina: veja porque a bebida está mais cara que o combustível

Os brasileiros continuam se assustando quando entram nos supermercados e veem os preços do leite longa vida. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Procon-SP com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o leite longa vida forte acumula alta de 72% em 12 meses.

Em São Paulo, o preço do item saltou de R$ 3,95 para R$ 6,79 no período. Isso vem afetando a vida de milhares de brasileiros, especialmente as famílias que têm crianças, principal público consumidor de leite.

A título de comparação, o aumento nos preços do leite fizeram-no ultrapassar o valor da gasolina, que estava sendo comercializada a R$ 5,65 no final de julho em São Paulo, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em resumo, o preço do litro do leite estava cerca de 20% acima do litro da gasolina em São Paulo. Aliás, em 12 meses, o combustível acumulou alta de apenas 2,93% no estado paulista.

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Entenda por que o leite disparou, mas a gasolina não

Segundo a pesquisa do Procon-SP e do Dieese, diversos fatores contribuíram para o encarecimento do leite longa vida em 2022. Veja abaixo os principais:

Restrição da produção de leite cru encareceu a captação, elevando os preços dos derivados lácteos;
Baixa disponibilidade de leite, apesar da demanda enfraquecida;
Período de entressafra, que deixa as pastagens mais secas;
Aumento dos custos de produção.

O leite longa vida acumulou uma alta de 83% entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2021. Em suma, o avanço em sete meses é maior que o dos últimos 12 meses porque a disparada dos preços está bem mais forte neste ano que em 2021.

Por outro lado, a gasolina acabou ficando mais barata nos últimos meses. Na verdade, o combustível bateu recorde de preços no país no final de junho, alcançando a marca de R$ 7,39. Em São Paulo, o valor chegou a R$ 6,97.

Contudo, dois fatores derrubaram os preços desde então. O primeiro deles foi a redução da alíquota do ICMS devido à Lei Complementar 194/22, sancionada no final de junho. Aliás, a redução do imposto atingiu combustíveis, energia elétrica, gás natural, telecomunicações e transporte coletivo.

Por fim, o segundo fator são os recentes reajustes promovidos pela Petrobras. Nos últimos 30 dias, a companhia já reduziu três vezes o preço da gasolina para as distribuidoras do país. Contudo, o combustível ainda acumula alta no ano, ainda que bem menor que o nível verificado em junho.

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