Indicador de clima econômico da América Latina cai no 3º trimestre
A economia da América Latina continua enfrentando desafios em 2022. O Índice de Clima Econômico da América Latina (ICE) recuou no terceiro trimestre deste ano. E as estimativas para os próximo meses não são muito animadoras.
Em resumo, o índice despencou 12,6 pontos em relação ao segundo trimestre, de 67,3 pontos para 54,7 pontos. Com isso, o indicador ficou ainda mais longe da zona favorável do ciclo econômico, acima dos 100 pontos.
A propósito, o levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), teve os dados atualizados nesta segunda-feira (22).
De acordo com o FGV Ibre, o ICE é formado pelo Indicador da Situação Atual (ISA) e o Indicador de Expectativas (IE). Enquanto o ISA caiu 4,5 pontos no trimestre, para 44,3 pontos, o IE despencou ainda mais (-21,7 pontos), para 65,5 pontos.
A saber, o ISA permanece em um nível considerado muito baixo. Inclusive, o indicador está abaixo dos 100 pontos desde julho de 2012, ou seja, há dez anos que a América Latina não tem uma situação atual favorável.
Já o IE passou boa parte dos últimos anos na zona favorável do ciclo econômico. Contudo, o resultado atual mostra que as expectativas para os próximos meses estão cada vez mais desfavoráveis.
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Veja dados dos países da América Latina
Em suma, o Ibre analisa o clima econômico nas dez maiores economias da América Latina. No terceiro trimestre, o ICE subiu em apenas dois países: Paraguai (+9,9 pontos) e Bolívia (+1,7 ponto).
Por outro lado, despencou nos demais países: Uruguai (-27,0 pontos), Colômbia (-23,1 pontos), México (-17,5 pontos), Peru (-13,7 pontos), Argentina (-13,3 pontos), Chile (-9,8 pontos), Brasil (-8,2 pontos) e Equador (-1,6 ponto).
Após estes resultados, somente duas nações se mantiveram na zona favorável. Veja abaixo os dados dos dez países:
Uruguai (122,6 pontos)
Paraguai (101,1 pontos)
Colômbia (72,6 pontos)
Equador (70,5 pontos)
Bolívia (67,6 pontos)
Brasil (54,5 pontos)
Peru (49,7 pontos)
México (48,7 pontos)
Chile (36,2 pontos)
Argentina (25,8 pontos).
A saber, o Brasil registrou forte alta de 12,9 pontos do Indicador da Situação Atual (ISA). No entanto, o tombo de 33,3 pontos do Indicador de Expectativas (IE) puxou o resultado trimestral do ICE para baixo. Isso mostra que os economistas projetam dificuldades para o país nos próximos meses.
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