‘Ideal é não pegar o empréstimo’, diz Bolsonaro sobre CONSIGNADO
O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou mais abertamente sobre o crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil. A saber, o tema vem gerando muita polêmica no país, com o governo defendendo a operação para os mais pobres, mas alguns bancos afirmando que não irão oferecer a modalidade para estas pessoas.
De acordo com Bolsonaro, o crédito é positivo para os brasileiros, principalmente aqueles que estão precisando de dinheiro com urgência. Contudo, ele afirmou que o mais indicado é não solicitar o crédito aos bancos.
“O ideal é não pegar empréstimo, mas tem gente que precisa pegar pra saldar outras dívidas, pra pagar um juros menor”, disse o presidente em entrevista para o podcast Flow.
Em resumo, o consignado do Auxílio Brasil permite aos beneficiários a solicitação de empréstimo, que será descontado diretamente na folha de pagamento do auxílio. O problema é que esses descontos mensais podem chegar a até 40% do valor pago pelo programa social.
Aliás, no início da semana, Bolsonaro pediu a bancos que reduzam “o máximo possível” os juros cobrados na operação. O pedido foi comparado pelo próprio presidente com outro apelo feito por ele no início de junho, quando ele pediu a supermercados que cortassem a margem de lucro sobre a cesta básica.
“Nós já tínhamos zerado todos os impostos federais da cesta básica. Como faço apelo também para vocês agora. Vai entrar o pessoal do BPC no crédito consignado. Isso é garantia, desconto em folha”, disse.
Bancos privados se recusam a oferecer crédito consignado
A saber, alguns bancos optaram por não operar essa modalidade para os beneficiários do Auxílio Brasil. Nomes como Bradesco e Itaú afirmaram que não vão oferecer o crédito consignado a estas pessoas.
A iniciativa do governo em permitir que as famílias de renda mais baixa contratem o crédito consignado não agradou os bancos porque não houve uma determinação limite sobre a taxa de juros a ser cobrada.
De acordo com os bancos, há uma preocupação em relação ao aumento no endividamento das famílias. Até porque estes cidadãos já estão em situação de vulnerabilidade e, por isso mesmo, recebem o Auxílio Brasil. Inclusive, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) afirmou que a operação só favorece os bancos.
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