Endividamento e inadimplência BATEM RECORDE no país em julho

O número de famílias endividadas no Brasil continua crescendo. DE acordo com  a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento atingiu 78% das famílias em julho.

Na comparação com o mês anterior, houve um aumento de 0,7 ponto percentual (p.p.) no número de endividados no país. Já em relação a julho de 2021, o aumento foi bem mais expressivo, de 6,6 p.p.

Além disso, o levantamento também revelou que 29% das famílias do país tinham algum tipo de conta ou dívida atrasada. Nesse caso, o número cresceu 0,5 p.p. em um mês e 3,4 p.p. em um ano.

Em resumo, ambas as taxas, de endividamento e de inadimplência, bateram recorde em julho. A saber, desde o início da série histórica da CNC, em 2010, a entidade nunca havia registrado taxas tão expressivas quanto as do mês passado.

Vale destacar que o endividamento das famílias brasileiras cresceu 21% no ano passado, em relação a 2020. Esse forte avanço ocorreu devido à expansão de linhas de crédito mais caras e sem garantias. E a situação se agravou em 2022 devido à inflação e aos juros cada vez mais elevados no país.

Em resumo, a pessoa inadimplente é aquela que possui dívidas ou contas em atraso. A propósito, há alguns fatores que propiciam o aumento da inadimplência entre os consumidores, como manter mais de um cartão de crédito e não se atentar à própria saúde financeira e às datas de pagamento das contas.

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Gastos do governo melhoram resultados temporariamente

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, as ações do governo federal ajudaram a manter estáveis os índices de endividamento e inadimplência entre abril e junho. Contudo, os dados de julho mostram que esse resultado pode ter sido apenas temporário.

“A alta dos indicadores de inadimplência, após queda nos meses de abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito momentâneo no pagamento de contas ou dívidas já atrasadas, concentrado no segundo trimestre deste ano”, afirmou Tadros.

Embora o percentual de endividamento tenha crescido, os dados relacionados ao cartão de crédito caíram pelo terceiro mês seguido. Em suma, a modalidade lidera com folga o ranking de dívidas entre os brasileiros.

A saber, 85,4% dos brasileiros tinham dívidas no cartão de crédito em julho, percentual inferior ao de junho (86,6%). Ainda assim, a modalidade superou em 4,6 vezes as dívidas com carnês de loja, que ficou em segundo lugar no ranking (18,8%).

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