Endividamento cresce e atinge 79%; inadimplência BATE RECORDE
O número de famílias endividadas no Brasil continua crescendo. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento atingiu 79% das famílias em agosto.
Na comparação com o mês anterior, houve um aumento de 1,0 ponto percentual (p.p.) no número de endividados no país. Já em relação a agosto de 2021, o aumento foi bem mais expressivo, de 6,1 p.p.
Além disso, o levantamento também revelou que 29,6% das famílias do país tinham algum tipo de conta ou dívida atrasada. Nesse caso, o número cresceu 0,6 p.p. em um mês e 4,0 p.p. em um ano.
Em resumo, ambas as taxas, de endividamento e de inadimplência, bateram novo recorde em agosto. A saber, desde o início da série histórica da CNC, em 2010, a entidade nunca havia registrado taxas tão expressivas quanto as do mês passado.
Vale destacar que o endividamento das famílias brasileiras cresceu 21% no ano passado, em relação a 2020. Esse forte avanço ocorreu devido à expansão de linhas de crédito mais caras e sem garantias. E a situação se agravou em 2022 devido à inflação e aos juros cada vez mais elevados no país.
Em resumo, a pessoa inadimplente é aquela que possui dívidas ou contas em atraso. A propósito, há alguns fatores que propiciam o aumento da inadimplência entre os consumidores, como manter mais de um cartão de crédito e não se atentar à própria saúde financeira e às datas de pagamento das contas.
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Dívidas com carnês e cartões de lojas crescem
Segundo a pesquisa, as dívidas com carnês e cartões de lojas foram o grande destaque em agosto. Em suma, os brasileiros estão buscando cada vez mais o crédito direto no varejo, principalmente as famílias de renda mais baixa.
Desde maio que o indicador vem crescendo e, em agosto, 19,4% dos brasileiros tinham alguma dívida com carnês e cartões de loja. A taxa é 0,5 p.p. superior ao resultado de julho e 1,8 p.p. maior que a taxa de agosto de 2021.
“As famílias estão buscando alternativas de crédito mais baratas por conta da elevação dos juros, e o cartão de crédito foi o tipo de dívida com a segunda maior alta dos juros médios em um ano até junho, 17 pontos percentuais, segundo dados do Banco Central”, disse o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
Por fim, as dívidas com cartões de crédito continuaram liderando o ranking nacional (82,2%), apesar de mais uma queda mensal.
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