Demissão voluntária: veja os estados com os maiores números
Nos últimos meses, o Brasil vem registrando novos recordes de pedidos de demissão voluntária. Nos últimos 12 meses até julho, 6,466 milhões de trabalhadores pediram para sair dos seus empregos. Isso corresponde a 32,4% do total das demissões ocorridas no período.
Em 2022, o recorde de demissões voluntárias aconteceu em março. Aliás, veja abaixo os números registrados nos sete primeiros meses de 2022:
Janeiro: 544,5 mil pedidos de demissão;
Fevereiro: 560,3 mil;
Março: 603,1 mil;
Abril: 553,8 mil;
Maio: 572,4 mil;
Junho: 558,9 mil;
Julho: 588,8 mil.
A saber, este levantamento foi realizado pela LCA Consultores a partir de microdados disponibilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
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Veja o que vem impulsionando os pedidos de demissão
Em resumo, o levantamento mostra que o retorno do trabalho presencial está impulsionando o número de demissões voluntárias. Isso porque muitos trabalhadores passaram a exercer suas atividades em home office devido à pandemia da covid-19, e agora estão repensando o retorno ao trabalho presencial.
Por exemplo, não ter que pegar trânsito e passar mais tempo com a família são fatores que estão pesando mais que uma remuneração mais elevada em um trabalho presencial.
Além disso, a melhora no quadro da pandemia no Brasil permite que muitos trabalhadores voltem para cargos mais adequados a suas qualificações. No início da crise sanitária, muita gente precisou aceitar empregos com pouca afinidade à sua formação, mas esse cenário vem mudando gradativamente.
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São Paulo lidera ranking de demissões voluntárias
Entre as unidades da federação (UF), São Paulo lidera com folga o número de pedidos de demissão nos últimos 12 meses encerrados em julho. Veja os locais com as maiores taxas do país:
São Paulo: 2,18 milhões;
Minas Gerais: 663,24 mil;
Santa Catarina: 620,24 mil;
Paraná: 612,61 mil;
Rio Grande do Sul: 475,57 mil;
Rio de Janeiro: 365,64 mil;
Goiás: 247,68 mil;
Mato Grosso: 194,83 mil.
Por fim, o levantamento também mostrou o percentual das demissões voluntárias em relação ao total de desligamentos no período. Em suma, apenas oito estados tiveram um percentual superior à média nacional (32,4%). Dessa vez, quem liderou não foi São Paulo:
Santa Catarina: 44,93%;
Mato Grosso do Sul: 39,70%
Mato Grosso: 39,26%.
Paraná: 39,07%;
Rio Grande do Sul: 37,07%;
Rondônia: 36,36%
São Paulo: 33,20%;
Goiás: 32,93%;
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