Copom se reúne neste mês para definir TAXA DE JURO da economia
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reunirá neste mês para definir os novos caminhos da política monetária do Brasil. O encontro de dois dias está marcado para ocorrer em 19 e 20 de setembro e definirá a taxa básica de juros do país, a Selic.
A expectativa de analistas de mais de cem instituições financeiras é que haja a taxa não tenha reajuste no encontro. Caso a previsão se confirme, a Selic continuará a 13,75% ao ano, maior patamar desde novembro 2016.
Essa estabilidade, caso aconteça, irá suceder 12 avanços seguidos da taxa de juros no Brasil. Em resumo, o BC apertou a política monetária no país desde março do ano passado, quando promoveu a primeira alta da taxa Selic.
No entanto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (6) que a “batalha não está ganha”, referindo-se à inflação no Brasil. Por isso, afirmou que a entidade financeira continuará atenta ao cenário inflacionário do país.
“A gente entende que tem que passar mensagem dura, a gente entende que a mensagem que se tem hoje é a mesma que se tinha na reunião do Copom […] onde a gente disse que a gente analisaria uma possível um possível ajuste final”, afirmou Campos Neto.
Por falar nisso, a última reunião do Copom elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual. Em outras palavras, o Comitê poderá promover uma nova elevação da taxa, contrariando as projeções de analistas.
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Entenda a Selic
A saber, o principal objetivo do Copom ao elevar a Selic é segurar a inflação do país. Em suma, uma Selic mais alta puxa consigo os juros praticados no país, reduzindo o poder de compra do consumidor. Como consequência, desaquece a economia do país, limitando o avanço da chamada “inflação por demanda”.
Quando a Selic sobe, encarece o crédito, reduzindo a busca das pessoas por empréstimos. Dessa forma, o consumo tende a diminuir, uma vez que a população tem menos dinheiro em mãos.
Como a demanda diminui, os preços também tendem a cair, ou seja, a inflação desacelera, mas isso só acontece com o tempo. Isso explica as constantes altas da Selic desde o ano passado.
Por fim, economistas afirmam que a alta da Selic é um “remédio” amargo, mas necessário para o país. Resta esperar para ver se a população terá que “engolir” mais uma dose de juros.
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