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Política

Ciro Gomes suspende pré-candidatura pelo PDT

Pedro Hostyn

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O até então presidenciável Ciro Gomes colocou sua pré-candidatura à presidência “em suspenso” após o seu partido, o PDT, votar a favor da PEC dos precatórios ontem. O político, que é oposição ao Governo Federal e à presidência de Jair Bolsonaro, disse que o partido tem que definir como votará.

Além disso, ele disse que espera um posicionamento da cúpula do partido para saber se, no futuro, se manterá na corrida presidencial de 2022.

Nas redes sociais

O presidenciável Ciro Gomes afirmou, por meio das suas redes sociais, que deixará, momentaneamente, a sua candidatura à presidência. Em campanha desde 2018, Ciro já tem lives e encontros de campanha marcados para a semana. Apesar disso, parece que vai cancelar os compromissos. Ou trocar de partido.

Por meio do Twitter, afirmou que “há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios”. Dessa forma, a crítica do cearense recai sobre os deputados que ajudaram a aprovar a PEC.

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Isso porque a ala de apoio ao governo negociou os precatórios dos professores da educação fundamental, com pagamento em três anos. Com essa pauta, os deputados do PDT concordaram com a PEC e passaram a apoiá-la. Posteriormente, a Câmara aprovou a PEC.

Anteriormente, nas suas redes sociais, Ciro Gomes fez diversos vídeo criticando a gestão de Bolsonaro, desde a privatização da Petrobrás até medidas de combate à corrupção do atual governo. Por ser declaradamente uma oposição a Bolsonaro, Ciro Gomes entende que não pode deixar de lado a votação da PEC dos precatórios.

Ciro Gomes

Foto: Twitter / Reprodução

Ciro Gomes diz que tem volta

Também em seu Twitter, Ciro Gomes disse que ainda há salvação para o resultado da votação de ontem. Segundo ele, o partido ainda pode mudar de ideia no segundo turno da votação, o que barraria o texto. O segundo turno ocorre após a votação dos destaques.

A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo“, afirmou. A votação dos destaques e do segundo turno ainda não têm data marcada, mas não devem demorar.

Após esses passos, o texto vai ao Senado para votação. Caso aprovada, segue para sanção presidencial. Caso o Senado rejeite a PEC, o projeto volta à Câmara dos Deputados.

Com esse “protesto”, Ciro Gomes acena para uma via de não discussão de projetos. Isso porque ele passa a bater o pé sobre suas convicções, indo contra o próprio partido. Por outro lado, opositores do candidato dizem que ele usa de uma “retórica barata” para angariar votos em uma campanha eleitoral antecipada, o que é ilegal pela Justiça Eleitoral.

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Contudo, ainda não se sabe se Ciro deixará o PDT caso a PEC passe, ou se apenas desistirá da corrida eleitoral. Analistas políticos acreditam em uma instabilidade dentro do partido, o que pode prejudicar a candidatura.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

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Destaques

PEC dos Precatórios é aprovada; confira o texto final

Pedro Hostyn

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Depois de muito fazer barulho, preocupar o mercado e aumentar as tensões políticas, o Senado aprovou a PEC dos Precatórios. O projeto autoriza o Governo Federal a gasta mais em benefícios sociais, principalmente no ano de 2022. Vale lembrar que é o mesmo ano que as eleições – e isso enfureceu os opositores.

Por 64 votos a 13, o Governo Federal levou a melhor. Contudo, o texto final ficou bem abaixo do que o Ministério da Economia havia proposto.

O que diz a PEC dos Precatórios?

O texto final da PEC dos Precatórios teve algumas modificações, mas a sua espinha dorsal segue intacta. Por isso, o governo vai dar o calote, como o próprio ministro Paulo Guedes já havia afirmado publicamente. Além disso, o governo vai jogar para o futuro os pagamentos das dívidas de hoje, prejudicando as próximas gestões.

Isso porque o texto permite o parcelamento dos precatórios. Com isso, precatórios maiores serão pagos em uma entrada e parcelas anuais. Já os precatórios menores que R$60 mil serão pagos à vista pelo governo, com correção monetária. Com isso, as parcelas anuais passam a pesar para os governos a partir de 2023, o primeiro ano da próxima gestão.

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Esse parcelamento, somado às outras alterações menores, abrem um espaço de R$106 bilhões no orçamento. Vale lembrar que o governo mudou o cálculo para o reajuste do teto de gastos, o que também ajudou a aumentar a possibilidade de despesa pública. Apesar disso, uma mudança importante foi feita no projeto original.

Anteriormente, o governo teria que respeitar o teto de gastos até 2036. Agora, senadores decidiram que o teto vigorará até 2036, de fato, mas que a casa precisará discutir o projeto em 2026. A atual gestão não queria que isso passasse.

O novo projeto ainda amplia o valor para benefícios sociais de combate à pobreza, fome, saúde, previdência e demais benefícios. Além disso, no mesmo dia, o Senado aprovou a criação do Auxílio Brasil, programa substituto do Bolsa Família.

PEC dos Precatórios

Foto: Reddit | Reprodução

Liberou espaço demais

O projeto final da PEC dos Precatórios, através de diversas manobras fiscais, conseguiu liberar muito espaço no orçamento. Senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) afirmam que Bolsonaro conseguirá fazer medidas eleitorais que prejudicarão os próximos governos. Vale lembrar que antes da PEC, o governo teria uma margem baixíssima para gastar em 2022.

Um dos culpados disso foi a exclusão do Fundef do teto de gastos. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento Fundamental e de Valorização do Magistério é um valor que a União deve aos Estados para pagar os custos e reajustes de professores e educação básica. Além da retirada do Fundef, o governo parcelará os pagamentos em três parcelas anuais.

Além disso, a aprovação do Auxílio Brasil tornou o programa sem validade, assim como era o Bolsa Família. Posteriormente, os senadores decidiram retirar a pauta que proibia a formação de filas para receber o benefício. Agora, os requerentes podem ir a agências da Caixa Econômica solicitar o benefício.

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Como o texto foi modificado, ele precisa voltar à analise da Câmara dos Deputados. Contudo, analistas afirmam que isso será apenas formalidade, dado que o governo tem o apoio da maioria com o novo texto.

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Política

André Mendonça garante cargo no STF

Pedro Hostyn

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O plenário do Senado Federal aprovou ontem, 1, o nome de André Mendonça para a vaga restante no Supremo Tribunal Federal. Em votação relativamente apertada, o nome venceu com 47 votos a favor e 32 contrários. Foram 6 votos acima do necessário.

O nome, que ja havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, é a indicação mais alinhada com o Governo Federal de Jair Bolsonaro. Agora, o atual presidente tem duas indicações na Corte.

André Mendonça quase não foi

A nomeação de André Mendonça foi mais complicada que o tradicional. Além disso, a atual gestão chegou a temer uma recusa do Senado à sabatina do então ex-ministro da Justiça. Isso porque as suas vertentes religiosas foram motivo de embate entre ele e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre.

Isso porque Alcolumbre tem tradição judaica. Por outro lado, André Mendonça representa o ministro “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro para o STF. Além disso, acredita-se, nos bastidores, que Alcolumbre tentou barrar a nomeação por falta de apoio de Bolsonaro à candidatura de seu irmão à prefeitura municipal de Macapá.

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Dessa forma, muitos opositores entenderam que André Mendonça poderia levar sua vertente religiosa para os julgamentos no Supremo Tribunal Federal, o que é inconstitucional. Quando opositores questionaram, Mendonça afirmou que deixará a religiosidade de lado nos julgamentos. “Na vida, a Bíblia; no STF, a Constituição“, afirmou. Ele ainda disse que tem o compromisso com a imparcialidade. “Reafirmo meu compromisso irrestrito com a imparcialidade. […] Darei tratamento igualitário a todas as partes“, completou.

Antes de responder às perguntas, André Mendonça ainda solicitou 30 minutos para se apresentar como pessoa e como profissional, falando sobre sua experiência na área e expondo sua trajetória pessoal e profissional.

André Mendonça

Foto: Carolina Antunes/PR

Como fica Bolsonaro?

Com a nomeação de André Mendonça, em teoria, Bolsonaro tem 2 ocupantes favoráveis ao governo. Com isso, alguns julgamentos tendem a ter decisões que agradam o presidente. Contudo, ele ainda é minoria na Corte, o que atrapalha diversos processos. Apesar disso, o STF tem sido favorável ao governo e à família do presidente.

Isso porque nessa semana, Flávio Bolsonaro teve o foro privilegiado mantido pela Corte em votação confortável. Dentre os votos favoráveis, Nunes Marques deu seu parecer a favor do filho de Bolsonaro. Apesar disso, nem sem o Executivo e o Judiciário estão em harmonia, o que atrapalha decisões caras ao governo.

Contudo, desde as manifestações de 7 de setembro, ambas as partes baixaram o tom, mesmo que nos bastidores ainda não conversem de forma amigável. As tentativas de Bolsonaro de fechar o Supremo Tribunal Federal soaram mal aos ouvidos da população e da classe política, fazendo com que o presidente recuasse.

Porém, com a nomeação de André Mendonça, Bolsonaro coloca mais um pouco de sua influência sobre a Corte, assim como o Partido dos Trabalhadores fez em suas sucessivas gestões. Com maior diversidade de ideologias por lá, podemos esperar, de fato, julgamentos que abranjam todas as opiniões, além de as indicações de Bolsonaro serem fortemente defensores da atual Constituição.

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Economia

Lula critica política de preços da Petrobrás

Pedro Hostyn

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Em sua rede social, o ex-presidente Lula disse nesta terça-feira (30) que, caso seja eleito, não manterá a atual política de preços da Petrobrás. Segundo ele, em diversas ocasiões, a troca no cálculo dos custos faz com que os combustíveis fiquem mais caros, especialmente em cenários de alta do dólar.

A fala foi feita através de uma entrevista à Rádio Gaúcha e, posteriormente, reforçada na sua conta pessoal do Twitter.

A alta dos preços e a fala de Lula

Os apontamentos de Lula vêm em um cenário de alta da gasolina e dos demais combustíveis, causado principalmente pela alta do dólar e da cotação do petróleo no mercado internacional. A gasolina, que já subiu mais de 48% no ano, é uma das principais responsáveis pela inflação no Brasil.

O gargalo inflacionário é uma das maiores críticas feitas pela oposição a Jair Bolsonaro, que busca explicar que o preço da moeda americana e do petróleo não são de sua alçada. Apesar disso, o consumidor sente no bolso as consequências e, claro, não gosta disso.

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Digo em alto e bom som: nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro“, afirmou Lula em sua conta no Twitter. Vale lembrar que paridade internacional foi implementada em 2016 após a saída de Dilma Rousseff.

Apesar disso, Lula já reiterou que se for eleito em 2022, acabará com a modalidade de precificação. “Qualquer pessoa séria que ganhar as eleições não vai manter essa política de paridade de petróleo. Não é razoável“, completa. Ainda é importante lembrar que a política econômica do ex-presidente é pautada por uma maior intervenção do Estado na economia, buscando aliviar os preços às classes mais baixas.

Lula Petrobrás

Foto: FolhaPress | Reprodução

As pesquisas apontam

As pesquisas mostram que Lula ganha em todos os cenários em 2022. Contudo, analistas afirmam que ainda é cedo para afirmar que os dados são factíveis. Nessa semana, a Atlas lançou os resultados de uma pesquisa que dá 19% de popularidade a Bolsonaro. Em todos os cenários, o atual presidente perde a corrida eleitoral.

Dessa forma, a terceira via e Lula começam a despontar como os favoritos ao segundo turno. Apesar disso, ainda não se sabe se Moro ou Ciro Gomes estarão num possível enfrentamento contra Lula. As atuais pesquisas apontam Moro.

Isso porque o último levantamento do DataFolha mostra o petista com 44% das intenções de voto no primeiro turno. No mesmo resultado, Bolsonaro tem 26%. Contudo, Ciro Gomes aparece em terceiro devido à ausência de Sérgio Moro no questionário. Em um eventual segundo turno, Lula ganharia com 56% dos votos.

Dessa forma, a política de preços da Petrobrás tem se tornado fator importante para a eleição de 2022. Anteriormente a Lula, Ciro Gomes já havia afirmado sua intenção de seguir no mesmo caminho nessa pauta. Por outro lado, Bolsonaro não se coloca contra a medida explicitamente, mas as ações do governo mostram que ele é favorável à paridade internacional de preços.

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Política

Bolsonaro vê aprovação cair para 19%

Pedro Hostyn

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A empresa de pesquisa Atlas divulgou dados de um levantamento próprio que aponta que a popularidade de Jair Bolsonaro caiu para 19%. Os dados foram coletados entre os dias 23 e 26 de novembro. O número indica uma popularidade em queda e analistas acreditam que o momento da economia está afetando a aprovação do presidente.

Em janeiro de 2019, a aprovação era de 39%. Há um ano, girava em torno dos 31%. Agora o patamar ficou ainda mais baixo.

A queda da popularidade

A queda da aprovação da gestão de Bolsonaro vem em meio a uma escalada de preços e uma piora no cenário da economia. Assim como ocorre em todos os governos, quando a economia vai mal, a popularidade do governo cai, independentemente das causas. Foi exatamente isso que aconteceu no mandato de Dilma Rousseff e uma das premissas para o impeachment.

Exatamente por isso que no lado oposto, 60% das pessoas acreditam que a gestão de Bolsonaro é ruim ou péssima. O patamar é o segundo maior da série de pesquisas, quando em setembro a rejeição atingiu 61%. Nesse meio, 20% das pessoas acreditam que a gestão é regular. Para coletar os dados, a Atlas entrevistou 4.921 pessoas durante 4 dias. A margem de erro é de um ponto percentual para cima e para baixo.

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Apesar dos dados, a Atlas faz pesquisas apenas via internet através de anúncios publicitários, consultoria e convites em massa. Isso faz com que fiquem de fora, por exemplo, pessoas sem acesso à internet, que na grande maioria são pessoas de baixa renda. Vale lembrar que o Auxílio Brasil e o Auxílio Emergencial aumentaram a aprovação do atual governo nas classes C e D, via pesquisas do Poder 360 e Valor Econômico.

Os motivos da impopularidade de Bolsonaro

Segundo Andrei Roman, diretor da Atlas, o governo Bolsonaro se elegeu pautado na luta contra a corrupção e com propostas fortes para a segurança pública. Apesar disso, desde 2019 o governo tem seguidamente falhado nessas áreas, fazendo com que o eleitorado não tenha mais identificação com o governo.

Um fato que foi marcante nessas propostas foi o pedido de demissão de Sérgio Moro. Anteriormente tido como “superministro” ao lado de Paulo Guedes, o ex-ministro da Justiça agora é pré-candidato à presidência em 2022 pelo Podemos. Além disso, notícias de Brasília levantam a possibilidade de uma chapa com João Doria, atual governador de São Paulo.

Segundo a Atlas, para 59,2% das pessoas, a corrupção está aumentando. Na segurança pública, 65,2% acreditam que o Brasil está mais violento. No âmbito da economia, 72,3% das pessoas afirmam que a economia do Brasil não está nos seus melhores dias. Um dos grandes responsáveis por isso é o IPCA, que afeta diretamente o bolso do consumidor na hora de ir ao supermercado.

Andrei Roman ainda afirma que “antes, a popularidade de Bolsonaro caía quando ele criava uma crise ou surgia uma notícia ruim, mas sempre se recuperava rapidamente após a fase de maior turbulência. Agora ele parece ter perdido essa capacidade de pronta recuperação. Sugere um desgaste que veio para ficar”.

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Além dessa pesquisa, diversas outras instituições afirmam que o caso de Bolsonaro está crítico. Isso porque nos cenários prováveis de eleição, Bolsonaro perde em todos eles para o ex-presidente Lula. Além disso, recentemente Sérgio Moro começou a encostar em ambos os candidatos. Opositores do governo, apesar disso, afirmam que ainda é cedo para especulações dessa magnitude e que a corrida eleitoral precisa começar, com propostas, para que se tenham dados mais verídicos.

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Economia

Venezuela será o país mais pobre da América Latina

Pedro Hostyn

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Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Venezuela terminará o ano de 2021 como o país mais pobre da América Latina. O país, que vive em uma ditadura chavista, viu seu PIB cair mais de 80% nos últimos sete anos.

Apesar disso, o país ainda tem as maiores reservas petrolíferas do mundo e já despontou como a terceira maior economia da região. A inflação por lá já passa da casa dos milhares.

O que aconteceu com a Venezuela?

É uma história longa para explicar em poucas palavras o que aconteceu com a Venezuela. Contudo, a pobreza está extremamente ligada ao regime político adotado por lá e às sucessivas tentativas de saquear os cofres públicos.

Desde a descoberta do petróleo por lá, em 1922, o país se deparou com as maiores reservas do bem no mundo, ficando à frente, inclusive, da Arábia Saudita. Posteriormente, diversos partidos tentaram entrar na política para pegar sua fatia na nova riqueza do país, aparelhado ao Estado e desviando as políticas públicas.

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Dessa forma, o populismo tomou conta e a sociedade passou a conviver com mais e mais benefícios sociais, deixando a população extremamente dependente do governo. Além disso, em 1973, no choque do petróleo, a Venezuela estatizou todas as petrolíferas em uma empresa chamada PDVSA. Após isso, o governo fez o mesmo com siderúrgicas e outras indústrias de setores importantes.

Dessa forma, o chavismo se impôs e, na busca por constante popularidade, começou a expandir seus braços na economia, fazendo com que tudo, de certa forma, dependesse do Estado. Com isso, em 1999, Chávez toma conta do poder, onde ficaria até 2013. O posto ficaria também para seu sucessor, Maduro, que vigora até hoje, em meio à impopularidade e eleições polêmicas. Apesar do pleito eleitoral, Maduro sempre sai vencedor, com grande maioria de apoiadores nas casas legislativas. Há acusações de fraude.

Venezuela

Foto: AVN/Telesur

A importância do petróleo e a queda da economia

Os derivados do petróleo e o próprio bem correspondem a 96% das exportações da economia na Venezuela. Por isso, as atividades por lá são extremamente dependentes do preço da commodity no mercado internacional. Por isso, quando houve um boom dos preços internacionais em 2008, assim como o Brasil, o país surfou na onda e arrecadou muito dinheiro.

A partir daí, os sucessivos erros políticos dominaram o cenário e a população começou a, gradativamente, deixar o país. Hoje, cerca de 20% da população já deixou o país, o que significa um dos maiores êxodos da história. Além disso, nesse mês a inflação bateu vultuosos 1.575,3%, segundo o próprio Banco Central da Venezuela (BCV). O cenário é tido como de hiperinflação e normalizar a economia nesse estado é extremamente difícil. Para isso, o governo já tirou 6 zeros das moedas e implantou diversas medidas contracionistas. Apesar de ser o manual, medidas contracionistas em populações pobres faz com que as coisas fiquem ainda piores.

E por isso, em 2021, a Venezuela ultrapassará o Haiti no posto de país mais pobre da América Latina. O país deve fechar o ano com uma renda per capita de US$1.627, ante US$1.690 do Haiti. Para se ter uma ideia, há dez anos, a Venezuela tinha uma renda per capita de US$12,1 mil.

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Política

Doria será o representante do PSDB em 2022

Pedro Hostyn

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O PSDB anunciou hoje que João Doria será seu candidato à presidência da república nas eleições de 2022. O atual governador de São Paulo desbancou o atual governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Além disso, Doria venceu de Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus. A eleição, que havia sido suspensa por problemas no aplicativo, foi finalizada com 53,99% dos votos favoráveis ao candidato paulista. O anúncio foi feito por Bruno Araújo, presidente da sigla, em Brasília.

Contudo, a aprovação do presidenciável vem em meio a elogios de Lula a Geral Alckmin, também do PSDB, que, segundo os bastidores políticos, provavelmente será vice de Lula em 2022.

Quem é João Doria

Doria é o atual governador de São Paulo e, ao contrário de seus concorrentes, não tem uma extensa vida política. Isso porque ele é fundador da Lide, grupo que reúne, em encontros, autoridades e empresários. Com isso, Doria começou a sua carreira política ao derrotar Fernando Haddad, do PT, nas eleições para a prefeitura de São Paulo em 2016.

Três meses após vencer a prefeitura, Doria decidiu concorrer ao governo de São Paulo. Ainda sem projeção suficiente, Doria venceu no segundo turno, com uma votação apertada. Ele conquistou 51,75% dos votos na ocasião.

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Por isso, Doria nunca exerceu nenhum cargo Legislativo e foi um dos primeiros líderes estaduais a romper com a atual gestão nacional de Jair Bolsonaro. Dessa forma, ele ganhou popularidade e impulsão nacional ao negociar as vacinas do Intituto Butantan. São Paulo ainda foi o primeiro estado a começar a vacinação e, hoje, é a cidade que mais vacinou no mundo, com 100% da população aduta totalmente imunizada.

PSDB Doria 2022

Foto: Alexandro Martello/G1

A missão do candidato

Doria chega com a missão de reerguer o PSDB após um quarto lugar nas eleições de 2022, quando o candidato foi Geraldo Alckmin. Com isso, o presidenciável precisa, agora, formar alianças políticas fora do estado e buscar apoio em bases onde não é muito popular. Dessa forma, ele deve concorrer tanto com Lula quanto Bolsonaro pelas alianças do chamado centrão.

O atual governador de São Paulo fará parte da chamada “terceira via“, que busca bater de frente com a polarização entre Lula e Bolsonaro. Dessa forma, a agenda econômica do candidato deve abrange benefícios sociais, mas uma pauta mais liberal na economia, como já tem feito no estado. Além disso, Doria também é conhecido pelas amplas parcerias público-privadas em serviços como praças, hospitais e também na educação.

Apesar disso, analistas afirmam que a rejeição ao candidato é alta, principalmente entre os apoiadores tanto de Lula quanto de Bolsonaro. Com isso, segundo eles, o governador precisará atuar de forma mais forte na construção de sua imagem, de modo a tentar angariar os votos tanto de Lula e Bolsonaro, quanto de Sérgio Moro e Ciro Gomes, duas das principais figuras da terceira via.

Nas prévias do PSDB, cerca de 30 mil filiados votaram. A votação ocorreu durante uma semana, após problemas técnicos no aplicativo do partido. Apesar disso, segundo a cúpula do PSDB, a falha não afetou a votação, que teve seu fim hoje.

 

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