Bolsonaro revela como governo financiará Auxílio Brasil em 2023
O presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou nesta quinta-feira (1º) que o Auxílio Brasil deverá continuar pagando R$ 600 em 2023. De acordo com o presidente, isso acontecerá através da prorrogação do estado de emergência ou da taxação de dividendos.
Em resumo, o governo federal já enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) prevendo o pagamento de R$ 405 para o Auxílio Brasil em 2023. No entanto, esse valor não deverá ocorrer de fato, segundo o presidente.
Na verdade, a continuidade do benefício em R$ 600 é uma das promessas de campanha de Bolsonaro. Aliás, os seus adversários políticos afirmam que o aumento do valor do Auxílio Brasil só aconteceu devido às eleições. E é justamente isso o que a maioria dos brasileiros acredita.
Também não é pra menos, a falta de espaço no Orçamento da União mostra que o governo terá dificuldades para manter o auxílio em R$ 600 no próximo ano. E esse cenário ajuda a reforçar as críticas ao presidente.
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Bolsonaro revela com manterá auxílio turbinado
Embora o governo não tenha revelado oficialmente como irá financiar o Auxílio Brasil em 2023, o presidente explicou que isso poderá acontecer de duas maneiras. Inclusive, ele explicou por que o valor turbinado não está presente no Orçamento enviado ao Congresso.
“Se eu botasse agora [no Orçamento], eu ficaria sem espaço para mais nada”, afirmou Bolsonaro. “Para botar, eu tinha que achar espaço para isso. E no momento não tem como achar espaço para isso. Porque tem um limite. E isso dá algumas dezenas de bilhões de reais”, explicou o presidente.
Esse problema deverá ser driblado pelo governo, que já tem “dois possíveis lugares” de onde poderá vir o dinheiro para financiar o Auxílio Brasil em 2023.
“Se a guerra continuar lá fora [na Ucrânia], continuamos a Emergência aqui, da mesma forma se vota no Parlamento”, disse Bolsonaro. “A outra forma é a taxação de lucros e dividendos para quem ganha acima de R$ 400 mil por mês”, acrescentou.
“O certo é pagar 27% disso tudo, [mas] a gente não quer 27%. A proposta da equipe econômica é 15%. Está abaixo da pessoa física, que paga 27% [de imposto de renda]”, afirmou. “E mais ainda. Com essa taxação é possível corrigir a tabela de Imposto de Renda”, finalizou.
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