AUXÍLIO BRASIL: fila de espera pode ser o DOBRO do anunciado
O governo federal iniciará nesta terça-feira (9) o pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil. Até julho, os beneficiários receberam R$ 400 por mês, mas a parcela ganhou uma turbinada a partir deste mês. Aliás, o novo valor seguirá apenas até dezembro, ou seja, por mais quatro meses.
Em resumo, a Emenda Constitucional nº 123 permitiu ao governo gastar R$ 41,2 bilhões além do teto de gastos. Esse valor foi utilizado para turbinar o vale-gás, bem como pagar o auxílio-taxista e o auxílio caminhoneiro. No entanto, o maior montante seguiu para o Auxílio Brasil.
O principal objetivo do governo era aumentar o valor pago pelo benefício, mas também zerar a fila de espera. De acordo com projeções do Ministério da Cidadania, mais de 350 mil pessoas entravam todos os meses na fila de espera do auxílio.
Diante desse cenário, a pasta afirmou que havia quase 765 mil pessoas esperando a aprovação do benefício no país em maio. Contudo, novos dados compilados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indicam que havia 1,8 milhão de famílias no mês.
A título de comparação, o Ministério da Cidadania estimou que a fila de espera estava em 1,5 milhão de pessoas no mês passado. Caso os números estejam realmente defasados, esse número pode ser muito maior que o esperado.
Pedidos para entrar no Auxílio Brasil dispararam
Desde o anúncio da turbinada do valor pago, a procura para conseguir a aprovação no Auxílio Brasil disparou no país. Aliás, técnicos do Ministério da Cidadania já admitiram que a fila de espera poderá voltar no segundo semestre.
Segundo o CNM, há uma preocupação crescente em relação à estrutura dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Como a procura está pressionando os postos, muitos municípios estão sobrecarregados e com dados defasados.
“O programa Auxílio Brasil está passando por alterações preocupantes, como a elevação de R$ 400 para R$ 600 do benefício, que só dura até o final do ano. E depois?”, questionou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Vale destacar que a averiguação de dados ficou suspensa durante a pandemia da covid-19 para não penalizar as famílias que não iam pessoalmente ao Cras. Contudo, isso mudou, e os centros estão sendo pressionados com o aumento da procura.
“A pressão dessa averiguação cadastral recai sobre os municípios. Como os servidores da assistência social não estão dando conta da fila de quem está nessa atualização cadastral, como é que vão fazer busca ativa para identificar as famílias que estão em situação de pobreza, por exemplo?”, perguntou Ziulkoski.
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