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Política

Angela Merkel deixa comando da Alemanha após 16 anos

Pedro Hostyn

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Encerrou ontem, 8, uma era de 16 anos de comando na Alemanha. Isso porque Angela Merkel deixou o comando do país, passando o bastão para o social-democrata Olaf Scholz. As negociações da transição demoraram 8 semanas. Contudo, não será tarefa fácil para o novo ocupante do cargo substituir Merkel. Isso porque ela é a líder mais bem avaliada do mundo e, mesmo depois de 4 mandatos, ainda tem uma popularidade grande.

A Alemanha é a maior economia da Europa e diversas vezes o país salvou a economia do continente. Além disso, Merkel atuou em diversas frentes para evitar o fim da moeda única. Ela é uma das políticas mais bem sucedidas da história.

Quem foi Angela Merkel?

É difícil explicar Angela Merkel em poucas linhas. A cientista começou sua carreira como chanceler em 2005, sendo a terceira mais longeva no cargo, atrás apenas de Otto Von Bismark, no século XIX, e Helmut Kohl, que liderou a Alemanha de 1982 a 1998. Além disso, Merkel é a primeira chanceler mulher do país.

À frente da Alemanha, ela liderou o país na crise mundial de 2008, uma das mais graves da história até então. Além disso, ela evitou, por duas vezes, o fim o Euro como moeda única na União Europeia. Ela trabalhou nas negociações da anexação da Crimeia à Rússia, após brigas sucessivas entre russos e ucranianos. Merkel também atuou fortemente no combate às guerras e no acolhimento aos refugiados da Síria em 2015 e 2016. Na crise contra o coronavírus, a Alemanha foi a liderança da Europa e ditou o exemplo para o mundo inteiro.

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Merkel é cientista e isso fez com que trabalhasse muito com dados. Apoiadores e pessoas próximas a ela afirmavam que as decisões vinham sempre acompanhadas de números. Com isso, ela conseguiu chegar mais próximo do acerto na grande maioria das vezes, aliando política e ciência.

Angela Merkel e Olaf Scholz

Imagem: Christoph Soeder/POOL/AFP

Olaf Scholz e o duro trabalho pela frente

Saindo do cargo, Angela Merkel deixa seu sucessor, Olaf Scholz. O social-democrata é um candidato mais voltado à esquerda do espectro político, mas se intitula de centro. No plano de governo dele, algumas pautas aliadas ao mundo estão no radar, como políticas mais sustentáveis.

Isso porque Olaf defende as alterações climáticas como política social. Dessa forma, ele vai buscar fontes limpas de energia. Além disso, o chanceler também vai lutar pela legalização da maconha, aumento do salário mínimo e a construção de habitações às famílias carentes. Sobre a União Europeia, o Scholz defende um bloco forte, com uma moeda única, assim como Angela Merkel.

A Alemanha é a maior economia da Europa e tem a liderança moral do grupo da União Europeia. O país é sempre um dos responsáveis por salvar o bloco, seja pela via financeira, seja pela liderança em negociações. Especialistas esperam uma continuidade das políticas de Merkel, agora mais voltadas à políticas de bem-estar social, que devem ser ainda mais fortes.

Contudo, especialistas parecem unânimes em afirmar que Olaf Scholz tem um árduo trabalho pela frente se quiser ter a popularidade e a efetividade de Merkel.

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Estudante de Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência com o mercado de investimentos e análises políticas fazem parte da rotina. Atualmente, atua como assessor de atendimento e escritor do presente jornal.

Política

Ipespe: Lula tem 44% dos votos contra 24% de Bolsonaro

Pedro Hostyn

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Se as eleições fossem hoje, o ex-presidente Lula teria uma grande folga em relação ao segundo colocar, Bolsonaro, para uma disputa de segundo turno. Contudo, como a corrida eleitoral ainda não começou oficialmente, Lula ainda tem espaço para tentar a vitória ainda no primeiro turno. Isso é o que diz a pesquisa do Ipespe, que concluiu que Lula tem 44% dos votos, contra 24% de Bolsonaro. Moro e Ciro Gomes estão empatados em terceiro lugar na margem de erro.

A pesquisa foi financiada pela XP Investimentos, no custo de R$42 mil. O Ipespe coletou os dados entre 10 e 12 de janeiro, com mil pessoas entrevistadas nas cinco partes do país. Segundo o instituto, a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Mais uma pesquisa com Lula na frente

Até agora, nenhuma pesquisa devidamente cadastrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral mostrou o presidente Jair Bolsonaro na frente ou empatado com Lula. Do contrário, as pesquisas mostram, desde sempre, uma ampla vantagem do petista em relação ao atual presidente. No último estudo, o Ipespe deflagrou uma vantagem de 20 pontos percentuais, a favor de Lula.

Dentre as pessoas que responderam, 43% moram no Sudeste, 27% no nordeste, 15% no sul, 7% no Centro-Oeste e 8% no Norte. Além disso, o instituto confirmou os dados do Poder 360, que também fez uma pesquisa eleitoral. Segundo o jornal, Lula teria 40% dos votos, contra 30% de Bolsonaro. Com isso, o atual cenário é de que Lula está ganhando votos de Bolsonaro, mas o atual presidente também está perdendo para a chamada terceira via, lideradas por Sérgio Moro e Ciro Gomes.

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Por outro lado, o Ipespe levou em consideração outros candidatos. Além de Lula (44%) e Bolsonaro (24%), há votos para Sérgio Moro (9%), Ciro Gomes (7%), João Dória (2%), Simone Tebet (1%), Rodrigo Pacheco (1%) e Felipe D’Ávila (1%). Os brancos e nulos somaram 6% e as pessoas que não sabiam ou não responderam ficou na casa dos 7%.

Ipespe

Ipespe mostra a atual rejeição ao governo Bolsonaro. Foto: Ipespe | Divulgação

A avaliação do atual governo, segundo o Ipespe

Além de estipular que, no atual cenário, Lula seria o presidente eleito, a pesquisa ainda perguntou sobre a avaliação dos candidatos em relação ao atual governo de Bolsonaro. As respostas mostram que o percentual de reprovação atingiu 54% o que, na margem, pode ser um dos maiores índices de reprovação do atual presidente.

Segundo o Ipespe, A rejeição a Bolsonaro se manteve estável, ficando nos 54%, assim como nas três últimas pesquisas. Vale ressaltar que desde junho de 2021, o presidente contam com 50% ou mais de rejeição. A parcela que acha o governo bom ou ótimo somou 24%, mesmo percentual de votos do candidato do PP. Para 21% da amostra, o governo é regular. Contudo, em uma pesquisa manipulada, ou seja, com duas respostas possíveis, a rejeição foi para 64%, enquanto a aprovação subiu para 30%. Nessa parte 7% das pessoas não responderam.

Com isso, os dados do Ipespe enumeram que Bolsonaro tem uma base fiel e menor chances de conquistas o voto dos indecisos, no atual cenário. Por outro lado, Lula parece ser o escape dos indecisos.

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Política

Suprema Corte veta decisão de Biden sobre vacinas

Pedro Hostyn

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A Suprema Corte dos Estados Unidos, semelhando ao STF brasileiro, desferiu um duro golpe para o presidente Joe Biden nessa sexta-feira, 14. Por lá, o judiciário decidiu por proibir a obrigatoriedade de vacina para trabalhadores de grandes empresas. Contudo, a Corte entendeu que isso não vale para as pessoas que recebem ajuda do governo. Em nota, o presidente americano lamentou a decisão, mas comemorou a ideia de manter a obrigação para os beneficiários.

Anteriormente, o presidente tornou obrigatória a imunização de trabalhadores nas grandes empresas. A medida estava em vigor e valia apenas para as empresas com 100 ou mais funcionários. Agora, o governo e as empresas não podem mais obrigar o trabalhador a tomar a vacina.

A importância da vacinação

As autoridades americanas alertam constantemente sobre a importância da imunização. Além de diminuir os sintomas em caso de reinfecção, dados mostram que as internações têm a maior parte dos pacientes não vacinados. Dessa forma, tomar o imunizante pode prevenir hospitalizações e salvar vidas, afirma o FDA, autoridade sanitária dos Estados Unidos.

Contudo, a Suprema Corte entende que isso fere a liberdade individual e, com isso, retirou a obrigação de vacina para os trabalhadores. Foi o presidente Joe Biden que propôs a medida, que estava em vigor até ontem. Em nota, o presidente se disse decepcionado com a Corte. “Estou decepcionado de que a Suprema Corte tenha decidido bloquear requisitos de senso comum (…) para os funcionários de grandes empresas, que se baseavam claramente tanto na ciência quanto na lei”, disse o democrata. Por outro lado, o presidente ficou satisfeito com a medida de manter a vacina impositiva para pessoas que recebem ajuda do governo. Segundo o presidente, a proposta salvará vidas. Ele ainda diz que isso impactará a vida de 10 milhões de pessoas.

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Suprema Corte

Foto: AFP

A polêmica dos dados e a Suprema Corte

Os Estados Unidos vem aumentando fortemente sua campanha vacinal. Isso porque o governo precisou de quase quatro meses de campanha massiva para passar dos 50% para os 60% de vacinados no país. Por lá, analistas afirmam que a polarização política atrapalhou o processo de imunização, mesmo com o ex-presidente Donald Trump se voltando a favor das vacinas.

Atualmente, os Estados Unidos têm 75% da população com pelo menos uma dose, um pouco menos que o Brasil, que tem 78,5%, segundo o Our World In Data. Nessa semana, o perfil oficial da Casa Branca lançou uma postagem com gráficos que mostram a diferença entre casos de covid e hospitalização pela doença com vacinados e não vacinados. Segundo a imagem, os não vacinados têm maiores chances de contrair a doença e precisar de serviços de UTI.

Apesar disso, a Suprema Corte agiu após ouvir argumentos sobre mandatos temporários que visavam aumentar as taxas de vacinação no país. A ideia pretendia atingir 84 milhões de pessoas, cerca de 25% da população americana. Contudo, a decisão foi contrária ao que queria o presidente americano. Dessa forma, a partir de agora, trabalhadores não precisam mais tomar a vacina, nem mostrar resultados negativos para a covid semanalmente.

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Economia

Eduardo Paes diz que Rio investirá em criptomoedas

Pedro Hostyn

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Em entrevista coletiva à Rio Innovation Week, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que pretende investir parte do Tesouro do município em criptomoedas. Segundo o prefeito, a ideia faz parte de uma medida de atração de empresas, que busca transformar a cidade em um polo tecnológico. Além disso, ele afirmou que fará isso através do programa “Cripto Rio”.

Segundo o próprio prefeito, o intuito é aplicar 1% do caixa do município nas moedas digitais. Por outro lado, ele afirmou que a prefeitura pretende dar descontos em impostos pagos com bitcoin, a criptomoeda mais famosa do mundo. Ele ainda disse que pretende melhorar a cara da cidade para uma nova economia mundial.

A fala curiosa de Eduardo Paes

Durante a entrevista em um congresso de atração de empresas de tecnologia, o prefeito afirmou que pretende investir 1% do Tesouro do Rio de Janeiro em criptomoedas. Segundo o prefeito, a ideia é atrair novas empresas e tornar a cidade uma referência em tecnologia no mundo. Além da compra de criptos, o prefeito pretende fundar um projeto chamado de Portomara Valley.

Isso porque no Portomara Valley, o Rio de Janeiro daria isenções fiscais para empresas ligadas à tecnologia. A ideia é ter a mesma política que a Zona Franca de Manaus, porém voltado ao segmento das techs. Apesar disso, o prefeito não deu restrições ao projeto. Isso porque, segundo fontes, Eduardo Paes pretende dar desconto em impostos, como IPTU e IPVA, para os cidadão que pagarem com criptomoedas. A ideia, para os aliados do governo, é mostrar uma cidade mais voltada à nova economia mundial. Vale lembrar que atualmente apenas El Salvador reconhece o bitcoin como moeda oficial. Além disso, no Brasil, não há legislações sobre o uso de criptomoedas como forma de pagamento. “Vamos estudar o arcabouço jurídico para que a gente possa fazer isso”, afirmou ao O Globo o secretário da Fazenda, Pedro Paulo.

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Eduardo Paes Bitcoin

Foto: Divulgação

Não é a primeira vez

Apesar de o Rio de Janeiro ser a maior cidade brasileira disposta a essa nova forma de pagamentos, a cidade de Maricá já havia informado sua intenção de ser um local mais tech. Isso porque a cidade, que fica próximo à Niterói, já deu detalhes sobre como funcionará os descontos para quem pagar com criptoativos. Dessa forma, a prefeitura já tem a modalidade de pagamento para os cidadãos mais modernos.

Segundo a prefeitura de Maricá, o imposto será de apenas 2% para quem fizer o pagamento através de plataformas digitais de operação. O pagamento pode ser feito em ativos ambientais, através de fintechsstartups prestadores desses tipos de serviços.

Com essa novidade, os prefeitos de ambas as cidades levantam uma discussão ainda adormecida no Brasil. Isso porque, cada vez mais, as grandes empresas aceitarão o pagamento em criptomoedas. Com isso, é necessário que haja legislações sobre o tema, bem como uma organização do próprio governo, com a iniciativa de aceitar, ou não, essas moedas. Segundo analistas, aceitar bitcoin como pagamento colocaria o Brasil em foco no mundo, dado que Estados Unidos e China não parecem dispostas a isso.

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Política

Boris Johnson pode perder o cargo no Reino Unido

Pedro Hostyn

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, passa por mais uma crise em seu governo. Depois de criticar a covid no início da pandemia (e voltar atrás após ser internado com a doença), agora a imprensa local acusa o premiê de participar de um encontro em maio de 2020. Segundo a mídia do Reino Unido, a reunião tinha aproximadamente 100 pessoas, todas servidoras públicas ligadas ao governo.

Na época, o premiê teria se reunido nos jardins de Downing  Street com funcionários de seu governo para uma comemoração. Contudo, Boris Johnson afirma que acreditava ser uma reunião de trabalho. Por causa disso, 56% da população deseja a renúncia do premiê. Ele pediu desculpas publicamente.

O caso de Boris Johnson com a covid

O primeiro-ministro do Reino Unido não teve um posicionamento popular no início da pandemia. Afirmando que se tratava de uma doença respiratória normal, Boris Johnson demorou em tomar medidas de restrição, o que aumentou o número de casos no país. Contudo, ele admite ter mudado a sua visão sobre a pandemia ao contrair a doença e precisar ser internado na UTI.

Desde então, o premiê é símbolo de medidas de combate à doença na Europa e no mundo, sendo o país britânico um pioneiro na vacinação da população. Além disso, o Reino Unido atingiu um dos maiores percentuais do mundo na imunização da população contra o vírus. Além disso, Boris Johnson foi destaque em uma reunião com Bolsonaro, onde incentivou o presidente brasileiro a se vacinar. Contudo, essa troca de discurso não agradou uma parcela significativa da população.

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Agora, com as denúncias de que teria ido a uma festa em meio ao lockdown no país, ele vê seu cargo ameaçado. Isso porque, depois das denúncias, o presidente foi flagrado em uma festa com aproximadamente 100 pessoas. Apesar disso, opositores afirmam que não se trata de um evento único.

Boris Johson

Foto: Reuters

“Partygate”

O evento de Boris Johnson, que ficou conhecido como “Partygate”, uma referência ao movimento “Watergate”, que derrubou o presidente americano Richard Nixon em 1974, enfureceu grande parte da população. Por lá, opositores querem a saída do premiê. Além da festa, a mídia britânica teria descoberto um e-mail enviado a mais de 100 pessoas convidando para o evento, o que derruba as desculpas do primeiro-ministro.

“Por favor, junte-se a nós a partir das 18h e traga sua própria bebida”, dizia o e-mail enviado por Martin Reynolds, o principal assessor de Boris. Na época, o governo britânico havia determinado que as visitar eram proibidas e que as aglomerações poderiam ter, no máximo, duas pessoas ao ar livre e com distanciamento.

Com as denúncias, o premiê perdeu o apoio de seu próprio partido. Dessa forma, analistas acreditam que o governante dificilmente sairá dessa situação, o que levaria a um processo de desligamento de Boris Johnson. “Acho que se ele conscientemente participou do que sabia ser uma festa, então não pode sobreviver a isso”, disse Nigel Mills. O deputado conservador é correligionário do primeiro-ministro.

Hoje, 13, Boris Johnson foi dar declarações ao Parlamento britânico. Em seu discurso, disse que entende a raiva das pessoas e, posteriormente, disse que pensou que fosse uma reunião de trabalho. “Milhões de pessoas tiveram que fazer sacrifícios nos últimos 18 meses e entendo a raiva que possam sentir do meu governo“. “Eu aceito minha responsabilidade, fui ao jardim naquele dia e acreditei que era uma reunião de trabalho“, completou o premiê.

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Economia

Bolsonaro dá poder à Casa Civil no orçamento

Pedro Hostyn

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O presidente Bolsonaro decretou, nesta quinta-feira (13), que a Casa Civil precisa dar aval para questões do orçamento para o ano de 2022. É a primeira vez que isso acontece. Contudo, analistas afirmam que o presidente tirou a autonomia do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem a austeridade fiscal como objetivo. Apesar disso, o presidente decidiu por dar mais poder a Ciro Nogueira, ministro ligado ao centrão.

O decreto é importante, porque marca um cenário bastante curioso: Bolsonaro busca aumentar sua popularidade. Segundo o Diário Centro do Mundo, o presidente também afirmou que, caso não vença em 2022, se mudará para os Estados Unidos. O jornal ainda afirma que o chefe do Executivo está preocupado com os números.

O que a Casa Civil tem a ver com o orçamento?

O ministério da Casa Civil normalmente não atua nas questões do orçamento. Tido como um setor que fala com todos os outros, o ministério de Ciro Nogueira tem grande influência em todas as ações políticas do governo. Apesar disso, Paulo Guedes entrou no governo como “superministro”, mas agora não tem mais poder sobre sua própria pasta, afirmam analistas.

Isso porque uma das principais atribuições de Paulo Guedes é remanejar o orçamento nacional, de acordo com o que o país precisa e o presidente quer. Com esse poder passando para a Casa Civil, Guedes fica de lado em um momento crucial para Bolsonaro. Isso porque, com a popularidade em baixa, segundo as pesquisas, Bolsonaro busca se aproximar do centro do espectro político para ganhar apoio. O movimento não surpreende analistas. Segundo Guilherme Aché, da Squadra Investimentos, Lula e Bolsonaro se movimentarão para o centro em busca de apoio.

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Vale lembrar que Bolsonaro fez diversos decretos para atender as classes mais vulneráveis. Tanto o Vale Gás, quanto o Auxílio Brasil são programas de transferência de renda levantados em ano eleitoral. A oposição afirma que é uma tentativa do presidente de aumentar sua popularidade. Contudo, as pesquisas mostram Bolsonaro longe de Lula, que tem chances de ganhar em primeiro turno.

Bolsonaro Casa Civil

Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil. Foto: Agência Brasil

As reviravoltas políticas de Bolsonaro

Analistas têm visto as reviravoltas do atual governo com preocupação. Isso porque além de ter driblado o teto através da PEC dos precatórios, agora o governo delega para um outro setor uma questão importante para o país. Somado a isso, a economia fechou 2021 com uma inflação de 10,06%, a maior desde 2015. Dessa forma, os investidores estrangeiros não andam confiantes por aqui.

Contudo, isso não quer dizer que tenham saído. Somente no dia 10 de janeiro, os investidores aportaram R$624,5 milhões na bolsa. A soma anual já passa dos R$2 bilhões. Entretanto, analistas acreditam que o movimento se deve ao desconto dos ativos na bolsa brasileira. Guilherme Aché afirma que o Brasil se tornou um “traço” na carteira de investidores internacionais.

Vale lembrar que, desde 2018, posse de Bolsonaro, o dólar subiu mais de 70%. Atualmente, a moeda se encontra no maior patamar entre os governos, desde a criação do Plano Real. Além das dúvidas em relação à economia brasileira, um fator que pressionou a alta do dólar foi a pandemia e, agora, a alta dos juros americanos deve levantar mais ainda a moeda.

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Política

Empresário troca Bolsonaro por Sérgio Moro; entenda

Pedro Hostyn

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O maior doador da campanha do PSL em 2018, Wilson Picler, defenderá a campanha eleitoral do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro. A informação é da revista Veja. O empresário, que é dono das redes de ensino Uninter, chegou a doar R$800 mil à sigla do então candidato Jair Bolsonaro. Segundo ele, a doação foi feita para fortalecer a legenda. Contudo, pessoas próximas a ele afirmam que o empresário se decepcionou com as políticas do atual governo. Agora, ele busca trocar de ares.

Apesar da doação generosa, Wilson Picler declarou um patrimônio de R$48,9 milhões de reais em 2018. Dessa forma, o partido de Sérgio Moro espera doações similares para a campanha desse ano. Além disso, o Podemos, partido do ex-juiz, contará com o fundo eleitoral para promover a campanha de seu candidato.

Por que trocou?

Não é comum que grandes apoiadores se exponham publicamente sobre as eleições. Contudo, Wilson Picler é figura conhecida. O empresário é ex-deputado federal pelo PDT, partido que deixou em 2015 para se filiar ao Patriotas, onde ficou até 2018. Atualmente, Wilson segue filiado ao PSL e faz parte da ala que não apoia publicamente o presidente Bolsonaro.

“Não tenho nada contra o Bolsonaro”, disse Picler em entrevista ao jornal Estadão. “Ajudei ele. Na época, ele disse que não haveria reeleição, que ia acabar com a reeleição, que não concorreria à reeleição. Também falou muito de Lava Jato. No fim, acabou tendo reeleição e a Lava Jato sofreu um revertério muito grande”, completou. O presidente Bolsonaro falou em entrevista, ainda quando era pré-candidato à presidência, que não buscaria a reeleição e, ainda, proporia uma extensa reforma política no Congresso.

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Além disso, Wilson Picler afirmou que Sérgio Moro é o candidato mais forte para combater a polarização. Segundo ele, a população defende a manutenção da Lava Jato. Ele alega que, se Lula disputar a eleição, Moro seria fundamental nesse processo. “O Bolsonaro já governou. Está terminando o mandato dele. E eu sou contra a reeleição para cargos de Executivo. Faço parte de um rol de brasileiros que estão frustrados com o que aconteceu com a Lava Jato. E se o Lula vai disputar a eleição, então o Sérgio Moro é fundamental nessa disputa”, afirmou o empresário.

Bolsonaro Sérgio Moro Wilson Picler

Wilson Picler, empresário que trocou Bolsonaro por Sérgio Moro. Foto: Divulgação

Sérgio Moro precisa defender o trabalho da PF

Além de discordar de algumas atitudes do presidente Bolsonaro, o fundados da Uninter afirma que a participação de Moro nas eleições é fundamental. Isso porque, segundo ele, os debates darão a chance de o ex-juiz explicar os processos da Operação Lava Jato e tirar dúvidas sobre o trabalho da PF nessa operação.

Se acontecer de Moro ir para o segundo turno contra o Lula, será como se o ex-presidente estivesse indo a uma espécie de júri popular“, disse Wilson. Isso porque Moro foi o juiz responsável por julgar e determinar a prisão do ex-presidente Lula. Em discursos, o petista afirma que Sérgio Moro não foi imparcial nos julgamentos e que a verdade prevaleceu.

 

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