A pandemia e a demanda de petróleo em médio prazo

Conforme análise oficial do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2031), a escassez, alta concentração geográfica, qualidade decrescente das reservas e a elevada demanda de água em localidades vulneráveis a estresse hídrico, contribuem para elevar custos de minerais em um cenário de entrada acelerada de energias renováveis.

A pandemia e a demanda de petróleo em médio prazo

Segundo a IEA, a demanda de petróleo poderá declinar ainda em médio prazo. No entanto, seria necessário combinar todas as seguintes ações: Melhoria de eficiência no setor de transportes (- 900 mil b/d).

Mudanças comportamentais, como a adoção do trabalho remoto por três dias na semana ao invés de um dia (- 800 mil b/d) e a redução pela metade nas viagens aéreas de negócios (- 1,0 milhão b/d). Aumento da frota de veículos elétricos de 60 milhões para 90 milhões em 2026 (- 500 mil b/d). 

As políticas públicas e a sustentabilidade

Políticas públicas adicionais, como medidas para reduzir o consumo de plásticos, o uso de petróleo e derivados para geração elétrica e calefação, aumento de impostos e redução dos subsídios sobre combustíveis, e ações para desencorajar o uso de motores a combustão interna (- 2,5 milhões b/d), destaca o documento oficial do Ministério de Minas e Energia (MME).

Covid-19 e seus impactos na oferta

Conforme divulgação realizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), os atrasos provocados pela pandemia de covid-19 na entrada de novos projetos não são plenamente compensados com os aprovados em 2020. 

A retração nos investimentos e capacidade produtiva global

A retração de 30% nos investimentos em E&P em 2020 pode impactar a produção mundial em 2 milhões b/d em 2025 (IEA). Esses investimentos adicionam menos de 1,0 milhão b/d à capacidade produtiva mundial em 2025.

Assim sendo, novos projetos serão necessários para atender à demanda esperada para as próximas décadas, pondera o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2031). 

Preços de equilíbrio do petróleo em longo prazo

Os preços do Brent abaixo de US$ 50/b não viabilizam a produção na maior parte das províncias petrolíferas no mundo. Uma demanda continuamente decrescente, chegando em 20 milhões b/d em 2100, exigiria uma oferta acumulada de 1,7 trilhão de barris. 

De acordo com o PDE 2031, até 2050, seriam 940 bilhões de barris. Ou seja, ainda que a demanda mundial decline haverá necessidade de incremento dos esforços exploratórios, com consequente aumento do patamar de preços.

A elevação dos preços do petróleo

Em longo prazo, os preços deverão elevar-se para garantir a produção em volumes suficientes para atender à demanda, estimular mais exploração ao longo do mundo, e cobrir o custo social de grandes produtores dependentes de petróleo, informa a análise divulgada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

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