Ameaça causada pelos bancos digitais e públicos aos bancos tradicionais

Como forma de avaliar e permitir um maior acesso à informação, uma análise foi realizada pela Capital Research para que se tenha conhecimento sobre as ameaças que as fintechs e os bancos públicos causam a instituições financeiras tradicionais que já estão a muito tempo dentro do mercado, e qual o atual momento vivenciado por eles. Quando consideramos o Ibovespa, atualmente as instituições financeiras correspondem a quase 25% de toda a composição. Sendo que, para quem pretende alternar a um período longo a carteira de ações, escolher um banco tradicional fica quase que obrigatório, pelo fato de esses bancos serem bons pagadores de dividendos e fazerem parte dos blue chips de primeira categoria, sem contar a importância que eles exercem sobre o mais fundamental índice da bolsa de São Paulo.

Com as ameaças causadas pelas fintechs e instituições financeiras públicas, como fica o andamento dos bancos tradicionais?

A Capital Research destacou no início de 2020, mesmo que o ano estivesse apenas no seu começo, que tudo indica que esse campo passaria por amplas mudanças e alterações. Segundo a analista da citada casa que realizou as análises, Ernani Reis, muitos investidores estão preocupados com a situação dos bancos tradicionais e muitas pessoas já deixaram essas grandes instituições, o que fez com que bancos como o Itaú tivessem perda de 5,78% e o Bradesco de 1,94% até o momento referido, o que mostra que o andamento desses bancos vem sendo grandemente afetados e rodeados pelos bancos digitais, bancos públicos e pelo open banking.

As fintechs e instituições financeiras públicas possivelmente irão dominar o mercado ocupado por bancos privados

Uma das alternativas que o governo pensa para aumentar a concorrência entre os bancos, é permitindo que as taxas de juros cobradas pelas instituições privadas cheguem menores aos clientes. O grande medo é que nos próximos anos os bancos tradicionais tenham resultados negativos, e que os bancos digitais e públicos dominem todo o mercado financeiro, o que na opinião da casa de análise é algo que não será tão ruim como muitos pensam e que provavelmente esse episódio acontecerá.

Ernani Reis ainda afirma que, os bancos digitais, conhecidos como fintechs, possuem o ponto negativo de não disponibilizar todos os tipos de serviços e produtos que as instituições tradicionais podem oferecer, mas, elas apresentam a grande vantagem de oferecer ao cliente um novo modelo de mercado vinculado à tecnologia de alta capitalização e com um custo bem mais baixo para atender às demandas de seus usuários. É importante lembrar que para adquirir recursos para o seu andamento, muitas vezes os fundos de investimentos dos bancos tradicionais são utilizados como forma de obter capital. E por isso, uma das táticas adotadas pelas instituições privadas é obter novas startups que permitirão modernizar as plataformas digitais que chegam até o cliente, como forma de conseguir mais tecnologia, seja através da compra ou parceria.

Outro ponto que foi avaliado pela casa, é que os bancos tradicionais ainda contam com toda uma estrutura física, que apesar de gerar uma série de custos, é considerado como fator essencial por diversos clientes, além de todo o histórico das instituições privadas, que está consolidado a muitos anos, apesar de a atualização dos sistemas estar ocorrendo lentamente. Reis ainda afirma que essa situação gera uma convergência, em que os bancos tradicionais precisam ser atualizados através da tecnologia, e as fintechs precisam de um amadurecimento maior, oferecendo mais serviços aos clientes.

O que deve ser considerado pelo investidor para que ele tome a decisão correta?

Inicialmente, os bancos públicos estão buscando maiores mudanças, principalmente a Caixa Econômica Federal, que tenta alterar cada vez mais um dos fatores que mais interferem na receita de qualquer instituição, as taxas de juros que são aplicadas, além disso, ela ainda busca afunilar a concorrência existente com o mercado “middle market”. Como forma de criar uma maior competitividade com as instituições financeiras tradicionais e privadas, a Caixa busca ampliar a sua receita, através do seu grande foco de atuação nos campos da construção civil, agronegócio e infraestrutura.

De acordo com a Capital Research, a provável aceitação do Open Banking é outro acontecimento que deve ser analisado e levado em consideração. Isso permitiria que o compartilhamento de informações sobre os clientes fosse mais fácil, fazendo com que os bancos fizessem com que suas tecnologias fiquem todas padronizadas. Como forma de aumentar de maneira significativa a diminuição das taxas de juros, aumentando a concorrência entre as diversas instituições financeiras, a modernização permite que o próprio cliente escolha quais serviços e produtos deseja utilizar, tudo com muita facilidade através da tecnologia disponível no celular. E com todas essas alterações, com todo o aumento da concorrência entre as instituições financeiras, diversos benefícios e vantagens são conseguidas e quem ganha é o cliente e usuário da instituição.

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